Projeto Libras - Multiplicando mãos que falam

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    MULTIPLICANDO

    MOS QUE FALAM CAPACITAO EM LIBRAS PARA

    INCLUSO PRODUTIVA E SOCIAL DAS

    VIDAS NO SILNCIO

    MOGI MIRIM - SP

  • Pe

    As Mos retratadas na

    criao Humana, de

    Michelngelo. Capela

    Sistina

    As Mos

    Pe-me as mos nos ombros...

    Beija-me na fronte...

    Minha vida escombros,

    A minha alma insonte.

    Eu no sei por qu,

    Meu desde onde venho,

    Sou o ser que v,

    E v tudo estranho.

    Pe a tua mo

    Sobre o meu cabelo...

    Tudo iluso.

    Sonhar sab-lo.

    Fernando Pessoa

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    As Mos retratadas na

    criao Humana, de

    Michelngelo. Capela

    Sistina Vaticano

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    MULTIPLICANDO MOS QUE FALAM

    CAPACITAO EM LIBRAS PARA INCLUSO PRODUTIVA E SOCIAL DAS VIDAS

    NO SILNCIO - MOGI MIRIM - SP

    Apresentao

    Nesta apresentao resumimos o tema nas nossas mos. As mos falam e tm cinco

    dedos: o polegar, o indicador, o mdio, o anelar e o mindinho. Dedos cruzados em

    promessas vs ou em busca de sorte. Dedos apontados e certos com muitas falanges

    unidas e trabalhando juntas. Como falamos com as mos e temos muitos assuntos

    dividimos este resumo pelos dedos antes de apresentar a mo inteira. Mos que

    precisam ser dadas, que sentem e ajudam. Todas as mos com poder, sempre

    diferentes, mas todas poderosas, dignas ou nem tanto. No geral as mesmas mos que

    lutam de vrias formas e gestos. As mesmas mos que aplaudem. As que auxiliam

    tambm so as que se defendem das mos que atacam. Mos que pedem, mas mos

    que exigem. Mas que ensinam o certo, mesmo que com fora. Mos que no deixam

    direitos adquiridos resvalarem-se pelos dedos das mos. Mos que insistem. Mos que

    persistem. Mos que no esquecem, que produzem, que incluem, que sabem que a

    soma das muitas mos que fazem o futuro. Mos que falam e escutam, que

    comemoram o Dia do Surdo no Dia 26 de Setembro. Dia em que esperamos iniciar a

    concretizao dos nossos sonhos barulhentos no silncio. Sonhos musicais de um

    mundo no mudo, que fale e que grite com as mos e onde haja oportunidades para

    todos. No silncio Deus fala, diz o provrbio. E toda orao a busca do silncio interior.

    Talvez seja assim, que se entenda que ser surdo ser humano. Talvez to humano que

    muitos humanos no entendam isso. E refazer a ponte entre o silncio e o barulho passa

    por mos que falam e que ensinam a falar. E olhos que ensinam a entender as mos e

    gestos. E a soma de silncio e som um mundo ainda mais humano.

    POLEGAR

    Os seres humanos so animais mamferos, bpedes, que se distinguem dos outros mamferos, como a baleia, ou bpedes, como a galinha principalmente por duas caractersticas: o telencfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor. O telencfalo altamente desenvolvido permite aos seres humanos armazenar informaes, relacion-las, process-las e entend-las. O polegar opositor permite aos seres humanos o movimento de pina dos dedos o que, por sua vez, permite a manipulao de preciso. O telencfalo altamente desenvolvido somado a capacidade de fazer o movimento de pina com os dedos deu ao ser humano a possibilidade de realizar um sem nmero de melhoramentos em seu planeta. (Curta: ILHA DAS FLORES - ROTEIRO ORIGINAL - Jorge Furtado, dezembro/1988 - produo: Casa de Cinema de Porto Alegre).

    Ainda que de modo atrasado em relao ao mundo desenvolvido, finalmente, em 2002 o

    Brasil tornou oficial a Lngua Brasileira de Sinais (Libras) - Lei Federal 10.436/2002.

    Libras a Lngua materna dos surdos brasileiros, segunda lngua oficial do Brasil. Esta

    LEI e as outras leis correlatas indicam a necessidade social - j comum nos Pases

    avanados - de multiplicar na sociedade as mos que falam e os olhos que escutam.

    Tanto o setor pblico como o setor privado tem o dever de estarem aptos a comunicar-se

    com os surdos. Indo alm: todos os segmentos precisam ter intrpretes, que so os

    profissionais mais preparados na comunicao com os surdos. Isso que busca a Lei e

    nessa meta que a sociedade deve caminhar.

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    Na rea de educao a incluso social dos surdos tem grande importncia. E pode-se

    dizer que na questo da incluso dos surdos apesar das limitaes a cidade de Mogi

    Mirim destacava-se das demais como uma das que sempre esteve frente em relao s

    polticas pblicas para os surdos. Sempre foi vanguarda. Especialmente em funo da

    existncia do antigo CAMDA Centro Municipal de Auxlio aos Deficientes Auditivos,

    inaugurado em 1985, e desativado em funo das novas regras para educao especial,

    agora inclusiva.

    E desde 1985 at 2012, sem interrupo, sempre houve algo simples, longe do ideal da

    legislao resumido no primeiro pargrafo desta apresentao - mas que estavam

    solidificados como uma tradio. Eram os Cursos Municipais para Libras voltados aos

    profissionais do servio pblico, como tambm aos surdos e seus familiares, amigos, etc,

    ampliando as possibilidades de comunicao e incluso.

    Sem outra explicao plausvel alm da inconsistncia de gesto tais cursos foram

    simplesmente interrompidos em 2013, na gesto Gustavo Stupp, que entrou para a

    histria como o que acabou com a pouca conquista cidad que existia j

    institucionalizada, que no pode ser refm ou vinculada a questes de confiana poltica,

    pois direito efetivamente conquista ao longo de dcadas de trabalho. Essa triste fato

    gerou um conflito: necessidade de ampliar as atividades imposta pela Lei Federal no

    setor pblico e a no eliminao de um servio j solidificado e existente h 27 anos, que

    permitia que os surdos no fossem segregados, com alguma possibilidade, mesmo que

    mnima, de incluso social.

    Na questo h um embate absurdo entre Estado (representado pelo Governo Municipal)

    versus as necessidades da sociedade. Resulta de preconceito dirigindo as decises

    pblicas. E neste contexto fica sempre mais difcil a j complexa incluso dos portadores

    de necessidades especiais - onde esto contidos os surdos. E estes utilizam sua

    capacidade especial de linguagem, a grande habilidade de adapt-la, e enorme

    capacidade de concentrao, para produzir o novo e estar frente.

    Na ausncia de um papel pblico equilibrado e constante, a soluo passa pelo apoio

    privado.

    Surdos produzem novos gestos, pensamentos e aes. Avanam o conhecimento de

    toda a sociedade onde antes s h atraso. Podem ser vanguarda, se tiveram apoio. E

    surdos gritam em meio ao silncio. Gritos fortes. E devem gritar por seus direitos at

    calar a voz dos que no os respeitam.

    No contexto onde o setor pblico confunde o que tradio com algo desnecessrio.

    Onde esquece que Lei existe para ser obedecida. E de que necessrio avanar o que

    vanguarda - e no retroceder. Que busca solues com caminhos tortas para coisas

    certas e caminhos retos e seguros, contamos com o apoio do setor privado.

    O setor privado, ao contrrio do setor pblico, sabe reconhecer oportunidades. Sabe

    entender que a integrao com a comunidade surda, mais do que integrada

    responsabilidade social, um diferencial para a empresa. A marca de qualquer empresa

    mais valorizada e reconhecida socialmente se for sabidamente uma empresa inclusiva.

    Alm disso, surdos tem grande capacidade produtiva, tanto no mundo do trabalho como

    no mundo do consumo. Surdos atraem pessoas. Possuem grande capacidade de

    concentrao e uma viso muito objetiva do mundo, mais prxima do pensamento do

    setor privado.

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    Portanto, um Projeto de custo baixo e alta relevncia social e produtiva. Da ser

    importante que, j que o tema relegado a ltimo plano por viso subnormal do setor

    pblico, apelamos viso ampla do setor privado.

    DEDO INDICADOR

    Dentre os cidados com limitaes fsicas os surdos so um dos maiores grupos,

    equiparando-se aos com dificuldades motoras e visuais. E parte do texto da justificativa

    da lei federal escancara a necessidade social deste projeto em desenvolvimento em

    Mogi Mirim. A justificativa informa que no h estatsticas definitivas, mas os dados

    indicam que o nmero de pessoas com surdez no Brasil muito alto.

    De acordo com os dados populacionais coletados pelo IBGE no Censo de 2000, o Brasil

    tinha mais de 5.750.809 pessoas com problemas relacionados surdez, ou em torno de

    2 % da populao total.

    Apesar disso, os dados do Censo Escolar/2005 registraram a matrcula de apenas 66.261

    alunos surdos ou com deficincia auditiva na Educao Bsica. E os dados do Censo da

    Educao Superior/2004 registraram a matrcula de apenas 974 alunos com deficincia

    auditiva - clara demonstrao de que a excluso escolar o indicador da realidade

    vivenciada pelos surdos de nosso Pas que passou sculos desconsiderando a existncia

    da lngua de sinais utilizada por esse segmento populacional.

    Passou sculos desconsiderando, pois a primeira escola para surdos no Brasil de 1857

    fundada pelo Imperador Dom Pedro II. E apesar disso o Estado Brasileiro do Sculo

    XXI - em especial muitas municipalidades - do um passo atrs no momento em que a

    sociedade e a Lei exigem que se v para frente.

    E a populao surda aumenta dia-a-dia, em especial pela cultura de rudo excessivo na

    fase de juventude, que aumenta esta estatstica, com a surdez adquirida.

    Com isso, h pesquisas que indicam que 5 % da populao tm surdez ou dificuldades

    auditivas srias. Portanto, podemos estimar a populao surda de Mogi Mirim entre 1800

    pessoas (Comunidade Surda) at 3.500 pessoas. E estas pessoas precisam trabalhar se

    comunicar e viver.

    Um pouco de Histria

    No passado os surdos eram considerados incapazes e distanciados da sociedade. Eram

    proibidos de se casarem, de herdar bens, de viver como as demais pessoas. No sculo

    XV iniciam-se na Itlia os primeiros ensinamentos de linguagem aos surdos, com o uso

    de sinais e escrita.

    Posteriormente, alm dos sinais, passou-se a treinamento da voz e leitura dos lbios.

    A partir de ento, os surdos brasileiros passaram a contar com uma escola especializada

    para sua educao e tiveram a oportunidade de criar por volta de 1895 a Lngua

    Brasileira de Sinais (LIBRAS), mistura da Lngua de Sinais Francesa com os sistemas de

    comunicao j usados pelos surdos das mais diversas localidades.

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    DEDO MDIO

    Sabemos das limitaes oramentrias pblicas. Sabemos do desconhecimento da Lei e

    do assunto pelo setor privado, pois algo que em geral fica restrito aos setores de

    recursos humanos das empresas, mas ao mesmo tempo precisamos defender a

    aplicao da Lei, o avano nos direitos aos surdos e sempre estamos a disposio para

    ensinar os caminhos.

    Para garantir o acesso aos servios municipais das pessoas com deficincia sensorial

    auditiva, acesso a trabalho, acesso comunicao no dia-a-dia, o correto seria a criao

    de uma Central de Intrpretes, no s de LIBRAS, mas tambm de BRAILE, j pensando

    na comunidade cega. Assim, em necessidades cotidianas bsicas de comunicao se

    faria a solicitao de um profissional dessa central.

    Mas essa uma meta futura e para alcan-la temos vrias etapas.

    A primeira etapa a retomada dos Cursos de Libras interrompidos. E no restringi-los

    somente aos funcionrios pblicos e educadores. Mas sim abr-los gratuitamente

    comunidade, aos familiares, aos amigos dos surdos.

    Tal qual sempre ocorreu, nesta etapa as escolas onde estudam alunos surdos podero

    gradativamente encontrar possibilidades, capacitar-se sempre e ter novos intrpretes

    para as atividades pedaggicas e cotidianas da escola, onde para o letramento inclusivo

    dos surdos fundamental o intrprete em auxlio ao professor, as famlias dos surdos

    podero ampliar suas formas de comunicao, os servios pblicos podero preparar-se,

    com novos profissionais aptos a falar com as mos e com os surdos. H vrios artigos

    sobre isso no Decreto 5.626/05. E mais importante: neste primeira etapa, surgem

    talentos. Revelam-se pessoas, dos mais diversos segmentos, com maior aptido gestual,

    e que, aos poucos, auxiliam a quebrar pr-conceitos. As idias pr-concebidas que tem

    origem colonial da necessidade de isolar surdos e fechar a eles novas possibilidades

    acabam por desaparecer da sociedade. E este trabalho sempre existiu, embora mais

    focado em educao e a necessidade ampli-lo.

    Algo importante que, alm de formas intrpretes para o dia a dia da escola, para

    auxiliar no letramento de crianas surdas, permitia subprojetos, como o ensino de

    LIBRAS por 20 minutos em sala onde h crianas surdas, incluindo a discente especial

    junto aos demais alunos de modo ldico, interativo, positivo.

    A segunda etapa a deste projeto. A volta ao setor privado. Retoma os cursos sob a

    perspectiva da empresa privada. Mostra a difuso da importncia da formao de

    profissionais aptos em LIBRAS nas empresas privadas. E encontros peridicos desses

    profissionais com a comunidade surda para integrao e uso cotidiano da LIBRAS. a

    integrao entre o mundo do trabalho e os surdos. Ainda que timidamente j existe. Em

    muitos segmentos, os surdos so valorizados por sua enorme capacidade de

    concentrao.

    Tambm com o tempo pode evoluir para h recursos informticos especiais, como

    software livre desenvolvido pela Universidade de So Paulo USP, que traduz o

    portugus falado ou escrito para LIBRAS e vice-versa. Isso seria difundido nas escolas,

    nos postos de sade, na segurana, sendo instrumento auxiliar de comunicao.

    Todos somos obras de um criador maior e no h explicao para este fenmeno

    humano.

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    No h palavras, no h sons que expliquem, no h nenhuma expresso idiomtica. Os

    surdos de nascena so seres humanos especiais e que precisam ser valorizados por

    serem capazes de concentrar-se e estarem frente de novos caminhos do pensamento

    humano. E no mundo do trabalho, precisam ser mais valorizados e para isso

    necessrio quebrar, alm de preconceitos, paradigmas, ou seja: reformular totalmente os

    padres a serem seguidos no mundo produtivo.

    A terceira etapa uma sociedade que respeita seus surdos, onde haja sempre ou na

    maior parte das vezes pessoas aptas a comunicar-se com os surdos nas atividades

    cotidianas. Para tanto, pode ser necessria mesmo a criao pelo setor pbico com o

    apoio da iniciativa privada de uma Central de Intrpretes, no s em Libras, mas

    tambm nas outras necessidades de comunicao especial. Para isso, a necessidade de

    serem percorridas as etapas 1 (pblica interrompida em 2013) e etapa 2, que a difuso

    da Libras na iniciativa privada, de que trata este projeto.

    DEDO ANELAR (SEU VIZINHO)

    Outras cidades avanam neste sentido, e nestas mesmas etapas. Mogi Mirim entrou para

    a histria como a cidade que deu um passo atrs (interrupo dos cursos) enquanto as

    outras cidades similares em porte e economia avanaram aos poucos. E o mais

    interessante que, em funo dos cursos feitos ao longo de muitos anos sem

    interrupo, a cidade e a comunidade surda estavam justamente aptas ampliao da

    Primeira Etapa descrita acima: cursos aos profissionais de educao, do servio pblico

    em geral, e abertos toda a sociedade.

    Nestas outras cidades, houve grande incremento incluso social dos surdos com a

    participao da iniciativa privada, patrocinando cursos ao mesmo tempo em que prepara

    seus profissionais para trabalhar com os surdos. o caminho que estamos trilhando em

    2013, onde no houve a compreenso bsica do tema pela nova gesto pblica, nada

    inovadora na questo dos surdos.

    DEDO MINDINNHO

    Assim, apresentamos nosso projeto, intitulado Multiplicando as Mos que Falam:

    Capacitao em Libras para Incluso Social e Produtiva das Vidas no Silncio na Cidade

    de Mogi Mirim SP.

    Como pode ser percebido, um projeto de custo baixo, apesar do grande impacto social,

    miditico, comercial, produtivo e inclusivo. Basicamente a remunerao dos

    professores e instrutores, que permitiro a capacitao de 200 pessoas por ano em

    LIBRAS, adaptando as empresas de Mogi Mirim aos ndices de profissionais aptos

    comunicao com os surdos indicados na legislao especfica.

    Entendemos que o setor pblico deve ter como sempre teve, os cursos prprios.

    Extensivos profissionais da Unio e do Estado, mas pilotados pela Prefeitura Municipal,

    como sempre foi, mas interrompido em 2013. Este projeto especfico volta-se ao setor

    privado, pois tambm ele deve preparar-se para a legislao federal, onde deve ter um

    percentual dos funcionrios preparados para comunicar-se, ainda que basicamente, em

    LIBRAS.

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    um projeto que tem em seu norte a divulgao da LIBRAS, a difuso do seu uso no

    mundo do trabalho, voltado a profissionais de empresas privadas, de modo que possam

    preparar-se para a Lei, melhorar os seus servios com mais qualidade no atendimento

    aos clientes.

    um projeto que faz a cidade, e a sociedade, dar um passo frente. Um projeto rumo a

    um mundo desenvolvido. Novos paradigmas. Novas frentes. Novas capacidades. Novos

    tempos.

    Projeto que mostra que Mogi Mirim uma cidade avanada, que respeita seus surdos,

    que respeita a diferena, e que conta para isso com as empresas privadas.

    1. Objetivos

    1.1 Objetivo Geral

    Capacitao e divulgao da Libras Lngua Brasileira de Sinais no setor privado e na

    sociedade. Capacitao profissional e de estabelecimentos para LIBRAS. Capacitao de

    pessoas para uma futura Central de Intrpretes

    1.2. Objetivo Especfico

    Estreitar a comunicao entre surdos e ouvintes. Mogi Mirim tem cerca de 2 % da

    populao surda que vai ao banco, usufrui do comrcio, da sade e outros benefcios

    pblicos e privados. Porm a comunicao entre surdos e ouvintes muito precria o

    que dificulta a melhora do atendimento estas pessoas portadoras de deficincia

    auditiva. Assim, cursos preparatrios de LIBRAS vo permitir a ateno aos surdos e

    seus familiares, fidelizando-os como clientes.

    Outra questo que as empresas devem ter no seu quadro de pessoal deficientes e a

    forma de preparar os demais profissionais para a comunicao interna. Devem-se

    capacitar o RH de empresas para destruir preconceitos e mudar paradigmas. Issdo far

    que haja at mesmo aumento de produtividade dada a enorme fora de concentrao

    do profissional surdo fazendo com que surdos consigam empregos melhores a partir do

    aprimoramento das tcnicas de comunicao e as empresas tenham novas

    possibilidades.

    Conscientizar as pessoas de situaes corriqueiras que os surdos vivem no dia a dia

    como uma simples consulta com o mdico, ingressar numa faculdade, arranjar emprego,

    chamar o servio de emergncia, comprar roupas, remdios, adquirir a carteira de

    habilitao, etc.

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    2. Justificativa

    A justificativa social. Existe necessidade de integrar a populao surda ao setor

    privado, quer como cliente, quer como trabalhadores.

    O resultado dessa integrao enriquecedor para ambos. Tanto as empresas ganham

    como tambm os surdos e suas famlias. um encontro necessrio, e desse encontro,

    surgem novas possibilidades.

    A justificativa legal que a Libras Lngua Brasileira de Sinais reconhecida como 2

    lngua oficial do Brasil conforme lei n 10.436/02 e decreto n 5.626/05, que tem

    dispositivos especficos tanto ao setor pblico como ao setor privado.

    No caso do setor privado, existe a necessidade de incluir surdos como profissionais,

    como tambm de ter um percentual mnimo de profissionais aptos a comunicao por

    LIBRAS, o que pode ser conseguido com cursos de curta durao e prtica e auto-

    aprejndizado permanente na convivncia com o profissional surdo, como j ocorre a

    dcadas no mundo desenvolvido.

    Inclusive temos uma lei municipal n 5.056/11 onde o Art. 9 diz: Promover gratuitamente

    e sucessivamente cursos sobre acessibilidade e curso de Linguagem Libras para todos

    os educadores e funcionrios pblicos da cidade. O Autor desta lei Lus Gustavo

    Antunes Stupp.

    2. Metas e Custos

    2.1) Capacitao Bsica em Libras e Comunicao com Surdos

    Meta: Capacitar pelo menos 120 pessoas por ano em pelo menos 4 turmas (mdulo de

    de 30 alunos), conforme a demanda.

    Disciplinas: Libras, Gramtica em Libras, parmetros e leis, Alfabetizao e Letramento,

    Classificadores, verbos, tempo, pronomes, sinais icnicos e no icnicos, construo

    hemagtica, sign writing, verbos direcionais e no direcionais

    Descrio do Mdulo

    Carga horria por mdulo: 180 (cento e oitenta horas)

    Horas-aula: 12 horas por semana

    Durao: 15 semanas

    Custo Hora Estimado: R$ 50,00

    Custo Mensal Estimado: R$ 2.400,00

    Cotas de Patrocnio: 4 cotas de R$ 600,00 mensais

    2.2) Formao de Intrpretes na empresa, futuros integrantes da Central de

    Intrpretes

    Capacitar ao menos 2 intrpretes por empresa apoiadora em LIBRAS mais avanado,

    permitindo a interao da empresa com a comunidade surda. Um mdulo por ano.

    Carga horria por mdulo: 360 (trezentos e sessenta horas)

    Horas-aula: 12 horas por semana (Turma de 20 pessoas)

    Durao: 30 semanas

    Custo Hora Estimado: R$ 50,00

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    Custo Mensal Estimado: R$ 2.400,00

    Cotas de Patrocnio: 4 cotas de R$ 600,00 mensais

    Cada empresa cotista ter direito a 5 vagas a seu critrio (20 pessoas).

    3.0) Metodologia

    Uso da dactilologia (soletarmento das palavras pelo alfabeto manual da LIBRAS),

    introduo Libras, ensino dos sinais visuais, transcrio da Libras para Portugus,

    vdeos e aulas com surdos, musicalidade, interpretao, expresso facial e corporal.

    Prezado Empresrio,

    Sabemos que o objetivo da empresa o foco na produo. E como lidamos com surdos,

    sabemos que manter o foco e a concentrao algo natural nos surdos a essncia

    para atingirmos metas.

    Mas em um tempo em que muitos Governos falham eliminando direitos sociais, mais do

    que nunca, como consumidores, como pessoas aptas a um bom trabalho produtivo e em

    especial como cidados, esperamos que a empresa tambm considere a sua

    responsabilidade social. E podemos conciliar interesses as empresas passam a atender

    a legislao federal ao mesmo tempo que contribuem para a multiplicao das mos que

    falam e dos olhos que escutam.

    Como podem ver o valor baixo, para algo de grande repercusso social e miditica.

    Assim sendo, contamos com vocs. Desde j ficamos disposio para apresentao

    pessoal no contato abaixo.

    Atenciosamente,

    ngela Bezerra Suassuna

    Contato

    ngela Bezerra Suassuna Tel. (19) 3806-5766 Cel. (19) 9366-2689

    E-mail: angelabsuassuna@hotmail.com

    Blog: www.angelalibras.blogspot.com.br

    Facebook: www.facebook.com/LibrasEuFaloComAsMaos

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