quem foi mario quintana - .isso eu não podia falar numa ... de giovanni papini, intitulada palavras

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  • Quem foi Mario Quintana ?

  • MARIO QUINTANA, O POETA PASSARINHO

    Mario por ele mesmo...

    Nasci em Alegrete, em 30 de julho

    de 1906. Creio que foi a principal

    coisa que me aconteceu. E agora

    pedem-me que fale sobre mim

    mesmo. Bem! Eu sempre achei que

    toda confisso no transfigurada

    pela arte indecente. Minha vida

    est nos meus poemas, meus

    poemas so eu mesmo, nunca

    escrevi uma vrgula que no fosse

    uma confisso.

  • ONDE NASCEU MARIO QUINTANA?

    Nasci no rigor do inverno,

    temperatura: 1 grau; e ainda

    por cima prematuramente, o

    que me deixava meio

    complexado, pois achava que

    no estava pronto. At que um

    dia descobri que algum to

    completo como Winston

    Churchill nascera prematuro -

    o mesmo tendo acontecido a

    Sir Isaac Newton!

  • Mario de Miranda Quintana

    nasceu na cidade de

    Alegrete (RS), no dia 30

    de julho de 1906, quarto

    filho de Celso de Oliveira

    Quintana, farmacutico, e

    de D. Virgnia de Miranda

    Quintana. Com 7 anos,

    auxiliado pelos pais,

    aprende a ler tendo como

    cartilha o jornal Correio

    do Povo. Seus pais

    ensinam-lhe, tambm,

    rudimentos de francs.

  • E, QUANDO LONGE, SENTIA SAUDADES DE SUA TERRA...

    Olho o mapa da cidadeComo quem examinasse

    A anatomia de um corpo...

    (E nem que fosse o meu corpo!)

    Sinto uma dor infinitaDas ruas de Porto

    AlegreOnde jamais passarei...

    (O Mapa)

  • MARIO QUINTANA COMEA A TRABALHAR COM SEU PAI...

    Meu pai disse: Bem, se

    voc no quer estudar, o que que eu vou fazer? Eu gostaria que voc se formasse. Mas

    voc s d para escrever e fazer poesia. Se voc no quer estudar, eu no o quero para

    vagabundo. Venha trabalhar na farmcia comigo. Assim, durante cinco anos, eu fui

    prtico em farmcia em Alegrete. Era um trabalho de grande responsabilidade e que me

    foi muito til. Naquele tempo os farmacuticos aviavam receitas. Naturalmente o meu

    pai me passava as coisas que no tinham muita responsabilidade, porque eu era guri. Eu

    fazia solues que, se colocasse um pouco mais ou um pouco menos dos ingredientes,

    no fariam mal ao doente. O que acontecia que o remdio ficava turvo depois. Mas eu

    era bem consciente.

  • AOS 13 ANOS, EM 1919, VAI ESTUDAR EM REGIME DE INTERNATO NO COLGIO MILITAR DE PORTO ALEGRE. QUANDO COMEA A TRAAR SUAS PRIMEIRAS LINHAS E PUBLICA SEUS PRIMEIROS TRABALHOS NA REVISTA HYLOEA, DA SOCIEDADE CVICA LITERRIA DOS ALUNOS DO COLGIO

    MILITAR.

    Eu comecei a escrever desde que comecei a me

    entender por gente. A poesia no deixa de ser

    uma forma de falar sozinho, porque havia

    assuntos que eu no

    podia meter em conversa. Coisas que me

    impressionavam, como uma nuana no muro;

    o reflexo dos lampies, de noite, nas poas dgua;

    uma nuvenzinha que tinha ficado

    parada l no cu perdida das outras; coisas assim.

    Isso eu no podia falar numa

    conversa, porque iam pensar que eu estava

    maluco. Esse o assunto dos meus poemas.

  • EM 1924, VAI TRABALHAR COMO CAIXEIRO (ATENDENTE) NA LIVRARIA DO GLOBO, CONTRARIANDO SEU PAI, QUE QUERIA O FILHO DOUTOR. MAS MARIO PERMANECE POR L NOS TRS MESES SEGUINTES. AOS 17 ANOS PUBLICA UM

    SONETO EM JORNAL DE ALEGRETE, COM O PSEUDNIMO JB.

    A Revista do Globo e o Correio do Povo

    publicam seus versos em 1930, ano

    em que eclode o movimento liderado por Getlio Vargas e O Estado do Rio Grande fechado.

    Quintana parte para o Rio de Janeiro e torna-se voluntrio do 7 Batalho de Caadores de Porto

    Alegre.

    E mais tarde escreveu:

  • Em 1934, a Editora Globo lana a primeira traduo de Mario. Trata-se de uma obra de Giovanni Papini, intitulada Palavras e Sangue. A partir da, segue-se uma srie de

    obras francesas traduzidas para a

    Editora Globo. O poeta responsvel pelas

    primeiras tradues no Brasil de obras de

    autores do quilate de Voltaire, Virginia

    Woolf, Charles Morgan, Marcel Proust, entre

    outros.

  • A PARTIR DA, SUA PRODUO ARTSTICA CONSTANTE: 1940 - Publica A rua dos cataventos, livro de sonetos, pela Editora

    Globo.

    1943 - Inicia a publicao Do caderno H, na Revista Provncia de So Pedro.

    1946 - Publica Canes, poemas, pela Editora Globo.

    1948 - Publica Sapato florido, poesia e prosa e O batalho das letras pela Editora Globo.

    Na dcada de 40, Quintana alvo de elogios dos maiores intelectuais da poca e recebe uma indicao para a Academia Brasileira de Letras, que nunca se concretizou. Sobre isso ele compe, com seu afamado bom humor, o conhecido Poeminha do Contra.O fato de no ter ocupado uma vaga na Academia Brasileira de Letras s fez aguar seu conhecido humor e sarcasmo. Perdida a terceira indicao para aquele sodalcio, comps o conhecido Poeminha do Contra

  • POEMINHA DO CONTRA

  • MARIO QUINTANA SEMPRE SUSCITOU A CURIOSIDADE, POR MAIS SIMPLES QUE FOSSE SUA VIDA. ELE NUNCA CASOU, NEM

    NINGUM O VIU COM ALGUMA NAMORADA. MAS NO POR ISSO QUE NO FALAVA DE AMOR.

  • "Amar: Fechei os olhos para no te ver

    e a minha boca para no dizer...

    E dos meus olhos fechados desceram

    lgrimas que no enxuguei,

    e da minha boca fechada nasceram

    sussurros

    e palavras mudas que te dediquei...

    O amor quando a gente mora um

    no outro".

    Queria Ter A Certeza....,Sempre...,

    Que Me Tens No Seu

    Corao!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • O AUTO RETRATONo retrato que me fao

    - trao a trao -

    s vezes me pinto nuvem,

    s vezes me pinto rvore...

    s vezes me pinto coisas

    de que nem h mais lembrana...

    ou coisas que no existem

    mas que um dia existiro...

    e, desta lida, em que busco

    - pouco a pouco -

    minha eterna semelhana,

    no final, que restar?

    Um desenho de criana...

    Terminado por um louco

  • NO DIA 5 DE MAIO DE 1994, EM PORTO ALEGRE, MORRE , PRXIMO DE SEUS 87 ANOS, O POETA E ESCRITOR MRIO QUINTANA.

    E, PREPARANDO-NOS PARA ESTE MOMENTO, ESCREVEU QUINTANA:

    "Amigos no consultem os relgios

    quando um dia me for de vossas

    vidas... Porque o tempo uma

    inveno da morte: no o

    conhece a vida - a verdadeira -

    em que basta um momento de

    poesia para nos dar a

    eternidade inteira".

  • E, BRINCANDO COM A MORTE:

    "A morte a libertao total: a morte quando a gente pode, afinal, estar deitado de

    sapatos".