projeto urbano

Download Projeto Urbano

Post on 29-Mar-2016

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Trabalho desenvolvido na disciplina de Projeto Urbanistico 1, na UFC. Tendo como rea de trabalho a rea central de Fortaleza.

TRANSCRIPT

  • CENTROhistria

    Tratar o Centro da cidade sem levar em considerao as muitas camadas de tempo, superpostas e incrustadas na sua paisagem subestimar a complexidade desse espao. Muitos dos problemas que apontamos em nosso diagnstico decorrem de intervenes que no levaram em consi-derao esses indcios do tempo, estigmas, nuances que apontam com-portamentos diante do espao. Nossa interveno se prope a trazer tona um pouco dessa histria do centro, e at questionar os rumos tomados pela sua expan-so ao longo desses anos de ocupa-o.

    CIRCUITOpaisagem

    A interveno proposta resume-se na integrao de pontos culturais importantes para a constituio espacial e da identidade do centro da cidade. Propomos a criao do que denominamos Circuito Cultural, uma vez que as intervenes promovem a integrao no s fsica e visual dos j falados marcos culturais deste lugar.

    CULTURALpercepo

    A integrao dos pontos culturais nessa interveno vai alm de modifi-caes fsicas nos passeios, bouleva-res ou no trnsito. na verdade um plano de ao em uma rea do centro com grande concentrao de potenciais equipamentos culturais, que seriam articulados tambm no sentido de promover um resgate de sentido quela rea que tomou um uso meramente comercial. A valori-zao do Mar, portanto, tornou-se parte essencial da proposta, uma vez que sua ressignificao fundamental para o entendimento da rea a partir de outras funcionalidades.

    CIRCUITOCULTURAL

    CENTRO

    DIAGNSTICOPU1

    arquitetura e urbanismoUFC____

    lucianaximenes rebeca gaspar cibele bonfim

    paisagem percepo histria

  • O uso habitacional passa atualmente por uma crescente reduo no bairro, este declnio teve inco na dcada de 50, como o surgimento da possibili-dade de mobilidade urbana atravs dos automveis particulares. possvel identificar duas grandes reas habita-cionais no bairro: o setor residencial leste e o setor residencial oeste. O ncleo central apresenta a menor con-cetrao de moradias do centro, visto que as estruturas arquitetnicas so mais adeguadas ao uso do comrcio. Hoje o centro passa por um processo novo, o de encortiamento, processo este que preocupa por sua velocidade e os riscos que trazem. Por este quadro sobre moradia na zona central pode-se concluir que a atual quantidade de populaao e densidade ali existentes no apresentam condies de susten-tao econmica para a formao de um ambiente vitalizado e vibrante, em especial no perodo noturno.

    Atualmente o uso do solo predomi-nante na zona central o comercial homogneo, que inclui principalmente, tecidos, confeces, mveis e eletro-domsticos. Alm dele destacam-se os usos de estacionamentos privados gerados pela demolio de edificaes, usos dos espaos pblicos como praas e ruas de pedestres, em grande parte no pedodo diurno. De forma reduzida, porm relevante, encontra-mos ainda o uso habitacional, ativi-dades de servios pblicos, instituies culturais e alguns museus.O comrcio atualmente o uso que mais trs vitalidade ao bairro. Atrai diariamente um grande nmero de pessoas, em sua maioria de classes sociais baixas e mdias. Atualmente este uso tem enfrentado uma disputa de mercado com os comrcios ambu-lantes. Este tipo de comrcio tem crescido de forma descontrolada e com isso h uma grande ocupao de espaos pblicos, como caladas e praas.

    possivel identifarmos alguns edifcios que abrigam atividades tercirias no bairro, porm sabe-se que este um uso que se distancia do centro urbano, levendo junto com ele os seus usurios . O grande nmero de edifcio vazios que inicialmente eram destina-dos a este fim mostra-nos quo graves so as conseguncias destes esvazia-mento.

    USOS

    habitacional

    comercial

    lazer

    misto

    industrial

    institucional

    N

  • I - preservar, valorizar, monitorar e pro-teger o patrimnio histrico, cultural, arquitetnico, artstico,arqueolgico ou paisagstico;II - incentivar o uso dessas reas com atividades de turismo, lazer, cultura, edu-cao, comrcio e servios;III - estimular o reconhecimento do valor cultural do patrimnio pelos cidados;IV - garantir que o patrimnio arquit-etnico tenha usos compatveis com as edificaes e paisagismo doentorno;V - estimular o uso pblico da edificao e seu entorno;VI - estabelecer a gesto participativa do patrimnio. (PDDU, 2009)

    Por fim temos a ZEDUS que cobre a rea central do bairro. Esta zona est inclusa nos planos e projetos estratgicos de desenvolvimento scio-ambiental que so intevenes, podendo ser de natur-eza privada ou com participao do poder pblico, afim de promover a requalificao urbanstica e ambiental, a incluso scio-ambiental e a dinamizao scio-econmica.

    A regio central de Fortaleza hoje abordada por diversas legislaes, dentre elas o plano diretor atual, que contempla a regio com a aplicao de trs zonas, so elas: Zona de preservao ambiental (ZAP) e sua subdiviso em Zona de preservao ambiental da faixa de praia (ZAP1); Zona especial de preservao do patrimonio paisagistico, histrico e cultural do Centro (ZEPH) e Zona espe-cial de dinamizao urbanstica e socio-econmica (ZEDUS). Alm da legislao estadual e federal que se mostra presente atravs dos diversos tom-bamentos de edifcios histricos. pos-svel notar no mapa apresentado que os bens tombados encontram-se concetra-dos em algumas reas como ao longo da Rua Joo Moreira, prximos a Praa do Ferreira e prximos praa Jos de Alencar.

    Cada zona proposta pelo PDP apresenta justificativa e objetivos prprios. A ZAP, assim como suas subdivises, tem como objetivo maior a preservao integral dos ecossistemas e dos recursos naturais da rea a qual delimita e os usos permiti-dos so os de pesquisa cientfica, monito-ramento, educao ambiental e o uso indireto de recursos naturais, de forma que no haja consumo, coleta, dano ou destruio dos mesmos.Nota-se pelo mapeamento que a ZEDUS protege lugares importantes para o bairro como o corredor cultural da Rua Joo Moreira, o percurso da Rua Conde DEu, passando pela Praa do Ferreira e chegando ao Parque das Crianas, e o leito do rio Paje. Esta zona tem como objetivos pontuados no Plano Diretor:

    LEGISLAO

    0102

    03

    0405

    0607

    08

    09 10

    11

    12 13

    1415 16 17

    1819

    20

    21

    01.

    03. Cadeia Pblica (Centro de turismo)04. Passeio Pblico05. Fortaleza Nossa Senhora de Assuno

    Galpes da Estao Joo Felipe02. Estao Joo Felipe

    06. Palace Hotel07. Sociedade da Unio Cearense

    08. Secretaria da Fazenda09. Igreja So Bernardo10. Solar Fernandes Vieira (Arquivo Pblico)11. Banco Frota Gentil12. Assemblia Provincial (Museu do Cear)13. Praa General Tibrcio (Praa dos Lees)14. Cine So Luis

    15. Palacete do Cear16. Igreja Nossa Senhoraa do Rosrio17. Palcio da Luz18. Antiga Escola Normal (IPHAN)19. Teatro Jos de Alencar20. Palacete Carvalho Mota (DNOCS)21. Instituto do Cear

    Zona de preservao ambiental da faixa de praia (ZAP 2)

    Zona de preservao ambiental (ZAP

    Zona especial de preservao do patrimonio paisagistico, histrico e cultural do Centro (ZEPH Centro)

    Zona especial de dinamizao urbanstica e socioeconmica (ZEDUS)

    Imveis tombados por orgos federais, estaduais ou projeto prodetur

    N

  • Ao tratarmos de mobilidade urbana, deve-se considerar toda a complexidade da cadeia de mobilidade de usurios na condio de pedestres, bicicletas, automveis e transportes pblicos em modos diversos. Partindo deste conceito podemos avaliar como o centro da cidade recebe esses fluxos. Com relao ao transporte pblico cole-tivo, meio pelo qual grande parte da pou-pulao chega ao bairro, h uma con-vergncia de nibus, que seguem os mesmos caminhos radiais histricos, ocu-pando a maioria das estreitas ruas da vias centrais com um volume superior a capacidade das caixas das vias, produz-indo grandes reas de trnsito lento e congestionamentos.

    A circulao de cicilistas e o trfego de pedestres em grande parte oprimido pelo volume de automveis particulares. As caladas irregulares e ocupadas pelo comrcio so exemplos claros das dificul-dades encontradas dos pedestres ao pecorrerem a regio. A situao de agrava quando trata-se da mobilidade de defi-cientes motores e visuais, usurios desprestigiados, salvo algumas interven-es pontuais recentes em espaos pbli-cos como a Praa do Ferreira.

    Um grande problema que surge como reflexo dos demais so os diversos esta-cionamentos dispostos de forma irregular e sem planejamento, muitas vezes utilizando-se de edifcios de valor patri-monial histrico. Estes investimentos acabam por incentivar o uso dos automveis particulares, resultado da ausncia de transportes pblicos locais adeguados.

    Principais rotas do transporte coletivo

    Espao de uso por pedestres

    Estacionamentos de automveis

    Visadas

    rea de estacionamento e pontos nais de nibus

    MOBILIDADEvisadas

    1

    22

    3

    4

    3

    4

    1

    N

  • rea de influncia da interveno

    REA

    N

    inadequadas

    Leste-Oeste.

    veculos

    interveno.

  • DIRETRIZES

    Visadas de lugares de interesse tratados na interveno.

    Visada da Catedral

    N

    Diante dos problemas e constata-es expostos no disgnstico real-izado, propomos diretrizes de inter-veno do projeto na rea. A princi-pal delas a criao de um percurso voltado para o caminhante e o ciclista, interligando fisica e visual-mente os pontos destacados como marcos histricos d paisagem. Para tal escolhemos a av. Joo Moreira, no trecho que vai da Estao Joo Felipe ao Mercado Central, para ser trans-formada em uma rua de pedestres com espao para ciclovia.

    A segunda interveno seria a abertura das visadas e acesso ao mar nesse trecho. Para tal, pretende-se fazer uma praa elevada por sobre a av. Leste Oeste, no trecho exata-mente correspondente ao Passeio Pblico, garantindo o aceso Orla por essa via.

    Dando continuidade ao eixo de interveno

Recommended

View more >