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SERVIO PBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR CENTRO DE PROCESSOS SELETIVOS

PROCESSO SELETIVO 20139 de dezembro de 2012EDITAL N. 08/2012 COPERPSUFPA (11 de setembro de 2012)Nome: N. de Inscrio:

BOLETIM DE QUESTES

LEIA COM MUITA ATENO AS INSTRUES SEGUINTES.1 Este BOLETIM DE QUESTES contm 55 QUESTES OBJETIVAS (5 de Lngua Portuguesa, 5 de Matemtica, 5 de Histria, 5 de Geografia, 5 de Fsica, 5 de Qumica, 5 de Biologia, 5 de Literatura, 5 de Filosofia, 5 de Sociologia e 5 de Lngua Estrangeira. Cada questo apresenta cinco alternativas, identificadas com as letras (A), (B), (C), (D) e (E), das quais apenas uma correta. Alm deste BOLETIM DE QUESTES, voc deve receber o CARTO-RESPOSTA destinado marcao das respostas das questes. Confira se o material recebido est completo. necessrio conferir se a prova est completa e sem falhas, bem como se o seu nome e seu nmero de inscrio conferem com os dados contidos no CARTO-RESPOSTA. Caso exista algum problema, comunique-o imediatamente ao fiscal de sala. A marcao do CARTO-RESPOSTA deve ser feita com caneta esferogrfica de tinta preta (preferencialmente) ou azul. O CARTO-RESPOSTA no pode ser dobrado, amassado, rasurado, manchado ou conter qualquer registro fora dos locais destinados s respostas. No permitida a utilizao de qualquer espcie de corretivo. O Carto s ser substitudo se contiver falha de impresso. O CARTO-RESPOSTA o nico documento considerado na avaliao. O BOLETIM DE QUESTES deve ser usado apenas como rascunho e no valer, sob hiptese alguma, para efeito da correo. Ao trmino da prova, devolva ao fiscal de sala todo o material relacionado no item 2 acima e assine a LISTA DE PRESENA. A assinatura do seu nome deve corresponder quela que consta no seu documento de identificao. O tempo disponvel para a prova de quatro horas, com incio s 14 horas e trmino s 18 horas, observado o horrio de Belm-PA. O candidato na condio de PcD tem direito a 1 (uma) hora alm do tempo determinado para a prova, desde que tenha, previamente, solicitado esse tempo adicional ao CEPS. Os 20 (vinte) minutos finais da prova devem ser destinados marcao do CARTO-RESPOSTA.

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PS 2013 Edital N. 08/2012

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR CENTRO DE PROCESSOS SELETIVOS PROCESSO SELETIVO 2013 EDITAL N08 COPERPS, DE 11/09/2012

MARQUE A NICA ALTERNATIVA CORRETA NAS QUESTES DE 01 A 55.

LNGUA PORTUGUESALeia o texto Z Linguia, de J. R. Guzzo, para responder s questes de 1 a 5. Z Linguia Pode at no ser uma verdade comprovada pela histria, mas ningum discute que se trata de uma belssima ideia. Na Roma antiga, quando um grande general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma fabulosa procisso triunfal pelas ruas da cidade, o triunfo, para exibir diante do mundo a glria do comandante vencedor, e homenagear a grandeza que ele trazia ptria. Era a honra mxima que um cidado romano podia obter, e dava um trabalho danado chegar l. Ele tinha de ter matado em combate pelo menos 5000 soldados inimigos. Tinha de mostrar, presos, os chefes derrotados. Tinha de ter enfrentado um exrcito pelo menos equivalente ao seu. Tinha, sobretudo, de trazer sua tropa de volta para casa. O problema, nisso tudo, que os romanos da Antiguidade eram gente que tinha em altssima conta a modstia pessoal e, em consequncia, fechava a cara para qualquer demonstrao de soberba. O que fazer, ento, na hora em que o general vitorioso desfilava perante a multido como se fosse um rei? a que aparece a ideia mencionada acima. Logo atrs do triunfador, no mesmo carro puxado por quatro cavalos que ele conduzia, ficava um escravo que, de tanto em tanto tempo, lhe dizia baixinho ao ouvido: Memento mori. Ou: Lembre-se de que voc vai morrer um dia. Nada melhor, provavelmente, para baixar o facho de qualquer alta autoridade que comea a se achar. Esse procedimento poderia ser o tipo da coisa til no governo brasileiro de hoje. Seria uma beleza, por exemplo, se o chanceler Antonio Patriota, ao desfilar pelo planeta com a sua bela pasta de couro, distribuindo em nome da presidente Dilma Rousseff as advertncias do Brasil para os grandes, mdios e pequenos deste mundo, tivesse algum recurso parecido naturalmente, com as adaptaes necessrias s nossas realidades atuais. Um oficial de chancelaria, digamos, andaria sempre atrs dele; s que, em vez do severo aviso romano, ficaria repetindo ao seu ouvido: Lembre-se do Z Linguia. Deveria ser o suficiente para o dr. Patriota cair bem depressa na real. Ele se lembraria imediatamente de que vem do pas do Z Linguia e ningum, nem a presidente Dilma, consegue transformar em potncia mundial um pas que chega a ter no centro do maior espetculo jurdico da sua histria, mesmo por um momento fugaz, um cidado chamado Z Linguia. Quem acompanha o julgamento do mensalo pode estar lembrado desse Z Linguia o elo perdido entre um dos rus e a mala preta do professor Delbio Soares, o tesoureiro do PT. Mas falar dele justo nesta hora, na suprema corte da nossa terra, em seus dias de solenidade mxima? Bem no momento em que cada ministro quer ser, no mnimo, um Ccero, e outros so capazes de escrever mais de 1000 pginas para dizer se um cidado culpado ou inocente? Pois a vem o Z Linguia, e com um personagem desses no h pose que resista. Some, na hora, o Brasil Grande. Aparece o Brasil de verdade. Falou-se do ministro Patriota, mas o aviso ao p do ouvido vale para qualquer gro-duque do poder pblico brasileiro, e para a prpria presidente da Repblica, quando comeam a imaginar que so o rei Lus XV de Frana. Quanto mensagem dos lembretes, ento, h uma infinidade de coisas a dizer alm do Z Linguia. A voz poderia lhes recordar, por exemplo: Todo ano h 50000 homicdios no Brasil. Em trs anos, com 150000 cadveres, o equivalente a uma bomba de Hiroshima. Ou: O ensino mdio brasileiro, pelos dados oficiais de 2011, tem nota 3,7, numa escala que vai de 0 a 10. Seria possvel lembrar que as dez entradas de So Paulo, a cidade mais rica e possante do Brasil, formam uma das mais pavorosas sucesses de favelas de todo o mundo; nosso desenvolvimento, em qualquer lugar do pas, tem o dom de atrair misria. Tambm seria til que nossas autoridades, em seus acessos de grandeza, lembrassem que a populao brasileira est proibida de frequentar reas inteiras das grandes cidades, tomadas por bandidos, vadios e predadores diversos, como se vivesse sob o toque de recolher imposto por um exrcito de ocupao. Como essa gente que est no governo pode dormir em paz num pas assim? Esse pesadelo no foi criado pelo governo da presidente Dilma, nem ser resolvido por ela. Mas ento, como o rei da Espanha recomendou tempos atrs ao coronel Hugo Chvez, por que no se calam? Por que se metem na vida do Paraguai ou do palpites na economia da Europa? Por uma questo de decncia comum, e em nome do senso de ridculo, todos deveriam fazer, j, um voto de silncio. Revista Veja, 29 de agosto de 2012.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR CENTRO DE PROCESSOS SELETIVOS PROCESSO SELETIVO 2013 EDITAL N08 COPERPS, DE 11/09/2012

1(A) (B) (C) (D) (E)

Sobre o contedo do texto, correto afirmar que o autor critica, particularmente, as autoridades brasileiras por estas serem corruptas. despreparadas. arrogantes. insensatas. negligentes. Sobre o trecho Mas falar dele justo nesta hora, na suprema corte da nossa terra, em seus dias de solenidade mxima? Bem no momento em que cada ministro quer ser, no mnimo, um Ccero, e outros so capazes de escrever mais de 1000 pginas para dizer se um cidado culpado ou inocente? (linhas 25 a 28), correto afirmar que, de acordo com o texto, o julgamento dos envolvidos no escndalo do mensalo foi um evento que aconteceu no momento e no lugar certos. que no deveria ser ofuscado por fatos de menor importncia. considerado de extrema importncia para o Brasil. marcado pela subjetividade dos ministros da corte suprema. utilizado para ostentao dos ministros da corte suprema. Na abordagem do tema de que trata o texto, o autor recorre exemplificao como estratgia argumentativa em

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(A) (B) (C) (D) (E)

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(A) Na Roma antiga, quando um grande general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma fabulosa procisso triunfal pelas ruas da cidade, o triunfo, para exibir diante do mundo a glria do comandante vencedor, e homenagear a grandeza que ele trazia ptria. (linhas 2 a 4) (B) Ele tinha de ter matado em combate pelo menos 5000 soldados inimigos. Tinha de mostrar, presos, os chefes derrotados. Tinha de ter enfrentado um exrcito pelo menos equivalente ao seu. Tinha, sobretudo, de trazer sua tropa de volta para casa. (linhas 5 a 8) (C) a que aparece a ideia mencionada acima. Logo atrs do triunfador, no mesmo carro puxado por quatro cavalos que ele conduzia, ficava um escravo que, de tanto em tanto tempo, lhe dizia baixinho ao ouvido: Memento mori. (linhas 10 a 12) (D) Seria possvel lembrar que as dez entradas de So Paulo, a cidade mais rica e possante do Brasil, formam uma das mais pavorosas sucesses de favelas de todo o mundo; nosso desenvolvimento, em qualquer lugar do pas, tem o dom de atrair misria. (linhas 35 a 37) (E) Por que se metem na vida do Paraguai ou do palpites na economia da Europa? Por uma questo de decncia comum, e em nome do senso de ridculo, todos deveriam fazer, j, um voto de silncio. (linhas 43 a 45)

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O trecho em que o autor, ao relatar fatos, expressa sua opinio valendo-se de uma expresso coloquial

(A) [...] no mesmo carro puxado por quatro cavalos que ele conduzia, ficava um escravo que, de tanto em tanto tempo, lhe dizia baixinho ao ouvido: Memento mori. Ou: Lembre-se de que voc vai morrer um dia. Nada melhor, provavelmente, para baixar o facho de qualquer alta autoridade que comea a se achar. (linhas 11 a 14) (B) Um oficial de cha