prova sem gabarito

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  • O gabarito oficial provisrio estar disponvel no endereo eletrnicowww.cops.uel.br a partir das 20 horas do dia 6 de dezembro de 2010.

  • REDAO

    Para elaborar sua redao, voc deve escolher UM entre os trs temas indicados e assinalar a opo correspondente.Observe, rigorosamente, as instrues a seguir.

    INSTRUES

    1. No se esquea de focalizar o tema proposto.

    2. A sua redao deve, necessariamente, referir-se ao texto de apoio ou dialogar com ele. Ateno, evite mera colagemou reproduo.

    3. Organize sua redao de modo que preencha entre 20 (mnimo) e 25 (mximo) linhas plenas, considerando-se letra detamanho regular.

    4. Observe o espaamento que indica incio de pargrafo.

    5. Use a prosa como forma de expresso.

    6. Em caso de opo pelos temas 1 ou 2, crie um ttulo para a sua redao e coloque-o na linha adequada.

    7. Comece a desenvolver o texto na linha 1.

    8. Use caneta esferogrfica transparente com tinta preta para transcrever a redao para a folha da verso definitiva. Eviterasuras.

    9. Verifique, na folha da verso definitiva da redao, se o nmero impresso corresponde ao de sua inscrio. Comuniqueao fiscal qualquer irregularidade.

    10. O tempo para a transcrio do texto redigido, na folha da verso definitiva, est contido na durao das provas, que de 4 (quatro) horas.

    TEMA 1

    SER INTELIGENTE SAIU DE MODA

    par Nada mais brega do que bancar o inteligente, afirmam, sem nenhuma vergonha, muitos estudantes ingle-ses a seus boquiabertos professores. Diante do fato, alguns dos mais brilhantes catedrticos decidiram se reunirna tentativa de explicar o fenmeno. Resultado? Se ainda no foi banido pelos professores, o adjetivo clever(inteligente) est muito perto disso. Decidiu-se inclusive que, daqui por diante, ser preciso tomar cuidado antesde chamar de inteligentes os melhores alunos. Porque, segundo uma pesquisa, so exatamente os melhoresda turma os que mais correm risco de cair na prtica do bullying (assdio fsico ou psicolgico aos colegas)para tentar se livrar da pecha de chatos. Os professores esto convencidos de que os estudantes, aps seremdefinidos como inteligentes, se sentem de algum modo marcados. E por isso reagem adversamente. Provasdisso? Em numerosos casos, muitos deles se recusam inclusive a retirar os prmios escolares que ganharampor medo de serem ridicularizados pelos colegas.par Existe, no entanto, um outro aspecto mais sociolgico, ligado ao desenvolvimento de uma sociedade tipica-mente consumista que se agarra aos mitos do espetculo e das celebridades do momento. Ou seja, no maisos grandes escritores e compositores, os cientistas e filsofos, no mais os grandes empreendedores constituemos padres de sucesso e de afirmao social a serem perseguidos. A culpa deve ser atribuda, sobretudo, aosatuais modelos e cnones de celebridade que contribuem para bloquear os jovens, afastando-os do sucessoacadmico. Cita-se, por exemplo, um self-made-man como Alan Sugar, popularmente conhecido como BaroSugar, empresrio britnico, conhecidssimo personagem da mdia e consultor poltico. Nascido de famlia hu-milde, ele hoje dono de uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilho. A exemplo de outros homens e mulheresde sucesso contemporneos, Sugar no costuma ler livros e gosta de se vangloriar das notas baixas que alcan-ou na escola. No menos deprimente foi o panorama desenhado por Ann Nuckley, administradora escolar emSouthwark, bairro no sul de Londres. Segundo ela, os estudantes preferem adotar como modelo as celebridadesdo momento que transitam pelas revistas de fofoca social ou as que analisam nos mnimos detalhes a gloriosaexistncia do ltimo garoto que, da noite para o dia, saiu do anonimato para a luz do estrelato graas a umpapel na novela da televiso.(Adaptado de: PELLEGRINI, L. Ser inteligente saiu de moda. Revista Planeta, ed. 47, p. 34-35, out. 2010.)

    Com base na reportagem, redija um texto dissertativo-argumentativo, indicando as razes dessa perigosa inversode valores que caracteriza nosso momento histrico, no qual os grandes so esquecidos e desprezados e os me-docres so elevados ao olimpo dos deuses de curta durao.

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  • TEMA 2

    GENTE VENENOSA: OS SABOTADORES

    par No h como afirmar que existe algum totalmente bom ou totalmente mau como nas maniquestas histriasinfantis. Mas em determinadas situaes h pessoas de personalidade difcil, que potencializam as fragilidadesde quem est a sua volta, semeando frustraes e desestruturando sonhos alheios. Atitudes que, em resumo,envenenam. O terapeuta familiar argentino Bernardo Stamateas identificou essas pessoas, cunhou o termogente txica e falou sobre elas no livro Gente txica - como lidar com pessoas difceis e no ser dominadopor elas. Assim como uma ma estragada em uma fruteira capaz de contaminar as outras frutas boas, aspessoas txicas, segundo Stamateas, tendem a envenenar a vida, plantar dvidas e colocar uma pulga atrs daorelha de qualquer um. A vilania da situao reside no fato de que gente txica est sempre espera da quedaou da frustrao de algum prximo para, ento, assumir o papel de protagonista. Eles (os txicos) se sentemintocveis e com capacidade de ver a palha no olho do outro e no no seu, comenta o autor.(Adaptado de: BRAVOS, M. Gente Venenosa: os sabotadores. Gazeta do Povo - Suplemento Viver Bem, 19 set. 2010, p. 6.)

    (Jornal de Londrina, 19 out. 2010, p. 22.)

    Com base no texto e na tira, redija uma narrativa, envolvendo personagens cujo comportamento desconsidera ossentimentos das pessoas, bem como intoxicam as relaes interpessoais.

    TEMA 3

    CARTA SOBREVIVE NA ERA DO E-MAIL

    par Ningum questiona o fato de que a internet chegou para ficar e est transformando o modo como o mundose comunica. A proliferao do uso de e-mails, sites de relacionamento e mesmo SMS enterrou para muitos aideia de enviar uma carta. Mas os correios em todo o mundo descobriram que a carta no desapareceu. H trsanos, o envio de correspondncias se mantm estvel, segundo a Unio Postal Universal, fundada em 1874 emBerna. No mundo so 1,2 bilho de cartas mandadas por dia. Por ano, os campees so os americanos, com199 bilhes de cartas. O Japo vem em distante segundo lugar, com 25 bilhes, e a Alemanha, com 21 bilhes.Segundo 193 correios do mundo, h grandes diferenas ainda entre os pases sobre como as pessoas se comu-nicam. Na Arbia Saudita, a carta continua sendo a forma mais usada por trabalhadores imigrantes provenientesda sia para se comunicar com suas famlias em seus pases de origem. Na frica, a realidade mais proble-mtica. Somente uma a cada oito pessoas tem um endereo para onde algum possa enviar uma carta. Se nemendereo fixo uma realidade, a internet continua um sonho distante. No mundo, uma a cada trs pessoas temacesso internet em casa. Mas a taxa de uma a cada 20 nos pases em desenvolvimento, segundo a UnioInternacional de Telecomunicaes.(Adaptado de: Agncia Estado. Carta sobrevive na era do e-mail. Gazeta do Povo, 6 jun. 2010, p. 15.)

    Tendo em vista a importncia da troca de correspondncias nos dias atuais, redija uma carta a um amigo que vivenum pas distante, numa cidade que no dispe de rede de comunicao para e-mail e internet, relatando a ele osfatos mais importantes ocorridos no Brasil no ano de 2010.

    (Ateno: Ao encerrar a carta, assine Fulano de Tal, mantendo o sigilo de sua prova.)

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  • LNGUA PORTUGUESA E LITERATURA

    Leia o texto a seguir e responda s questes de 1 a 4.

    Onde ests

    meia-noite... e rugindo1Passa triste a ventania,2Como um verbo de desgraa,3Como um grito de agonia.4E eu digo ao vento, que passa5Por meus cabelos fugaz:6Vento frio do deserto,7Onde ela est? Longe ou perto?8Mas, como um hlito incerto,9Responde-me o eco ao longe:10Oh! minhamante, onde ests?...11

    Vem! tarde! Por que tardas?12So horas de brando sono,13Vem reclinar-te em meu peito14Com teu lnguido abandono!...15St vazio nosso leito...16St vazio o mundo inteiro;17E tu no queres queu fique18Solitrio nesta vida...19Mas por que tardas, querida?...20J tenho esperado assaz...21Vem depressa, que eu deliro22Oh! minhamante, onde ests?...23

    Estrela na tempestade,24Rosa nos ermos da vida,25ris do nufrago errante,26Iluso dalma descrida!27Tu foste, mulher formosa!28Tu foste, filha do cu!...29... E hoje que o meu passado30Para sempre morto jaz...31Vendo finda a minha sorte,32Pergunto aos ventos do Norte...33Oh! minhamante, onde ests?34

    (CASTRO ALVES, A. F. Espumas flutuantes. So Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. p. 84-85.)

    1Sobre o poema, considere as afirmativas a seguir.

    I. Na primeira estrofe, o eu-lrico dirige-se ao vento frio do deserto; na segunda, dirige-se amada distante.

    II. O eu-lrico pergunta ao vento sobre o paradeiro de sua amada, revelando a dor pela distncia que os separa.

    III. O eu-lrico acusa os ventos do Norte, que passam como gritos de agonia, por ter finda sua sorte e estarmorto seu passado.

    IV. Estrela e rosa so usadas pelo eu-lrico para designar sua agonia; ris e iluso referem-se venta-nia.

    Assinale a alternativa correta.

    a) Somente as afirmativas I e II so corretas.

    b) Somente as afirmativas I e III so corretas.

    c) Somente as afirmativas III e IV so corretas.

    d) Somente as afirmativas I, II e IV so corretas.

    e) Somente as afirmativas II, III e IV so corretas.

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  • 2Assinale a alternativa que relaciona corretamente versos do poema a figuras de linguagem.

    a) A comparao entre o vento e a amada verificada nos versos Mas por que tardas, querida?... / J tenho esperadoassaz....

    b) Em Como um verbo de desgraa, / Como um grito de agonia., a anttese ope a fugacidade do vento tristeza daventania.

    c) Os versos Tu foste, mulher formosa! / Tu foste, filha do cu!... comparam a amada triste e fugaz ventania, poisambas impedem seu brando sono.

    d) A comparao presente nos versos Mas, como um hlito in