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  • 1. 1 Pesquisa exclusiva aprova qualidade do diesel no Brasil A qualidade do leo diesel utilizado pelos usurios de mquinas pesadas e grupos geradores efrotistas de caminhes, nos diversos pontos do pas, sempre foi objeto de curiosidade entre a grandemaioria das pessoas envolvidas nas atividades diretamente ligadas aos custos e ao desempenho dessesequipamentos. Dando prosseguimento s matrias que a ELO tem dedicado ao combustvel, a editoria darevista tomou a iniciativa, de fazer uma anlise em amostras de leo diesel coletadas em diversospontos do Brasil. Assim, usando a estrutura das filiais da Sotreq e contando com a colaborao deusurios de equipamentos Caterpillar, coletou em canteiros de obras, mineraes e postos deabastecimento, amostras do combustvel utilizado nos equipamentos. As origens dessas amostras esto localizadas nos estados de MG, SP, RJ, PA, MS, RO, TO,GO, DF, ES, AP e MT, perfazendo um total de 32 amostras, sendo que em estados com maior presenade usurios foram coletadas amostras em vrias localidades, tanto do diesel B (interiorano), quantodo D (metropolitano). Doze ensaios foram executados em laboratrios de qualificao incontestvel,resultando em 384 testes. O passo seguinte consistiu em obter junto Agncia Nacional do Petrleo ANP, os laboratrioscredenciados para anlise de combustveis, e quais os testes que as amostras coletadas deveriam sersubmetidas, bem como os parmetros oficiais para cada teste. Dentre os diversos laboratrioscredenciados pela ANP, optou-se por dois laboratrios:CEFET Fundao de Apoio Educao e Desenvolvimento Tecnolgico de Minas GeraisAv. Amazonas, 5.253 / Sala 410 Nova Sua Belo Horizonte Fone: (31) 3332-2807Contato: Sonja Brbara Barczewski e-mail: sonjavv@dii.cefetmg.brAnlises encomendadas: gua e sedimentos, cinzas, corroso ao cobre, densidade relativa, destilao de50% do produto, recuperado; destilao de 85% do produto, recuperado; ndice de cetano calculado,ponto de fulgor e viscosidade cinemtica.Fundao Centro Tecnolgico de Minas Gerais CETECAv. Jos Cndido da Silveira, 2.000 Horto Belo Horizonte (MG) Fone: (31) 3489-2200Contato: Robson Jos C. F. Afonso e-mail: stg@cetec.brAnlises encomendadas: teor de enxofre e poder calorfico superior.O laboratrio SOS da Sotreq, localizado em Contagem (MG), entrou no processo para complementar asanlises uma vez que possui os mais modernos equipamentos para anlise de fluidos do pas. Suaparticipao foi fundamental na avaliao das impurezas contidas nas amostras, usando para esse fimum contador de partculas de ltima gerao.
  • 2. 2 O significado de cada Teste As amostras foram submetidas s analises mencionadas e o significado prtico de cada uma delas descrito de forma bastante simples para que o leitor possa entender e aplicar seus conhecimentos no seudia-a-dia. Esperamos, desta forma, fornecer subsdios para que as empresas possam conhecer os meiosde avaliar a qualidade do combustvel que utilizam e, em caso de dvida, saber a quem recorrer.1 Teor de Enxofre Durante muitos anos a presena do enxofre no leo diesel nacional, em funo de seu alto teor,era considerado o motivo da maior preocupao entre fabricantes de motores e usurios dos veculos eequipamentos. Com a evoluo da qualidade dos leos lubrificantes (passaram a ser produzidos comreservas neutralizadoras de cidos cada vez mais compatveis com a necessidade TBN), e com agradativa reduo da presena de enxofre no leo diesel ofertado pelas refinarias, outros componentesdo diesel passaram a ser objeto de permanente acompanhamento. O cuidado para com o meioambiente tornou-se um grande aliado daqueles que sempre buscaram diesel de qualidade. O enxofre um elemento natural em todos os leos crus. Os combustveis pesados usualmentetm teor de enxofre alto. Os combustveis destilados (ex.: leo diesel) tm o teor de enxofre mais baixoporque pode ser reduzido ou eliminado durante o processo de refino. A eliminao total do enxofre nocombustvel acarreta, por seu lado, a eliminao da nica substncia presente no diesel que tem acapacidade de lubrificar os componentes mveis do sistema de injeo. A presena do enxofre no leo diesel, durante sua queima, na cmara de combusto do motor,d origem formao de xidos de enxofre, que reagem com o vapor de gua, formando o indesejvelcido sulfrico. Do mesmo modo que o cido sulfrico, se esses vapores cidos condensarem-se,atacam as superfcies metlicas das guias de vlvulas e camisas e podem afetar os mancais. Porexemplo, quando a temperatura das camisas est mais baixa que o ponto de orvalho do cido sulfricoe o leo lubrificante no tem reserva alcalina (TBN) suficiente para neutralizar o cido, as camisaspodem desgastar-se dez vezes mais rapidamente. Quando ocorre avaria pelo enxofre do combustvel, a alterao no rendimento dos motoresocorre de forma lenta, porm constante e irreversvel, acarretando, inicialmente, alterao nas folgasentre as partes mveis e terminando com a necessidade de reforma geral bastante dispendiosa. Emborafora de nossos objetivos, no poderamos deixar de mencionar os danos ambientais causados pelasemisses, atravs dos canos de descargas dos motores, de gases oriundos da queima de combustveisportadores de enxofre. O teste do teor de enxofre indica a concentrao de enxofre no leo diesel. Os teores mximosadmitidos para os dois tipos de leo diesel ofertados no mercado brasileiro so: leo diesel Tipo B, conhecido como diesel interiorano, com o teor mximo de enxofre de 0,35%. O B se distingue do D por sua colorao avermelhada. leo diesel tipo D, conhecido como diesel metropolitano, com teor mximo de enxofre de 0,20%, comercializado nas capitais e suas regies metropolitanas e no Vale do Ao, Grande Campinas, Baixada Santista, So Jos dos Campos e cidades prximas, no estado de So Paulo.
  • 3. 32 Poder Calorfico Significa poder ou energia calorfica que um combustvel capaz de desenvolver durante suacombusto e expressa-se por uma unidade chamada caloria, que a quantidade de calor necessria paraelevar de 1 C a quantidade de um grama de gua. Combustveis com poder calorfero inferior ao especificado comprometem o rendimento dosmotores, fazendo com que os mesmos operem com potncias aqum das anunciadas pelos fabricantes.Na maioria das vezes, a queda de potncia no perceptvel no sentimento, e normalmente, trazemgrandes prejuzos aos empresrios. Para determinao exata do poder calorfero de um combustvel so utilizados calormetros,onde a partir de sua queima e da transferncia de calor para certa quantidade de gua, determina-se avariao da temperatura e, conseqentemente, a quantidade de calor fornecido. Considerando apenas opoder calorfico superior, o limite mnimo regulamentado pela ANP 10.000 Cal/g. Apenas a tipo de ilustrao, uma carregadeira de rodas 938G Caterpillar (com motor 3126)oferece potncia no volante do motor de 160 hp a 2.200 rpm e exige a utilizao de leo diesel com18.390 BTU/Lb (10.206 Cal/g).3 Percentagem de gua e Sedimentos Atualmente constituem um dos maiores problemas enfrentados pelas distribuidoras decombustvel. Normalmente a gua surge em funo de depsitos mal-vedados, condensaes internas,presena de gua oriunda de lavagens de tanques, etc. A eliminao da gua nos depsitos pode serfeita com certa facilidade, desde que haja uma sistemtica rigorosa de se cuidar para a instalao dosdepsitos com inclinao correta, boa vedao e uma drenagem peridica. Os sedimentos, constitudospor ferrugem e borras, em sua grande maioria, surgem em funo da presena da gua no combustvel(alimenta a corroso), alm de depsitos mal-conservados, sujos e com processos evoludos deoxidao interna. A presena da gua compromete seriamente os componentes da injeo, provocando seudesgaste prematuro, alm de combusto imperfeita. Por outro lado, permitem o aparecimento debactrias, que vivem no meio aquoso, e se alimentam do combustvel. J os sedimentos comprometemo sistema de filtragem e sua presena nos componentes de injeo danificam os bicos injetores,colaborando para alterao em todo o processo de injeo. O teste feito centrifugando-se, em tubo de ensaio, 50 mililitros da amostra misturada comquantidade igual de um solvente (tolueno). No final, l-se a camada de gua e sedimentos presentes naparte inferior do tubo e a seguir calcula-se a percentagem de gua e sedimentos em relao amostratomada. Os limites mximos previstos pela ANP para presena de gua e sedimentos no leo diesel de 0,05% em volume.4 Teor de Cinzas o teor de resduos inorgnicos, no combustveis, apurados aps a queima de uma amostra doproduto. As cinzas ou sais, ou xidos metlicos, so formados aps a combusto do produto e seapresentam como abrasivos. Sua presena, atravs de depsitos, em quantidades superiores sespecificadas, prejudicam os pistes, anis, assentos de vlvulas, bombas injetoras, injetores (as cinzas
  • 4. 4podem obstruir os bicos injetores), turbocompressores, cmara de combusto, etc. As cinzas podemcausar superaquecimento localizado nas superfcies metlicas, tal como assento das vlvulas deexausto, podendo causar falhas prematuras. Algumas medidas ajudam a prevenir a formao de depsitos de cinzas: evitar o uso de aditivosno-aprovados no combustvel, usar filtros e tanques de decantao para remover slidos, manter atemperatura dos assentos de vlvulas o mais fria possvel, usar acessrio para resfriar a parte quente doturbocompressor e outras. A anlise feita queimando-se determinada quantidade de amostra, seguido d