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REDD

no Brasil: um

enfoque amaznico

Fundamentos, critrios e estruturas institucionais para um

regime nacional

de Reduo de Emisses por D

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ento e Degradao Florestal - RED

D3 Edio

ISBN 978-85-60755-39-4

2012

REDD no Brasil:um enfoque amaznicoFundamentos, critrios e estruturas institucionais para um regime nacional de Reduo de Emisses por Desmatamento e Degradao Florestal - REDD

3 Edio

Ministrio da Cincia, Tecnologia

e InovaoCentro de Gesto e Estudos EstratgicosCincia, Tecnologia e Inovao

Centro de Gesto e Estudos EstratgicosCincia, Tecnologia e Inovao|

Braslia DF2012

REDD no Brasil: um enfoque amaznicoFundamentos, critrios e estruturas institucionais para um regime nacional de Reduo de Emisses por Desmatamentoe Degradao Florestal - REDD

3 Edio

Centro de Gesto e Estudos Estratgicos (CGEE) Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaznia (IPAM) Secretaria de Assuntos Estratgicos da Presidncia da Repblica (SAE/PR)

REDD no Brasil: um enfoque amaznico - Fundamentos, critrios e estruturas institucionais para um regime nacional de Reduo de Emisses por Desmatamento e Degradao Florestal - Edio revista e atualizada

ISBN 978-85-60755-39-4

Esta publicao parte integrante das atividades desenvolvidas no mbito do Contrato Administrativo CGEE Estudos SAE/PR 15.2.3. Proposta de Parmetros Operacionais para Mecanismos de Cooperao Bilateral em REDD. 2009.

Todos os direitos reservados pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazonia (IPAM), Centro de Gesto e Estudos Estratgicos (CGEE) e Secretaria de Assuntos Estratgicos da Presidncia da Repblica (SAE/PR). Os textos contidos nesta publicao podero ser reproduzidos, armazenados ou transmitidos, desde que citada fonte.Impresso em 2011

C389rREDD no Brasil: um enfoque amaznico: fundamentos, critrios

e estruturas institucionais para um regime nacional de Reduo de Emisses por Desmatamento e Degradao Florestal REDD. 3 Edio Braslia, DF : Centro de Gesto e Estudos Estratgicos, 2011.

156 p.; il, 24 cm

1. Mudana Climtica - Brasil. 2. Amaznia - Brasil. I. CGEE. II. Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaznia - IPAM. III. SAE/PR. IV. Ttulo.

CDU 551.588.7 (811)

CGEE

PresidenteMariano Franscisco Laplane

Diretor ExecutivoMarcio de Miranda Santos

DiretoresAntonio Carlos Filgueira GalvoFernando Cosme Rizzo AssunoGerson Gomes

IPAM

PresidenteLuiz Antonio Martinelli

Diretor ExecutivoPaulo Moutinho

ConselhoLuiz Antonio MartinelliStephan SchwartzmanAdolpho Jos MelfiChristine PadochJos BenattiMarina SilvaMrio Prestes Monzoni NetoPaulo ArtaxoReynaldo Luiz Victoria

SAE/PR

MinistroW. Moreira Franco

Secretrio de Desenvolvimento SustentvelAlberto Loureno

Edio/Tatiana de Carvalho Pires Capa/Diogo Moraes Diagramao/Camila Maia

Centro de Gesto e Estudos EstratgicosSCN Qd 2, Bl. A, Ed. Corporate Financial Center sala 110270712-900 - Braslia, DFTelefone: (61) 3424.9600http://www.cgee.org.br

Instituto de Pesquisa Ambiental da AmazniaSHIN CA-5, lote J2 Bloco J2, salas 304-309, Lago Norte 71503-505 - Braslia, DFTelefone: (91) 3283.4355http://www.ipam.org.br

Secretaria de Assuntos Estratgicos da Presidncia da RepblicaEsplanada dos Ministrios, bloco O, 7, 8 e 9 andares70052-900 - Braslia, DFhttp://www.sae.gov.br/site/

REDD no Brasil: um enfoque amaznicoFundamentos, critrios e estruturas institucionais para um regime nacional de Reduo de Emisses por Desmatamento e Degradao Florestal - REDD

3 Edio

SupervisoAntonio Carlos Filgueira Galvo CGEEAlberto Loureno SAE/PR

Autores IPAMPaulo MoutinhoOsvaldo StellaAndr LimaMariana ChristovamAne AlencarIsabel CastroDaniel Nepstad

Equipe Tcnica SAE/PRPedro Lucas da Cruz Pereira Arajo

Equipe Tcnica CGEECarmem Silvia Corra Bueno

Os textos apresentados nesta publicao so de responsabilidade dos autores.

Prefcio

O Brasil tem sido liderana mundial nas discusses climticas internacionais, tendo assumido com-promissos voluntrios de reduo de emisses de gases do efeito estufa (GEE). Em Copenhagen, o pas anunciou o seu objetivo ofi cial de reduzir emisses de GEE entre e , e j foi relatada uma reduo de no desmatamento da Amaznia, sua maior fonte de emisses. Existe agora uma importante oportunidade para consolidar as polticas, tendncias de mercado e redues no desmatamento que foram alcanadas nos ltimos anos.

Durante as ltimas dcadas, a converso de fl orestas para agricultura e pecuria na Amaznia tem sido a mais importante fonte nacional de GEE. As emisses totais de GEE vm da incorporao de novas reas pecuria, em sua maioria localizada na Amaznia. Desde os anos , a regio da Ama-znia tem sido rapidamente integrada economia nacional. Sucessivas ondas de migrao tm guiado a expanso das fronteiras agropecurias, e atrado tanto imigrantes como capital de outras regies. No entanto, essa integrao econmica tem seguido uma lgica baseada na extrao de matria prima e pecuria extensiva, resultando em um esgotamento de recursos naturais, desigual-dades sociais e pobreza.

Essa dinmica contnua de expanso da fronteira deve ser substituda por uma nova lgica de uso dos recursos naturais e da terra. Isso incluiria a criao de incentivos positivos para reduo da pres-so sobre as fl orestas de p, e o reconhecimento e apoio aos responsveis pela conservao dos estoques de fl orestas remanescentes. tambm necessrio agregar conhecimento aos processos produtivos e induzir agentes econmicos e sociais a mudarem o seu comportamento de modo a promover educao, inovao e criatividade. Nas reas preservadas, a construo de uma economia tecnologicamente avanada de explorao da fl oresta viva, parece ser o caminho mais promissor. Esse novo modelo de desenvolvimento deve ser baseado em uma matriz produtiva de baixas emis-ses de carbono, com investimentos signifi cantes em infraestrutura, pesquisa e inovao tecnol-gica. A poltica REDD (compensaes pela Reduo de Emisses por Desmatamento e Degradao Florestal) um importante mecanismo para fi nanciar esse novo modelo de desenvolvimento para a Amaznia.

A Secretaria de Assuntos Estratgicos da Presidncia do Brasil (SAE/PR) tem acompanhado a mobi-lizao nacional para mitigar e adaptar as mudanas climticas desde a sua criao. Em , a SAE/PR participou ativamente nas discusses sobre a compensao para reduo de desmatamento que est ocorrendo no mbito da Fora Tarefa dos Governadores da Amaznia. A parceria da SAE/PR,

do Centro de Gesto e Estudos Estratgicos (CGEE), e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Ama-znia (IPAM) est dando uma importante contribuio ao debate sobre REDD no Brasil. A escolha do IPAM para conduzir a pesquisa foi especialmente apropriada, dado que o Instituto no apenas tem uma longa histria de pesquisa relacionada ao desenvolvimento sustentvel na Amaznia, mas tambm participa nas discusses internacionais sobre a REDD desde o seu incio, na dcada de .

A SAE/PR tem investigado duas questes bsicas: Quem detm o carbono na Amaznia? Como um mercado de compensao carbono funcionaria na regio, especialmente considerando as diferenas no uso das fl orestas nos diversos estados amaznicos, como por exemplo no Amap (com quase todas as suas fl orestas ainda intactas) e em Rondnia (que j perdeu mais de de sua cobertura fl orestal original)?

As respostas para essas questes vo alm do escopo da maior parte das publicaes sobre REDD. Mais do que simplesmente situar a questo em termos de parmetros reguladores, o presente tra-balho prope estruturas institucionais e de distribuio de benefcios em torno das quais o deba-te sobre as alternativas Amaznia pode resultar em escolhas que benefi ciem as geraes atuais e futuras

Mariano Francisco Laplane W. Moreira FrancoPresidente CGEE Ministro SAE/PR

Nota dos Autores

A edio do livro REDD no Brasil: um Enfoque Amaznico traz contedo revisado em relao edio anterior. A alterao mais importante realizada foi a utilizao da metodologia de clculo do desmatamento evitado proposta pelo Comit Tcnico do Fundo Amaznia, juntamente com parmetros fi xados pelo Decreto ./, que regulamenta a Poltica Nacional sobre Mudana do Clima.

Esta alterao na metodologia de clculo no altera a mensagem central do livro, porm pode ser percebida em algumas fi guras chaves que demonstram o valor total do desmatamento evitado no Brasil, caso o pas cumpra as metas de reduo do desmatamento na Amaznia estabelecidas na Politica Nacional de Mudanas Climticas e seu decreto regulamentador.

Apesar dos nossos esforos em apresentar as informaes mais atuais sobre o tema, a discusso sobre REDD no contexto nacional e internacional tem sido dinmica. Dessa forma, o leitor poder encontrar algumas informaes desatualizadas no livro.

Sumrio executivo

O Brasil poder fazer uma contribuio substancial mitigao da mudana climtica global se re-duzir suas emisses de GEE oriundas de desmatamento e, ao mesmo tempo, progredir no estabele-cimento de um desenvolvimento econmico de baixa emisso de carbono. Um dos caminhos mais promissores para se chegar a tal desenvolvimento aquele atualmente em debate no mbito da UNFCCC e identifi cado pela sigla REDD (Reduo de Emisses por Desmatamento e Degradao fl orestal). Se um mecanismo de REDD for implementado, os pases em desenvolvimento que se dis-ponham a adot-lo e que comprovem redues de emisses de GEE resultantes do desmatamento em seus territrios podero obter incentivos positivos ou compensaes fi nanceiras. A expectativa de que este regime estimule uma nova economia mundial de baixa emisso que contemple os es-foros para proteo fl orestal e reduo de emisses por desmatamento.

Inmeros fundos fi nanceiros voltados capacitao de pases para o monito