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Edio 142 do Semanrio Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 17 de Fevereiro de 2011 | ed. 142 | 0.50

    TEATRO

    Leandro Vale recorda fundao do Centro Cultural de voraPg.16 Actor, encenador e dramatur-go, Leandro Vale foi um dos co-funda-dores do Centro Cultural de vora, em 1975. Agora, com mais de 50 anos de carreira, desfia as memrias dessa pas-sagem pela cidade.

    CMARA DE VORAOposio chumba lei orgnica

    Pg.03 Reorganizao de servios no passa na reunio pblica. Vice-presiden-te, Manuel Melgo, diz no acreditar num bloco da oposio (CDU e PSD) que ponha em causa a governabilidade da autarquia.

    Deputado comunista preocupado com encerramento de urgnciasPg.05 Joo Oliveira acusa o Gover-no de estar a desencadear uma nova ofensiva com o objectivo de encerrar o atendimento permanente em vrios centros de sade do Distrito de vora, como Vendas Novas e Nova.

    Liga dos Amigos do Hospital quer mais scios e voluntrios

    Ovoluntariado um modo de saber viver em sociedade, diz o presi-dente da Liga dos Amigos do Hos-pital de vora, Jacinto Morte.

    VORA08

    MoraPesca espera 25 mil visitantes

    11

    Falar Verdade a Mentir. Clssico de Almeida Garrett estreia hoje no Teatro Garcia de Resende, em vora. Encenao de Victor Zambujo.

    16

    Cendrev estreia Falar Verdade

    ADMINISTRADOR DO PARQUE ALQUEVA COMPANHIAS LOW COST EM LISBOA PODEM INVIABILIZAR AEROPORTO DE BEJAEmpresrio diz que numa primeira fase sero aos aeroportos de Badajoz e Lisboa a alimentar o turismo em Alqueva. Golfe em Reguengos j em Setembro.ADMINISTRADOR DO PARQUE ALQUEVA COMPANHIAS LOW COST EM LISBOA PODEM INVIABILIZAR AEROPORTO DE BEJAEmpresrio diz que numa primeira fase sero aos aeroportos de Badajoz e Lisboa a alimentar o turismo em Alqueva. Golfe em Reguengos j em Setembro.

    Jorge Ponce de Leo em ENTREVISTA

    06

    PUB

  • 2 17 Fevereiro 11

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Maneta

    Propriedade

    Nothing Else-.meios&comunicao; Contribuinte 508 561 086 Sede Travessa Ana da Silva, n.6 -7000.674 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 730847 Administrao Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial Teresa

    Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Carlos Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos

    Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora

    da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09

    Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    PUB

    Turismo do Alentejo, ERT

    P. Da Repblica, 12-1 | Apartado 3357800-427 Beja | Portugal(Tel) 284 313 540 | (Fax) 284 313 550(E-mail): geral@turismodoalentejo-ert.pt

    Ronaldo abandona a sua paixo

    Os benefcios concedidos s companhias low cost no aeroporto de Lisboa podem in-viabilizar o aeroporto de Beja. O alerta parte do director-executivo do Parque Alqueva.

    O concelho de Mora volta este fim-de-se-mana a ser a capital nacional da pesca. So esperadas mais de 25 mil pessoas nona edio da MoraPesca.

    Protagonistas

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    P06

    P13

    Jorge Ponce de Leo

    Lus Simo

    ClarificaoCAPOULAS SANTOSEurodeputado

    O resultado das ltimas eleies legislativas e a sua proximidade com eleies presiden-ciais, com um recandidato do campo da di-reita tido como favorito, deixou desde logo antever o que seria o mandato governativo 2009/2013.

    Um mandato marcado pela guerrilha permanente e a sede de desforra, com um nico objectivo: pr na rua o governo que cometeu o pecado, contra tudo e contra to-dos, de ganhar as eleies. Ainda por cima com a economia a no descolar e com um recrudescimento violento da crise financei-ra, a instalar a desconfiana nos mercados e a dificultar o crdito, no s para o sistema bancrio, as famlias e as empresas, como tambm para o financiamento dos prprios Estados. A Grcia e a Irlanda foram as primeiras vtimas e tudo levava a crer que Portugal e Espanha lhes sucederiam, arras-tando provavelmente o desmoronamento da zona euro, com consequncias impossveis de imaginar.

    Houve mesmo quem vaticinasse uma onda avassaladora da direita, sobretudo de-pois de ser conhecido o candidato apoiado pela coligao contra natura do PS e do Bloco de Esquerda no apoio ao seu candi-dato presidencial. E houve at quem mani-festasse logo disposio de ir para o gover-no mesmo com o FMI, se fosse preciso. E outros, mais direita, proclamaram com convico que estavam disponveis para vo-tar uma moo de censura, viesse de onde viesse. Ora, o que aconteceu, afinal, foi que a onda da direita no aconteceu, dei-xando os resultados da eleio presidencial um claro sinal de que o pas no est para a virado.

    Para supremo azar, o inconformismo do primeiro-ministro e a determinao do go-verno conseguiram no s cumprir, como ultrapassar as metas do deficit do oramen-to do Estado para 2010, assim como garan-tir o financiamento da divida do pas e afas-tar o espectro da interveno do FMI com que, para usar uma expresso no original, j salivava uma certa oposio.

    E, como uma desgraa nunca vem s, os indicadores econmicos relativos ao cresci-mento de 2010 que acabam de ser revelados, 1,4%, ultrapassam pela positiva todas as previses, quer as do prprio governo, quer das principais organizaes internacionais,

    num momento em que os resultados das exportaes superam tambm todas as ex-pectativas.

    E, para cmulo, o lder do principal par-tido da oposio, cai mais de 4 pontos nas sondagens, enquanto o Chefe do Governo conhece um movimento oposto.

    Pois, foi neste preciso momento, que o Bloco de Esquerda tirou a Moo da car-tola e empalideceu todos os que, at ento, esgrimiam, socapa, esse poderoso instru-mento que permitiria, finalmente, livrar o pas do mal.

    O que sucedeu nas horas seguintes foi verdadeiramente surpreendente. O PCP, a quem o brinquedo foi retirado de supeto, reagiu como menino birrento. O PSD ficou como galinheiro onde entrou a raposa. Cada cabea sua sentena. Que no, veio logo di-zer o Prof. Marcelo, Rangel e mais alguns. Que sim, disseram outros tantos. Que melhor estudar bem o texto, opinaram ain-da outros. Nunca, deu logo ordem, Jardim, aos seus deputados. Parece que a deciso, que precisa de ser bem pensada, ter lugar, cinco dias depois do anncio de Lou, no rgo mximo do partido, que ocorrer j depois de eu ter concludo esta crnica.

    O CDS, bom amigo da ona, antecipou a deciso e, como partido responsvel, dis-se j, pondo em evidncia, a inutilidade do que o PSD vier a decidir, que no contem com ele. Moes de censura, a aprovar, bem vistas as coisas, s das boas, isto , vindas da direita.

    Vai ser curioso verificar, quando isso acontecer, qual vai ser a reaco do BE.

    Eis o retrato de um pas, o nico na Eu-ropa onde no h um governo com uma maioria de apoio parlamentar, e onde, com parceiros destes, no h qualquer hiptese de a constituir.

    Um pas carente de meios e de condies politicas para superar uma das maiores cri-ses da sua histria, onde uns se esforam para a ultrapassar e resistir a todas as difi-culdades e outros se esgotam no exerccio de jogos florentinos.

    A moo do Bloco deve por isso ser sau-dada. Depois das eleies presidenciais o melhor contributo que poderia ser dado para a clarificao da vida politica portuguesa. Obrigado Francisco Lou. Os grandes ges-tos vm sempre donde menos se espera.

  • 3

    Poltica

    Um turismo (realmente) competitivo no Alentejo

    Na conferncia Alqueva: os pr-ximos 10 anos, realizada em Re-guengos de Monsaraz no passado fim-de-semana, pela Associao Alentejo de Excelncia, foi subli-nhada a importncia que o turismo tem no mbito deste grande empre-endimento.

    Os projectos em curso, pela sua ambio e posicionamento de ele-vadssima qualidade, podero efec-tivamente ser uma ncora para o desenvolvimento daquela zona, at h poucos anos desfavorecida pela geografia. Transpondo de uma p-tica micro, para uma anlise mais macro, ao nvel do Alentejo, importante percebermos como o carcter estratgico do turismo me-rece a devida ateno dos decisores polticos ao nvel nacional, regional ou local.

    Primeiro ponto: as caractersticas nicas e as enormes potencialida-des tursticas do Alentejo esto vista e so conhecidas por todos. O clima, a monumentalidade de vilas e cidades (exemplo mximo: vora, Patrimnio Mundial), a paisagem natural das plancies, as belezas da faixa litoral e a gastronomia so excelentes focos de atraco para a maioria dos segmentos tursticos.

    Diga-se, em abono da verdade, que os ltimos nmeros sobre a evoluo do turismo na regio so animadores.

    O Alentejo registou, em 2010, um crescimento de 6,7% nas dormidas para um total de 1,179 milhes, face s 1,104 milhes de 2009, de acor-do com os dados do INE, divulga-dos Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo. Este ter sido,

    pois, o melhor ano turstico de sem-pre.

    Convm, contudo, no descansar sobre os primeiros sucessos uma vez que muito h ainda a fazer, para conseguirmos atingir a escala e os nveis de qualidade desejados. Analisando as questes de um pon-to de vista de marketing, h que ter uma noo das reais necessidades e expectativas dos pblicos-alvo na-cionais e internacionais e conceber produtos tursticos de qualidade superior.

    Ora o produto-base, j existe, efectivamente o Alentejo real, o territrio com as caract