Regimento Interno da Cmara Municipal de Cuitegi-PB

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  • ESTADO DA PARAIBA

    MUNICPIO DE CUITEGI

    RESOLUO N 01 DE 01 DE FEVEREIRO DE 1991

    APROVADA em discusso Em 02 /04 /1991

    Ivo Roseno de Lima (Presidente)

    Dispe sobre o Regimento Interno da

    CMARA MUNICIPAL DE CUITEGI-PB.

    O PRESIDENTE DA CMARA MUNICIPAL DE CUITEGI: Fao saber que o Plenrio

    Aprovou e Eu Promulgo a seguinte Resoluo:

    CAPTULO I

    Disposies Preliminares

    Art. 1 - O Poder Legislativo deste Municpio exercido pela Cmara Municipal que

    composta por Vereadores eleitos pelo sistema proporcional, como representantes do Povo,

    com mandato de quatro (4) anos.

    Art. 2 - No dia trinta e um de dezembro do ano subseqente eleio, os Vereadores

    se reuniro, em Sesso Solene, sob a Presidncia do mais votado, entre os presentes, para

    compromisso e posse:

    1 - Aberta a Sesso, o Presidente convidar um Vereador para servir de Secretrio,

    proceder ao recolhimento dos Diplomas e far organizar a relao dos Vereadores que sero

    empossados.

    2 - Elaborada a relao, a que se refere o pargrafo anterior, o Presidente

    proclamar o nome dos Vereadores Diplomados.

    3 - Examinada e decidida pelo Presidente qualquer reclamao atinente a relao a

    que se refere o Pargrafo anterior, ser prestado o compromisso:

    4 - O compromisso que ser lido, de p, pelo Presidente e, por todos ao mesmo

    tempo, o seguinte: PROMETO MANTER, CUMPRIR E FAZER RESPEITAR A

    CONSTIUIO DA REPBLICA, DO ESTADO DA PARABA, ESPECIALMENTE A

    LEI ORGNICA DO MEU MUNICIPIO, DESEMPENHANDO FIELMENTE E COM

    DIGNIDADE O MANDATO QU O POVO CUITEGIENSE ME CONFIOU.

    Art. 3 - Na Sesso Solene de instalao, faro presena na Mesa: um representante de

    cada Partido Poltico, um representante das Autoridades presentes, o Prefeito e o Presidente

    da Cmara.

    Art. 4 - Imediatamente aps a solenidade de posse, estando presente a maioria

    absoluta dos Vereadores Eleitos, proceder-se- a eleio da Mesa por escrutnio secreto.

    1 - Ser eleito membro da mesa aquele que obtiver o maior nmero de votos para o

    cargo.

    2 - Em caso de empate, ter-se- como eleito o de mais idade.

  • 3 - No havendo nmero legal, o Vereador mais votado, dentre os presentes,

    permanecer na Presidncia at que seja eleita a Mesa.

    Art. 5 - A CMARA reunir-se-, anualmente, de 1 de fevereiro a 31 de maio e de 1

    de agosto at 30 de novembro.

    1 - As reunies de que trata o caput deste artigo sero realizadas nas teras e

    quintas-feiras, com inicio s 19 (dezenove) horas e durao de duas (2) horas.

    2 - A Sesso Extraordinria da CMARA far-se- mediante convocao:

    a) Do Prefeito, quando a entender necessria;

    b) Pelo Presidente da CMARA para o compromisso e a posse do Prefeito e do Vice-

    prefeito;

    c) Pelo Presidente da CMARA, atravs de requerimento pela maioria absoluta de

    seus Membros com interesse pblico;

    d) Pela Comisso Representativa;

    3 - Na Sesso Extraordinria, a CMARA somente deliberar sobre a matria para a

    qual for convocada.

    CAPTULO II

    Da Mesa

    Art. 6 - A Mesa compe-se de Presidente, Vice-presidente, 1 e 2 Secretrios.

    Pargrafo nico O mandato da Mesa de dois anos, proibida a reeleio para o

    mesmo cargo.

    Art. 7 - So atribuies do Presidente alm de outras que esto expressas neste

    Regimento ou decorram da natureza de suas funes ou prerrogativas:

    I Substituir o Prefeito nos termos da Constituio do Estado e da Lei Orgnica do

    Municpio;

    II Dar posse ao Prefeito, Vice-prefeito e Vereadores bem como conhecer de sua

    renncia e declarar a extino de mandato nos casos previstos em Lei;

    III Convocar, abrir, presidir, prorrogar, suspender, levantar, encerrar e manter a

    ordem das Sesses;

    IV Representar a CMARA junto ao Executivo Municipal, Autoridades Federais e

    Estaduais, bem como as entidades Privadas em geral;

    V Exercer atos de Poder de Polcia em quaisquer matrias relacionadas com as

    atividades da Cmara, dentro ou foram do recinto da mesma;

    VI Requisitar as verbas destinadas ao Legislativo, conforme dispe a Lei Orgnica

    do Municpio;

    VII Dirigir os debates, conceder a palavra aos oradores inscritos, cassando-a,

    disciplinando os Apartes, advertindo todos os que incidirem em excessos e suspendendo os

    trabalhos quando no puder manter a ordem;

    VIII Encaminha ao Prefeito, por ofcio, os projetos de Leis Aprovadas, inclusive por

    decurso de prazo e, comunicar-lhe os projetos de sua iniciativa desaprovados, bem como os

    vetos rejeitados ou mantidos;

    IX Convocar Suplente de Vereador na forma da Lei;

    X Desempatar as votaes;

    XI Anotar em cada documento a deciso do Plenrio;

  • XII Assinar a Ata das Sesses, os editais, as portarias, o expediente da CMARA e

    abrir, numerar, rubricar e encerrar os livros destinados ao servio da CASA;

    XIII Fornecer, no prazo mximo de dez duas, certido relativa ao exerccio de cargo

    de Prefeito ou sobre assunto de sua competncia, quando solicitada;

    XIV Dar substituto eventuais aos Secretrios ausentes;

    XV Designar os Membros das Comisses Especiais e preencher vagas nas

    Comisses Permanentes;

    XVI Determinar a leitura das Atas, pareceres, requerimentos e outras peas escritas

    sobre as quais devam deliberar Plenrio, na conformidade do Expediente de cada Sesso;

    XVII - Resolver as questes de ordem, anunciar a matria a ser votada e proclamar o

    resultado da votao;

    Art. 8 - O Presidente da CMARA ou quem o estiver substituindo somente ter

    direito a voto nos seguintes casos:

    I Na eleio da Mesa;

    II Quando houver empate em qualquer votao no Plenrio;

    Art. 9 - da competncia do Vice-prefeito:

    I Substituir o Presidente nas suas faltas e impedimentos;

    II Convocar as Sesses Extraordinrias quando o Presidente recusar-se a faz-las;

    Art. 10 - So atribuies do 1 Secretrio, entre outras:

    I Ler a Ata, as Proposies e demais papis que devam ser do conhecimento da

    Casa;

    II Redigir Atas, resumindo os trabalhos da Sesso e assinando-as juntamente com o

    Presidente;

    III Gerir a correspondncia da Casa e arquivar cpias dos Requerimentos,

    Indicaes, Projetos de Lei, Resoluo e Decreto Legislativo, submetidos deliberao do

    Plenrio;

    IV Manter, disposio do Plenrio, os textos legislativos de manuseio mais

    freqente;

    V Substituir o Vice-presidente nas suas faltas e impedimentos;

    At. 11 - Compete ao 2 Secretrio:

    I Fazer a chamada dos Vereadores ao abrir-se a Sesso e nas ocasies determinadas

    pelo Presidente;

    II Fazer a inscrio dos oradores na pauta dos trabalhos;

    III Contar os votos nas deliberaes da CMARA;

    IV Auxiliar o 1 Secretrio e substitu-lo nas suas faltas e impedimentos.

    CAPTULO III

    Das Comisses

    Art. 12 - As Comisses da CMARA So Permanentes e Especiais.

    Art. 13 - As Comisses Permanentes so as seguintes:

    I De Legislao, Justia e Redao;

    II De Finanas e Oramento;

    III De Obras e Servios Pblicos.

  • Art. 14 - As Comisses Especiais sero constitudas mediante propostas aprovada

    pelo Plenrio de pelo menos trs Vereadores e sero destinadas ao estudo de assuntos

    especficos e a representao da CMARA em Congressos, Solenidades e outros Atos

    Pblicos.

    Art. 15 - Compete Comisso de Legislao, Justia e Redao, manifestarem-se

    sobre os aspectos legais e constitucionais das matrias submetidas a sua apreciao, quando j

    aprovadas pelo Plenrio, analis-las sob o aspecto lgico e gramatical de modo a adequar o

    texto das proposies ao bom vernculo.

    Art. 16 - Compete Comisso de Finanas e Oramentos opinar obrigatoriamente

    sobre todas as matrias de carter financeiro e especialmente quando for o caso de:

    I Proposta oramentria anual;

    II Oramento plurianual de investimentos;

    III Prestao de contas do Prefeito;

    IV Proposies referentes matria tributria, abertura de crditos, emprstimos

    pblicos e as que, direta ou indiretamente, alterem a despesa ou a receita do Municpio,

    acarretem responsabilidade ao errio municipal ou interessem ao credito pblico;

    V Proposies que fixem ou aumentem os vencimentos do funcionalismo e a

    remunerao do Prefeito, dos Vereadores e do subsidio do Vice-prefeito.

    Art. 17 - Compete Comisso de Obras e Servios Pblicos opinar nas matrias

    referentes criao de servios novos, modificao dos existentes, execuo de obras

    pblicas e assuntos ligados industria, ao comercio, agricultura e pecuria.

    Art. 18 Quando se tratar de veto, somente se pronunciara a Comisso de Justia e

    Redao, salvo se esta solicitar a audincia de outra Comisso.

    Art. 19 - Somente a Comisso de Finanas e Oramento sero distribudas a proposta

    oramentria e o processo referente as contas do Executivo, da Mesa, acompanhando o

    parecer prvio do Tribunal de Constas do Estado.

    Art. 20 - As Comisses Permanentes sero constitudas de pelo menos trs

    Vereadores cujos nomes sero indicados ao Presidente da CAMARA pelos Lideres das

    respectivas Bancadas, no prazo de cinco dias a contar da Eleio da Mesa.

    2 - Esgotado o prazo estabelecido no caput deste artigo, sem a indicao, o

    Presidente da CAMARA procedera a designao.

    3 - Em caso de vaga, licena ou impedimento de Membros das Comisses, caber

    ao Presidente da CAMARA designao do substituto, escolhido, sempre que possvel, dentro

    da legenda partidria.

    Art. 21 - Uma vez instalada, cada Comisso elegera, em escrutnio secreto, um

    Presidente para um perodo de dois anos.

    Pargrafo nico Em caso de empate, considerar-se- eleito o Vereador mais idoso.

    Art. 22 - `E de cinco dias o prazo para qualquer Comisso Permanente exarar parecer,

    a contar da data do recebimento da matria pelo seu Presidente.

    1 - Recebido o processo, o Presidente da comisso designara relator, podendo

    reserv-lo a sua prpria considerao.

    2 - O prazo a que se refere este artigo ser duplicado em se tratando da proposta

    oramentria e do processo de prestao de contas do Executivo.

  • 3 - O prazo a que se refere este artigo ficara reduzido para dois dias quando se tratar

    de matria colocada em regime de urgncia aprovado pelo Plenrio e ser triplicado quando

    se tratar de projeto de codificao.

    4 - Esgotados os prazos referidos neste artigo, sem que tenha sido proferido o parecer, a

    matria ser includa na Ordem do Dia para que o Plenrio delibere sobre ela.

    CAPTULO IV

    Da Ordem dos Trabalhos e das Sesses

    Art. 23 - As deliberaes do Plenrio tomadas por maioria simples de votos, presentes

    a maioria absoluta de seus membros, salvo disposies constitucionais e legais em contrrio.

    Art. 24 - Depois de constatar a existncia de nmero legal, o Presidente dar incio

    aos trabalhos que obedecero a seguinte ordem:

    I Chamada dos Vereadores;

    II Leitura e discusso da Ata da Sesso anterior;

    III Leitura da matria do expediente;

    IV Apresentao de projetos, indicaes, moes, requerimentos e outras

    proposies;

    V Leitura de pareceres das Comisses;

    VI Discusso e votao das matrias constantes da Ordem do Dia;

    VII Leitura da Ordem do Dia da Sesso seguinte:

    VIII Encerramento.

    Pargrafo nico Na ltima Sesso Ordinria de cada perodo Legislativo, ser

    lavrada a Ata dos trabalhos que ser lida e aprovada na prpria Sesso.

    Art. 25 - A Ata da Sesso anterior ficar disposio dos Vereadores, para

    verificao, nas vinte quatro horas antes da sesso seguinte.

    1 - Aps ser lida, o Presidente colocar a Ata em discusso e, no sendo retificada

    ou impugnada, ser considerada aprovada, independente de votao.

    2 - Para eleito de retificao, qualquer Vereador poder requerer que a Ata seja lida

    novamente, no todo ou em parte, mediante aprovao de requerimento pela maioria dos

    Vereadores presentes.

    3 - Se o pedido de retificao no for contestado pelo, a Ata ser considerada

    aprovada com a retificao, caso contrrio, o Plenrio deliberar a respeito.

    4 - Levantada impugnao sobre os termos de Ata, o Plenrio deliberar a respeito:

    aceita a impugnao, ser lavrada nova Ata.

    5 - aprovada a Ata, ser assinada pelo Presidente e pelo Secretrio.

    6 - No poder impugnar a Ata Vereador ausente sesso a que a mesma se refira.

    Art. 26 - Da Ata constar resumo de todas as ocorrncias da Sesso e ser assinada

    pelo Presidente e Secretrios.

    Art. 27 - As Sesses Ordinrias sero semanais, ralizando-se as teras e quintas-

    feiras, a partir das 19h00minhoras.

    1 - Os primeiros trinta minutos da Sesso se destinam a Ata e ao Expediente.

    2 - A apresentao de projetos, indicaes, moes, requerimentos e outras

    proposies, sero feita na meia hora seguinte a do Expediente.

  • 3 - A discusso e votao das matrias constantes da Ordem do Dia, ocuparo

    hora final dos trabalhos que poder ser prorrogado pelo tempo que a CMARA julgar

    necessrio.

    Art. 28 - As Sesses Extraordinrias co da realizar-se-o em qualquer dia da semana

    e a qualquer hora, inclusive domingos e feriados ou aps as Sesses Ordinrias.

    1 - Na Sesso Extraordinria no haver Expediente, sendo todo o seu tempo,

    destinado a Ordem do Dia.

    2 - Aberta a Sesso e no contando, aps a tolerncia de quinze minutos, com a

    presena da maioria absoluta dos Vereadores para discusso e votao da matria constante da

    pauta, o Presidente encerrar os trabalhos, determinando a lavratura da respectiva Ata que

    independer de aprovao.

    3 - As Sesses Extraordinrias sero convocadas com antecedncia mnima de

    setenta e duas horas, mediante comunicao escrita a todos os Vereadores, com recibo de

    volta, e por Edital afixado a porta principal do Edifcio da CMARA.

    4 - Aplicam-se, no que couber, s Sesses Extraordinrias, o disposto no Pargrafo

    nico do Art., 24 deste Regimento.

    Art. 29 - As Sesses sero convocadas pelo Presidente ou por deliberao da

    CMARA para o fim especfico que lhes for determinado, podendo ser para posse e

    instalao de legislatura, bem como para solenidades cvicas e oficiais.

    1 - As Sesses Solenes podero ser realizadas fora do recinto da CMARA e no

    haver Expediente e Ordem do Dia, sendo, inclusive, dispensada a leitura da Ata e a

    verificao de presena.

    2 - No haver tempo pr-determinado para o encerramento de Sesso Solene.

    3 - Nas Sesses Solenes somente podero usar a palavra alm do Presidente da

    CMARA, o Lder Partidria ou o Vereador pelo mesmo indicado. O Vereador que for

    designado pelo Plenrio como orador Oficial da Cerimnia, dever desempenhar tal misso

    com dignidade, enaltecendo de certa forma o legislativo e as pessoas homenageadas.

    Art. 30 - Os debates devero realizar-se com urbanidade e ordem, cumprindo ao

    Vereador atender as seguintes determinaes regimentais:

    I Falar de p, exceto se se tratar do Presidente, e quando impossibilitado de

    faz-lo requerer ao Presidente autorizao par falar sentado;

    II Dirigir-se ao Presidente ou CMARA, voltado para a Mesa, salvo quando

    responder a Aparte;

    III No usar da palavra sem a solicitar e sem receber consentimento do Presidente;

    IV Referir-se ou dirigir-se a outro Vereador pelo tratamento de Excelncia;

    V - No sero permitidos apartes paralelos, sucessivos ou sem licena do orador;

    VI Em qualquer fase dos trabalhos, salvo durante as votaes, permitido ao

    Vereador pedir a palavra pelo ordem para reclamar contra desrespeito ou falta de aplicao

    de norma regimental;

    CAPTULO V

    Do Oramento, Dos Projetos e Das Discusses

  • Art. 31 - Recebida do Prefeito a proposta oramentria, o Presidente da CMARA,

    depois de comunicar o fato ao Plenrio, determinar a distribuio de cpias aos Vereadores

    e, imediatamente, envi-la- a Comisso de Finanas e Oramentos.

    Art. 32 - A Comisso de Finanas e Oramentos ter o prazo de cinco dias,

    prorrogvel por mais trs, para emitir parecer e decidir sobre emendas, findo os quais, com ou

    sem parecer, a matria ser includa como nico na Ordem do Dia da Sesso seguinte.

    1 - Na primeira discusso, podero os Vereadores manifestar-se sobre o projeto e as

    emendas.

    2 - Se forem aprovadas as emendas, a matria retornar imediatamente a Comisso

    de Finanas e Oramentos, para incorpor-las ao texto, para o que dispor do prazo de trs

    dias.

    3 - Devolvido o processo pela Comisso, ou avocado a esta pelo Presidente, se

    esgotando aquele prazo, ser reincludo em pauta imediatamente para segunda discusso e

    aprovao do texto definitivo dispensado a fase da redao final.

    Art. 33 - Aplicam-se ao Oramento Plurianual de Investimentos as regras

    estabelecidas neste Captulo.

    Art. 34 - Toda matria legislativa de competncia da CMARA, com Sano do

    Prefeito, ser objeto de Projeto de Lei; todas as deliberaes privativas da CMARA,

    tomadas em Plenrio, quer tenham efeito interno ou externo, tero forma de Resoluo.

    Art. 35 - A iniciativa das Leis cabe a qualquer um Vereador, Mesa, s Comisses da

    CMARA, ao Prefeito e aos cidados na forma e nos casos previstos na Lei Orgnica do

    Municpio.

    Art. 36 - Os Projetos de Lei sero obrigatoriamente apreciados em duas discusses

    respeitados o disposto no Art, 37.

    Art. 37 - Tero uma nica discusso as proposies seguintes:

    I As que tenham sido colocadas em Regime de Urgncia;

    II Os projetos de Lei oriundos do Executivo com solicitao de prazo;

    III O Veto;

    IV Os Projetos de Decreto Legislativo ou de Resoluo de qualquer natureza;

    V As indicaes, Moes e os Requerimentos escritos.

    Art. 38 - Apresentado o Projeto de Lei, de Resoluo ou Decreto Legislativo, sero

    imediatamente encaminhados s Comisses competentes para Parecer, falando sempre em 1

    lugar, quando imprescindvel a sua audincia, a de Legislao, Justia e Redao.

    1 - Apresentado o Parecer de uma Comisso, o Presidente da CMARA

    encaminhar o projeto a outra Comisso que sobre ele tenha de opinar.

    2 - Devolvido o projeto com o Parecer da ltima Comisso que tiver de opinar, ser

    este colocado em pauta pelo prazo de vinte e quatro horas para receber emendas.

    3 - Sendo apresentado emendas, sobre estas se pronunciaro sucessivamente cada

    uma das Comisses competentes, no prazo de vinte e quatro horas.

    4 - Devolvido o projeto a Plenrio ou decorrido o prazo regimental sem que seja

    apresentado emendas, a matria entrar na Ordem do Dia para a 1 discusso.

    5 - Aprovado em 1 discusso e decorrido o prazo de 24 horas (vinte e quatro), o

    projeto ser submetido a 2 e ltima discusso.

    6 - O projeto rejeitado em 1 discusso ser imediatamente arquivado.

  • Art. 39 - permitido ao Vereador encaminhar suas emendas diretamente a Comisso

    que tiver de se pronunciar sobre o projeto.

    Art. 40 - Salvo disposio regimental em contrrio ser de cinco dias, a contar do seu

    recebimento, o prazo para cada Comisso emitir o seu Parecer em matria de sua

    competncia.

    Pargrafo nico Decorrido o prazo de que trata o caput deste artigo sem que a

    Comisso tenha se pronunciado, mediante requerimento de qualquer Vereador, a matria

    poder ser includa na Ordem do Dia, independentemente de Parecer, cumprida as demais

    formalidades regimentais.

    Art. 41 - Os prazos contidos neste Captulo podero ser dispensados pela CMARA,

    mediante requerimento aprovado pelo Plenrio.

    Art. 42 - Os projetos devero ser redigidos em artigos numerados, claros, concisos e

    assinados por sue Autor ou Autores.

    Art. 43 - A matria constante de projeto rejeitado somente poder constituir objeto de

    novo projeto, na mesma Sesso Legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos

    Membros da CMARA, ressalvadas as proposies de iniciativa de Executivo.

    APTULO VI

    Das Votaes

    Art. 44 - A votao de matria constante da Ordem do Dia somente poder ser

    efetuada com a presena da maioria absoluta dos Membros da Cmara.

    Pargrafo nico A aprovao da matria em discusso depender do voto favorvel

    da maioria dos Vereadores presentes Sesso, salvo disposio Constitucional, legal e

    Regimental em contrrio.

    Art. 45 - O Vereador presente Sesso no poder escusar-se de votar, salvo interesse

    particular, podendo, neste caso, participar das discusses.

    Art. 46 - O voto ser Secreto:

    I Nas eleies da MESA;

    II Na apurao das Contas do Prefeito e da Mesa;

    III Nas deliberaes sobre a perda de Mandato de Vereador, Prefeito e Vice-prefeito.

    Pargrafo nico Nos demais casos o voto ser sempre pblico.

    Art. 47 - O processo simblico praticar-se- conservando-se sentados os Vereadores

    que aprovam e, levantando-se os que desaprovam a proposio.

    1 - Ao anunciar o resultado da votao, o Presidente declarar quantos Vereadores

    votaram favoravelmente ou em contrrio.

    2 - O processo simblico ser a regra geral para as votaes, deixando de ser

    praticado apenas por impositivo legal ou a requerimento aprovado pelo Plenrio.

    3 - Do resultado da votao simblica qualquer Vereador poder requerer a

    verificao mediante votao nominal.

    Art. 48 - A votao ser feita pela chamada dos presentes pelo Secretrio, devendo os

    Vereadores responder SIM ou NO conforme forem favorveis ou contrrios a proposies.

    Art. 49 - As votaes devem ser feitas logo aps o encerramento da 2 discusso, s

    se interrompendo por falta de nmero legal.

    Art. 50 - Na 1 discusso, a votao ser feita por artigo.

  • 1 - Na ordem de votao, ser apreciado em primeiro lugar o projeto originrio e

    depois as emendas, as quais, tambm sero votadas uma a uma.

    2 - Tero freqncia para votao as emendas supressivas e as emendas

    substitutivas oriundas das Comisses.

    3 - Na segunda discusso o projeto ser votado globalmente e j com redao final.

    CAPTULO VII

    Das Proposies

    Art. 51 - Proposio toda matria sujeita deliberao do Plenrio.

    Pargrafo nico As proposies podero consistir em projetos de Resoluo,

    projetos de Lei, Indicaes, Requerimentos, Substitutivos, Emendas, Subemendas, Pareceres e

    Recursos.

    Art. 52 - A Mesa deixar de aceitar qualquer proposio:

    I Que versar sobre assuntos alheios competncia da CMARA;

    II Que, apresentada por Vereador, pela Mesa ou por Comisso do Legislativo, verse

    sobre assunto da competncia privativa do Executivo;

    III Que seja anti-regimental;

    IV que seja apresentado por Vereador ausente da Sesso;

    Pargrafo nico Da deciso da Mesa caber Recurso ao Plenrio que dever ser

    apresentado pelo Autor e encaminhado Comisso de Legislao, Justia e Redao, cujo

    parecer ser includo na Ordem do Dia e apreciado pelo Plenrio.

    Art. 53 - A votao de Requerimentos, Indicaes e Moes, independem de Parecer.

    CAPTULO VIII

    Da Sano, Do Veto e da Promulgao

    Art. 54 - Aprovado o projeto de Lei, o Presidente da CMARA envi-lo- ao Prefeito

    que, aquiescendo, o sancionar.

    1 - Se o Prefeito julgar o projeto, no todo ou em parte, Inconstitucional, ilegal ou

    contrrio ao interesse pblico, vet-lo-, total ou parcialmente, dentro de quinze dias teis.

    Contados daquele em que o receber, comunicado ao Presidente da CMARA, dentro de

    quarenta e oito horas, os motivos do Veto. Se a Sano for Negada, quando estiver finda a

    Sesso Legislativa, o Prefeito publicar o Veto.

    2 - Decorrida a quinzena, o silencia do Prefeito importar em Sano.

    3 - Comunicado o veto ao Presidente, este convocar a CMARA para apreci-lo,

    dentro de quinze dias, contados do seu recebimento, consideram-se mantido o veto que, em

    discusso nica e votao pblica obtiver o voto contrrio de dois teros dos Membros da

    CMARA.

    4 - Considera-se aprovado o projeto que, no prazo estabelecido no pargrafo

    anterior, obtiver o voto de dois teros dos Membros da CMARA. Nesse caso, ser o projeto

    enviado, para promulgao, ao Prefeito.

    5 - Se o veto no for apreciado no prazo estabelecido no 3 deste artigo, ser

    considerado mantido.

  • 6 - Se a Lei no for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Prefeito, nos

    casos do 2 e 4 deste artigo o Presidente da CMARA a promulgar e, se este no o fizer

    em igual, f-lo- o Vice-presidente da CMARA.

    7 - Os prazos previstos nos 3, 4 e 5 no correm nos perodos de recesso da

    CMARA.

    Art. 55 - Os originais das Leis, antes de serem remetidas ao Prefeito, sero registradas

    em livro prprio.

    Art. 56 - Os Vereadores so inviolveis no exerccio do Mandato, na circunscrio do

    Municpio, por suas opinies, palavras e votos.

    Pargrafo nico assegurado ao Vereador:

    I Participar de todas as discusses e votar nas deliberaes do Plenrio;

    II Votar e concorrer aos cargos da MESA, salvo impedimento legal;

    III Apresentar projetos ou proposies e sugerir medidas eu visem ao interesse

    coletivo;

    IV Usar da palavra em defesa das proposies apresentadas, que visem ao interesse

    do Municpio ou em oposio s que julgar prejudiciais ao interesse pblico.

    Art. 57 - So obrigaes ou deveres do Vereador, desde a expedio do Diploma:

    I Cumprir o disposto no inciso I do Art. 21 da Lei Orgnica do Municpio;

    Pargrafo nico Desde a Posse:

    a Cumprir o disposto no inciso II do Art. 21 da Lei Orgnica do Municpio;

    b Comparecer convenientemente trajado s Sesses;

    c Manter o decoro parlamentar;

    d Votar as proposies submetidas deliberao da CMARA, salvo quando se

    tratar de assunto de seu interesse particular, de pessoas de que forem procuradores ou

    representantes e de parentes at o 2 grau;

    e Conhecer e observar o Regimento Interno;

    Art. 58 - Se qualquer Vereador cometer, dentro do recinto da CMARA, excessos

    que deva ser reprimido, o Presidente conhecer do fato e tomar as providncias seguintes,

    conforme a gravidade:

    I Advertncia pessoal;

    II Cassao da palavra;

    III Determinao para retirar-se do Plenrio;

    IV Suspenso da Sesso, para entendimento na sala da Presidncia ou outro recinto

    da CMARA;

    V Proposta de cassao do Mandato.

    Art. 59 - Perder o Mandato o Vereador que infringir o disposto no Art. 22 da Lei

    Orgnica do Municpio.

    CAPTULO X

    Disposies Finais