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Edição 160 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 23 de Junho de 2011 | ed. 160 | 0.50

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    Corre Portugal o risco de desertificao?

    Presidente da Comisso organizadora do ii Congresso ibriCo de suiniCultura, que deCorre em vora.Estamos a atravessar uma crise grave. Ao no haver alteraes substanciais do ponto de vista conjuntural uma fileira que pode estar em risco.

    06

    Joaquim diasem entrevista

    agricultores surpresos com escolha de assuno Cristas

    N ova titular da Agricultura pro-mete dedicao para que o trabalho seja visvel. Alm das temticas agrcolas fica igualmente res-ponsvel pelo Mar e pelo Ambiente. Uma super-pasta no novo Governo, para a qual a CAP quer uma super-ministra.

    0512

    Lus Pardal | R

    egistoD

    .R.

    Flvio Serafim

    | Registo

    a regionalizao pode tornar as coisas mais complexas

    Pg.17 A questo no est no local onde se encontra a fonte de deciso mas na qualidade das pessoas que decidem e no escrutnio que ns cidados exercemos sobre os decisores polticos, diz ao Registo o presiden-te do Banco Popular. Rui Semedo participou em vora numa conferncia sobre PMEs.

    turismobeja Wine night

    Pg.18 A celebrao dos vinhos do Alentejo est de regresso, pelo segundo ano consecutivo, a Beja. O mo-numental castelo, classificado como Patrimnio Nacio-nal, voltar a ser palco de um evento em que os vinhos da regio sero integrados num ambiente de glamour, com muita animao. Ser a 2 de Julho.

    segurana: nova vaga de assaltos a montes isolados

    Pg.08 Etelvina e Horcio Preguia, irmos, com 65 e 70 anos, respectivamente, foram das mais recentes vtimas do gang que procura dinheiro e ouro em montes isolados. Os idosos foram assaltados, sequestrados e agredidos na madrugada do passado dia 20, segunda-feira, em sua casa, na Pintada, concelho de Montemor-o-Novo.

  • 2 23 Junho 11

    C estamos, por vontade do povo, prepara-dos para o choque liberal que nos prome-teram para redimir os pecados estatizantes que temos vindo a cometer, como fez ques-to de solenemente lembrar, h poucos dias, o mais alto ma-gistrado da Nao.

    O Chefe de Esta-do no se tem, alis, furtado a chamar a ateno para os pro-blemas que nos afec-tam, desde a sade agricultura, suposta-mente resultantes da m aco dos gover-nos democrticos.

    Merece aplauso o humilde sentimento de auto-critica que Sua Excelncia re-vela, uma vez que, nas suas criticas, no pode deixar de estar claramente implcita a critica a si prprio. Enquanto PM duran-te uma dcada, dis-ps de todas as condies para que a situa-o portuguesa fosse hoje diferente.

    Refiro-me as duas maiorias absolutas que o povo lhe concedeu, ao contexto de pros-peridade economica em que decorreram os seus mandatos e abundncia de meios fi-nanceiros que teve sua disposio depois da adeso CEE conseguida pouco antes por Mrio Soares.

    Venha ento esse choque liberal. Pela minha parte estou naturalmente expectante e no posso deixar de conceder o benefi-cio da duvida aos seus mentores que, con-vincentemente, foram capazes de vender a ideia aos eleitores.

    No vou por isso opinar sobre a estrutura e composio do novo governo uma vez que se trata do principal instrumento da nova estratgia e resulta certamente de uma ma-dura ref lexo.

    Fiquemos ento a ver como o malfada-do mercado que, alis, considerado o principal responsvel da crise nos vai tirar dela.

    A minha expectativa no vai apenas para o governo mas tambm para a oposio res-ponsvel, absorvida agora na sucesso do seu lder.

    O combate vai ser travado por duas figu-ras a que todos os socialistas reconhecem amplas qualidades. A Antnio Jos Seguro a perseverana, o rigor e a capacidade orga-

    nizativa e a Francis-co Assis a elevao intelectual e o bri-lhantismo tribuncio.

    No havendo a possibilidade de fun-dir numa s pessoa as qualidades de am-bos, que faria dela o lder ideal, resta-nos esperar que o que for eleito saiba aprovei-tar adequadamente as qualidades do ou-tro.

    Ambas vo ser necessrias para preparar a resposta social-democrata s consequncias que adviro da receita liberal que a to so-nhada maioria, go-verno e presidente de direita vo, a partir

    desta semana, ter todas as condies para aplicar em Portugal.

    A Abrir

    director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) editor Lus Maneta

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao arte&design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro

    Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.

    funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 erC.iCs 125430 tiragem 10.000 ex distribuio nacional Periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira n.depsito legal 291523/09 distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha tcnicaSEMANRIO

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    Como duro ser deputado...

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    O choque liberalCapoulas santosEurodeputado

    Venha ento esse choque liberal. Pela minha parte estou naturalmente ex-pectante e no posso deixar de conceder o beneficio da duvida aos seus mentores que, convincente-mente, foram capazes de vender a ideia aos eleitores.

    espera de Assuno Cristas est um dos ministerios mais complexos do novo gover-no, com agricultura e ambiente na mesma pasta.

    O presidente da Ami e ex-candidato a pre-sidente da republica comeou mal a sua carreira no Parlamento, ao no conseguir ser eleito para sucessor de Jaime Gama.

    Protagonistas

    Fernando Nobre

    Assuno Cristas

  • 3

    Poltica

    A constituio pela autar-quia bejense de um depsito a prazo de 400 mil euros levou os vereadores da CDU a acusarem a actual maioria de asfixiar financeiramente em-presas e instituies credoras do municpio, ao fazerem depsitos a prazo em vez de pagarem aos fornecedores.

    Segundo avanou a Voz da Plancie, o vereador Miguel Ramalho acusa os eleitos do PS de mentiram. J Cristina Valadas, vereadora socialista com o pelouro das finanas, devolve a acusao ao an-terior executivo e considera este procedimento um acto de boa gesto afirmando que em vez de ganharem os bancos ganhamos ns e de no ter deixado de pagar aos fornecedores.

    A questo j tinha sido objecto de discusso em an-teriores reunies de Cmara, quando os vereadores da CDU questionaram a maio-ria sobre a constituio de depsitos a prazo com verbas provenientes do IMI (Impos-to Municipal sobre Imveis).

    Na altura, afirma Miguel Ramalho, foi dada a infor-mao que a constituio desses depsitos resultava de dinheiro provenientes de caues de empreiteiros ordem da autarquia.

    Ainda de acordo com a Voz da Plancie, na ltima reunio de Cmara os verea-dores comunistas acusaram os eleitos socialistas de ter mentido, sustentando a acusao nos documentos fornecidos pela autarquia, que provam a constituio de um depsito a prazo de verbas oramentais no valor de 400 mil euros.

    Depsitosa prazo levantampolmica

    Beja

    A empresa Colt Resources pre-tende explorar, por cinco anos, as jazidas em Escoural, no Alen-tejo. O pedido de licena j est na Direco-Geral da Energia e Geologia, que disse que a apro-vao est para breve.

    Os investidores canadianos consideram que o potencial por-tugus est subaproveitado, e com essa premissa que partem para Portugal, mais exactamen-te para o Alentejo, procura de

    ouro, de acordo com o Pblico.O stio escolhido a vila de

    Santiago do Escoural, no conce-lho de Montemor-o-Novo, em vora. J desde 1980 que tm sido feitas prospeces que con-firmam a existncia de jazidas de ouro no subsolo.

    J vrias empresas tentaram obter a licena de explorao, po-rm, a canadiana Colt Resour-ces quem a ir conseguir dentro de poucas semanas.

    Carlos Pinto S, presidente da Cmara de Montemor, referiu ao Pblico tratar-se de um pro-jecto que poder criar emprego no concelho, o que considera ser uma necessidade urgente.

    O representante da Colt Re-sources em Portugal, Joo Carlos Sousa, afirma que as jazidas de ouro naquela regio so bem co-nhecidas devido a intensos tra-balhos de prospeco efectuados por diversas empresas do ramo.

    A concesso abrange uma rea total de cerca de 775 quilmetros quadrados, por um perodo de cinco anos.

    Joo Carlos Sousa refere que uma operao mineira, mesmo que de pequena dimenso, tem sempre uma influncia muito benfica a nvel local, quer no emprego directo, quer indirec-to, podendo mesmo potenciar o aparecimento de actividades in-dustriais.

    Canadianos procuram ouro em Montemor

    Previsto investimento de 157 milhes de euros. PIDDAC e fundos comunitrios garantem 116,8 milhes.

    PIDDAC insuficiente para financiar obras em AlquevaLus Maneta | Registo

    O Oramento de Estado para 2011 insuficiente para financiar o investimento de 157 milhes de euros previsto para o empreen-dimento de Alqueva. Segundo apurou o Registo junto de fonte do Ministrio da Agricultura, a soluo passar pela emisso de um novo emprstimo obrigacio-nista e pelo aumento de capital da EDIA em 2,7 milhes de eu-ros, decises que tero de passar por Assuno Cristas, esta sema-na empossada como ministra da Agricultura e do Ambiente.

    Feitas as contas, dos 157 mi-lhes de investimentos previs-tos para este ano e cujo ritmo se inten