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Questoes teóricas de pavimentação

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1) O que emulso asfltica? Como classificam as emulses asflticas? Quais so as funes dos emulsificantes? Quais so os fatores que aceleram a ruptura das emulses asflticas? Em que servios de pavimentao as emulses so empregadas (citar pelo menos 3)?Emulso asfatica a disperso do CAP em agua com uso de emulsigicante e energia mecnica. As emulses asfaltias so classificadas pelo tempo de ruptura(rpida, lenta ou mdia), pela carga da partcula(anion ou ction) e pela finalidade. Devem ser preferencialmente as catinicas.O produto especial chamado de agente emulsionante ou emulsificante uma substncia que reduz a tenso superficial, o que permite que os glbulos de asfalto permaneam em suspenso na gua por algum tempo, evitando a aproximao entre as partculas e sua posterior coalescncia (juno de partes que se encontravam separadas). Existem emulses para lama asfltica e modificadas por polmeros. Usos: tratamentos superficiais; pr-misturados a frio; imprimao de bases; pintura de ligao.Fatores que aceleram rupturas de emulses asflticas: Emprego de um asfalto de baixa viscosidade (asfaltos diludos ou fluxados); Concentrao de asfalto elevada; Emprego de uma pequena quantidade de emulsivo; Emprego de um emulsivo catinico; Utilizao de um material seco reativo e com alta superfcie especfica; Temperatura ambiente. Temperatura alta dos agregados e da emulso; Agitao intensa da mistura emulso + agregados;Fatpres que retardam: Emprego de um asfalto de alta viscosidade (cimentos asflticos); Pequena concentrao de asfalto; Emprego de uma elevada quantidade de emulsivo; Emprego de um emulsivo aninico; Utilizao de um material mido pouco reativo e uma pequena superfcie especfica; Temperatura ambiente. Temperatura baixa dos agregados e da emulso; Ausncia ou pequena agitao das misturas emulso + agregados.2) Explique como se determina as temperaturas do cimento asfltico de petrleo (CAP), de compactao e de agregados para dosagem concreto betuminoso usinado a quente, segundo as viscosidades Saybolt-Furol recomendadas pelo DNER. H uma relao entre a temperatura e os resultados de ensaios de viscosidade, que indica as melhores temperaturas para o aquecimento do CAP nos processos de mistura em usina e compactao. A temperatura de aplicao do CAP deve ser feita para cada tipo de ligante, em funo da relao temperatura-viscosidade. A temperatura de aquecimento dos agregados igual temperatura do CAP+ 13 a 15C.

3) Cite pelo menos 5 tipos de defeitos que normalmente ocorrem em tratamentos superficiais e que explique as causas desses defeitos.Defeitos em TS CausasDesagregaes M adesividade entre o agregado e o ligante Sub-dosagem de ligante (por dosagem inadequada oubaixa viscosidade da emulso) Excesso de agregados Granulometria inadequada Presena de p.Exsudaes Excesso de ligante Sub-dosagem de agregados Agulhamento de agregados Fragmentao de agregados Ligante residual de baixa viscosidadeTrfego pesado Clima muito quente.Estrias Altura incorreta da barra espargidora Falta de paralelismo entre a barra e a base Operao deficiente da bomba dosadora Abertura incorreta do ngulo dos bicos espargidores Falha de bico; Bico defeituoso.Rejeio excessiva de agregados Agregado sujo (excesso de p) Abertura imediata ao trfego Velocidade excessiva do trfego na abertura Incompatibilidade granulomtrica Excesso de agregados Sub-dosagem de ligante Agregados de rochas diferentes na mesma aplicao(dique de diabsio em granito)Corrugaes- Emprego de equipamento defeituoso ou no apropriadoJuntas de construo defeituosa- Condies de clima desfavorvelRugosidade geomtrica inadequada- Irregularidade da superfcie a tratar (base ou antigo revestimento).DesagregaoDesprendimento de partculas de agregado sob a ao do trfego e do intemperismo. So normalmente localizadosCausas mais provveis: Adesividade ligante/agregado deficiente; Subdosagem do ligante asfltico; Excesso de agregados; Granulometria deficiente; Presena de p e/ou impurezas no agregado; Natureza e condies da superfcie subjascente.

ExsudaoAfloramento do ligante excessivo na superfcie do revestimento. Ocorrem em reas localizadas ou em faixasCausas mais provveis: Excesso de ligante; Subdosagem de agregados; Despreedimento de agregados; Agulhamento dos agregados na camada subjascente; Fragmentao dos agregados; Ligante asfltico excessivamente fluido; Clima quente.

EstriasFalhas longitudinais devidas ao despreendimento de agregados. Ocorrem nas faixas de trfego.Causas mais provveis: Altura incorreta da barra espargidora (recobrimento); Inexistncia de paralelismo barra espargidora/pista na execuo; Execuo deficiente da bomba dosadora; Abertura angular inadequada dos bicos espargidora; Envelhecimento do ligante; Falha do bico; Bico defeituoso.

Rejeio excessiva de agregados da ltima camadaExpulso excessiva de agregados sob a ao do trfego. Causas mais provveis: Excesso de p no agregado; Abertura imediatamente ao trfego (ligante: emulso ou asfalto diludo- a viscosidade adequada ainda no foi atingida); Velocidade excessiva na abertura do trfego; Incompatibilidade de granulometria; Excesso de agregados; Subdosagem do ligante.

CorrugaesPequenas ondulaes formados no sentido transversal. Causas mais provveis: Distribuio irregular do ligante produzida por deficincia da bomba dosadora;

Juntas de construo defeituosaJuntas longitudinais e transversais visveis. Causas mais provveis: Execuo deficiente (recobrimento de ligante excessivo, recobrimento de agregados insuficiente e superposio de juntas longitudinais);

Rugosidade geomtrica inadequadaSuperfcie demasiadamente lisa, apresentando reduzida resistncia derrapagem. Causas mais provveis: Excesso de ligante; Ligante de baixa viscosidade; Agregado com caractersticas inadequadas (forma e resistncia ao desgaste e ao polimento).

4) Quais so as funes das camadas de revestimento asfltico, base, sub-base e reforo do subleito de um pavimento flexvel? Quais so os tipos de materiais normalmente utilizados para estas camadas?Revestimento primrio: a camada granular, composta por agregados naturais (cascalho, saibro) e/ou artificiais (cascalho britado, brita corrida) aplicadas diretamente sobre o subleito compactadoe regularizado em rodovias no pavimentadas, com a funo deassegurar condies satisfatrias de trfego, mesmo sobcondies climticas adversas. Pode ainda receber uma camada de emulso asfltica para reter as partculas do agregado no lugar e impermeabilizar o pavimento. Geralmente utilizado em pavimentos de baixo custo (Estradas Vicinais: baixo volume de trfego) e em vias urbanas Revestimento: Camada de espessura finita destinada a resistir diretamente as aes do trfego e dos fatores ambientais (temperatura e umidade), a impermeabilizar o pavimento, a melhorar as condies do rolamento, no que se refere ao conforto e a segurana, e a transmitir de forma atenuada, as aes do trfego s camadas inferiores. Base: Camada destinada a resistir diretamente as aes do trfego e a transmiti-las, de forma conveniente, ao subleito. Materiais utilizados: brita graduada, solo+brita, solo-cimento, brita graduada tratada com cimento, concreto de cimento, rolado, pr-misturado a frio, etc. Sub-base: Camada complementar base, com as mesmas funes desta e executas quando por razes de ordem econmica, for conveniente reduzir a espessura da base. Materiais utilizados: solos, brita graduada, brita corrida, solo-cimento melhorado com cimento, solo-cal, etc. Reforo do Subleito: Camada existente no caso de pavimentos muito espessos, executada com objetivo de reduzir a espessura da prpria sub- base. Material utilizado: solos em geral.Regularizao do Subleito: So operaes de corte e aterro para conformar transversalmente e longitudinalmente a estrada. Engloba pista e acostamento com movimento de terra no mximo de 20 cm de espessura, realizada aps a execuo da terraplanagem para receber o pavimento. Os principais servios a serem executados so: a procura de umidade tima e a compactao at atingir 100% de densidade aparente mxima seca. Regularizao do Subleito: Equipamentos utilizados: Motoniveladora: tem a funo de realizar pequenos corte e aterros, de modo a conformar a plataforma da estrada de acordo com as cotas do projeto geomtrico da seo transversal e dar o acabamento final. Rolo pneumtico ou outro tipo: compactao e acabamento da camada final de solo. Caminho pipa irrigadeira: umedecimento do solo, se necessrio, para sua compactao. Trator agrcola e grade de discos: homogeneizao do solo e mistura mida. P carregadeira: escavao e transporte do solo, e Caminhes basculantes: transporte. 5) Defina o que pavimento, quais so as suas funes e quais so as diferenas entre pavimentos flexveis e pavimentos rgidos em termos estruturais?ESTRUTURA construda aps a terraplenagem e destinada, econmica e simultaneamente, em seu CONJUNTO, a:Resistir e distribuir ao subleito os esforos verticais produzidos pelo trfego;Melhorar as condies de rolamento quanto a comodidade e segurana;Resistir aos esforos horizontais que nela atuam, tornando mais durvel a superfcie de rolamento.Flexvel aquele em que todas as camadas sofrem deformao elstica significativa sob o carregamento aplicado e, portanto, a carga se distribui em parcelas aproximadamente equivalentes entre as camadas Rgido aquele em que o revestimento tem uma elevada rigidez em relao s camadas inferiores e, portanto, absorve praticamente todas as tenses provenientes do carregamento aplicado 6) Quais so os tipos de revestimentos flexveis? Explique cada um deles.Misturas em UsinasExecutadas na Pista7) Quais so os fatores e explique como eles influem no comportamento da mistura de solo com cimento para construo de bases em pavimentos flexveis?a)Tipo do soloTodo solo pode ser estabilizado com cimento, porm os solos arenosos (granulares) so mais adequados que os argilosos por exigirem baixos teores de cimento para atingir a mesma resistncia compresso simplesb) Presena de matria orgnica no soloAfeta a hidratao do cimento devido absoro d