Registo 255

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Edio 255 do Semanrio Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 20 de Outubro de 2014| ed. 255 | 0.50O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora266771284

    03

    Rotura e reconciliao marcam o primeiro ano de mandato de Pinto de SRotura e reconciliao marcam o primeiro ano de mandato de Pinto de S 03

    Oramento de Estado 2015Pg.05 resumido em 7 passosO Governo tentou levantar alguma da austeridade que caiu sobre os portugue-ses nos anos anteriores. Mas enquanto alguns vo ter mais dinheiro no bolso (os muitos pensionistas que deixaro de pagar a Contribuio Extraordinria de Solidariedade, por exemplo), outro vo sentir o peso de medidas como o aumento da taxa sobre o combustvel rodovirio.

    Vinhos e Azeites Alentejanos no CCBPg.04 Mais de 400 vinhos e 40 azeites de um conjunto de 94 produtores estive-ram prova no passado fim de semana, no Centro Cultural de Belm, em Lisboa. A organizao foi da responsabilidade da CVRA Comisso Vitivincola Regional Alentejana e da Casa do Azeite, que pre-tendem fomentar o contacto direto entre produtores, consumidores e restantes agentes envolvidos no universo do Azei-te de qualidade e dos Vinhos do Alentejo.

    Estudo para saudade [vora]Pg.14 Desenvolvida em colaborao com Thom Laepple, cuja primeira verso foi realizada em 2007, Estudos para saudade [vora], consiste num conjunto escultrico, cujo sistema reativo est ligado a um ge-fono e a um sismgrafo, que captam dados ssmicos do lugar. Estes dados so gravados em tempo real e convertem-se na fonte de informao que determina e produz os res-petivos movimentos simulados na obra, mantendo-a em constante transformao.

    Conferncia CIMAC sobre o poder localPg.07 O quadro actual do poder local democrtico, e respetiva evoluo nos l-timos 40 anos foi objeto de reflexo em conferncia de mbito nacional, numa ini-ciativa da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, a 10 de Outubro, no Pal-cio D. Manuel, em vora. No h pas na Europa Ocidental que no tenha um nvel intermdio, o chamado nvel regional, re-feriu Antnio Cndido de Oliveira, profes-sor da Universidade do Minho.

    D.R

    .

    PUB

  • 2 20 Outubro 14

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 750 140 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira; Departamento

    Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Pedro Galego, Rute Marques Fotografia Lus Pardal (editor), Rute Bandeiras Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores

    Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa

    Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    A Abrir

    Apresentada a proposta de Oramento de Estado para 2015, acabaram-se as teses e teor ias , as expectat ivas e as contas de f ingi r, acrescidas de uma dose de cin ismo que os anal is t as sem-pre colocam quando se pem a pre -ver quem vai ganhar ou perder com o novo oramento, como se no soubes-sem que ganham sempre os mesmos e sempre custa dos mesmos.

    A propost a de oramento deve se r t o cla ra que no houve for ma de g rande man ipu lao (a pequena sempre possvel) por pa r te dos r-gos de comu n icao socia l .

    Temos not c ia de que o rela tr io que acompan ha a propost a de ora-mento u ma verdadei ra pea de acu-sao cont ra u m rgo de soberan ia , o Tr ibu nal Const i t ucional .

    Temos not c ia de que o ensino b-sico e secu nd r io e a jus t ia sof re ro a inda cor tes mais prof u ndos.

    Temos not c ia que a t o badalada reduo das t axas de I RS, com o CDS a f i ng i r propor coisa d i fe rente , a f i na l a t i r ada pa ra 2016 e cond icionada a

    fac tores que n ing um cont rola como o combate f r aude e evaso f i sca l .

    Dizer aos que no podem f ug i r que l hes devolv ido o d in hei ro do saque se os que podem f ug i r decid i rem dei-xa r de o fazer, s no u m embuste porque a coisa t o mal confeciona-da que toda a gente percebe que no va i acontecer.

    Sabemos que a clusu la de sa lva-g ua rda rela t ivamente ao I MI te r mi-na no f i na l de 2014 e t emos not c ia que no ex is te nen hu ma nova med ida i nclu da no oramento, pelo que i re -mos assis t i r ao d ispa ra r da fac t u ra do I MI pa ra maior ia das fam l ia s que adqu i r i r am casa prpr ia .

    Ouv imos a min is t r a das f i nanas na t elev iso e f icamos com a ce r teza (se dv idas houvesse) que es te gover-no va i prosseg u i r a t ao lt imo d ia do seu mandato a mesma pol t ica de empobrecimento do pa s , de acent ua r das desig ualdades , de a t aque s f u n-es socia is do es t ado re t i r ando -l he a inda mais meios e f i nanciamento.

    Conf i r mam-se todas as r azes que

    O oramento, certezas e truquesEduardo Luciano

    Como todos sabemos, as cidades, como plos de atraco e inovao social, tm e continuaro a ter um papel importan-tssimo no historial do desenvolvimento humano. Planear e organizar as cidades, de modo mais racional, sempre foi, ao longo dos sculos, um desejo de gover-nantes que enfrentavam o crescimento frequentemente catico das malhas ur-banas, com a crescente complexidade de questes como a qualidade de vida dos seus habitantes, a gesto de recursos e a sempre importante mobilidade. Se a evoluo no planeamento urbano foi frequentemente incremental, a grande novidade, mais disruptiva, desde h 15/ 20 anos atrs, chama-se tecnologia, em par ticular aplicada gesto da informa-o e comunicao.

    Efect ivamente, na actualidade, a tecnologia oferece-nos possibil idades de inovar na gesto urbana, de forma nunca antes vista: no planeamento de espaos, na ut i l izao intensiva de tecnologias de informao/ comuni-cao para uma maior conect ividade ent re pessoas e inst ituies, na busca de solues que maximizem a ef icin-cia energt ica e a sustentabil idade am-biental e em novos modelos de mobil i-dade urbana.

    Apesar do conceito ser recente e as exper incias serem ainda relat ivamente embrionr ias, um estudo recente men-ciona a existncia de 143 projectos de cidades inteligentes a nvel global, sendo 46 na Amrica, 47 na Europa, 40 na sia e 10 na fr ica/ Mdio-Oriente.

    Muitas so iniciat ivas de refunda-o intel igente de cidades com s-culos de histr ia , como Santander e Barcelona, em Espanha, ou Amester-do, na Holanda. J out ras, so par te da ambio de const ruo de cidades de raiz , de que so exemplos Masdar (Emirados rabes Unidos) e Songdo (Coreia do Sul).

    Neste momento, as chamadas smar t cit ies esto na agenda da Unio Europeia (com a Smar t Cit ies and Communit ies European Innovat ion Par tnership), com o object ivo de in-crementar a qualidade de vida urbana dos cidados at ravs de projectos integrados de energia , mobil idade e comunicao. O talento, capacidade de inovao e competncias tecnolgi-cas de inst ituies por tuguesas, pode ser decisivo, com ideias a aplicar e, quem sabe, a expor tar. No incio do ano, emergiu j em Por tugal a Rede Nacional de Cidades Intel igentes, na

    Cidades Inteligentes: no conversa, boa gesto!

    carLoS SEZESGestor

    qual 25 cidades se comprometeram em potenciar, exper imentar e avaliar um laboratr io de solues inovadoras para gesto urbana. Naturalmente, a aplicao intel igente da tecnologia no deve focar-se apenas na ef icin-cia dos processos mencionados mas tambm nas Pessoas, capacitando-os com nveis super iores de conhecimen-to, comunicao e par t icipao cvica.

    Como tal, d imenses mais sociais como a Governao, a Incluso social e a Inovao devem ser tambm alvo destas in iciat ivas.

    Em termos prticos, como poderemos criar condies para uma maior atrac-tividade e qualidade de vida das cida-des nossas cidades, em Portugal e, em concreto, na regio Alentejo? E como aproveitar estas inovaes tecnolgi-cas e estes novos modelos de gesto? So desaf ios que devem ser assumidos por vrios agentes da sociedade - au-tarquias, universidades, empresas. E, passando da estratgia aco, que impactos directos podemos ver na vida dos cidados? Deste a monitorizao do consumo de energia, iluminao pbli-ca inteligente, sistemas de controlo de trnsito em tempo real, gesto inteli-gente do estacionamento, contentores de resduos com sensores, servios de interaco simplicados entre muncipes e a administrao autrquica ou instru-mentos de suporte par ticipao pbli-ca (por exemplo, em decises comunit-rias, num nvel de bair ro ou freguesia), muitas so as possibilidades.

    Tudo isto no i luso nem conversa fcil. uma aposta em planeamento e boa gesto!

    tm levado a ex igncia da queda do gover no e que a lg u ma oposio, por

    mero c lcu lo, deixou de reclamar, na esperana que o poder l he ven ha ca i r ao colo por fora do seu apod reci-mento.

    Uma cereja em cima do bolo t e r-mos o pr imei ro -min is t ro a recusa r a ideia de fanat ismo orament a l por-que teve a ousad ia de propor o desl i-ze do santo df ice em duas dcimas.

    A out a ce reja defender que o or-amento u ma der rot a pa ra o CDS, quando se t r a t a de fac to do cont r-r io.

    O CDS andou a defender a ideia de moderao f i sca l , coisa que no acontece no oramento pa ra 2015, sa-bendo que jamais i sso i r ia acontecer.

    Assi