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Edição 161 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 30 de Junho de 2011 | ed. 161 | 0.50

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    Agentes culturais voltam a manifestar-se em vora

    Pg.09 As relaes difceis entre a Cmara de vora e agentes culturais da cidade motivou nova manifestao. Em causa continua o no pagamento dos subsdios relati-vos a 2009 e 2010. A Plataforma Cultura vora fala ainda em indefinio de critrios e falta de cumprimento com os compromissos assumidos.

    TransportesTrevo soma 1 milho

    Pg.15 A Trevo, empresa de Transportes Rodovirios de vora, celebra amanh, dia 1 de Julho o seu primeiro aniversrio com mais de 1 milho de passageiros trans-portados, numa cidade com cerca de 50 mil habitantes, su-perando as expectativas inicialmente definidas pelos seus responsveis.

    Governo exonera todos os governadores civis

    Pg.03 Fernanda Ramos, Manuel Monge e Jaime Es-torninho deixaram esta semana de ser governadores civis nos distritos de vora, Beja e Portalegre, depois de os res-pectivos pedidos de exonerao terem sido aceites. O Exe-cutivo decidiu no nomear novos governadores e avanar com o processo para a extino dos governos civis.

    Gilberto Messiasem ENTREVISTASE No NoS MANTIVERMoS NA III DIVISo NAcIoNAlSINTo-ME DERRoTADoPresidente do Redondense, eleito dirigente desportivo do ano, Gilberto Messias conta tudo sobre a crise directiva em que o clube mergulhou.

    06/07

    D.R

    .

    Pilotar um barco-casa entre a marina de Amieira e Monsaraz. Ou aventurar-se at um pouco mais longe. O desafio est lanado.

    com a casaNavegar

    12

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    s costas

    ARTESANATo

    Aldeiada TerraA dois passos de Arraiolos, foi inaugurada esta semana a Aldeia da Terra, projecto mais recente da Oficina da Terra, loja e conceito que se tornaram famosos pela construo de figuras em terracota e que agora decidiram criar a aldeia mais caricata de Portugal atravs de um jardim de esculturas. Edifcios, figuras, personagens, tudo serve para compor esta localidade em miniatura que promete fazer delcias de mi-dos e grados, sobretudo dos apreciadores desta arte manual. Situada no sop da vila de Arraiolos a Aldeia da terra est a tomar forma como um espao de mostra permanente da Oficina da Terra, vocacio-nado para uma visita tambm pedaggica. 19

  • 2 30 Junho 11

    O governo PSD/CDS-PP entrou em fun-es. A sua propenso para a demagogia ficou imediatamente revelada na reduzida quantidade de Ministros e na deslocao a Bruxelas do Primeiro-Ministro.

    A ideia de que um governo mais pequeno sai mais barato ao errio pblico comple-tamente falsa. Quanto mais pastas acumu-lar um Ministro mais Secretrios de Esta-do, Sub-secretrios e Assessores ter de ter para ter a mnima capacidade de despacho em relao s vrias matrias que lhe so colocadas. Donde os custos em gabinetes em lugar de diminuir de facto aumentam. Fica a imagem.

    A deslocao do Primeiro-Ministro em classe econmica no voo da TAP para Bruxelas foi apresentada como um novo estilo de actuao para um menor gasto. Absolutamente falso! A companhia area portuguesa no cobra ao Estado nem um tosto pelo transporte de membros do Go-verno em misso ao estrangeiro. Donde o Primeiro-Ministro poderia ter-se deslocado em primeira classe, em classe econmica ou no poro, que o custo seria exactamen-te o mesmo para o errio pblico. Ficou a imagem.

    O governo decidiu, na sua primeira reu-nio, exonerar os Governadores civis. No procedeu a qualquer aco que visasse a substituio dos Distritos pelas Regies Administrativas. Mantm-se as funes s que desempenhadas pelos Secretrios dos Ex-Governadores. Nada foi feito em rela-o s CCDRs. Resultado para os cofres pblicos da medida? Pouco ou mesmo des-prezvel. Ficou a imagem.

    O governo portugus comeou o seu mandato da melhor forma. Engodando os portugueses a pensar que est a fazer sa-crifcios prprios quando na realidade se prepara para impor condies ainda mais duras do que as previstas na troika. Prev privatizar ainda mais empresas e servios pblicos, destruir as fundaes da escola pblica e do servio nacional de sade, e para tanto at colocou um homem da banca frente deste ltimo ministrio. Verdade seja dita, foi isso mesmo que veio afirman-do antes e durante a campanha eleitoral.

    O governo portugus j tornou pblico que pretende tornar o despedimento mais fcil e barato, conduzindo misria e de-sespero milhares de famlias, sem que a produo tenha condies de crescer uma dcima que seja. Alis o acordo da troika

    previa a contraco da economia em 2,2% ao ano, nos prximos dois anos. Com as medidas brutais que PSD/CDS-PP querem impor a contraco dever ser ainda maior, com uma imoral concentrao de riqueza nas mos de uma minoria reduzidssima.

    A infame teoria da cascata de rendimen-tos, em que se se aumentasse a riqueza dos mais ricos esta se espalharia a partir da para as classes mais desfavorecidas, no s no funcionou em lado nenhum como dei-xou atrs de si um rasto de destruio so-cial que no supervel no actual quadro e, pasme-se, ainda que apresentando-se como liquidatrio do estado e do pas, para gu-dio da Unio Europeia, o chefe do governo no s no travou a subida das taxas de juro como esta subida se contagiou de imediato Espanha e Itlia, como alis era por de-mais evidente.

    A tentativa de no deixar pedra sobre pedra est a e, prevendo que numas futu-ras eleies possam vir a ser alvo da fria dos eleitores ao sentirem-se enganados, avanam j com a tentativa da liquidao da constituio e das normas proporcionais eleitorais, para, com o ignominioso argu-mento de poupana, arredarem as vozes dissonantes do caminho e prosseguirem com as polticas liquidatrias. Assim lhes d o PS a mo.

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Maneta

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) colaboradores Pedro Galego; Pedro

    Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.

    funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERc.IcS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira N.Depsito legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

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    Jesus apanhado pelo furaco

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Comisso liquidatriaCArlos MourAEngenheiro

    A deslocao do Primeiro-Ministro em classe econmica no voo da TAP para Bruxelas foi apresen-tada como um novo estilo de actuao para um menor gasto. Absolutamente falso! A companhia area portuguesa no cobra ao Estado nem um tosto pelo transporte de membros do Gov-erno em misso ao estrangeiro.

    Fernando Nobre sujeitou-se a dois escrut-nios para ser eleito Presidente da Assembleia da Repblica e no o conseguiu. No obteve sequer a totalidade dos votos da sua bancada.

    No foi uma derrota, foi a derrocada. Nobre perdeu de uma assentada a remota hiptese de afirmao poltica, perdeu par-te substancial dos apoios ao seu negcio de famlia, perdeu a pouca credibilidade de que ainda dispunha.

    Vem-me memria a histria do rei ludi-briado pelos falsos alfaiates que lhe propuse-rem veste digna dos deuses, to sublime, to etrea, que apenas aqueles que mantivessem na alma a pureza das crianas a poderiam ver. Nada lhe vestiram, mas quer o rei, quer os sbditos, por receio do juzo dos outros, fingiam ver roupas a cobrir a nudez do mo-narca. Foi preciso uma criana gritar que o rei ia nu, para que se descobrisse o engodo.

    Foi assim com Fernando Nobre, na nsia de protagonismo, s se apercebeu da sua nu-dez tarde demais.

    Passos Coelho nunca teve dvidas, sabia ele bem demais que a eleio estaria sempre condenada ao fracasso. Afirmou a quem o quis ouvir que tinha dado a sua palavra e, para um homem honrado, a palavra dada sempre para respeitar.

    Se Nobre o tivesse querido ouvir, se no estivesse to ausente da sua nudez, t-lo-ia libertado do seu compromisso e Passos a

    contragosto teria respeitado essa deciso.No foi isso que aconteceu. O lder do go-

    verno pode ento encenar a rbula da palavra dada, dizer que com ele o prometido devi-do, que sob a sua liderana o governo assu-mir os seus compromissos.

    Passos Coelho no perdeu, conquistou isso sim, uma retumbante vitria. Porque a pala-vra dada todo o contedo do seu programa de governo; o cumprimento do memorando de entendimento assinado com a troika; esse sim, o verdadeiro desgnio desta legislatura.

    Assim o afirmou o Presidente da Rep-blica no seu discurso de hoje, (escrevo estas palavras no dia 21) assim o sublinhou o j Primeiro-ministro no seu discurso de toma-da de posse.

    O que se espera deste governo que faa cumprir o acordado, contra ventos e mars, contra tudo o que possa advir deste trgico erro o objectivo simples: cumprir o acordo.

    Se assim no fosse, o governo seria ava-liado, pelos seus objectivos, no pela sua inexperincia, os ministros seriam questio-nados acerca dos seus projectos, nunca pela sua idade, o Primeiro-ministro falaria do seu programa, nunca da palavra dada

    Fernando Nobre prestou de facto o seu primeiro servio democracia, como disse Miguel Macedo, s que o servio foi outro; provou a todos ns como fcil manipular um manipulador.

    O rei vai nuM