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Edição 146 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 17 de Maro de 2011 | ed. 146 | 0.50

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    TERTLIAS

    vora organiza tertlias para debater Cultura e RepblicaPg.19 Autarquia e instituies organi-zam ciclo de tertlias sobre a vida cultural da cidade, integrada nas comemoraes do centenrio da Repblica. Dia 28 de Maro, o debate ser sobre teatro.

    Teatroa bruxa estreia Msica no Vale

    Pg.18 A companhia de vora estreia esta noite a sua mais recente produo: Msica no Vale, com encenao de Fi-gueira Cid. A pea estar em cena at ao prximo dia 2 de Abril.

    Bandas de garagem e concertos no Ms da Juventude em voraPg.12 NuDe e os Outrhora Carmim so duas bandas de vora que participa-ram no Ms da Juventude. At final do ms, concertos com Duarte, Diogo Fon-seca, Expensive Soul, entre outros.

    Refer reconhece atraso: Linha do Alentejo no reabre em Maio

    VICE-pRESIdEnTE dA TERRAS dEnTRO TEMOS dE CAMInhAR pARA uM EquILBRIO MAIOR EnTRE REgIES RICAS E pOBRESEm entrevista ao Registo, a propsito dos 20 anos da associao, Alexandra Correia defende a aposta em actividades que possam atrair pessoas regio.

    06

    Alexandra Correia em EnTREVISTA

    Aumento do IVA reduz facturao dos ginsios em 10%

    As quebras na facturao so alar-mantes. A denncia foi feita pelo vice-presidente da Associao Na-cional de Ginsios, Jos Castro, que ini-ciou em vora uma volta pelo pas desti-nada a analisar os efeitos do aumento da taxa de IVA para 23%.

    Polmica15

    14

    Estatstica InE lana operao Censos/2011

    16

    lus Pardal | R

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    .R.

    arquivo | R

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    .R.

  • 2 17 maro 11

    a abrir

    director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor lus maneta

    propriedade

    PUBlicREaTiVE - associao para a Promoo e Desenvolvimento cultural; Contribuinte 5099759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; departamento Comercial Teresa mira (teresa.registo@gmail.com) paginao Arte&design luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro

    Gama; carlos moura; capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; carlos Sezes; margarida Pedrosa; antnio costa da Silva; marcelo Nuno Pereira; Eduardo luciano; Jos Filipe Rodrigues; lus martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.a. | www.

    funchalense.pt | Rua da capela da Nossa Senhora da conceio, n 50 - morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex distribuio nacional periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira n.depsito Legal 291523/09 distribuio miranda Faustino, lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

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    A escolha mais barata

    A Associao Terras Dentro est a assinalar 20 anos de existncia, que se traduziram em muitos milhares de euros investidos na promoo do desenvolvimento rural.

    O reitor da Universidade de vora est certo ao apontar as vantagens da coope-rao entre regies e universidades. Mas a Universidade no tem dado o exemplo.

    protagonistas

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | cartoonista

    p06

    p08Carlos Braumann

    Tal comoera previsvel...

    Uma das minhas ltimas crnicas neste jornal teve por ttulo O cerco. Referia-me ao conjunto de foras visveis e ocul-tas que tm tido nas ultimas semanas, meses e anos, como nica obsesso, cercar poltica, e at pessoalmente, o Primeiro-ministro, visando abat-lo.

    Conclua nesse artigo que sua resis-tncia tenaz estava a ter como conse-quncia que o cercado tivesse passa-do a ser Passos Coelho pelos bares do PSD, considerado dentro do seu prprio partido cada dia mais incapaz de o con-duzir, a curto prazo, ao almejado retor-no ao poder.

    A consequncia lgica est vista: Pedro Passos Coelho resolveu encetar a fuga para a frente, colocando a sua sobrevivncia enquanto lder partidrio como nica prioridade poltica.

    Convm recordar os factos. Portugal com um desequilbrio recorrente das suas contas pblicas desde h muitos anos, viu-se, com a crise financeira e a escassez de crdito, confrontado com dificuldades de financiamento da sua divida a taxas de juro aceitveis.

    A banca internacional, face a uma grande procura de crdito por parte de muitos pases igualmente endividados como a Alemanha, o Reino Unido, a Frana, a Itlia, a Blgica ou a Espanha passou a sentir-se mais segura empres-tando a pases com economias mais for-tes.

    Com uma situao de desequilbrio das suas contas bastante mais grave do que ns, j antes, a Grcia e da Irlanda, se tinham visto obrigadas a recorrer ajuda externa para poder continuar a honrar os seus pagamentos.

    Uma interveno externa implica sempre que sejam os organismos finan-ceiros internacionais a ditar as medidas de recuperao, numa lgica tecnocrti-ca, de curto prazo e com custos sociais elevadssimos.

    O Primeiro-ministro e o governo por-tugus tm-se oposto fervorosamente a qualquer interveno desse tipo e tm-se multiplicado em iniciativas, inter-nas e externas, para controlar o deficit e transmitir confiana aos mercados, tendo como pressuposto que ningum

    melhor de que ns prprios saberemos escolher as medidas mais adequadas para atingir o objectivo, amortecendo ao mesmo tempo, tanto quanto possvel, os impactos sociais negativos que medi-das restritivas sempre provocam.

    O ltimo resultado positivo deste esforo do governo ocorreu no ltimo Conselho Europeu de 11 de Maro onde ficou aberta a possibilidade de finan-ciamento directo do Fundo Financeiro Europeu aos Estados-Membros, contor-nado a necessidade de recurso aos mer-cados financeiros, enquanto as taxas de juro permanecerem usurrias.

    A atitude do principal partido da opo-sio, e do seu lder, tem sido a oposta. No s Pedro Passos Coelho se tem ma-nifestado disponvel para governar com o FMI, como se de algo banal se tratas-se, assim como destacados membros do seu partido tm recorrentemente vindo a minimizar tal eventualidade ou at mesmo a advog-la, como recentemente fizeram os eurodeputados Paulo Rangel e Mrio David.

    No espanta por isso que a liderana do PSD tenha encontrado agora, em tor-no das medidas de consolidao ora-mental que o governo teve de apresentar em Bruxelas para garantir os objectivos de 3% de deficit em 2012 e 2% em 2013, o pretexto que lhe faltava para abrir uma crise poltica e tentar a sua sorte, convicta de que as dificuldades do mo-mento actual e as ajudas de Belm sero suficientes para derrotar Scrates em eleies.

    Finge no perceber que, com isso, est a fechar a nica porta que, porventura, poderia impedir o recurso ao pedido de ajuda ao FMI e a um pacote de medidas bastante mais gravosas para os portu-gueses do que o plano de austeridade que o governo est e prev aplicar at 2013 e que tem merecido o total apoio da UE, do BCE e dos comentadores in-ternacionais.

    Mas o que importa isso agora se, com a ajuda preciosa do Bloco de Esquerda e do PCP, se pode abrir uma possibilidade que conduza a direita mais depressa ao poder?E o interesse nacional? Isso, logo se v!

    Capoulas santosEurodeputado

    Alexandra Correia

  • 3

    Poltica

    Que fora essa?Carlos mouraEngenheiro

    Os acontecimentos destes dias pa-recem marcados por sinais muito diversos em que a nica coisa que parece falhar a direco para onde vamos a despeito desses sinais.

    O discurso de tomada de posse do Presidente, o novo pacote de medi-das de austeridade, a discusso da moo de censura, a manifestao da chamada gerao rasca, so todos eles sinais do apodrecimento do sistema poltico mo de inte-resses que se mantiveram inaltera-dos ao longo dos anos, maugrado as transformaes do ps 25 de Abril, e que hoje se encontram protegidos pelos ditames da Unio Europeia, eles prprios servos dos que vo acumulando os recursos do planeta sob formas diversas.

    O apelo juventude proferi-do pelo Presidente, na tomada de posse, torna-se um eco to vazio, quanto o apelo para o aproveita-mento das potencialidades do mar o foi, nas palavras de um homem que, quando em responsabilidades governativas, foi parte activa na degradao do ensino pblico com nfase no superior, quando prolife-raram universidades privadas e po-litcnicos, que exploraram alunos e famlias que para a foram atirados via numerus clausus, que foi par-te activa na expanso do fenmeno da precarizao e expanso dos fal-sos recibos verdes, da consolidao

    dos contratos a prazo, entre outros feitos.

    Como se coloca em contraponto s aces do Governo, um Presi-dente que no s sanciona como aprofundaria todos os aspectos mais negativos desta governao, se ele prprio ou o partido de onde provm governassem? E bom de ver que nem sequer fazem desse facto segredo, admitindo-o e fazen-do gala disso mesmo?

    E onde se coloca um Governo e o partido que o sustenta quando semanas aps fazer juras que nada mais h por onde cortar e, logo aps encontros havidos na estranja, anun-ciam criar novos contribuies a pa-gar, desta feita pelos reformados?

    Que j no governa de facto, li-mitando-se a ser o fiel administra-dor das directrizes vindas de fora.

    Que j s se limita a tentar manter as franjas de poder que garantam sua clientela a manuteno das suas mordomias.

    De acordo com os efeitos da mo-o que foi debatida no dia 10, apa-rentemente mantm-se no mesmo lugar. Uma moo tem de servir para um objectivo e esse objectivo no pode deixar de ser a substitui-o do Governo.

    No pode nem deve servir para pavonear algumas tiradas de orat-ria, por muito que o assunto dessa oratria seja meritrio de acordo na

    maior parte dos pontos. Uma moo de censura tem de

    procurar aglutinar o mximo de vontades, ainda que no possa dei-xar de se nortear pelas aces que censura. Fosse essa a postura e,