Registo ed171

Download Registo ed171

Post on 19-Mar-2016

218 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Edio 171 do Semanrio Registo

TRANSCRIPT

  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 08 de Setembro de 2011 | ed. 171 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    JOAQUIM PSCOA Em entrevista ao Registo, o presidente do Sindicato dos Professores da Zona diz que as dificuldades das escolas se vo agravar este Ano Lectivo com a reduo do nmero de professores e com o aumento do nmero de alunos por turma. Quanto extino das direces regionais de Educao, anunciada pelo Governo, Joaquim Pscoa claro: No vejo nenhum inconveniente.

    0909

    D.R

    .

    Preo do po vai (de novo) aumentarBaixa produtividade e aumento de 76% no preo dos cereais resultam em subida de preo.A m campanha de cereais, cuja produtivida-de em 2011 das mais baixas de sempre em Portugal, acompanhada da subida de preo nos mercados internacionais dever conduzir a um aumento do preo do po.

    Se os preos [dos cereais] persistirem, pos-svel que haja um impacto no custo do po, admite o secretrio de Estado da Agricultura, Jos Diogo Albuquerque, recordando que o preo dos cereais disparou 76% depois de uma

    forte seca ter levado a Rssia a suspender a ex-portao de cereais retirando mais de 21 mi-lhes de toneladas do mercado. Em Portugal, alm do mau ano agrcola, a rea cultivada com cereais cada vez menor.

    Escolas vo ter mais dificuldades

    Vendas Novas Viglias para manter SAPPg.07 Sucedem-se as viglias da populao de Vendas Novas contra o possvel encerramento do Servio de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Sade durante a noite. Os utentes dizem no ter condies para se deslocar a Montemor-o-Novo ou vora durante o perodo previsto para o encerramento das urgncias.

    Lus Pardal | A

    rquivo Registo

    0808

    D.R

    .

    ComboiosEncontro ibricoPg.06 Campo Maior foi palco de um encontro entre o presidente da Junta da Extremadura e o primeiro-ministro portugus. Monago e Passos Coelho esto de acordo em avanar com a ligao de Sines Europa numa linha ferroviria de mercadorias.

  • 2 08 Setembro 11

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro

    Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.

    funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    O buraco da Madeira ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Este Governo quis ignorar esta realidade e agora vive o choque da realidade e actua de cabea perdida, numa esquizofrenia tributria, sem perspectiva, sem capacidade para nos apontar um caminho.

    Existe uma forte expectativa e uma grande esperana que o actual Governo consiga re-solver a grave crise econmica e financeira que atravessamos.

    Efectivamente tem sido necessrio recorrer a mais receita fiscal para resolver alguns dos pro-blemas emergentes. Na verdade, algumas difi-culdades tm surgido neste percurso inicial do Governo. Mas tambm verdade que o Governo tem sido corajoso e competente para as resolver.

    Tm sido questionadas as opes do Se-nhor Ministro de Estado e das Finanas por recorrer a mais receita fiscal para cumprir algumas das metas apresentadas no memo-rando. Um Governo que mal tomou posse, e tem que cumprir metas extremamente difceis e rigorosas, pergunta-se se teria outro tipo de alternativa? Parece-me extremamente difcil.

    Como evidente, sabemos que o esforo ter que ir no sentido da reduo das chama-das gorduras do estado. E isso precisamen-te que o Governo pretende fazer. Para j, todas as solues encontradas procuraram resolver problemas de curto prazo. Doutra forma, seria totalmente impossvel cumprir as metas exis-tentes. Recorrer ao imposto extraordinrio e ao acrscimo de imposto sobre as famlias melhor remuneradas e empresas altamente lucrativas, pretende dar esse tipo de resposta. Um destes impostos tem aplicao apenas no final deste ano e o outro durante cerca de 2 anos. Por isso, o seu efeito extraordinrio para um perodo muito especial.

    O Governo sabe que os problemas estruturais s se resolvem com medidas de fundo. Por isso mesmo, est previsto at ao final do ano serem

    apresentadas medidas de reduo dos custos desnecessrios, assim como, uma forte aposta na reestruturao e reorganizao do estado.

    A extino de servios e instituies, a fu-so de organismos diversos, so medidas que pretendem dar resposta a esse tipo de questes. Em Outubro o Governo vai apresentar um plano muito claro sobre estas matrias.

    tambm reconhecido que existem muitos outros custos que so verdadeiros desperdcios do estado. Muitos deles funcionam como inibi-dores ao desenvolvimento econmico. Atacar por a vai ser uma das grandes prioridades do Governo.

    Sendo reconhecido por todos a situao crtica em que o pas se encontra, so estra-nhas algumas das posies apresentadas pela oposio. Muito mais se estranha, quando es-sas crticas vm do principal partido da opo-sio, grande responsvel pela situao com que nos defrontamos.

    E necessrio tempo para se tomarem medi-das de fundo, mas na realidade estamos a falar dum Governo que est em pleno das suas fun-es h pouco mais do que dois meses. Com as obrigaes e metas existentes (sobretudo as de curtssimo prazo) parece-me que muito j tem sido apresentado.

    fundamental haver tempo para imple-mentar medidas estruturantes. Muito mais tempo necessrio para se tomarem medidas com impacto relevante na actividade econ-mica. O Governo est a preparar conveniente-mente essas medidas.

    H que dar tempo ao tempo. S depois se deve avaliar.

    Esperana num futuro melhorAntnio CostA dA silvAEconomista

    Como possvel que antes de 100 dias de Governo Pedro Passos Coelho e a sua equi-pa j tenham desbaratado todo o capital de esperana que a maioria dos Portugueses depositou no PSD que veio a coligar-se com o CDS? Veio a confirmar-se a impreparao de Pedro Passos Coelho e da sua equipa.

    Mesmo participando nas negociaes com a Troika demonstrou um total desconheci-mento do estado real das finanas pblicas portuguesas e do estado real da economia europeia e internacional.

    S esse desconhecimento justifica as con-tradies entre o discurso de Pedro Passos Coelho antes de 5 de Junho e sua actuao enquanto Primeiro-ministro. Tem feito tudo ao contrrio do que prometeu! Enganou todos os que nele votaram, tal como teste-munharam recentemente Marques Mendes, Manuela Ferreira Leite, os Deputados do CDS e alguns do PSD na Assembleia da Re-pblica.

    Uma enorme desiluso para quem se ilu-diu mas uma confirmao para todos os que denunciaram a enorme incompetncia e des-conhecimento da realidade dos que agora nos governam.

    Sou dos que desejaram pessoalmente a este Governo os maiores sucessos no mo-mento da sua tomada de posse, sesso onde participei, mas que rapidamente verifiquei que as dvidas iniciais se confirmavam. Forte voluntarismo mas uma ausncia de ex-perincia misturado de incompetncia para lidar com a complexidade dos problemas que nos afectam a todos.

    Tudo era fcil para Pedro Passos Coelho antes de 5 de Junho. Mas e agora? Trs con-ferncias do Ministro das Finanas e trs anncios de aumento de impostos a par dos aumentos da electricidade e do gs.

    E no fica por aqui! Em Outubro chegar novo aumento de impostos! Os tais cortes na Despesa, lembram-se dos consumos inter-mdios, das gorduras, das Fundaes, dos Institutos, de tanta despesa que de um dia para o outro se eliminava? Pois , passados 100 dias no vimos nada! Fomos ludibria-dos! Aldrabados! Tudo o que valia antes de 5 de Junho j no vale! Tudo ao contrrio, co-locando os mesmos a suportar o sufoco das decises polticas!

    Uma viso errada, de alpaca, sem hori-zonte estratgico, confinados receita da Troika, do FMI, de Merkel, de Sarkozy, sem perspectiva econmica e social, sem rasgo, conformada, asfixiante, castrante, destrui-dora de capital humano e que no final, nas previses do Governo, em 2015: o mesmo nvel de desemprego, o mesmo nvel de endi-vidamento, o dfice oramental controlado, mas sem economia, sem vida, sem nimo, sem alma, sem fora para lutar, capitulando perante os ditames de uma estrutura domi-nante que revela incapacidade, vulgaridade, irresponsabilidade colectiva e ausncia de sensibilidade social e capacidade de leitu-

    Fim do Estado de graa! J? Infelizmente j!

    Antnio sErrAnodeputado

    ra das necessidades reais de uma economia globalizada.

    Portugal enfrenta um perodo de grande provao para o qual os nossos polticos no esto preparados. As suas receitas esgota-ram-se e a pacincia do povo vai rapidamen-te esgotar-se. Gostaria de vos transmitir uma viso optimista, mas no seria srio se o fi-zesse. Aquilo que nos espera um conjunto de mais dificuldades e um Governo incapaz, numa Europa em processo de autofagia ace-lerado.

    Bem podemos lamentar o passado e os er-ros dos Governos sucessivos, bem podemos lamentar o facilitismo no acesso ao crdito, a integrao europeia, a destruio do tecido produtivo