reformador - .na questão 930, do mesmo livro, quando abordam as penas e gozos terre s- tres, são

Download REFORMADOR - .Na questão 930, do mesmo livro, quando abordam as Penas e Gozos Terre s- tres, são

Post on 08-Nov-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • REFORMADOR Revista de Espiritismo Cristo

    Fundada em 21-1-1883 por Augusto Elias da Silva

    Ano 121/ fevereiro N 2.084 ISSN 1413-1749

    Propriedade e orientao da

    FEDERAO ESPRITA

    BRASILEIRA Deus, Cristo e Caridade

    Direo e Redao

    Rua Souza Valente, 17 20941-040 Rio RJ Brasil

    www.febnet.org.br feb@febrasil.org.br

    Editorial Desigualdades sociais

    Carncias sociais e pobreza extrema Juvanir Borges de Souza

    Excesso e voc Andr Luiz

    Os Passes Manoel Philomeno de Miranda

    Cobia e inveja Jos Yosan dos Santos Fonseca

    O Discpulo Iludido Richard Simonetti

    Orao da Humildade Inaldo Lacerda Lima

    Menino de Rua Fbio Henrique Ramos

    Ado e o Paraso na concepo esprita Severino Barbosa

    Presena de Chico Xavier A campanha da paz Irmo X Espiritismo Casimiro Cunha

    Tratamento de enfermo no Espao Passos Lrio

    A Paz e o Amor Sebastio Lasneau

    Esflorando o Evangelho E olhai por vs Emmanuel

    O Homem e suas realizaes Mauro Paiva Fonseca

    O Homem de Bem e a Biodiversidade Vilma Mendona

    Referncias bibliogrficas

    Sesso e no cesso Iaponan Albuquerque da Silva

    Observai os lrios do campo Francisco Cajazeiras

    Ser Juiz Mrio Frigri

    O Espiritismo em Cuba Washington L. N. Fernandes

    A visita da Luz Paulo Nunes Batista

    A FEB e o Esperanto Pronunciamentos no 87 Congresso Universal de Esperanto Affonso Soares

    Cursos de Esperanto na FEB Sede Seccional Rio de Janeiro (RJ)

    Excelncia Esprita Camilo

    Federao Esprita do Distrito Federal 40 anos de unificao e realizaes doutrinrias

    A Fome Palmiro Ferreira da Costa

    A Comunicao Orson Peter Carrara

    FEB/CFN Comisses Regionais Calendrio das reunies Ordinrias de 2003

    Ante a Crtica Ismael Ramos das Neves

    Seara Esprita

  • Tema da Capa: Carncias Sociais, baseado nas reflexes doutrinrias do Editorial e do Artigo Carncias Sociais e pobreza extrema.

  • Editorial

    Desigualdades sociais o captulo IX, da Parte Terceira, de O Livro dos Espritos, que trata da Lei de Igual-dade, os Orientadores Espirituais esclarecem que a desigualdade das condies

    sociais em que vive o ser humano no obra de Deus, mas sim, obra dos homens. Na questo 930, do mesmo livro, quando abordam as Penas e Gozos Terres-

    tres, so ainda mais enfticos: Numa sociedade organizada segundo a lei do Cristo, ningum deve morrer de fome.

    No momento em que a sociedade, de forma geral, e os rgos governamentais, em especial, com justa razo, se preocupam com a questo da fome na Humanidade, mostra-se oportuno destacar o que o Espiritismo vem revelando a respeito, desde a metade do sculo XIX.

    A Doutrina Esprita nos ensina que o homem um Esprito imortal, reencarnado temporariamente na Terra para a aquisio de valores que ainda no possui, e que tudo quanto existe no Universo criao de Deus. Ensina-nos, ainda, que o fato de sermos Espritos imortais no nos tira a responsabilidade de bem administrar as coisas terrenas. Ao contrrio, por fora da Lei de Amor, d-nos o dever de bem cuidar de tudo o que obra da Criao divina, cuidado este que visa defesa do meio ambiente, mas, principalmente, garantia de proporcionar a toda criatura humana o direito de viver dignamente.

    No sem razo que a Doutrina Esprita, refletindo o Evangelho de Jesus, tem por mxima: Fora da caridade no h salvao. E no sem razo, tambm, que as Instituies Espritas procuram realizar permanente trabalho de atendimento ao ser humano em toda a sua dimenso, tanto no que diz respeito s suas necessidades de ordem espiritual e moral, quanto s de ordem material. ll

    N

  • Carncias sociais e pobreza extrema JUVANIR BORGES DE SOUZA

    ntre as resolues constantes do compromisso assinado pelos lderes religiosos e espirituais em decorrncia do Encontro de Cpula Mundial pela Paz Mundial patroci-

    nado pela Organizao das Naes Unidas, realizado de 28 de agosto a 1o de setembro de 2000 (The Millenium World Peace Summit), destacamos as duas seguintes:

    5. Despertar em todos os indivduos e comunidades o senso da responsabili-dade, compartilhada entre todos, pelo bem--estar da famlia humana como um todo, e o reconhecimento de que todos os seres humanos independentemente de religio, raa, sexo e origem tnica tm o direito educao, sade e oportunidade de ob-ter uma subsistncia segura e sustentvel.

    6. Promover uma distribuio de riqueza eqitativa dentro das naes e entre as naes, erradicando a pobreza e revertendo a atual tendncia ao distanciamento crescente entre ricos e pobres.

    Nesses dois itens do importante documento assinado pelos lderes religiosos e espirituais de toda a Humanidade, ficou clara no somente a preocupao com a mis-ria, que se traduz por pobreza extrema, material e moral, mas tambm com o encami-nhamento das solues possveis, com a conscientizao do grande problema.

    Quando se sabe que cerca de 1,2 bilhes de criaturas humanas, ou seja, uma quinta parte da populao mundial, vivem e morrem em condies deprimentes, por falta de alimentao, habitao, vesturio, sade e educao, tem-se uma idia do atraso do mundo em que vivemos.

    Por isso, a erradicao da pobreza extrema (misria) um dos desafios comu-nidade humana, em pleno sculo XXI.

    Em todos os pases do orbe terrestre existem os bolses dos miserveis, dos esquecidos, dos carentes do mnimo necessrio sustentao da vida.

    Mas o problema se torna alarmante nas naes mais pobres e atrasadas do de-nominado terceiro mundo, que se localizam principalmente no continente africano, na Amrica Latina e em alguns pases asiticos.

    A soluo para essa questo crucial, como para outras que afetam toda a Hu-manidade e particularmente a cada indivduo, hoje, ou no futuro, implica na erradica-o paulatina, mas constante, de trs fatores causais:

    A ignorncia, o egosmo e o orgulho humanos. Esse fatores so as causas geratrizes dos males humanos em geral. Como combater a ignorncia sobre questes fundamentais que dizem respeito

    vida, ao homem como criatura e s leis divinas que regem tudo no Universo? Como superar o egosmo e o orgulho generalizados nos indivduos e nas orga-

    nizaes humanas? A transformao do mundo, para melhor, depende da mudana da mentalidade

    de seus habitantes, mediante o encontro com a realidade da Vida. Portanto, a soluo de todos os problemas humanos depende, fundamental-

    mente, da educao dos prprios homens, seja no campo do conhecimento, ajustado s realidades, seja no campo dos sentimentos, substituindo-se o egosmo e o orgulho dominantes pelo Amor e pela Justia.

    ...

    A educao individual e coletiva a nica frmula capaz de trazer a todos os idealistas de um mundo melhor a esperana de sua concretizao.

    Sempre fazemos a ressalva de que a educao, a que nos referimos, tem senti-

    E

  • do amplo, lato, tanto no terreno intelectual da instruo em todos os nveis, quanto no terreno espiritual-tico-moral.

    Conhecimento das realidades, e sentimento de Amor e Justia, desenvolvidos em todos na medida da capacidade de absoro de cada um, programa de vastas propores, para sucessivas geraes.

    A lei das reencarnaes, conjugada programao da educao para as suces-sivas geraes, trar ao nosso mundo um progresso muito mais rpido do que o pro-cessado na atualidade e no passado.

    Imaginamos o quanto seria proveitoso para a soluo dos grandes problemas que afetam a Humanidade, entre os quais o da pobreza extrema, se se unissem go- vernos, religies, e os rgos de comunicao de massas televiso, rdio, jornais, internet todos coesos na divulgao de uma programao visando a Paz, a Concr-dia, o Amor, a Justia, a Compaixo, a Compreenso entre todos os homens.

    Pensamentos como esse nos induzem ao anseio e vontade de pro- pagar, sempre e mais, o Consolador, essa Revelao Superior que faz compreender aos ho-mens a necessidade de se tornarem sempre melhores, pela prtica do bem em todos os sentidos, amando a Deus e ao prximo.

    A divulgao da Doutrina Esprita, com seus princpios morais elevados e co-nhecimentos novos que traz Humanidade sobre a vida futura, torna-se imprescindvel para que possa influenciar na educao e reeducao das geraes que se sucedem.

    As transformaes sociais para melhor sero feitas a partir de idias e ideais justos e equnimes, hoje apenas vislumbrados pelas massas humanas.

    O Espiritismo, pela sua ndole, pelas idias trazidas pela Espiritualidade Supe-rior, oferece ao homem o conhecimento de si mesmo, de sua natureza, sua origem e seu destino. De outro lado, pela moral do Cristo, que adota integralmente, na interpre-tao racional e superior dos Espritos Reveladores, constitui-se em base segura para a reeducao individual, com as trans-formaes sociais dela decorrentes.

    Os trabalhadores da primeira hora, da implantao do Consolador desde a se-gunda metade do sculo XIX e dos sculos seguintes, esto nas preliminares da obra grandiosa de transformao, abrindo picadas na densa floresta do atraso e da igno-rncia humanos, para que outros obreiros futuros possam lanar os fundamentos de uma nova civilizao mais justa, no decorrer do milnio que se inicia.

    No devemos desanimar diante das dificuldades a serem enfrentadas na gigan-tesca obra de transformao.

    Na direo suprema da regenerao do mundo encontra-se seu Guia e Gover-nador Espiritual o Cristo de Deus , que superar todas as dificuldades das diversas etapas, contando com os trabalhadores atuais e futuros, multiplicados na medida das necessidades.

    A importncia do conhecimento esprita, direcionando opes e decises, tem particular influncia na aceitao das realidades presentes nas sociedades humanas, sem prejuzo da aspirao a melhores condies de vida na

Recommended

View more >