Recomendao ABECE 001:2011 Anlise de Casos de No ... NBR 5738 – Moldagem e cura de corpo-de-prova de concreto – Procedimento ABNT NBR 5739 – Ensaio de compresso de corpos-de-prova cilndricos ou

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<ul><li><p>Recomendao ABECE 001:2011Anlise de Casos de No Conformidade de Concreto</p><p>40.000m3 de Concreto ConformeEdifcio Eco BerriniConstrutora: HOCHTIEF do BrasilProjeto Estrutural: JKMF</p></li><li><p>Avaliao da Segurana de Peas Construdas com Lotes de Concreto No Conforme</p><p>As premissas bsicas para as quais so vlidas as recomendaes deste texto so:</p><p> Controle por amostragem total; Mapeamento do lanamento do concreto; Obras convencionais de edifi cao; Recomendaes vlidas unicamente para verifi cao da segurana (questes comerciais requerem tratamento diferenciado do aqui apresentado).</p><p>Tendo ocorrido lotes no conformes, ou seja com fck,est &lt; fck, de acordo com a NBR 12655:2006, dever ser feita a verifi cao do projeto para determinar se a parte da estrutura executada com esse lote pode ser considerada aceita, levando em conta os valores obtidos nos ensaios de controle.</p><p>Em caso negativo, dever ser feita uma nova anlise estrutural pelo engenheiro responsvel pelo projeto da estrutura, com o objetivo de verifi car o atendimento dos estados limites ltimo e de servio das peas estruturais construdas com esse lote, levando em conta as resistncias obtidas por meio de ensaio de testemunhos extrados da estrutura de acordo com a NBR 7680 (atualmente em reviso).</p><p>Deve-se evitar extrair testemunhos de lajes. Sempre que houver necessidade de investigar a resistncia do concreto de lajes, deve-se procurar fazer a extrao de alguma viga que foi concretada junto com a laje.</p><p>No h necessidade de se extrair testemunhos de todas as peas estruturais em estudo.</p><p>No h motivo para se extrair mais de um testemunho de um mesmo local, pois eventuais defeitos dos testemunhos extrados sero visveis e, quando houver dvidas, sempre poder ser extrado um novo testemunho nas imediaes daquele que possa estar sob suspeio.</p><p>Os equipamentos empregados para extrao devero estar bem calibrados evitando vibraes excessivas, falta de paralelismo das faces e outros defeitos nos testemunhos. Alm disso, as armaduras devero ser preservadas por meio da correta locao com uso de pacmetro de preciso ou, eventualmente, remoo parcial do cobrimento para identifi car o real posicionamento das barras.</p><p>No caso de pilares, se houver a necessidade da retirada de mais de um testemunho, os mesmos devero estar no mesmo prumo, para no reduzir exageradamente uma seo da pea, e afastados entre si pelo menos um dimetro do testemunho, dando preferncia a extrair do tero mdio logo acima do fi m das barras de traspasse.</p><p>Recomenda-se que o laboratrio responsvel pelas extraes faa parte da Rede Brasileira de Laboratrios de Ensaio. </p><p>De cada betonada (caminho) sob suspeio dever ser extrado o nmero mnimo de 3 testemunhos homogeneamente distribudos. A resistncia caracterstica de cada betonada para efeitos de verifi cao da segurana estrutural pode ento ser estimada por:</p></li><li><p>fck,est = </p><p>fcm,ext = </p><p>C1 = </p><p>fck,est = C1C2C3fcm,extOnde:</p><p>resistncia caracterstica estimada para verifi cao da segurana.</p><p>resistncia mdia dos testemunhos extrados da betonada lanada.</p><p>Coefi ciente que leva em conta a eventual variabilidade do concreto de uma betonada. No existe consenso sobre o valor a ser adotado. As discusses situam o valor entre 0,8 e 1,0.</p><p>A ABECE recomenda aos seus associados que sigam o especifi cado nas normas tcnicas brasileiras, entretanto, como nas mesmas no h meno a este coefi ciente, que seja adotado C1 = 1. Espera-se que o assunto seja discutido com possvel reviso das normas pertinentes, por entender que este coefi ciente deva ter um valor inferior a 1. Assumindo um coefi ciente de variao das resistncias na betoneira de 4% e transportando a resistncia mdia para a correspondente ao quantil 5%, resulta C1 = 0,93.</p><p>C2 = </p><p>C3 = </p><p>Coefi ciente que leva em conta os danos provocados no testemunho durante a extrao e que tendem a diminuir a sua resistncia. No existe consenso sobre o valor a adotar, estando entre 1,0 e 1,15.</p><p>A ABECE recomenda aos seus associados que sigam o especifi cado nas normas tcnicas brasileiras, entretanto, como nas mesmas no h meno a este coefi ciente, que seja adotado C2 = 1.</p><p>Espera-se que o assunto seja discutido com possvel reviso das normas pertinentes por entender que este coefi ciente deva ter um valor superior a 1 (da ordem de 1,06 em funo dos trabalhos de pesquisa e normas estrangeiras existentes).</p><p>Correo em funo do crescimento da resistncia considerado no coefi ciente 0,85 empregado na NBR 6118 (ver tabela 1). Em casos especfi cos nos quais o concreto ensaiado foi expressivamente pr-carregado deve ser feita anlise mais completa.</p><p>*</p><p>*</p></li><li><p>Resultados com discrepncia superior a 10% em relao mdia dos resultados ( fcm,ext) </p><p>devero ser estudados com cuidado especial. A critrio do responsvel pela anlise, podero </p><p>ser ensaiados testemunhos suplementares, realizados ensaios no destrutivos comparativos </p><p>ou considerada uma nova subdiviso do concreto lanado.</p><p>Dever ser feita a verifi cao das peas considerando o seu fck,est e dividindo ainda o coefi ciente de </p><p>minorao da resistncia do concreto c por 1,1 de acordo com o item 12.4.1. da NBR 6118:2003, ou seja, para </p><p>combinaes normais c =1,27.</p><p>Na avaliao de segurana de pilares, nos casos nos quais no exista confi namento total da seo na regio das vigas </p><p>e lajes, deve-se considerar a menor das resistncias entre a obtida na concretagem do lance do pilar e a de seu trecho superior, normalmente concretado juntamente com as vigas e lajes.</p><p>Caso o responsvel pela anlise julgue aplicvel podero ser empregadas as redues de sobrecarga de uso e outras previstas nas normas brasileiras.</p><p>O Projetista de estrutura dever alertar a construtora para a necessidade de uma investigao e anlise das implicaes da no conformidade na vida til da estrutura, devendo, para isto, ser contratado um parecer de um consultor especializado.</p><p>O projetista dever tambm recomendar construtora a contratao de um tecnologista de concreto para acompanhar e validar todo o trabalho de obteno e ensaio dos testemunhos.</p><p>Tabela 1: Coefi ciente C3 para correo em funo do crescimento da </p><p>resistncia considerado no coefi ciente 0,85 empregado na NBR 6118:2003 e da </p><p>idade de ensaio do testemunho.</p><p>*</p><p>Tabela 1</p><p>Idade de Ensaio do Testemunho (dias)</p><p>2829 a 3536 a 4243 a 4950 a 6364 a 7071 a 8485 a 105106 a 140141 a 182183 a 252253 a 365</p><p>1,000,980,960,950,940,930,920,910,900,890,880,87</p><p>Coefi ciente C3 de Correo em Funo da Idade</p></li><li><p>BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA</p><p>ABNT NBR 5738 Moldagem e cura de corpo-de-prova de concreto ProcedimentoABNT NBR 5739 Ensaio de compresso de corpos-de-prova cilndricos ou prismticos de concreto - ProcedimentoABNT NBR 6118 Projeto de estruturas de concreto - ProcedimentoABNT NBR 6120 Cargas para clculo de estruturas de edifi caes - ProcedimentoABNT NBR 7680 Extrao, preparo, ensaio e anlise de testemunhos de estruturas de concreto - ProcedimentoABNT NBR 8681 Aes e segurana nas estruturas - ProcedimentoABNT NBR 12655 Concreto de Cimento Portland Preparo, controle e recebimento ProcedimentoABNT NBR NM 33 Concreto Amostragem de concreto frescoACI 214.4 R-10 - Guide for obtaining cores and interpreting compressive strength resultsACI 318 M-08 - Building code requirements for structural concreteACI 437 R-03 - Strength evaluation of existing concrete buildingsCALAVERA, J. R. Patologa de Estructuras de Hormign Armado y Pretensado. Intemac.CANOVAS, M. F. Patologia y Teraputica Del Hormign Armado. Colegio de Ingenieros de Caminos, Canales y Puertos.Eurocode II. EN 1992. Design of Concrete Structures. General rules for buildingsfi b bulletin 2 v.2 - Structural concrete, updating CEB/FIP model code 90fi b bulletin 54 v.4 Textbook on Behavior, Design and Performance. Structural Concrete Helene, P. R. L. Anlise da Resistncia Compresso do Concreto em Estruturas Acabadas com Vistas Reviso da Segurana. Revista ALCONPAT n.1. Instruccin de Hormign Estructural, EHE-08, Real Decreto 1247/2008.REVUELTA, C. D. Resistencia a Compresin del Hormign Mediante Probetas Testigo. Revista Cemento-Hormign n. 935.FUSCO, P. B. . Estruturas de Concreto - Fundamentos Estatsticos da Segurana das Estruturas. Universidade de So Paulo, MCGRAW-HILL.Neville, A.M. Properties of Concrete. Longman.</p><p>REGIONAIS</p><p> Belm/PA Belo Horizonte/MG Braslia/DF Curitiba/PR Fortaleza/CE Goinia/GO Manaus/AM Natal/RN</p><p> Porto Alegre/RS Recife/PE Rio de Janeiro/RJ Salvador/BA So Paulo/SP SC/Leste SP/Central</p><p>Av. Brig. Faria Lima, 19936 and. Conj. 61 CEP 01452-001 - So Paulo - SPTel.: (11) 3938-9400 Fax: (11) 3938-9407abece@abece.com.brwww.abece.com.brhttp://twitter.com/abece_abece</p></li></ul>