ranking 500 construtoras brasil - 2010

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Ranking da Engenharia Brasileira

Enquanto a infraestrutura se aquece, a construo industrial reflete a crise globalProximidade das eleies movimenta obras de infraestrutura a nvel federal e estadual

N

o ano de 2009, no s as obras federais agitaram o mercado, mas os projetos dos governos estaduais e a retomada intensa da indstria imobiliria apresentaram tima performance. Entretanto, os empreendimentos industriais entraram em marcha lenta, pressionados pelas incertezas da crise global. O cenrio de 2009 era bem diferente do

atual, quando os nmeros do Produto Interno Bruto (PIB) atestam a fora dos pases emergentes, que se livraram da crise global iniciada em 2008 numa velocidade insuspeita e retomaram a trilha da expanso econmica. Em 2009, os projetos do Programa de Acelerao do Crescimento (PAC) do governo federal comearam a acelerar suas obras, j com vistas s eleies do ano seguinte. Os governos estaduais tambm

entravam em ritmo de concluso das principais obras, pelos mesmos motivos. A indstria imobiliria decolava seguindo uma trajetria ascendente, irrigada com fartos recursos de financiamento para a classe mdia e estimulada pelas perspectivas do programa Minha Casa, Minha Vida que anunciava a construo de um milho de moradias para a populao de baixa renda.www.revistaoempreiteiro.com.br | 355

Ranking da Engenharia Brasileira

O segmento de construo industrial contrastava com este cenrio otimista, porque a crise global havia colocado os empreendimentos industriais e comerciais em xeque, na medida em que os mercados dos EUA, Europa e Japo entraram em estado de choque. Havia o receio generalizado de que esta estagnao contaminasse os pases emergentes, como o Brasil, a ndia e a China. Os investimentos em expanso e novas plantas ou CDs foram preventivamente suspensos, muitas vezes por causa da crise nos pases de origem dos grupos empresariais. Grupos brasileiros tambm brecaram seus investimentos porque os mercados de exportao haviam entrado em colapso. Segmentos industriais como minerao, metalurgia, siderurgia, papel e celulose foram particularmente afetados. Minas de alto custo de produo chegaram a ser paralisados e alto-fornos de aciarias desligados. J no terceiro trimestre de 2009, os nmeros da economia chinesa mostraram que a pacote de mais de US$ 500 bilhes de estmulo funcionou e o gigante asitico no havia se abalado como os pases do G8. A China retomou seu flego, ignorou os pases industrializados e seguiu seu caminho, embora a taxas mais modestas de crescimento, se que podem ser chamadas como tal. Aproveitando as vastas reservas cam-

biais, as empresas chinesas, a maior parte com controle ou participao estatal, foram s compras, aproveitando a depreciao sensvel dos ativos no Ocidente. A, os analistas econmicos comearam a alardear que a China havia se descolado dos EUA e da Europa, e aproveitando a crise global, poderia se transformar na maior potncia econmica mundial em menos tempo do que se supunha poucos anos atrs. Os outros pases emergentes como o Brasil tambm foram colocados sob o spot do estrelato, vistos como as provveis locomotivas para a recuperao global. Uma reviravolta sem precedentes desde o fim da II Guerra Mundial, que estabeleceu a hegemonia e a pax americana. Os nmeros de expanso do PIB no primeiro trimestre de 2010 confirmaram essas projees. Enquanto a China, ndia, Brasil e outros emergentes sustentam taxas variadas de crescimento e os EUA ainda no revelam sinais slidos de que saram do declnio e ingressaram na retomada da atividade econmica, a Europa patina talvez com a exceo da Alemanha. Enquanto isso, o Japo parece continuar sem rumo aps uma dcada de estagnao. Brasil e seus enigmas Como na mitologia da esfinge que apresenta um enigma a ser decifrado (Deciframe ou devoro-te), o Brasil se defronta com seus prprios enigmas. Quando se dese-

nhava um cenrio onrico de transformao propiciada pela Copa do Mundo 2014 e Olimpada 2016, criando as fundaes para um pais do 3o Milnio, eis que novas enchentes em diversas regies nos remetem realidade da obsolescncia da nossa infraestrutura, ausncia absolta de monitoramento de fenmenos naturais - com exceo das previses de tempo - e inoperncia da burocracia estatal para liberar recursos de emergncia. O veto ao estdio do Morumbi em So Paulo para sediar a abertura da Copa de 2014, articulado aqui no Pas de modo a abrir espao para se construir um elefante branco -, com capacidade para 70 mil espectadores - nos remete lembrana do estdio Ninho de Pssaro, em Beijing, China, que talvez vire shopping center - e alguns estdios da frica do Sul que, quando muito, vo sediar jogos de rgbi, ocupando 20% da sua capacidade. Esse incidente um alerta sociedade brasileira sobre o que pode acontecer com as obras da Copa e da Olimpada. O jornal O Estado de S.Paulo traz o perfil do vitorioso empresrio Guilherme Leal, fundador da empresa de cosmticos brasileira Natura, com Luiz Seabra seu scio at hoje. Ele integra a chapa do PV nas eleies presidenciais deste ano. Leal acha que o Pas vive um excelente momento na economia, mas pode se perder por falta de

Resultado Consolidado dos quatro Segmentos - Srie histrica 1995/2009 R$ milhes

90.000 80.000 70.000 60.000CAGR: + 8,26% *

35.379

32.766

31.663

31.478

40.000 30.000 20.000 10.000 0

1995

25.183

1996

28.842

1997

1998

1999

27.456

2000

2001

2002

2003

2004

31.538

2005

33.254

50.000

35.492

36.033

2006

39.029

2007

46.540

68.6472008(*) CAGR (Compound Annual Growth Rate): Taxa Composta de Crescimento Anual

2009

358 | O Empreiteiro | Julho 2010

76.741

Ranking da Engenharia Brasileira

crebros nos postos de liderana intelectual e tecnolgico. Se isso acontecer, adverte o empresrio, ser a terceira grande janela da histria que se abre para o Brasil e se fecha por falta de estrutura interna. As duas outras teriam ocorrido nas dcadas de 50 e 70. Traando um paralelo na linha deste raciocnio, os dois eventos esportivos globais criam uma oportunidade de transformao das capitais brasileiras e do Pas, com a melhoria substancial da infraestrutura de transporte de massa e de saneamento, para falarmos apenas de dois aspectos prioritrios, como legado permanente para uso da populao. Caso contrario, teramos mais uma vez perdido esta janela de oportunidade, alm de desperdiarmos um volume gigantesco de recursos cuja conta ser apresentada s geraes futuras. Elena Landau, mestre em economia e ex-diretora de privatizao do Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES), publica no jornal O Estado de S.Paulo uma anlise sobre o comportamento da Confederaco Brasileira de Futebol (CBF), considerada uma entidade privada que aparentemente no d satisfao a ningum sobre os seus atos; ela realiza manobra nos bastidores para que recursos pblicos acabem sendo utilizados para concluir a modernizao dos estdios para a Copa 2014, na sua maioria com obras atrasadas. Por isso mesmo, ela prope que o nmero das cidades-sede seja reduzido, de modo que os estdios sejam renovados com recursos privados apenas onde h pblico regular no perodo ps-jogos. Landau faz um alerta para que a Olimpada 2016 no Rio de Janeiro, no repete a mal fadada experincia dos Jogos Pan-Americanos de 2007, cujas instalaes no so aproveitados pela populao e muito menos podero ser utilizados para a Olimpada. A sociedade brasileira, que conseguiu a faanha de aprovar o projeto Ficha Limpa para excluir os candidatos eleio de passado duvidoso, deve tomar outra deciso dramtica: exigir que as obras da Copa 2014 e Olimpada 2016 priorizem o legado ps-jogos para a populao e desautorizar os projetos faranicos e execrar seus proponentes.360 | O Empreiteiro | Julho 2010

Ranking de Construtoras - Faturamento das 100 e 10 maiores 60.000 50.000 40.00024.686 26.053 24.195 23.572 19.902 11.750 19.413 10.353 Variao 08/09 Participao Setorial 38,36% 31.530

R$ milhes54.403 3.562 5.859 4.214 6.659 7.328 9.821 29.436

21,80%

28.221

27.013

23.483

16.394

30.000 20.000 10.000 0

21.906

22.338

23.193

14.040

13.019

12.238

12.536

12.594

11.718

1995

1996 1997 1998 1999 2000

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009

Ranking de Montagem Industrial - Faturamento das 20 e 10 maioresVariao 08/09 Participao Setorial 12,80% 9,55% 6.128

11.438

11.798

12.728

15.826 4.505 4.475 2.830 4.407 2.616

R$ milhes9.303 4.235 3.019

10.000 9.000 8.000 7.000 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 0

20 Maiores 10 Maiores

5,56% 7,02%

4.410 3.408

3.235 2.418

3.231 2.545

2.905 2.268

3.178 2.451

1995

2.040 1.602

1996 1997 1998 1999 2000

2.724 2.185

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009

Ranking de Projetos e Consultoria - Faturamento das 40 e 10 maiores 7.000 6.000 5.000 4.0002.383 2.094 1.235 2.007 1.132 1.975 1.146 1.979 1.140 1.778 1.076 1.791 1.022 1.934 1.184 1.798 1.135 2.482 3.530 Variao 08/09 Participao Setorial 8,68% 5,49%

2.920 2.333

3.204 2.672

4.104 3.099

3.762 3.107

R$ milhes6.259 1.451 2.076 4.250

40 Maiores 10 Maiores

6,39% 2,62%

3.000 2.000 1.000 0

1.355

1995

1996 1997 1998 1999 2000

1.304

2.372

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009

Ranking de Servios Especiais de Engenharia - Faturamento das 30 e 10 maiores 7.000 6.000 5.0002.953 Variao 08/09 Participao Setorial 4,64% 4.200

R$ milhes5.920

30 Maiores 10 Maiores

-1,03% -1,19%

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