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Comit EditorialProf. Dr. Joo Hobuss (Editor-Chefe)Prof. Dr. Carlos Ferraz Prof. Dr. Manoel VasconcelosProf. Dr. Srgio Streing

Projeto grfico EditorialNativu Design

Direo de ArteValder Valeiro

Comit CientficoProf. Dr. Denis Coitinho (UNISINOS)Prof. Dr. Nythamar de Oliveira (PUCRS)Prof. Dr. Christian Hamm (UFSM)Prof. Dr. Ramn Del Castillo (Uned/Espanha)Prof. Dr. Agemir Bavaresco (PUCRS) Prof. Dr. Christian Iber (PUCRS)Prof. Dr. Marcel Niquet (Goethe University/Alemanha)Prof. Dr. Konrad Utz (UFC)Prof. Dr. Sofia Stein (UNISINOS)Prof. Dr. Victor Krebs (Pontifical Catholic University/Peru)

Dados de Catalogao na Publicao (CIP) Internacional Aline Herbstrith Batista CRB 10/ 1737 | Biblioteca Campus Porto UFPel

B732r Borges, Maria de Lourdes Razo e emoo em Kant / Maria de Lourdes Borges. -

Pelotas: Editora e Grfica Universitria, 2012. 184 p.

ISBN: 978-85-7192-880-0

1. Filosofia. 2. Kant. 3. Razo. 4. Emoo. I. Ttulo.

CDD: 193

This is the very ecstasy of love,Whose violent properties fordoes itselfAnd leads the will to desperate undertakingsAs oft as any passion under heavenThat does afict our natures

Hamlet, Shakespeare

You gave me these emotions. You did not tell me how to use it

Frankstein

Para Zeca Pires, por me ter ensinado que a razo

pode muito pouco frente s paixoes

SUMRIO

I. A obteno e validao do princpio moral ...........................15 I.1. A lei moral implcita no senso comum.................................................15 I.2. A obteno analtica da lei moral a partir de um conceito................20 I.3. A validade para ns ..................................................................................25 I.4.Tese da reciprocidade:...............................................................................27 I.5. Um fato auto-evidente da moralidade ..................................................30 I.6. Dever implica poder?...............................................................................34

II. Teoria da Ao em Kant............................................................37 II.1. Espontaneidade, liberdade prtica e liberdade transcendental .......37 II.2. Mbeis, motivos e tese da incorporao ............................................41

II.2.2. Tese da incorporao e fraqueza da vontade: .................45 II.3. Mximas....................................................................................................51

II.3.1. Mximas, intenes e regras de vida ................................53 II.3.2 Contradio na universalizao das mximas ..................60

III. Psicologia emprica, Antropologia e Metafsica dos Costumes em Kant ............................................................................69

III.1. A psicologia emprica numa teoria moral a priori ...........................69 III.2. Lies sobre Metafsica: o refgio provisrio da psicologia emprica .............................................................................................................72 III.3. Fundamentao: separao radical entre antropologia prtica e metafsica moral ...............................................................................................75 III.4. Metafsica dos Costumes: princpios de aplicao...........................77 III.5. A noo de Antropologia pragmtica................................................78 III.6. A parte impura da tica ........................................................................80 III.7. tica impura, razo e emoo.............................................................85

IV. Simpatia e mbeis morais .......................................................93 IV.1. A presena da simpatia e valor moral de uma ao ........................94

V. Simpatia e outras formas de amor........................................ 105 5.1. Simpatia, humanitas esttica e humanitas prtica .................................105 V.2.Um ponto de inflexo sentimentalista?..............................................115 V.3.Desejo, afeto e paixo: as modalidades antropolgicas da amor. .120 V.4. Concluso...............................................................................................124

VI. A estetizao da moralidade ................................................ 125 VI.1. O belo como smbolo do bom.........................................................125 VI. 2. As condies estticas necessrias da moralidade na Metafsica dos Costumes............................................................................................................131 VI.3. A ligao antropolgica entre o prazer esttico e o prazer moral..........................................................................................................................134 VI. 4. Concluso ............................................................................................137

VII. As emoes no mapa kantiano da alma ......................... 139 VII.1. O modelo da dor ...............................................................................142 VII.2. Uma taxonomia das emoes .........................................................145 VII.3. As emoes no mapa da alma.........................................................147

VIII. Fisiologia e controle dos afetos ....................................... 155 VIII.1. As estratgias de controle das emoes......................................155 VIII.2. Animismo e mecanicismo na medicina do sculo XVIII.............................................................................................159 VIII.3. Concluso..........................................................................................169

guisa de concluso ..................................................................... 173 A virtude como conciliao possvel entre razo e (fortes) emoes..173

Referncias bibliogrficas ............................................................ 177 Obras de Kant:...............................................................................................177 Outras edies:...............................................................................................177 Tradues utilizadas:.....................................................................................178 Outras obras:..................................................................................................178

INTRODUO

Este trabalho um produto de discusses que travei com vrias pessoas desde 1999. A ideia do livro comeou durante minha estadia como Visiting Scholar na University of Penssylvania, durante o ano de 1999. A possibilidade que tive de discutir Kant com Paul Guyer e seu grupo foi de grande valor para mim. Gostaria de agradecer a ele e a seus ex-alunos Julian Wuerth, Lucas Thorpe, Cinthia Schossberger e James Trainor. Ao voltar ao Brasil, discuti em vrias instncias esses textos com colegas brasileiros. Cabe mencionar aqui o esforo do Prof. Valrio Rohden na conduo da Sociedade Kant Brasileira e do Prof. Zeljko Loparic pela realizao de vrios Colquios da Seo Campinas da Sociedade Kant, nos quais participaram, entre outros, Ricardo Terra, Guido de Almeida, Jos Heck, Marcos Mller, aos quais gostaria de expressar meus agradecimentos pelos comentrios e crticas ao meu trabalho. A partir do ano 2000, reunimos vrios kantianos em discusses no GT Kant da ANPOF. Nestes encontros, contei com a discusso de vrios colegas, cuja colaborao foi essencial para o meu trabalho: Jlio Esteves, Juan Bonacinni, Vera Bueno, Vincius Figueiredo, Christian Hamm, Virgnia Figueiredo, Pedro Rego e Cllia Martins. A eles meu agradecimento.

Nestes anos, a partir da apresentao do meu trabalho em congressos internacionais, contei tambm com o valioso comentrio de Gary Hatfield, Patricia Kitcher, Paul Guyer, Robert Louden, Rolf- Peter Horstmann e Jeniffer Mensch.

Agradeo aos meus orientandos e alunos pela contribuio a vrias teses expostas aqui, principalmente a Caroline Marim, Berta Sherer e Julia Aschermann, a meu colega e amigo Delamar Dutra, por ter mantido comigo, durante 10 anos, entusiasmadas discusses sobre Kant e a Darlei Dallagnol, por suas persistentes sugestes que me ajudaram a solucionar alguns problemas kantianos.

O livro dividido em duas partes. Na primeira parte abordo a fundamentao da filosofia prtica kantiana. Comeo analisando as diversas estratgias de obteno e fundamentao do princpio da moralidade. No captulo 2, apresento a teoria da ao de Kant e nos

Maria de Lourdes Borges

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captulo 3 analiso a passagem de uma teoria prtica a priori para a Metafsica dos Costumes e Antropologia Prtica. Na segunda parte do livro, pretendo localizar as emoes no sistema kantiano e investigar como elas se relacionam com a parte pura desta. No captulo 4, analiso alguns sentimentos e seu papel na moralidade, dando nfase simpatia e outras formas de amor, principalmente o amor e paixo e o amor afeto. No captulo 5, investigo o papel que sentimentos tais como simpatia podem cumprir como mbil moral, analisando a pertinncia da crtica de insensibilidade filosofia kantiana. No captulo 6, ser tematizada uma outra funo dos sentimentos, enquanto condies estticas para a recepo do dever. No captulo 7, apresento um modelo para as emoes em Kant. No captulo 8, discutirei a possibilidade de controle destes. Na concluso, aponto para uma forma de conciliar razo e emoes em Kant atravs da virtude.

PRIMEIRA PARTE: RAZO

I. A obteno e validao do princpio moral

I.1. A lei moral implcita no senso comum As estratgias da obteno da lei moral so mltiplas na

obra kantiana. Por um lado, temos uma dupla estratgia, analtica e sinttica, na Fundamentao e uma outra via de prova na Crtica da Razo Prtica. A estratgia da Fundamentao composta de trs momentos, correspondendo cada

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