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Edição 173 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 22 de Setembro de 2011 | ed. 173 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Inqurito A Cmara Municipal de vora abriu um inqurito destinado a apurar suspeita de desvio de dinheiros no servio das guas. Em reunio pblica, o presidente da autarquia, Jos Ernesto Oliveira, revelou que o inqurito j permitiu recolher elementos para a abertura de processos disciplinares a dois funcionrios. Vereadores da oposio exigem que o caso seja rapidamente esclarecido.

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    Lusitano com dvida de 800 milO Lusitano de vora, um dos histricos clubes do Alentejo, que nos anos 50 e 60 permane-ceu 14 pocas na primeira Diviso, atravessa uma crise sem precedentes ao ponto de este ano ter suspendido o futebol snior.

    Segundo apurou o Registo, o Lusitano est com uma dividida 800 mil euros. Fruto da gesto das duas direces anteriores o Lusi-tano no tem neste momento nem dinheiro nem patrimnio diz Manuel Porta, presi-

    dente da direco dos verde-e-brancos.No sou cptico ao ponto de dizer que o futu-ro passa pelo fechar de portas, mas bom que os scios tenham a noo de que a situao muito grave, refere.

    Desvio de verbas na Cmara de vora

    CulturaTrul no CazaquistoPg.05 O marionetista Manuel Dias (grupo Trul) est de malas aviadas para a sia, onde vai participar num festival que rene alguns dos melho-res marionetistas de todo o mundo. O grupo ser o nico representante do nosso pas neste festival no Caza-quisto e num outro, em Outubro, no Brasil.

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    Guia de FestasVianaPg.11 Viana do Alentejo acolhe, a partir de amanh e at segunda-feira, mais uma edio da centenria Feira DAires, um certame que pretende ser um espao privilegiado para a mostra de actividades econmicas, nome-adamente do tecido empresarial da regio.

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  • 2 22 Setembro 11

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Carlos

    Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt

    | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira

    N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    A culpa do buraco ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    S em 2012 est previsto um corte de 550 Milhes de Euros. Este montante foi analisado por todas as partes, incluindo pelo PSD que agora nos governa e que subscreveu aquele memorando.

    O descontentamento com as medidas go-vernativas deste e do anterior governo, em cumprimento do acordo com a Troika, quase generalizado. S mesmo os grandes grupos financeiros e os seus serventurios tm razes para estar satisfeitos.

    Contudo, muitos de ns resignamo-nos aos discursos das inevitabilidades que a toda a hora nos entram pela casa dentro. Dizem-nos os iluminados comentadores e jornalistas que isto no pode deixar de ser porque o deficit e a divida e o rating e o FMI e o BCE e a UE que somos pobres e que a sustentabilidade do sistema financeiro

    O que eles no dizem, o que eles calam que por fora das regras da unio monetria Portugal perdeu soberania e no pode por exemplo, cunhar moeda. Por isso, perante dificuldades (que resultam, em boa parte da destruio do nosso aparelho produtivo, imposto tambm pelo sistema de quotas do unio europeia), Portugal v-se obrigado a recorrer a emprstimos externos.

    Estes emprstimos no podem (ainda por imposio comunitria) ser pedidos ao Ban-co Central Europeu (BCE) cujo capital dos vrios estados, mas sim aos bancos nacio-nais. Estes pedem emprestado ao BCE a ju-ros baixos e depois emprestam aos estados a juros altos numa manobra de agiotagem institucional consentida e imposta.

    Estamos j todos a ver quem arrecada os lucros: o capital financeiro. Ou seja, dinhei-ro h, est mal, muito mal, cada vez mais mal distribudo. Por isso o estado de coisas

    que vivemos NO UMA INEVITABILI-DADE.

    preciso outra poltica centrada no inte-resse pblico e na resoluo dos problemas das reais das pessoas e do pas, E ISTO POSSVEL. E isso depende de ns! Mesmo parecendo que no. Dir-me-o, mas como se nem h eleies to cedo. Com a luta e na rua. Manifestando a nosso indignao e reivindicando o que temos direito. OS DI-REITOS CONQUISTAM-SE!

    A Histria est cheia de exemplos a des-mentir os descrentes e os conformados. Foi assim, foi lutando, foi na rua e nos locais de trabalho que se conquistaram as oito horas de trabalho dirio, ou a semana-inglesa ou a proteco na maternidade ou o direito reforma ou proteco no desemprego. Se foi assim, continuar a ser assim.

    pela luta que l vamos. No h outro ca-minho. Ou algum espera que os que cria-ram e consentiram nos mecanismos de cada vez mais concentrao e distribuio desi-gual da riqueza, agora, num volte face mi-lagroso decidam repor a justia esbulhada?

    As razes esto a todas (sentimo-las na pele) a justificaes esto na Histria dos movimentos operrios e populares. Por isso dia 1 de Outubro vamos a Lisboa gritar bem alto a nossa indignao e a nossa determi-nao na defesa dos nossos direitos. A no ser assim onde est a nossa dignidade, o que diremos aos nossos filhos? Como diz a can-o Vai l tu, que eu j l vou? Pode ser demasiado tarde!

    Quem no se sente no filho de boa gente

    Margarida Fernandesarquitecta Paisagista

    No passado dia 15 de Setembro celebrmos 32 anos de existncia do SNS. Nesta ocasio importa homenagear o seu fundador Ant-nio Arnault e todos os que contriburam para a sua consolidao. Devemos ainda homena-gear todos os profissionais de sade que de forma abnegada dedicaram o seu melhor em prol da qualidade deste servio que de to-dos ns.

    Durante 4 anos tive a oportunidade de trabalhar com muitos destes profissionais no Hospital Esprito Santo, EPE em vora e testemunhei como, com todos eles, podemos fazer uma profunda mudana direccionada para as necessidades da populao, colocan-do uma organizao do SNS num patamar de elevada qualidade. O nmero 1 do Arti-go sexagsimo quarto (64) da constituio Portuguesa prev que todos tm direito proteco da sade e o dever de a defender e promover.

    Esta a nossa responsabilidade colecti-va e esta a principal responsabilidade de quem Governa. Sabemos que o Memoran-do da Troika nos impe uma forte reduo da Despesa Pblica na rea da sade. S em 2012 est previsto um corte de 550 Milhes de Euros. Este montante foi analisado por to-das as partes, incluindo pelo PSD que agora nos governa e que subscreveu aquele memo-rando.

    As medidas contempladas incidem maio-ritariamente em reas que podem ser sujei-tas a racionalizao do sistema, em reas onde existe claro desperdcio onde h espao para mais eficincia e melhor organizao e gesto. Todos sabemos que sem boas contas na sade, est em causa a sustentabilidade de todo o sistema. Desde Correia de Cam-pos, como Ministro da Sade, que a susten-tabilidade foi uma opo poltica com um programa bem orientado para alcanar tal desiderato.

    O Partido Socialista, fundador do SNS com Antnio Arnault, conhece bem as exi-gncias de um sistema que sempre procurou concretizar os ideais constantes da nossa Constituio, levando os cuidados de sade a todos os cidados de forma tendencialmen-te gratuita.

    A evoluo tecnolgica e o aumento da esperana mdia de vida, o contnuo au-mento da qualidade da oferta de cuidados, associado incapacidade de gerar riqueza de forma crescente, constituem factores que nos desafiam para abordar de forma muito empenhada e inovadora a defesa do SNS atravs da melhor Gesto de todo o sistema. O Partido Socialista deve estar disponvel para analisar e discutir de forma aberta a sustentabilidade do SNS para que o mesmo promova uma igualdade de acesso a todos os cidados.

    Esta igualdade de acesso garante da co-eso social to necessria, em especial nos momentos de profunda crise como aquela

    32 anos de Servio Nacional de Sade (SNS). Um servio que nos orgulha.

    antnio serranodeputado

    que vivemos. O que o Partido Socialista no pode entender a deciso do Governo, de ajustar o corte previsto no memorando da Troika em +47%, ou seja de uma reduo da Despesa de 550 Milhes de Euros, temos agora uma reduo de 810 Milhes de Euros! A Ministra Ana Jorge acompanhou de forma notvel esta negociao e sabe bem o que es-foro que nos pediram.

    Como possvel somar a esse esforo mais 260 Milhes em 2012? At hoje conti-nuamos a desconhecer as razes objectivas deste agravamento brutal. Na Comisso da Sade de 7 de Setembro, questionmos o Sr. Ministro, mas no obtivemos resposta. No dia seguinte os Jornais estavam repletos de pretensas novas medidas que em alguns ca-sos representam retrocessos civilizacionais com consequncias negativas, incluindo na perspectiva financeira (o caso das Plulas!).

    A tutela desmentiu mas no h fumo sem fogo! Ainda desconhecemos qual o plano do Governo para concretizar um corte desta di-menso.

    O que ser o corte na gordura, no desper-dcio, que cortes r