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  • MINISTRIO DA SADE

    Emergncia de Sade Pblica de Importncia Internacional ESPII

    PROTOCOLO DE MANEJO CLNICO DE SNDROME RESPIRATRIA AGUDA GRAVE SRAG

    O Ministrio da Sade refora a recomendao sobre a necessidade de as autoridades de sade, e de todo o corpo clnico e de apoio manterem o sigilo da identidade dos casos.

    Esta medida visa a evitar estigma social aos pacientes e resguardar o direito inviolabilidade de sua privacidade. O no cumprimento dessa medida sujeita o infrator a aes administrativas e penais.

    VERSO IV

    Braslia /DF2010

  • Ministrio da sade

    secretaria de Vigilncia em sadedepartamento de Vigilncia epidemiolgica

    Braslia /dF2010

    emergncia de sade Pblica de importncia internacional ESPII

    ProtoCoLo de ManeJo CLniCo de SNDROME RESPIRATRIA AGUDA GRAVE SRAG

    o Ministrio da Sade refora a recomendao sobre a necessidade de as autoridades de sade, e de todo o corpo clnico e de apoio manterem o sigilo da identidade dos casos.

    esta medida visa a evitar estigma social aos pacientes e resguardar o direito da inviolabilidade de sua privacidade. o no cumprimento dessa medida sujeita o infrator a aes administrativas e penais.

    VERSO IV

  • 2010. Ministrio da sade

    todos os direitos reservados. permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que no seja para venda ou qualquer fim comercial.

    a responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra da rea tcnica.

    tiragem: 1 edio 2010 verso para web

    Elaborao, edio e distribuio

    Ministrio da sadesecretaria de Vigilncia em sadedepartamento de Vigilncia epidemiolgicaorganizao: Gabinete Permanente de emergncias de sade Pblica/devep/sVsProduo: ncleo de Comunicao

    Endereo

    esplanada dos Ministrios, Bloco Gedifcio sede, 1 andarCeP: 70058-900, Braslia dFE-mail: svs@saude.gov.brendereo eletrnico: http://www.saude.gov.br/svs

    Produo editorial

    Projeto grfico: Fabiano Camilo e sabrina Lopes

    diagramao: sabrina Lopes

    Capa: Fred Lobo

    reviso: Luciene de assis

  • sumrio

    introduo 5

    1. OBJETIVOS 6

    2. DEFINIO DE CASO DE SNDROME RESPIRATRIA AGUDA GRAVE (SRAG) 6

    notificao imediata 6

    3. MANEJO CLNICO 7

    3.1 informaes gerais 7

    3.2 Grupos e fatores de risco para complicaes por influenza pandmica (H1n1) 2009 7

    3.3 avaliao simplificada de gravidade em servios de sade

    de ateno primria e secundria 8

    3.3.1 avaliao em adultos 8

    3.3.2 avaliao em crianas 8

    4. ASPECTOS LABORATORIAIS 9

    4.1 informaes gerais 9

    4.2 Coleta de amostras para testes diagnsticos 9

    4.2.1 tcnica para coleta 10

    4.2.2 acondicionamento, transporte e envio de amostras para diagnstico 10

    4.3 indicao para coleta de amostras em situao de bito 10

    4.3.1 informaes gerais 10

    4.3.2 Coleta dos espcimes teciduais 11

    4.3.3 Pontos anatmicos de coletas de amostras 11

    4.3.4 acondicionamento de amostras 11

    4.3.5 envio de amostras e documentao necessria 12

    5. USO DO ANTIVIRAL 13

    5.1 tratamento 13

    5.1.1 indicao para tratamento 13

    5.1.2 dosagem recomendada 13

    5.2 Quimioprofilaxia com uso de oseltamivir 14

    5.3 informaes adicionais 15

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    Secretaria de Vigilncia em Sade / MS

    Emergncia de Sade Pblica de Importncia Internacional ESPII

    ProtoCoLo de ManeJo CLniCo de sndroMe resPiratria aGUda GraVe sraG Verso iV

    6. MEDIDAS DE PRECAUO E CONTROLE 16

    6.1 informaes gerais 16

    6.2 Medidas preventivas 16

    6.3 Medidas de precauo 16

    6.4 equipamentos de Proteo individual ePi 17

    6.4.1 Mscara cirrgica 17

    6.4.2 Mscara de proteo respiratria (respirador particulado ou n95) 17

    6.4.3 Luvas 17

    6.4.4 Protetor ocular ou protetor de face 18

    6.4.5 Gorro descartvel 18

    6.4.6 Capote/avental 18

    6.5 Higienizao das mos 19

    6.5.1 Higienizao das mos com gua e sabonete 19

    6.5.2 tcnica Higienizao simples das mos com gua e sabonete 20

    6.5.3 Higienizao das mos com preparao alcolica 20

    6.5.4 tcnica Frico anti-sptica das mos (com preparaes alcolicas) 20

    7. Medidas no atendimento ambulatorial e pronto atendimento 21

    8. Medidas no transporte de pacientes 22

    9. Isolamento no ambiente hospitalar 22

    9.1 isolamento em quarto privativo dos casos de sndrome respiratria aguda Grave 22

    9.2 isolamento de coorte 22

    9.3 outras orientaes 22

    10. Processamento de produtos para sade, roupas, limpeza e desinfeco de

    superfcies e tratamento de resduos 23

    10.1 Processamento de produtos para a sade 23

    10.2 Limpeza e desinfeco de superfcies 23

    10.3 Processamento de roupas 23

    10.4 tratamento de resduos 24

    Telefones e links teis 25

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    Emergncia de Sade Pblica de Importncia Internacional ESPII

    ProtoCoLo de ManeJo CLniCo de sndroMe resPiratria aGUda GraVe sraG Verso iV

    Manejo clnico, diagnstico e tratamento de casos de Sndrome Respiratria Aguda Grave

    INTRODUO

    Diantedapandemiade influenzadesencadeadapelacirculao,entresereshumanos,dovrusinfluenzapandmico(H1N1)2009ecombasenoconhecimentoatualsobreadisseminaomun-dialdestevrus,oMinistriodaSadeelaborouerevisaconstantementeosprotocoloscomoob-jetivodeadequarasmedidasestabelecidasnoPlanoBrasileirodePreparaoparaumaPandemiadeInfluenza(PBPPI),acadanovocenrioemqueopasseencontra.

    Asituaoepidemiolgicaatual,noBrasilenomundo,caracteriza-seporumapandemiacompredominnciadecasosclinicamentelevesecombaixaletalidade.Diantedessasituao,aOrgani-zaoMundialdeSade(OMS),quandodapassagemparaonvelseisdeAlertaPandmico,estra-tificouospasesem:Semocorrnciadecasos,Emtransio(aindasemevidnciasdetransmis-socomunitria)eComtransmissosustentada.OBrasilenquadra-senestaltimaclassificao.

    Estefenmenopodefavorecerarecombinaogentica,podendolevaraosurgimentodeno-vasondasepidmicaseeventualalteraodesuavirulncia.Essesfatorespodemlevaraoaumentodademandaporserviosdesadeambulatoriaisehospitalares,principalmentepor indivduoscomfatoresderiscoparacomplicaesebitopeladoena.

    Anopassado,aestratgiadeenfrentamentodestaEmergnciadeSadePblicadeImportnciaInternacional(ESPII)foibaseadaemmedidasdecontenoidentificaoprecoce,tratamentoeisolamentodecasosenoseguimentodeseuscontatosprximos.Nocenrioatualestaestrat-giaperdeimportnciaeefetividadefenmenoesperadonatransmissodeagentesinfecciosos,particularmentecomascaractersticasdosvrusinfluenzarequerendomedidasmaisintegradasdemonitoramentodasituaoepidemiolgicaedepriorizaodaassistnciaaoscasosgravesoucompotencialdecomplicao.

    EsteProtocolodeSndromeRespiratriaAgudaGraveSRAGtratadomanejoclnico,diag-nsticoetratamentodecasos de SRAG com internao hospitalar,1cujoobjetivonormatizarasmedidasdecontroledainfluenzahumanaquandodaidentificaodesituaesparticularesderisco,comoadetecodecasosdeSndromeRespiratriaAgudaGraveedesurtosdeSndromeGripalemambientesrestritos.

    Comotodanormatizao,esteProtocoloestsujeitaaajustesdecorrentesdasuautilizaopr-ticaedasmodificaesdocenrioepidemiolgico.Ressalta-sequeeleseaplicaaocenrioepide-miolgicobrasileironaatualfasepandmica,deacordocomasorientaesdaOrganizaoMun-dialdaSade(OMS).

    1Internao hospitalar:pacientesquesoadmitidosparaocuparumleitohospitalarporumperodoigualoumaiora24horas.Leito hospitalar de internao:camanumeradaeidentificada,destinadainternaodeumpacientedentrodeumhospital,localizadaemquartoouenfermaria,queseconstituinoendereoexclusivodeumpacientedurantesuaestadanohospitalequeestvinculadaaumaunidadedeinternaoouservio.Portarian312,de2demaiode2002,estabelece,parautilizaonoshospitaisintegrantesdoSUS,apadronizaodaNomenclaturadoCensoHospitalar.

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    Emergncia de Sade Pblica de Importncia Internacional ESPII

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    1. oBJetiVos

    DetectarcasosdeSndromeRespiratriaAgudaGravedemaneiraoportuna;Reduziraocorrnciadeformasgravesedebitos;Monitorarascomplicaesdadoena;eAcompanharcasosdeSRAGcominternaohospitalar.

    2. deFinio de Caso de sndroMe resPiratria aGUda GraVe (sraG)

    IndivduodequalqueridadecomSndromeRespiratriaAgudacaracterizadaporfebrealtames-moquereferida,tosseedispnia,acompanhadadossinaisesintomasabaixo:

    a)Aumentodafrequnciarespiratria(deacordocomidade);b)Hipotensoemrelaopressoarterialhabitualdopaciente;ec)Emcrianas,almdositensacima,observartambmosbatimentosdeasadenariz,cianose,

    tiragemintercostal,desidrataoeinapetncia.

    O quadro clnico pode ou no ser acompanhado das alteraes laboratoriais e radiolgicaslistadasabaixo:

    Alteraes laboratoriais:leucocitose,leucopeniaouneutrofilia;e Radiografia de trax:infiltradointersticiallocalizadooudifuso,oupresenadereadecon-

    densao.

    ALERTA: Deveserdadaatenoespecialaessasalteraesquandoocorreremempacientesqueapresentemfatores de riscoparaacomplicaoporinfluenza.

    Notificao imediata

    CasosdeSndromeRespiratriaAgudaGraveSRAG cominternaohospitalar ebitospor SRAG devemsernotificadosindividualeimediatamentenoSinanon-lineusandoaFicha de Investigao Individual.

    SurtodeSndromeGripalSGdevesernotificadodeformaagregada,nomdulodeSurtonoSinanNET,assinalando-senocampoCdigo do Agravo/DoenaoCIDJ06.

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    Emergncia de Sade Pblica de Importncia Internacional ESPII

    ProtoCoLo de ManeJo CLniCo de sndroMe resPiratria aGUda GraVe sraG Verso iV

    3. ManeJo CLniCo

    3.1 Informaes geraisNoindivduocommanifestaesclnicascompatveiscomSndromeRespiratriaAgudaGra-

    ve,deve-se: Recomendarfortementeainternaodopaciente,dispensando-lhetodososcuidadosqueo

    casorequer; Realizaravaliaoclnicaminuciosa; ColetaramostrasdematerialbiolgicodospacientescomSRAGcominternaoho

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