qualidade tecnologia resistÊncia produtividade ?· qualidade tecnologia resistÊncia...

Download QUALIDADE TECNOLOGIA RESISTÊNCIA PRODUTIVIDADE ?· qualidade tecnologia resistÊncia produtividade…

Post on 26-Nov-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • TECNOLOGIA TECNOLOGIA PRODUTIVIDADEPRODUTIVIDADERESISTNCIARESISTNCIAQUALIDADEQUALIDADE

    Floresce cedo, nos meses de janeiro e fevereiro, e sua inflorescncia apresenta at doze ramificaes, o que diferencia essa cultivar das demais. Produz de 150 a 450 kg de sementes puras por hectare ao ano, e cada grama contm aproximadamente 120 sementes. So, portanto, equivalentes em tamanho s do capim-marandu e menores que as do capim-xaras. Quando colhidas do cho, por varredura, praticamente no apresentam dormncia.

    Florescimento e produo de sementes

    A cultivar BRS Piat de mediana exigncia quanto fertilidade do solo, sendo equivalente cultivar Marandu quanto a esse aspecto e menos exigente que a cultivar Xaras. No , portanto, indicada para solos de baixa fertilidade, mas adapta-se bem a solos arenosos de boa fertilidade. A quantidade de corretivos e de fertilizantes deve sempre basear-se na anlise qumica do solo. Sugere-se a aplicao de calcrio suficiente para elevar a saturao por bases do solo ao mnimo de 40%. A cultivar Piat responde melhor ao fsforo que as outras cultivares de B. brizantha. Sugere-se que sejam includos, na frmula de adubao de plantio ou em aplicao isolada, 30 kg de enxofre por hectare. Aplicar, tambm, de 50 a 75 kg/ha de nitrognio, 30 a 45 dias aps o nascimento das plantas ou, preferencialmente, aps um leve pastejo de uniformizao. recomendvel a aplicao de 40 a 50 kg por hectare de uma frmula de FTE que contenha zinco, cobre e molibdnio, no plantio e repeti-la a cada trs a quatro anos. Assim como ocorre com todas as pastagens cultivadas, indispensvel que se faa a reposio de nutrientes retirados pelo pastejo e exportados para fora do sistema na forma de produo animal. A adubao de manuteno deve ser observada no sentido de se evitar a degradao da pastagem e queda da produtividade. O primeiro cuidado deve ser para que os teores de nutrientes no solo, principalmente de P e K, no caiam abaixo de 80% dos valores recomendados para o estabelecimento, na camada de 0 a 20 cm de profundidade. Quando isso acontecer, devem-se utilizar frmulas que elevem os teores para esse patamar. Independente desse critrio, tambm devem-se observar os nveis de produo animal obtidos na rea e repor os nutrientes de forma a manter a sustentabilidade da produo.

    Calagem e adubao

    moderadamente resistente s cigarrinhas tpicas de pastagens (Notozulia entreriana e Deois flavopicta), desfavorecendo a infestao e a sobrevivncia das ninfas. Quanto aos nveis populacionais em condies de campo, constataram-se, nessa cultivar, baixa infestao e danos moderados ao ataque da forma adulta. Assim como acontece com outras brizantas, no resistente cigarrinha-da-cana (Mahanarva fimbriolata), muito comum na regio Norte do Brasil.O capim-piat mostrou-se tolerante a fungos foliares e de raiz, sendo menos sensvel ao encharcamento do solo que o capim-marandu. Por outro lado, moderadamente resistente ferrugem causada por Puccinia levis var. panici-sanguinalis e apresenta suscetibilidade ao carvo das sementes, uma doena fngica causada por Ustilago operta. A ocorrncia dessa ltima doena est diretamente relacionada s condies de alta umidade relativa e muita chuva durante o florescimento. Como se trata de doena das sementes, no interfere com o uso da cultivar em pastejo.

    Resistncia a pragas e doenas

    PiatBRS

    Vantagens

    O capim-piat adaptado a solos de mdia e boa fertilidade das zonas tropicais brasileiras onde, tradicionalmente, outras cultivares de Brachiaria brizantha, como os capins marandu e xaras, so largamente usadas. Suas qualidades forrageiras foram comprovadas por avaliaes realizadas em diversas regies pecurias do Brasil Central e apresenta comportamento e produtividade que se assemelham quelas duas cultivares mencionadas, porm com caractersticas diferenciadas em diversos aspectos, o que a torna uma importante alternativa para a diversificao de pastagens.- Sua florao mais precoce, nos meses de janeiro e fevereiro, permitido a recuperao das plantas e a produo de forragem de boa qualidade no final do perodo das chuvas.- Seus colmos so mais finos e facilmente aproveitados pelo animal, o que favorece o consumo da forragem disponvel ou reservada (diferimento) para a seca.- Tem mais resistncia s cigarrinhas tpicas de pastagens que o capim-xaras, ainda que, como as demais brizantas, sofra danos com a cigarrinha-da-cana, cujo gnero muito comum na regio Norte do Brasil.- No to sensvel a solos com m drenagem quanto o capim-marandu.- Consorcia-se muito bem com o estilosantes Campo Grande. - uma boa alternativa para integrao lavoura-pecuria por ter seu crescimento inicial mais lento que os capins xaras e marandu e por suas caractersticas favorveis de manejo, arquitetura de planta e acmulo de forragem no perodo seco.

    Produo de forragem e qualidade

    O capim-piat apresenta boa qualidade e alta produo de folhas. Sua produo total mdia de forragem de 9,5 t/ha de matria seca ao ano com 57% de folhas. Trinta e seis por cento dessa produo se d durante o perodo seco do ano, favorecendo o desempenho animal nesse perodo. A forragem obtida em uma rea com sistema de pastejo rotacionado, durante trs anos de avaliao, apresentou os teores de protena e digestibilidade relacionados na Tabela 1.

    Mdias, na mesma coluna, contendo a mesma letra no podem ser consideradas diferentes.

    Forrageira

    XarasMarandu

    Piat

    guas

    DIVMOPB

    a10,4 a10,4

    a59,3 a61

    a9,5 a59,9

    DIVMOPB

    a8,1 a7,9

    Seca

    a53 a53,5

    a7,3 a51,9

    Tabela 1. Contedo mdio de protena (%PB) e digestibilidade (%DIVMO) de trs cultivares de Brachiaria brizantha.

  • TECNOLOGIA TECNOLOGIA PRODUTIVIDADEPRODUTIVIDADERESISTNCIARESISTNCIA

    Tabela 2. Mdias dos ganhos de peso por animal e por rea, e as taxas de lotao de trs cultivares de Brachiaria brizantha durante os perodos seco e das guas

    Mdias, na mesma coluna, contendo a mesma letra no podem ser consideradas diferentes.

    Forrageira

    Xaras

    Marandu

    Piat

    Ganho de peso(g/animal/dia)

    guas Seca

    b718 a286

    a770 a312

    a782 a349

    Taxa de lotao(novilhos/ha)

    guas Seca

    a6,85 a2,25 b5,07 b1,97

    b5,19 b1,82

    Produtividade(kg de pesovivo/ha/ano)

    a795 b670

    b715

    Produo de forragem e qualidade

    O capim-piat, assim como o capim-marandu, promove ganhos de peso dirio, por animal, superiores aos do capim-xaras, nas guas (Tabela 2). J as taxas de lotao nos capins piat e marandu so menores que no capim-xaras nos dois perodos (seco e guas), por causa da maior produo de forragem desse ltimo. Como consequncia, os ganhos de peso por hectare so maiores no capim-xaras. Essas diferenas podem e devem ser aproveitadas para atender diferentes categorias animais em um sistema vantajoso de diversificao de pastagens.

    O sistema de manejo do capim-piat semelhante ao do capim-marandu. Em pastejo contnuo, a altura da pastagem deve permanecer entre 25 e 35 cm. Em pastejo rotacionado, a altura da pastagem deve ser de aproximadamente 40 cm no momento da entrada dos animais e de 20 cm na sada. Em solos de alta fertilidade recomendam-se 35 e 15 cm, respectivamente, para entrada e sada dos animais.

    Manejo da pastagem

    PiatBRS

Recommended

View more >