prova uerj 2015

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prova uerj 2015

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  • 14/06/2015Neste caderno, voc encontrar um conjunto de quarenta pginas numeradas sequencialmente, contendo sessenta questes das seguintes reas: Linguagens; Matemtica; Cincias da Natureza; Cincias Humanas. A Classificao Peridica dos Elementos encontra-se na pgina 39.No abra o caderno antes de receber autorizao.

    Instrues1. Carto de respostasVerifique se as seguintes informaes esto corretas: nome, nmero do CPF, nmero do documento de identidade, data de nascimento, nmero de inscrio e lngua estrangeira escolhida.se houver erro, notifique o fiscal. Nada deve ser escrito ou registrado no carto, alm de sua assinatura, da transcrio da frase e da marcao das respostas. Para isso, use apenas caneta de corpo transparente, azul ou preta.Aps ler as questes e escolher a alternativa que melhor responde a cada uma delas, cubra totalmente o espao que corresponde letra a ser assinalada, conforme o exemplo abaixo.

    As respostas em que houver falta de nitidez ou marcao de mais de uma letra no sero registradas.O carto no pode ser dobrado, amassado, rasurado ou manchado.

    2. CaderNo de Questes Ao receber autorizao para abrir este caderno, verifique se a impresso, a paginao e a numerao das questes esto corretas.Caso observe qualquer erro, notifique o fiscal.As questes de nmeros 17 a 21, da rea de Lin guagens, devero ser respondidas de acordo com sua opo de Lngua Estrangeira: Espanhol, Francs ou Ingls.

    Informaes GeraIsO tempo disponvel para fazer a prova de quatro horas. Nada mais poder ser registrado aps o trmino desse prazo.Ao terminar a prova, entregue ao fiscal este caderno e o carto de respostas.Nas salas de prova, os candidatos no podero usar qualquer tipo de relgio, culos escuros e bon, nem portar arma de fogo, fumar e utilizar corretores ortogrficos e borrachas.Ser eliminado do Vestibular Estadual 2016 o candidato que, durante a prova, utilizar qualquer meio de obteno de informaes, eletrnico ou no. Ser tambm eliminado o candidato que se ausentar da sala levando consigo qualquer material de prova.

    Boa prova!

  • Vestibular estadual 2016 1 fase exame de Qualificao 3

    Linguagens

    DICIONRIO FEITO POR CRIANAS REVELAUM MUNDO QUE OS ADULTOS NO ENXERGAM MAIS

    Em abril, aconteceu a Feira do Livro de Bogot, e um dos maiores sucessos foi um livro chamado Casa das estrelas: o universo contado pelas crianas. Nele, h um dicionrio com mais de 500 definies para 133 palavras, de A a Z, feitas por crianas.

    O curioso deste dicionrio infantil como as crianas definem o mundo atravs daquilo que os adultos j no conseguem perceber. O autor do livro o professor Javier Naranjo, que compilou informaes ao longo de dez anos durante as aulas. Ele conta que a ideia surgiu quando ele pediu aos seus alunos para definirem a palavra criana, e uma das respostas que lhe chamou ateno foi: uma criana um amigo que tem o cabelo curtinho, no toma rum e vai dormir cedo.

    Veja outros verbetes do livro e as idades das crianas que os definiram:

    Adulto: pessoa que, em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma. (Andrs, 8 anos)

    gua: transparncia que se pode tomar. (Tatiana, 7 anos)

    Branco: o branco uma cor que no pinta. (Jonathan, 11 anos)

    Campons: um campons no tem casa, nem dinheiro, somente seus filhos. (Luis, 8 anos)

    Cu: de onde sai o dia. (Duvn, 8 anos)

    Dinheiro: coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos. (Ana Mara, 12 anos)

    Escurido: como o frescor da noite. (Ana Cristina, 8 anos)

    Guerra: gente que se mata por um pedao de terra ou de paz. (Juan Carlos, 11 anos)

    Inveja: atirar pedras nos amigos. (Alejandro, 7 anos)

    Me: me entende e depois vai dormir. (Juan, 6 anos)

    Paz: quando a pessoa se perdoa. (Juan Camilo, 8 anos)

    Solido: tristeza que d na pessoa s vezes. (Ivn, 10 anos)

    Tempo: coisa que passa para lembrar. (Jorge, 8 anos)

    Universo: casa das estrelas. (Carlos, 12 anos)

    Andr FantinAdaptado de repertoriocriativo.com.br, 22/05/2013.

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    01O curioso deste dicionrio infantil como as crianas definem o mundo atravs daquilo que os adultos j no conseguem perceber. (l. 4-5)Adultos e crianas, embora usando a mesma linguagem, no veem e no descrevem o mundo da mesma maneira.

    Com base no contedo desse fragmento, pode-se concluir que qualquer descrio da realidade apresenta a seguinte caracterstica:

    (A) requer algum que a realize sem receio

    (B) necessita de que se faa formulao detalhada

    (C) depende da perspectiva daquele que observa

    (D) mostra-se precisa para os que j amadureceram

  • Vestibular estadual 2016 1 fase exame de Qualificao4

    Linguagens

    Uma afirmao paradoxal contm alguma contradio interna.

    Um exemplo de afirmao paradoxal identificado em:

    (A) Adulto: pessoa que, em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma. (l. 11)(B) Guerra: gente que se mata por um pedao de terra ou de paz. (l. 19) (C) Me: me entende e depois vai dormir. (l. 21)(D) Paz: quando a pessoa se perdoa. (l. 22)

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    Escurido: como o frescor da noite. (l. 18)O verbete citado apresenta uma definio potica para o termo escurido.

    Essa afirmativa pode ser justificada pelo fato de a autora do verbete ter optado por:

    (A) priorizar as crenas antes de se pautar pela racionalidade

    (B) construir uma figurao particular sem se ater ao fenmeno fsico

    (C) expressar seu medo da noite no lugar de descrev-la minuciosamente

    (D) apoiar-se na linguagem denotativa ao invs de elaborar um argumento conotativo

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    Por meio da generalizao, pode-se atribuir um determinado conjunto de traos que no se relacionam apenas com o que est sendo nomeado.

    O melhor exemplo desse procedimento de generalizao est presente em:

    (A) Branco: o branco uma cor que no pinta. (l. 13) (B) Campons: um campons no tem casa, nem dinheiro, somente seus filhos. (l. 14)(C) Cu: de onde sai o dia. (l. 15)(D) Universo: casa das estrelas. (l. 25)

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    03uma criana um amigo que tem o cabelo curtinho, no toma rum e vai dormir cedo. (l. 8-9)Na definio acima, o trecho sublinhado contm duas comparaes implcitas, que tm como referncia o mundo dos adultos.

    Essas comparaes so feitas por meio do seguinte recurso:

    (A) oposio

    (B) gradao

    (C) classificao

    (D) reformulao

  • Vestibular estadual 2016 1 fase exame de Qualificao 5

    Linguagens

    Fbio Moon e Gabriel B. Folha de So Paulo, 15/06/2013.

    No ltimo quadrinho, formula-se uma analogia moral, quando se sugere que no possvel ver tudo o que acontece frente dos olhos.

    A partir dessa analogia, pode-se chegar seguinte concluso:

    (A) a verdade absoluta no existe

    (B) a existncia no tem explicao

    (C) o homem no o centro do mundo

    (D) o curso da vida no pode ser mudado

    O personagem presente no ltimo quadrinho um caro, um ser microscpico. Suas falas tm relao direta com seu tamanho. No contexto, possvel compreender a imagem do personagem como uma metonmia.

    Essa metonmia representa algo que se define como:

    (A) invisvel

    (B) expressivo

    (C) inexistente

    (D) contraditrio

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    As ausncias da moldura e da imagem so recursos grficos que contribuem para o sentido do texto.

    A relao entre esses recursos grficos e a mensagem contida no terceiro quadrinho possui um sentido de:

    (A) ironia

    (B) reforo

    (C) negao

    (D) contradio

  • Vestibular estadual 2016 1 fase exame de Qualificao6

    Linguagens

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    09Em sua origem grega, o termo eufemismo significa palavra de bom agouro ou palavra que deseja o bem. Como figura de linguagem, indica um recurso que suaviza alguma ideia ou expresso mais chocante.

    Na crnica, o autor enfatiza o aspecto negativo dos eufemismos, que serviriam para distorcer a realidade.

    De acordo com o autor, o eufemismo camufla a desigualdade social no seguinte exemplo:

    (A) fracasso crise (l. 8) (B) peste pandemia (l. 11)(C) magricela anorxica (l. 11)(D) rico corrupto (l. 18)

    A ARTE DE ENGANAR

    Em seu livro Pernas pro ar, Eduardo Galeano recorda que, na era vitoriana, era proibido mencionar calas na presena de uma jovem. Hoje em dia, diz ele, no cai bem utilizar certas expresses perante a opinio pblica: O capitalismo exibe o nome artstico de economia de mercado; imperialismo se chama globalizao; suas vtimas se chamam pases em via de desenvolvimento; oportunismo se chama pragmatismo; despedir sem indenizao nem explicao se chama flexibilizao laboral etc.

    A lista longa. Acrescento os inmeros preconceitos que carregamos: ladro sonegador; lobista consultor; fracasso crise; especulao derivativo; latifndio agronegcio; desmatamento investimento rural; lavanderia de dinheiro escuso paraso fiscal; acumulao privada de riqueza democracia; socializao de bens ditadura; governar a favor da maioria populismo; tortura constrangimento ilegal; invaso interveno; peste pandemia; magricela anorxica.

    Eufemismo a arte de dizer uma coisa e acreditar que o pblico escuta ou l outra. um jeitinho de escamotear significados. De tentar encobrir verdades e realidades.

    Posso admitir que perteno terceira idade, embora esteja na cara: sou velho. Ora, poderia dizer que sou seminovo! Como carros em revendedoras de veculos. Todos velhos! Mas o adjetivo seminovo os torna mais vendveis.

    Coitadas das palavras! Elas so distorcidas para que a realidade, escamoteada, permanea como est. No conseguem, contudo, escapar da luta de classes: pobre ladro, rico corrupto. Pobre viciado, rico dependente qumico.

    Em suma, eufemismo um truque semntico para tentar amenizar