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Edição 143 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 24 de Fevereiro de 2011 | ed. 143 | 0.50

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    Maria Filomena Mendes em ENTREVISTANOVO HOSPITAL DE VORA AVANA AT FINAL DO ANOPresidente do conselho de administrao do HESE diz que projecto no tem derrapagens e quer ver o arranque das obras ainda em 2011.

    06/07

    Montemor contra cortes no transporte de doentes

    Pg.09 Um abaixo-assinado contra o corte nas cre-denciais de transporte de doentes no urgentes j reco-lheu cerca de 4 mil assinaturas em Montemor-o-Novo. O objectivo pressionar o Ministrio da Sade a recu-ar numa deciso criticada por populaes, autarcas e bombeiros que, desde o incio do ano, registam uma re-duo superior a 30% nas requisies de transporte de doentes, em comparao com 2010.

    ESPECIALMichel Giacometti

    Pg.18 Foi recentemente editada a filmografia com-pleta do etnlogo Michel Giacometti, que integra a s-rie Povo que Canta, produzida pela RTP entre 1970 e 1974. No Convento dos Remdios, em vora, pode ser vista at 26 de Fevereiro uma exposio que rene 80 fotografias da coleco de Giacometti que desenvol-veu um trabalho de investigao, recolha e estudo da msica tradicional em Portugal.

    Bloco acusa Cmara de vora de navegar vista

    Pg.05 Miguel Sampaio, dirigente do Bloco de Es-querda, acusa o Executivo socialista na Cmara de vora de estar a navegar vista e defende a necessi-dade de uma clarificao quanto ao rumo da autar-quia: No apenas a poltica cultural da Cmara que se tem vindo a esfumar. Neste momento, o Executivo camarrio est a navegar vista e isso reflecte-se das opes meramente conjunturais que so tomadas.

    VORA Agentes culturais protestamA plataforma que rene 9 associaes culturais organizou ontem uma manifestao frente aos Paos do Concelho. Em causa o no pagamento de subsdios camarrios relativos a 2010 e os 200 mil euros em dvida desde o segundo semestre de 2009.

    03

    Turismo do Alentejo, autarquias e operadores tursticos aproveitam a Bolsa de Turismo de Lisboa para promover as potencialidades da regio. Alentejo fechou 2010 com crescimento de 6,7%.

    1414

    Alentejo

    na BTLpromove-se

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  • 2 24 Fevereiro 11

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Maneta

    Propriedade

    Nothing Else-.meios&comunicao; Contribuinte 508 561 086 Sede Travessa Ana da Silva, n.6 -7000.674 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 730847 Administrao Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial Teresa

    Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos;

    Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da

    Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal

    291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

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    Turismo do Alentejo, ERT

    P. Da Repblica, 12-1 | Apartado 3357800-427 Beja | Portugal(Tel) 284 313 540 | (Fax) 284 313 550(E-mail): geral@turismodoalentejo-ert.pt

    O domin revolucionrio chega Lbia

    O presidente da Turismo do Alentejo apos-ta na BTL, depois de um ano em grande para o turismo regional, com um cresci-mento de 6,7% nas dormidas.

    O Solar dos Lobos (grupo Lobo da Silveira) afirma-se como um projecto empresarial de sucesso com vinhos premiados a nvel nacional e internacional.

    Protagonistas

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    P11

    P23

    Ceia da Silva

    Filipa Lobo da Silveira

    Ventos de MudanaMouhaydine TleManiProfessor na universidade de vora

    Os manuais de histria, espelho da me-mria dos povos, esto no mundo rabe cheios de exemplos de levantamentos e revolues. Os ventos revolucionrios que sopram nestes ltimos tempos da margem sul do mediterrneo no esto alheios a um passado revolucionrio e a um presente em constante mudana. Individualmente ou colectivamente, os povos rabes tm um longo historial de lutas, levantamentos e revolues cuja dialctica obedece aos mesmos determi-nismos e constrangimentos das restantes sociedades humanas. Estes povos tm tambm aspiraes a ideias universais tais como a liberdade, a justia e o pro-gresso. Estes ideais estiveram sempre presentes no lxico ideolgico e cultural dos povos rabes.

    As suas formulaes lingusticas e as suas simbologias mitolgicas ou hist-ricas integram smbolos sociopolticos idiossincrsicos com matrizes objectivas idnticas aos restantes povos da bacia do mediterrneo. natural que assim seja, o mare nostrum, mesmo antes de conhe-cer esta denominao j era um espao informativo de intensas trocas imagem das redes sociais de hoje.

    As reivindicaes populares nestes pases so de natureza poltica ou eco-nmica? O Egipto a segunda economia de frica a seguir a frica de sul, no tem grandes reservas de petrleo nem ouro nem diamantes. Mas tem conhecido um crescimento econmico de 5 a 7 por cento por ano na ltima dcada. A Tu-nsia tem um Produto interno bruto por habitante de catorze mil dlares por ano. Um valor superior ao de pases da unio europeia como a Romnia, por exemplo. O Produto interno bruto por habitante no Bahrein, que ao contrrio do que se pode pensar no tem petrleo, de vinte e cin-co mil dlares e igual ao da Frana. So estes os pases onde se deram incio os levantamentos populares.

    So tambm pases com maiores n-dices de discrepncia na distribuio da riqueza produzida. Curiosamente ou

    no, pois percebe-se a razo, so pases que conheceram reestruturaes eco-nmicas ditadas pelo Fundo Monetrio Internacional que consistem em priva-tizaes generalizadas e cortes selva-gens nos investimentos pblicos, outrora amortecedores de oscilaes econmi-cas e financeiras. Estas polticas tiveram consequncias directas no mercado de emprego, especialmente nas populaes jovens. Assiste-se a uma precarizao e consequente sobre-explorao de uma larga faixa destas populaes. A ttulo de exemplo, oitenta por cento da popu-lao egpcia tem menos de 30 anos. Isso explica, em grande parte, a caracterstica demogrfica destas revoltas. O seu trao espontneo, enrgico e irresistvel tpi-co de uma juventude em efervescncia. Na sua essncia, as suas preocupaes no so diferentes das preocupaes da juventude grega ou islandesa, que tam-bm, num vento de protesto, derrubaram no h muito tempo os seus governos.

    Os sistemas polticos como os seres vivos aprendem, fruto de um processo de Seleco Darwiniana. Aprenderam a sobreviver com uma grande capacidade de resistncia, mais ou menos flexvel, s mudanas. essa a razo porque difcil e raro transformar as revoltas em revolues. Os processos revolucio-nrios so fenmenos complexos e no lineares como os sismos, os furaces e os crashs das bolsas. O que torna a mu-dana mais provvel e exactamente a sua espontaneidade e imprevisibilidade. Ao escrever estas linhas no deixo de pensar nas palavras de Mouncef Marzouki, um dos rostos da revolta tunisina: Os tempos geolgicos no so os tempos das civili-zaes e os tempos das civilizaes no so os tempos dos regimes e por fim o tempo dos regimes no o tempo dos Homens. Uma revoluo como semear no deserto: parece em vo! Mas, quando chove, no h palavras para descrever aquilo que brota do deserto. Uma coisa certa, as sementes estavam l...E tam-bm esto c e em todo o lado!

  • 3

    Poltica

    Redaco | Registo

    Dezenas de pessoas manifesta-ram-se ontem frente Cmara de vora para protestar contra o atraso no pagamento de subs-dios aos agentes culturais e con-tra o esvaziamento cultural da cidade. Em causa est o atraso no pagamento de 200 mil euros de subsdios relativos ao segundo semestre de 2009 e o no paga-mento de subsdios municipais em 2010.

    Isto grave, porque pe em causa a vida cultural da cidade. preciso inverter este processo. Estamos a falar de muito pouco dinheiro e a cidade no mere-ce que acontea isto Cultura, disse Jos Russo, do Centro Dra-mtico de vora, uma das 9 asso-ciaes que integra a Plataforma pela Cultura em vora, que con-vocou a manifestao.

    J h situaes de reduo de actividade, situaes de salrios em atraso, pessoas que foram dispensadas porque as asso-ciaes no tm hiptese de as aguentar. Isto pode ganhar ou-tras propores.

    Achamos que devem ser as-sumidos compromissos que esto para trs. A situao in-sustentvel e no somos s ns que nos queixamos. Temos uma populao inteira a queixar-se do esvaziamento da vida cul-tural de vora, garantia Diana Mira, da associao Pdexumbo, enquanto distribua mas com uma etiqueta elucidativa: A Cultura d frutos.

    O protesto foi convocado pela Plataforma pela Cultura em vora, que rene nove agentes culturais da cidade.

    Nuno Veiga | Lusa

    Agentes culturais protestam contra esvaziamento cultural da cidade

    Manifestao

    Vereadora diz j que j pagou 531 mil eurosRedaco | Registo

    A vereadora da Cultura na C-mara de vora, Cludia Sousa Pereira, diz que em 2010 a au-tarquia atribuiu um total de 531 mil euros aos 9 agentes cul-turais que ontem promoveram uma manifestao frente aos Paos do Concelho contra a no atribuio de subsdios relativos ao ano passado.Durante o ano de 2010 foram atribudos apoios pontuais e foram contratualizadas diver-sas actividades constituindo, de facto, verbas comprometidas e que sero pagas com a maior brevidade possvel.Sem apontar uma data concreta para regularizar os c