Psicologia Hospital Ar

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<ul><li><p>DOCNCIA EM </p><p>SADE </p><p>PSICOLOGIA HOSPITALAR </p></li><li><p>1 </p><p>Copyright Portal Educao </p><p>2012 Portal Educao </p><p>Todos os direitos reservados </p><p> R: Sete de setembro, 1686 Centro CEP: 79002-130 </p><p>Telematrculas e Teleatendimento: 0800 707 4520 </p><p>Internacional: +55 (67) 3303-4520 </p><p>atendimento@portaleducacao.com.br Campo Grande-MS </p><p>Endereo Internet: http://www.portaleducacao.com.br </p><p> Dados Internacionais de Catalogao na Publicao - Brasil Triagem Organizao LTDA ME Bibliotecrio responsvel: Rodrigo Pereira CRB 1/2167 </p><p> Portal Educao </p><p>P842a Psicologia hospitalar / Portal Educao. - Campo Grande: Portal Educao, </p><p>2012. </p><p> 201p. : il. </p><p> Inclui bibliografia </p><p> ISBN 978-85-66104-16-5 </p><p> 1. Psicologia Hospitalar. I. Portal Educao. II. Ttulo. </p><p> CDD 362.1109 </p></li><li><p>2 </p><p>SUMRIO </p><p>1 PSICOLOGIA HOSPITALAR: HISTRIA, CONCEITOS E FUNDAMENTOS .......................... 5 </p><p>1.1 DOENA E HOSPITAL: HISTRIA ........................................................................................... 5 </p><p>1.2 O HOSPITAL .............................................................................................................................. 8 </p><p>1.3 PSICOLOGIA HOSPITALAR: HISTRICO ............................................................................... 10 </p><p>1.4 PSICOLOGIA HOSPITALAR E PSICOLOGIA DA SADE: DEFINIES................................ 14 </p><p>1.5 PSICOLOGIA DA SADE ......................................................................................................... 17 </p><p>1.6 TEXTO COMPLEMENTAR ....................................................................................................... 19 </p><p>2 A PRTICA DO PSICLOGO NO CONTEXTO HOSPITALAR .............................................. 23 </p><p>2.1 QUAL A FORMAO CONSIDERADA IDEAL PARA O ATENDIMENTO EM MBITO </p><p>HOSPITALAR? .................................................................................................................................... 24 </p><p>2.2 PRINCIPAIS FUNES E OBJETIVOS DO PSICLOGO NO AMBIENTE HOSPITALAR ...... 26 </p><p>2.3 SETTING TERAPUTICO ......................................................................................................... 35 </p><p>3 REAES PSICOLGICAS FRENTE A DOENA E AO ADOECER ..................................... 38 </p><p>3.1 REAES DE AJUSTAMENTO................................................................................................ 43 </p><p>3.2 MECANISMOS DE ADAPTAO ............................................................................................. 44 </p><p>3.3 CASO CLNICO PARA REFLEXO .......................................................................................... 46 </p><p>4 PSICOSSOMTICA ................................................................................................................. 48 </p><p>4.1 HISTRICO ............................................................................................................................... 48 </p><p>4.2 A PSICOSSOMTICA APLICADA AO HOSPITAL GERAL....................................................... 51 </p><p>4.3 TEXTO COMPLEMENTAR ....................................................................................................... 55 </p><p>5 DIFERENTES CONTEXTOS DE ATUAO E INTERVENO PROFISSIONAL NO </p><p>HOSPITAL GERAL .............................................................................................................................. 56 </p><p>5.1 INTRODUO .......................................................................................................................... 56 </p><p>5.2 PSICLOGO CLNICO X PSICLOGO HOSPITALAR ............................................................ 62 </p></li><li><p>3 </p><p>5.3 NVEIS DE ATENO EM SADE MENTAL............................................................................ 64 </p><p>5.3.1 Primria ..................................................................................................................................... 65 </p><p>5.3.2 Secundria ................................................................................................................................ 66 </p><p>5.3.3 Terciria ..................................................................................................................................... 66 </p><p>5.4 PRIMEIROS PASSOS NO ATENDIMENTO PSICOLGICO DENTRO DO HOSPITAL ........... 68 </p><p>5.5 CONTEXTOS DE ATUAO .................................................................................................... 73 </p><p>5.5.1 Enfermarias .............................................................................................................................. 73 </p><p>5.5.2 Interconsulta ............................................................................................................................. 76 </p><p>5.5.2.1Tcnicas de Interconsulta ......................................................................................................... 78 </p><p>5.5.2.2Etapas da Interconsulta ............................................................................................................ 80 </p><p>5.5.3Unidade de Terapia Intensiva ...................................................................................................... 86 </p><p>5.5.4 Atendimento famlia ................................................................................................................ 88 </p><p>5.5.5 Atendimento em Ambulatrio .................................................................................................... 89 </p><p>5.6 TEXTO COMPLEMENTAR ....................................................................................................... 90 </p><p>6 AVALIAO PSICOLGICA DO PACIENTE HOSPITALIZADO ............................................ 92 </p><p>6.1 A ENTREVISTA ........................................................................................................................ 92 </p><p>6.2 A ANAMNESE ........................................................................................................................... 94 </p><p>6.3 EXAME PSQUICO.................................................................................................................... 97 </p><p>6.4 MODELO DE AVALIAO PSICOLGICA ............................................................................. 104 </p><p>7 PSICOPATOLOGIA NO HOSPITAL GERAL ......................................................................... 108 </p><p>7.1 DELIRIUM ................................................................................................................................ 109 </p><p>7.1.1 Principais sinais e sintomas ...................................................................................................... 110 </p><p>7.1.2 Diagnstico ............................................................................................................................... 112 </p><p>7.1.3 Fatores etiolgicos.................................................................................................................... 113 </p><p>8 ATENDIMENTO PSICOLGICO EM DOENAS CRNICAS ................................................ 113 </p><p>8.1CNCER ........................................................................................................................................ 115 </p></li><li><p>4 </p><p>8.1.1 Tratamento do Cncer .............................................................................................................. 115 </p><p>8.1.1.1Quimioterapia ........................................................................................................................... 115 </p><p>8.1.1.2Radioterapia ............................................................................................................................. 117 </p><p>8.1.1.3Cirurgia Oncolgica ................................................................................................................. 119 </p><p>8.1.1.4Hormonioterapia e Imunoterapia .............................................................................................. 121 </p><p>8.1.1.5Transplante De Medula ssea ................................................................................................ 121 </p><p>8.1.2 O atendimento Psicolgico aos Pacientes com Cncer ........................................................... 124 </p><p>8.1.2.1Psico-Oncologia ....................................................................................................................... 125 </p><p>8.2 INSUFICINCIA RENAL CRNICA ......................................................................................... 126 </p><p>8.3 AIDS ......................................................................................................................................... 130 </p><p>9 A IMPORTNCIA DA COMUNICAO EM ONCOLOGIA ..................................................... 136 </p><p>9.1 ASPECTOS PSICOLGICOS DO MDICO ONCOLOGISTA AO DAR O DIAGNSTICO </p><p>DE CNCER ....................................................................................................................................... 138 </p><p>10 O DOENTE TERMINAL E OS CUIDADOS PALIATIVOS ....................................................... 149 </p><p>11 HUMANIZAO HOSPITALAR .............................................................................................. 159 </p><p>11.1 POR QUE HUMANIZAR OS HOSPITAIS? ............................................................................... 160 </p><p>11.2 COMO HUMANIZAR? .............................................................................................................. 165 </p><p>11.3 O PAPEL DO PSICLOGO NA HUMANIZAO HOSPITALAR ............................................. 172 </p><p>12 SADE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE SADE ............................................................ 176 </p><p>12.1 SNDROME DO BURN OUT .................................................................................................... 176 </p><p>13 TICA NO CONTEXTO HOSPITALAR .................................................................................. 183 </p><p>13.1 CDIGOS DE TICA ............................................................................................................... 184 </p><p>13.2 BIOTICA ................................................................................................................................. 185 </p><p>REFERNCIAS .................................................................................................................................. 192 </p></li><li><p>5 </p><p>1 PSICOLOGIA HOSPITALAR: HISTRIA, CONCEITOS E FUNDAMENTOS </p><p>Um importante desafio da Psicologia como cincia e como profisso expandir seu </p><p>campo de atuao para alm do convencional modelo clnico de atendimento, uma vez que a </p><p>Psicologia, tendo como objeto de estudo o ser humano e suas relaes, no pode ficar alheia </p><p>crescente demanda existente no mbito da sade. </p><p>O desenvolvimento da Psicologia Hospitalar como rea de interveno do psiclogo </p><p>est estreitamente relacionado ao desenvolvimento e consolidao da prpria identidade </p><p>profissional do mesmo em um ambiente que tradicionalmente do domnio da Medicina. Esse </p><p>ambiente, porm, vem possibilitando que outras reas do conhecimento possam dar suas </p><p>contribuies, de forma que as instituies de sade prestem cuidados integrais ao paciente. </p><p>Para melhor compreenso do surgimento da Psicologia no ambiente Hospitalar, faz-se </p><p>necessrio uma breve reflexo histrica acerca de alguns assuntos principais na abordagem </p><p>dessa temtica. </p><p>1.1 DOENA E HOSPITAL: HISTRIA </p><p>Para a civilizao greco-romana a doena era considerada a partir de uma concepo </p><p>mgica e a prtica mdica confundia-se com a prtica religiosa. Na Grcia antiga, existiam </p><p>deuses que cuidavam de diferentes aspectos da vida do homem, assim acreditava-se que as </p><p>pessoas adoeciam ou recuperavam a sade porque essa era a vontade dos deuses. </p><p>Templos eram erguidos para reverenciar esses deuses e geralmente eram construdos </p><p>fora das cidades em lugares isolados. </p><p>A doena, os prprios doentes e o processo de adoecer foram situaes totalmente </p><p>marginalizadas do contexto social durante muitos anos, principalmente pelo medo do contgio, </p><p>das epidemias, medo do confronto com doentes que apresentavam sequelas fsicas aparentes, </p><p>como era o caso das pessoas com deformaes provocadas pela hansenase. Dessa forma, a </p></li><li><p>6 </p><p>sociedade tentava defender-se do que na poca se considerava sujo, maldito, perigoso, o que </p><p>no podia ser mostrado nem visto: o doente. </p><p>FIGURA 1 </p><p>FONTE: Disponvel em: . Acesso em: </p><p>30/05/2012. </p><p>Nesse contexto surge a figura de Hipcrates, membro de uma famlia que durante </p><p>vrias geraes praticara os cuidados em sade. Mesmo sem estar doente, entrava nos templos </p><p>e por l permanecia, com o objetivo de observar a evoluo dos doentes e das doenas. </p><p>Hipcrates pensava no homem como uma unidade e, portanto ao falar da doena vai considerar </p><p>o ser humano doente, sem separar o corpo da mente, ou da alma ou dos seus aspectos </p><p>emocionais. </p><p>Diferentes ideologias dominaram o campo do pensamento ocidental em relao </p><p>doena e o adoecer e definiram disputas pelo poder: </p></li><li><p>7 </p><p>Nessa briga terica o homem foi separado, cindido em corpo e alma, completamente </p><p>separado dos seus afetos e emoes, como se esses no tivessem nenhuma participao no </p><p>processo de adoecer. Durante muito tempo a enfermidade foi considerada exclusivamente </p><p>orgnica. Os mdicos tratavam os doentes do ponto de vista fsico, cuidando dos sintomas e </p><p>procurando teraputicas medicamentosas ou prticas especficas para diminuir o sofrimento, </p><p>contribuindo com essa ciso que dividia o homem. Com o surgimento da Psicanlise, Freud </p><p>prope uma nova forma de pensar o ser humano a partir dos seus estudos sobre a histeria, </p><p>mudando a maneira de pensar e tratar as doenas. </p><p>A irrupo do conceito de inconsciente na compreenso do mundo psquico coloca a </p><p>Psicanlise e a Psicologia em um lugar diferente no universo do conhecimento, obrigando a </p><p>traar caminhos novos para atingir esse saber. </p><p>CINCIA </p><p>X PODER DIVINO </p></li><li><p>8 </p><p>FIGURA 2 </p><p>FONTE: Disponvel em: . Acesso em: 30/05/2012. </p><p>1.2 O HOSPITAL </p><p>As origens do hospital contemporneo esto ligadas s instituies religiosas de </p><p>ateno social da Antiguidade. Os templos e outros estabelecimentos eram as instituies de </p><p>cuidado que recebiam os enfermos e providenciavam atenes especiais. Viajantes e vtimas de </p><p>outros infortnios eram tambm assistidas por estas instituies que proviam cuidados mdicos </p><p>gerais e de assistncia social. A funo desses hospitais era muito ampla e sua clientela </p><p>englobava os doentes e tambm os sadios. </p><p>Com o crescimento das cidades e fortalecimento da burguesia, algumas mudanas </p><p>ocorreram em tais instituies. O hospital passa a ser dirigido pela administrao pblica, o que </p><p>contribuiu para a diminuio da responsabilidade do pessoal religioso, mas no a extinguiu por </p></li><li><p>9 </p><p>completo. Os mdicos passaram a ser admitidos com frequncia e de acordo com Foucault </p><p>(1986), a Idade Mdia marca a associao entre medicina e hospital. </p><p>Durante a Idade Moderna os hospitais mantiveram suas iniciais funes, porm a eles, </p><p>foi acrescido mais uma tarefa...</p></li></ul>