Projeto de Sistemas Prediais de Esgoto Sanitrio - ? Projeto de Sistemas Prediais de Esgoto ... Companhia

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    AULA 14

    Projeto de Sistemas Prediais de Esgoto Sanitrio

    Nos projetos de sistemas prediais de esgoto sanitrio vamos traar e dimensionar as tubulaes que vo desde os aparelhos sanitrios at o coletor pblico de esgoto. Um bom projeto de esgoto deve:

    A - Permitir o rpido escoamento do esgoto para fora do ambiente e para fora da edificao e no permitir o seu refluxo.

    O escoamento do esgoto ocorre sob regime de conduto livre, ou seja, a presso interna (Pi) da tubulao deve ser igual a presso da atmosfera. O escoamento se d pela declividade do tubo (i em %), pela ao da gravidade. Portanto os aparelhos sanitrios esto a montante e o coletor pblico deve estar a jusante, caso contrrio no haver escoamento.

    Para facilitar o escoamento e para que se possa direcionar o fluxo do esgoto, deve-se utilizar junes e curvas de 45o. As curvas de 90o devem ser utilizadas somente na transio da vertical para a horizontal (vide o corte longitudinal acima)

    B - No permitir que os gases da decomposio do esgoto provenientes da fossa ou coletor pblico entrem no ambiente e na edificao.

    Esse um dos grandes problemas nas instalaes. Se o projeto no feito de forma correta, os gases podem entrar no ambiente. Para evitar a entrada desses gases devem ser instalados os

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    chamados desconectores separando o esgoto que possui gases, chamado de esgoto primrio, do esgoto livre de gases da decomposio que se chama esgoto secundrio.

    B.1. Desconectores

    Os desconectores esto presentes em alguns aparelhos sanitrios, tais como bacias sanitrias, caixas sifonadas e sifes de pias de lavatrios e de cozinhas:

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    A lmina d'gua (selo hdrico) presente nesses aparelhos impede a entrada dos gases do esgoto e consequentemente o mau cheiro.

    Porm, alm da colocao dos desconectores, deve-se garantir que a presso interna do tubo seja igual a presso atmosfrica. Se a presso interna no for igual a presso atmosfrica, o escoamento

    deixa de ser livre e passa a ser forado. Se existir suco a montante do escoamento do esgoto, pode haver o que chamamos de quebra do selo hdrico. A presso do escoamento faz a suco da

    gua do desconector permitindo a entrada dos gases no ambiente:

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    Para evitar a suco da gua do desconector devemos garantir que a presso interna do tubo seja sempre igual a presso atmosfrica. Para manter a presso interna igual a presso atmosfrica necessrio acoplar ao tubo de escoamento um tubo ventilador, um tubo aberto atmosfera.

    B.2. Exemplo de escoamento de esgoto em um banheiro

    A caixa sifonada (CS) alm de ser um desconector tambm funciona como uma caixa de passagem de guas servidas oriundas de outros equipamentos do banheiro. prtica comum ligar o esgoto dos ralos secos (RS), dos lavatrios, das banheiras e dos bids a uma caixa sifonada (desconector) para da ligar a sua sada na tubulao primria do ambiente.

    No exemplo a seguir os ramais de descarga do esgoto do ralo (RS) do chuveiro e do lavatrio passam pela caixa sifonada (CS) e so direcionados para uma tubulao primria onde se juntam com o esgoto da bacia sanitria. O ramal de esgoto ento direcionado para fora do ambiente. Para que o desconector no seja rompido, existe uma tubulao de ventilao prxima da sada da caixa sifonada.

    O projeto foi desenhado de forma unifilar. Em um esquema unifilar, as linhas contnuas representam uma tubulao primrias, as linhas tracejadas so as tubulaes secundrias e as linhas pontilhadas so da tubulao de ventilao.

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    Em edifcios residenciais as guas residurias dos ramais de esgoto, que so tubulaes horizontais, so direcionadas para uma tubulao vertical, chamada de tubo de queda (TQ). O tubo de queda deve passar dentro de um shaft para facilitar a sua futura manuteno. Ao lado do tubo de queda existe um tubo (TV) responsvel pela ventilao do ramal da caixa sifonada. O

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    prolongamento do tubo de queda (TQ) acima do ltimo andar tambm responsvel pela ventilao da tubulao primria (VP)

    C - Permitir um fcil acesso s suas tubulaes em uma futura manuteno

    Como qualquer sistema predial, no decorrer do tempo o sistema de esgoto vai necessitar de manuteno. As tubulaes de esgoto no podem passar por dentro de elementos estruturais, tais como lajes, pilares e vigas pois inviabiliza a sua manuteno. Na forma tradicional de instalao, as tubulaes horizontais passam sob a laje e as verticais (em edifcios) em shafts.

    foto de instalao de esgoto em edifcio comercial

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    No entanto, temos assim alguns problemas. Existe a necessidade de colocao de um forro no piso inferior e em caso de manuteno o acesso instalao tambm s ser possvel atravs desse ambiente.

    foto de instalao aparente - Escola Panamericana de Arte

    Um outra opo deix-la aparente como na foto acima. O que no mais recomendvel a utilizao de lajes rebaixadas, pois em caso de vazamento da instalao de esgoto, a manuteno exigir a quebra do piso. Alm disso, qualquer vazamento s ser detectado quando surgirem manchas na laje e nas paredes resultado da infiltrao das guas residurias.

    C.1. - Novas alternativas:

    A. Bacias Sanitrias de Sada Horizontal

    As bacias com sada horizontal direcionam o esgoto para trs, na horizontal, permitindo o seu escoamento diretamente para o shaft ou para uma tubulao vertical evitando a passagem da tubulao por baixo da laje. A bacia suspensa com sada horizontal permite uma melhor limpeza do banheiro uma vez que ela no entra em contato com o piso.

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    B. Piso Box

    A utilizao do piso box tem a mesma finalidade. A instalao do piso box feita sobre a laje e a sada do esgoto da caixa sifonada horizontal. No h a passagem de tubulao pelo lado de baixo da laje e no h a necessidade de impermeabilizao do piso. Porm a rea do piso do box ficar um pouco mais elevada e no h a alternativa de se instalar outro ralo no ambiente.

    C. Painel de inspeo e manuteno do shaft

    Em edifcios residenciais o tubo de queda deve passar dentro de um shaft para facilitar a sua manuteno. O acesso ao shaft pode ser facilitado com a instalao de painis removveis.

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    Os painis servem como acesso e ao mesmo tempo podem servem como saboneteira e porta shampoo. Alguns modelos possuem parafusos, outros possuem at dobradias para facilitar o acesso.

    A Coleta do esgoto em residncias:

    Os ramais de esgoto dos ambientes devem ser direcionados para fora da residncia. O ramal de esgoto da cozinha no pode ser ligado diretamente aos sub-coletores. As guas residurias da cozinha possuem leo e gordura que podem entupir as tubulaes.

    Esses leos e gorduras no podem ser lanados no sistema de esgoto e devem ser retidos no que chamamos de caixa de gordura (CG). As caixas de gordura podem ser moldadas in loco ou adquiridas prontas no mercado.

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    caixa de gordura moldada in loco - fonte: COPASA - www.copasa.com.br

    Companhia de Saneamento de Minas Gerais

    Os ramais de esgoto podem se juntar em caixas de passagem antes de se dirigirem para o coletor predial. Essas caixas tambm podem ser feitas no local ou compradas prontas. So pontos de acesso para permitir a inspeo, limpeza e desobstruo da tubulao.

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    Junto ao limite do terreno ainda fazemos uma ltima caixa de inspeo antes de lanar o esgoto no coletor pblico.

    A coleta de esgotos em edifcios

    Em edifcios, normalmente os tubos de queda correm at o teto do subsolo onde fazem a transio para a tubulao horizontal dos sub-coletores. Dos sub-coletores caminham at uma caixa de inspeo (CI) e da caixa de inspeo at o coletor predial.

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