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  • 2

    A474 Alves, Silvio Dutra

    Provrbios 22./ Silvio Dutra Alves. Rio de Janeiro,

    2016.

    46p.; 14,8x21cm

    1. Teologia. 2. Salomo. 3. Estudo Bblico.

    I. Ttulo.

    CDD 230.223

  • 3

    Provrbios 22

    1 Mais digno de ser escolhido o bom

    nome do que as muitas riquezas; e a graa

    melhor do que a prata e o ouro.

    Nosso Senhor Jesus Cristo no tinha ouro nem prata em seu ministrio terreno, mas ele

    cresceu em graa diante de Deus e dos homens

    (Lucas 2.52).

    Por seu exemplo e vida, ele recebeu o nome que sobre todo o nome, digno de honra, louvor e

    glria para todo o sempre, diante de Deus e dos homens, e devemos destacar que isto no foi

    obtido pelas muitas riquezas que adquiriu, pois,

    na verdade, no possuiu sequer um lugar que

    fosse seu, no qual pudesse reclinar a cabea.

    Deus pe valor no bom nome e no viver inteiramente pela Sua graa, porque Ele a

    fonte na qual podemos obt-los. J Satans, um

    ser miservel em carter e dotado de toda a forma de desgraa, nada tem para oferecer aos

    homens seno apenas as coisas ambicionadas

    deste mundo, como fama e riquezas.

    Vemos ento, quo grande verdade se encontra nas palavras do provrbio, as quais, para os

    mpios so apenas uma forma de apangio e

    desculpa para aqueles que no possuem

  • 4

    riquezas mundanas ou vivem na obscuridade,

    longe dos holofotes e dos aplausos dos homens.

    Um bom nome adquirido, sobretudo por sermos tementes a Deus e guardarmos os seus

    mandamentos, por sermos honestos, justos, misericordiosos e sbios; todas estas coisas so

    alcanadas por meio de uma vida disciplinada e

    sbria.

    As riquezas deste mundo no tm o poder de mudar uma pessoa para que viva segundo a vontade de Deus, ao contrrio, no as torna

    pessoas melhores, seno arrogantes e

    orgulhosas, que na morte tm seus nomes

    esquecidos, ou se quando lembrados, no para sua honra e louvor.

  • 5

    2 O rico e o pobre se encontram; o Senhor

    o criador de todos eles.

    Entre os filhos dos homens a Providncia divina ordenou que alguns sejam ricos e outros pobres,

    e estes so misturados nas sociedades.

    Ambos so necessrios neste mundo ainda sujeito ao pecado, pois se todos fossem

    poderosos e ricos; quem trabalharia nas

    atividades simples e humildes, que so

    necessrias para a continuidade da vida?

    Se todos fossem pobres, quem exerceria liderana, e geraria empregos necessrios para

    a maior parte da populao?

    Se no houvesse lderes, quem aprenderia a obedincia?

    E assim, para diversos outros fins Deus disps a sociedade de tal forma, que nela sempre existiria os que lideram e os que so liderados.

    Agora, o sentimento de distncia e discriminao que comum de ser visto,

    especialmente da parte dos ricos em relao aos pobres, algo que no foi criado ou intentado

    por Deus, seno o fruto amargo do pecado que

    neles opera.

  • 6

    O prprio Senhor Jesus Cristo que o Altssimo, dono de toda prata e todo o ouro, que o juiz

    tanto de vivos quanto de mortos, o supremo

    governante de tudo quanto h no universo, porventura mantm distncia daqueles que o

    procuram e servem em amor? Ao contrrio, no

    lhes chama de servos, mas de amigos, e faz com que compartilhem da sua intimidade.

    Esta noo de grandeza segundo o mundo, que leva os que so poderosos a manter distncia

    dos que so pobres, algo perverso aos olhos de Deus e uma inveno do diabo.

    Assim, mesmo as distines de grandezas que

    existiro no cu, entre aqueles que se assentaro direita e esquerda do Senhor, e

    detero de maior liderana do que outros, no

    para exaltao, mas para serem mais humildes

    e servos de todos, assim como nosso Senhor bem o demonstrou em seu ministrio terreno.

    O corao e o crebro so os rgos mais nobres do nosso corpo; no entanto so assim considerados, porque vivem para servir a todos

    os demais membros e rgos que deles

    dependem para viver, e exercerem suas

    funes.

    Bem-aventurados so aqueles que entendem estas coisas e as praticam em sua vida social,

  • 7

    especialmente na comunho dos santos na

    Igreja.

  • 8

    3 O prudente v o perigo e esconde-se;

    mas os tolos passam adiante e sofrem a

    pena.

    Nosso Senhor Jesus Cristo, em face do mundo em que vivemos, cercados de lobos,

    recomendou-nos a prudncia da serpente

    associada simplicidade da pomba.

    Quantos males teriam sido evitados, tanto em relao a ns mesmos, quanto de ns para os

    outros se aprendssemos a ser prudentes com a

    mesma prudncia de Cristo; pela qual podemos

    antecipar e enxergar a proximidade do mal, antes mesmo que ele se consuma, de modo que

    em tempo hbil possamos nos desviar dele.

    A importncia desse tipo de prudncia est em que a maior parte dos males que nos sobrevm, chegam sob a capa do disfarce da amizade, da

    paixo, de juras de fidelidade, que em no

    sendo evitados havero de revelar o seu carter

    maligno e destruidor no tempo prprio, depois de estarmos comprometidos o suficiente para

    podermos at mesmo enxergar o mal que

    estamos sofrendo.

    Isto comum de acontecer com aqueles que se desviam da f, e abandonam a comunho dos

    santos, por no terem sido prudentes o

    suficiente para evitarem o jugo desigual com

  • 9

    incrdulos, e terem tentado estabelecer a

    comunho que impossvel entre luz e trevas.

    Todavia, a prudncia sbia conselheira e preventiva de muitas outras formas de males, nos quais, conforme diz o provrbio, os que so

    tolos, caem em todos eles.

    preciso aprender dizer no tentao. preciso se afastar dos caminhos da

    perversidade, e do ajuntamento na roda dos escarnecedores e mpios, se pretendermos ter

    um viver vitorioso e abenoado neste mundo.

  • 10

    4 O galardo da humildade e do temor do

    Senhor riquezas, e honra e vida.

    O provrbio profetiza que o prmio, a recompensa daqueles que so humildes e tm o

    temor do Senhor riquezas, honra e vida.

    Isto est explicitamente revelado no Sermo do Monte, nas palavras de Jesus Cristo, quanto

    bem-aventurana e herana eterna que est

    destinada aos que so humildes, e provam seu verdadeiro temor a Deus por sua mansido,

    misericrdia, paz, pureza de corao e pacincia

    na tribulao.

    A verdadeira riqueza, honra e vida so aquelas que procedem de Deus, e que so eternas em

    sua natureza, por serem espirituais. Por isso

    somos ordenados a buscar as coisas que so do alto e no as que so terrenas, pois estas so

    passageiras e no podem enriquecer nosso

    esprito com os poderes e virtudes que nos so

    comunicados pela nova natureza divina, que recebemos em nossa converso a Cristo.

  • 11

    5 Espinhos e laos h no caminho do

    perverso; o que guarda a sua alma retira-

    se para longe deles.

    Devemos interpretar este provrbio sob a luz das palavras do apstolo Paulo em I Cor 5.9.11:

    J por carta vos tenho escrito, que no vos associeis com os que se prostituem;

    Isto no quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou

    com os roubadores, ou com os idlatras; porque

    ento vos seria necessrio sair do mundo.

    Mas agora vos escrevi que no vos associeis com aquele que, dizendo-se irmo, for devasso, ou

    avarento, ou idlatra, ou maldizente, ou

    beberro, ou roubador; com o tal nem ainda

    comais.

    Observe que ele faz uma referncia aplicao da disciplina da Aliana feita entre os crentes e

    Jesus, e ordenada por Ele para ser aplicada na Igreja, quanto aos casos daqueles que vivessem

    deliberadamente na prtica do pecado, e que

    deveriam por isso ser excludos da comunho dos santos.

    Este julgamento para os que so de dentro, ou seja, que fazem parte da Igreja e se uniram mesma por votos e profisso de f, de serem

    obedientes s ordenanas de Deus contidas em

    Sua Palavra.

  • 12

    Por conseguinte, no extensvel queles que no pertencem Igreja, por no terem se

    associado sua membresia.

    Todavia, no se deve entender, por extenso, que a ordenana apostlica seja uma concesso para se ter comunho com os perversos, pois, j

    em outras partes, em suas epstolas manifestou-

    se contrariamente a isto, sob o argumento de

    que no pode haver comunho entre luz e trevas, entre o crente e incrdulo, entre Cristo e

    Belial.

    Qual ento o modo sbio de se proceder, especialmente quando algum antes de se

    converter, andava na companhia e tinha muitas amizades no mundo, vivendo e praticando as

    mesmas coisas que eles faziam e continuam

    fazendo, que so perversas vista de Deus?

    evidente que a manuteno da amizade ntima, no compartilhar das mesmas coisas ser

    algo totalmente incompatvel com a vida de santidade e pureza que nos ordenada pelo

    evangelho.

    E nenhum bom servio estaremos prestando queles que continuam escravizados ao pecado,

    se no mostrarmos para eles, de modo prtico, que fomos libertados por Cristo, pois no vero

    qualquer diferena entre o nosso modo de

    proceder e o deles.

  • 13

    Aqueles que amam a Cristo no so mais do mundo, no pertencem ao seu sistema de

    impiedade, mas continuam no mundo; e este o

    cam