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Edio 150 do Semanrio Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 14 de Abril de 2011 | ed. 150 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

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    ENERGIA

    vora testou automvel elctrico em road show da MOBI.EPg.23 vora acolheu a chegada do Electric Tour, projecto pioneiro a nvel europeu promovido pela Peugeot Portu-gal e pela MOBI.E, que vai percorrer um total de 25 cidades at dia 28 de Maio.

    ObrasGoverno trava a fundo no TGV

    Pg.03 O Governo no vai avanar com a construo do segundo troo da linha de alta velocidade. Cai a ligao entre Lisboa e Poceiro. E perspectiva-se a suspenso do troo entre Poceiro e o Caia.

    Primeiro voo internacional descolouontem do aeroporto de BejaPg.11 O voo inaugural realizou-se ontem, quando um Boeing 757 da com-panhia area TACV descolaou de Beja com destino a Cabo Verde. A bordo se-guiram 67 passageiros.

    Turismo do Alentejo debate Patrimnio do Tempo

    cABEA-dE-lIsTA dA cdu POR VORA APElA A cOMPROMIssO dE TOdOs Os PARTIdOs PARA NOVO HOsPITAl dE VORAVamos desafiar todas as foras polticas a assumirem o compromisso para que este investimento seja concretizado, diz Joo Oliveira.

    06

    Joo Oliveira em ENTREVIsTA

    Falta investir 748 milhes para finalizar Alqueva

    OEstado j gastou no empreendi-mento de Alqueva 1,8 mil milhes de euros. At concluso do pro-jecto, prevista para dentro de dois anos, falta ainda realizar 748,13 milhes de euros, o que elevar o custo final da obra para 2,5 mil milhes de euros.

    ECONOMIA15

    09

    AlERGIAs Plenes sob investigao

    14

    Lus Pardal | R

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    D.R

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  • 2 14 Abril 11

    A Abrir

    director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Maneta

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; contribuinte 5099759815 sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; departamento comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&design Luis Franjoso cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) colaboradores Pedro Galego; Pedro

    Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.

    funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERc.Ics 125430 Tiragem 10.000 ex distribuio Nacional Periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira N.depsito legal 291523/09 distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

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    A nova cor de Nobre

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    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    O povo que no se governa nem se deixa governar

    Nos confins da Ibria, h um povo que no se governa, nem se deixa governar.

    sobejamente conhecida esta frase, atribu-da a Jlio Csar quando, h mais de 2000 anos, tentava estabelecer a administrao romana no ocidente ibrico que hoje Portugal.

    Nunca esta frase foi to actual.H um ms atrs, previ com razovel pre-

    ciso, noutra crnica, o que era bvio que iria suceder. Muito dificilmente uma liderana da oposio, inexperiente politicamente e em di-ficuldade de afirmao, resistiria tentao de tentar a sua sorte de deitar abaixo o governo e de procurar provocar eleies, inebriada com a esperana de as poder ganhar.

    O governo caiu no Parlamento, com a conju-gao de esforos de uma estranha aliana que irmanou todos os partidos, desde a extrema-es-querda at ao sector mais conservador. E Por-tugal tornou-se a principal notcia da imprensa internacional nos dias que se seguiram.

    Passou a ser muito embaraoso para mim, desde o dia 24 de Maro, responder aos pedi-dos de esclarecimento, formulados por muitos deputados de diferentes pases e de diversas fa-mlias politicas, estupefactos com o que parecia ser a insanidade politica do pas que, naquele preciso momento, era o mais fustigado pelos mercados financeiros e que mais precisava de estabilidade e de confiana dos credores.

    O resultado imediato da bravata parlamentar de 23 de Maro foi o que se viu. Em poucas horas, os mercados captaram o sinal de que no havia condies em Portugal para aplicar um plano de austeridade que garantisse o controle do deficit e a capacidade do pas para honrar os seus compromissos financeiros. Rapidamente os juros da divida atingiram valores incom-portveis que passaram a pr em causa no s o financiamento do Estado, como tambm da prpria banca portuguesa que, nestas circuns-tncias, passou a estar em risco de colapso a curto prazo.

    O governo no teve alternativa seno de acorrer ao apelo desesperado dos banqueiros e de acabar por solicitar apoio externo ao FEEF e ao FMI, para evitar as consequncias desas-trosas que se avizinhavam para as poupanas dos cidados e o funcionamento das empresas.

    Mantive-me perplexo nas semanas que pre-cederam o deflagrar da crise com o esfregar de mos de alguns que pareciam ansiar por uma interveno externa, como se pedir dinheiro ao FMI fosse o mesmo que pedir auxilio Santa Casa da Misericrdia. E mais ainda fico quan-

    do constato que neste preciso momento ainda parece que no perceberam exactamente o que est a acontecer.

    E agora? Tambm no me parece muito di-fcil de prever o que vai suceder nas prximas semanas e quais as novas perguntas que me vo colocar aqueles com que diariamente me cruzo e esto sempre vidos de perceber o que est a suceder em Portugal. At porque metade da nossa divida est nas mos de bancos espa-nhis e outra tanta repartida, em partes iguais, por bancos franceses e alemes, aos quais no indiferente como vai ser o desfecho da nossa crise.

    No dia 16 de Maio ter lugar a reunio do ECOFIN (o Conselho de Ministros das Finan-as da UE), no qual Portugal ter de apresentar o plano necessrio para que o FEEF seja ac-cionado, associado ao FMI. Ora, ningum tem hoje duvidas de que, face aos acontecimentos dos ltimos dias, o novo PEC vai ser neces-sariamente mais gravoso para os portugueses do que o que aquele que, h poucos dias, a opo-sio rejeitou por o considerar excessivo. Mas ningum tambm ter dvidas de que, pelo menos os partidos que no so s de protesto e retricos, no tero coragem de expor o pas perante a ridcula situao de insolvente e de, ainda por cima, insano.

    Assim sendo, como iro explicar que apoiam agora um programa bem mais severo para as pessoas do que aquele que j tinha merecido a concordncia da UE e do BCE e que liminar-mente rejeitaram?

    Como explicaro eles isso em Portugal um problema que no me diz respeito, mas como o explicarei eu em Bruxelas aos meus pares que me deixa preocupado. uma questo a que ainda no sei responder. Terei de me preparar bem para que aqueles que me interrogarem no formulem sobre o meu pas o mesmo juzo que serve de ttulo a esta crnica e que aquele ro-mano emitiu h 2000 anos sobre o s aguerridos lusitanos.

    Um dos senadores da poltica alentejana deixa o Parlamento com uma frase avisada: H mais vida alm da poltica. Sobretudo num momento difcil como actual.

    De trapalhada em trapalhada, o ministro das Obras Pblicas l vai decretando o fim do TGV. No seria menos penoso dizer logo que no para fazer?

    Protagonistas

    P05

    P02Antnio Mendona

    Lus Capoulas

    Capoulas santosEurodeputado

    ...pelo menos os partidos que no so s de pro-testo e retricos, no tero coragem de expor o pas perante a ridcula situao de insolvente e de, ainda por cima, insano.

  • 3

    Poltica

    Governo trava a fundo no TGV

    Lus Maneta | Texto

    A deciso est tomada: O Go-verno no vai avanar com a construo do segundo troo da linha de alta velocidade. Cai a ligao entre Lisboa e Poceiro. Acaba-se a terceira travessia sobre o Tejo. E perspectiva-se a suspenso do troo entre Pocei-ro e a fronteira do Caia o tal que previa a construo de uma estao de TGV perto de vora, sendo apontado como factor de desenvolvimento estratgico para o Alentejo e para o porto de Sines.

    O cancelamento das obras ainda no foi anunciado, mas parece no restar outra alterna-tiva. No faz sentido para o pro-jecto a meio ficando com uma ligao por TGV entre Poceiro e Madrid. De um ponto de vista poltico no faz sentido, muito menos econmico, avana ao Registo uma fonte do Ministrio das Obras Pblicas.

    Pedro Mota Soares, o lder par-lamentar do CDS/PP, afina pelo mesmo tom, mas em sentido inverso: Ningum ir de camio-neta, de txi ou a p entre Lisboa e o Poceiro. Por isso mesmo, enquanto o Governo no adiar o TGV entre Caia e o Poceiro tudo o resto se vai inevitvel, mais tarde ou mais cedo. Esta ligao s faria sentido se fosse a terminar e comear em Lisboa. Se for para ficar a meio do ca-minho, era como se construsse uma ponte at metade, concor-da o deputado ecologista Jos Lus Ferreira.

    Dito de outra forma, a alta velocidade servir para unir as duas capitais ibricas. Ou no servir para nada. Estivemos a perder tempo no pas, concen-trados em matrias e em projec-tos para os quais no tnhamos condies financeiras, resume o lder parlamentar do PSD, Mi-guel Macedo, consi