projeto de pesquisa i. identificaÇÃo do proj .projeto de pesquisa i. identificaÇÃo do projeto

Download PROJETO DE PESQUISA I. IDENTIFICAÇÃO DO PROJ .projeto de pesquisa i. identificaÇÃo do projeto

Post on 09-Nov-2018

217 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • PPRROOJJEETTOODDEEPPEESSQQUUIISSAA

    II.. IIDDEENNTTIIFFIICCAAOODDOOPPRROOJJEETTOO

    PROGRAMA:

    DDIIRREEIITTOOSSHHUUMMAANNOOSSEEQQUUEESSTTEESSDDEEGGNNEERROO

    TTULODOPROJETO:

    MMUULLHHEERREESSPPRRIIVVAADDAASSDDEELLIIBBEERRDDAADDEENNOOEESSTTAADDOODDOOPPAARREEOOSSDDIIRREEIITTOOSSHHUUMMAANNOOSS..

    GRANDEREADECONHECIMENTO:6.00.00.007CINCIASSOCIAISAPLICADA

    READECONHECIMENTO:6.01.00.001DIREITO

    SUBREA:6.01.02.020DIREITOPENAL

    INSTITUIO:UNIVERSIDADEFEDERALDOPAR

    INSTITUTO:INSTITUTODECINCIASJURDICAS

    UNIDADEEXECUTORA:FACULDADEDEDIREITO

    ENDEREO:RuaAugustoCorra,1.CampusUniversitriodoGuam.Belm.Par.66075900.Fone:32017305.

    COORDENADORDOPROJETO:JORGEAUGUSTODEMEDEIROSPINHEIRO.Jorgepinheiro44@gmail.com_____________________________________________________________________________________________________OUTRASINSTITUIESPARTICIPANTESUNIVERSIDADNACIONALDEBUENOSAIRESBuenosAiresCapitalFederalArgentinaUNIVERSIDADDECIENCIASEMPRESARIALESYSOCIALESBuenosAiresCapitalFederalArgentinaUNIVERSIDADDELSALVADORBuenosAiresCapitalFederalArgentinaUNIVERSIDADNACIONALDELAPAMPASantaRosaLaPampaArgentinaFACULDADIPIRANGABelmParBrasil.

  • EEQQUUIIPPEEDDOOPPRROOJJEETTOO

    MMaattrrccuullaa NNoommeeccoommpplleettoo TTiippoo**FFoorrmmaaoo

    TTiittuullaaoommxxiimmaa

    UUnniivveerrssiiddaaddeeFFuunnoonnoopprroojjeettoo****

    CCaarrggaahhoorrrriiaannoopprroojjeettoo

    JJoorrggeeAAuugguussttooddeeMMeeddeeiirroossPPiinnhheeiirroo PPEE DDiirreeiittoo DDRR IICCJJUUFFPPAA CCDD 2200

    FFrraanncciinneetteeMMaarriiaaHHoouunnsseellllAAllmmeeiiddaa TTAA PPssiiccoollooggiiaa LLiicc.. PPRROOEEGG CCLL 2200

    AAllffrreeddooSSoottoo PPPPEE DDiirreeiittoo DDRR UUBBAA//UUCCEESS CCLL\\CCSS

    CClluuddiiaaMMoossccaattoo PPPPEE DDiirreeiittoo DDRR UUBBAA//UUSSAALL CCLL

    RRiiccaarrddooPPeerreeiirraa PPPPEE PPeeddaaggooggiiaa MMss FFII CCLL 2200

    TThhiiaaggooCCoossttaa PPPP PPssiiccoollooggiiaa DDrr UUFFPPAA CCLL 1100

    HHeelliiooLLuuiizzMMoorreeiirraa CCLL SSoocciioollooggiiaaDDiirreeiittoo

    DDrr UUFFPPAA CCLL 2200

    RRaauullZZaaffffaarroonnii PPPPEE DDiirreeiittoo DDrr UUBBAA CCSS

    MMaarriiaaddaassGGrraaaassddaaSSiillvvaaPPeennaa TTAA BBiibblliiootteeccoonnoommiiaa EEsspp.. UUFFPPAA CCLL 1100

    AAnnddrrMMoonntteeiirroo TTAA AArrtteessVViissuuaaiiss LLiicc.. FFII CCLL 2200

    AAlluuiizziiooMMaarriinnhhooBBaarrrroossFFiillhhoo TTAA PPrroocceessssaammeennttooddeeDDaaddooss

    LLiicc.. UUFFPPAA CCLL 1100

    SSoolleeddaaddNNiieevveess PPPPEE DDiirreeiittoo LLiicc.. UUNNLLPP CCLL

  • PPRROOJJEETTOODDEEPPEESSQQUUIISSAA

    IIII IINNTTRROODDUUOO

    Estegrupodepesquisadores,envolvendodoispases,ArgentinaeBrasiltemaintenodedarcontinuidadeaseustrabalhosdesenvolvidosnareadoDireitoedasCinciasPenitencirias,destavezdeformacompartilhadaecomparada,incorporandonovosespecialistasetcnicosparatrabalharemdeformaconjuntaemvriosprojetosdepesquisaemambospases.

    Aidia,apartirdasteses,dissertaes,monografias,trabalhoseexperincianareafoiade construir um programa de pesquisa que denominamos Direitos Humanos e questes degnero, atravs desse programa os pesquisadores e especialistas envolvidos abrigaro seusprojetos, assim comodaro aoportunidadeparaquenovosespecialistasou grupospossam seincorporaraoprogramaatravsdenovosprojetosdepesquisaligadosaotemacentral.

    O projeto que agora apresentamos Mulheres privadas de liberdade e os direitoshumanosaprimeirapernadesseprograma,ondecientesdapobrezadeinformaesconfiveisparadesenvolvermosestratgiasepolticaspblicasparaumapopulaovulnervel,tentamosemumaprimeiraetapadescobrirquemsoessasmulhereseondeelasesto,ousejatraarumperfildessapopulaoatravsdacoletadedadosinlocoesistematizaressesdadosdeformaconfivelparaquepossamosestatisticamentetrabalharasvariveispertinentesaoreferidoprojeto.

    Aspesquisasrealizadasnocampodascinciassociais,referenteaquestesprisionais,tem

    tomadocomoobjetodeestudo,emgeral,aproblemticadosistemapenal,emparticular,oque

    se refere a abordagem quantitativa e anlises limitadas que tentam refletir incremento ou

    estabilidadeapopulaoencarcerada.

    Quando estes trabalhos so fontes para elaborao de polticas de interveno em

    matria de prises, determinam desde cedo a pobreza de dados e informaes referente

    populaoprivadadeliberdade,emgeral,apresentammaisinformaesparaaprojeodenovas

    construesdepresdios.Emmuitasocasiesadiscussosobrepolticaspenitenciriasgiramem

    tornodotemaaumentodevagasdisponveis,ouseja,acriaodenovospresdioseaescolha

    deumououtromodelode construoque sejamais viveleconomicamente.Estasdiscusses

    omitemacomplexidadedotemacarcerrio,eofatodapermanentevulnerabilidadedosdireitos

    humanosdaspessoasprivadasdeliberdade,fatoquedeveriaseroeixoprincipaldasintervenes

    nestarea.

  • 55

    Diante deste cenrio considerouse indispensvel avanarmos na produo de

    informaes sobre a temtica penitenciria e especialmente sobre a situao de mulheres

    privadas de liberdade em penitencirias e em unidades da Secretaria de Segurana Pblica de

    nosso Estado. Para isso, necessitamos realizar um estudo qualitativo e quantitativo que gere

    conhecimentos que possibilitem analises de certa complexidade, no s a partir de uma

    perspectivaquantitativamasfundamentalmentequalitativa.

    simples constatar as referidas condies de vulnerabilidade deste grupo, quando

    percebemos que a maioria dos diferentes setores sociais no representam a populao

    carcerria femininaem seu imaginrio.Essapopulao seencontradealguma forma invisvel.

    Estainvisibilidadedasmulheresencarceradasdeterminaqueelasjuntamentecomsuasquestes

    degnero sejam incorporadasde forma insuficientenasagendasdepolticaspenaisepolticas

    pblicasaumentandosuasfragilidades.

    Dessa forma,procuramoscomearporconheceressapopulao,atravsdaquantidade

    demulheresemsituaodeprivaodeliberdadenoEstadodoPar.Suaidade,perfilpsicoscio

    econmico e cultural, condies de vida extramuro e intramuro, tempo de proceso, tipo de

    delito,tempodecondenao,situaofamiliarantesedepoisdaprisoeoutrosdadossobreessa

    populao que devero fazer parte do protocolo a ser desenhado e utilizado com a referida

    populao,afimderecolherasinformaespertinentesaoestudo.

    Esta escolha inicial foi fruto da constatao, atravs de outros estudos realizados por

    algunsestudiososdotemaenvolvidosnestapesquisa,dequeapopulaodemulheresprivadas

    de liberdade pertencem a um grupo vulnervel tanto no espao social extramuro como intra

    muro.Logo,seconsiderouindispensvel,umaabordagemsobreasituaocarcerriadestegrupo,

    com a finalidade de conseguir informaes confiveis que nos permitam conhecer as

    caractersticasdessegrupovulnerveleapontarferramentasparaaelaboraodeestratgiasque

    tendamadiminuiroueliminaras condiesdevulnerabilidadedestasmulheresencarceradase

    promoverasensibilizaosocialsobreaparticularidadedasituao,umavezqueestasmulheres

    devero,emumcertotempo,retornarsociedadereabilitadas.

    Quandopensamoserefletimossobrenovaspropostasemtornodotemadareinsero

    desujeitosquetenhamseenvolvidocomdelitos,temosconscinciaplenadacomplexidadedas

    variveisenvolvidas.

  • 66

    Temos a certeza que qualquer programa ou projeto voltado para a reinsero,

    rehabilitaoou reeducaonecessitadeum conhecimentoprofundoebem fundamentadoda

    populaoaserestudada,assimcomo,asmltiplascausasvinculadas transgressoda lei,das

    caractersticasdoentorno sociocultural,das condieseconmicasedomomentohistricoem

    quequeremosoperar,entretantasoutrasquestes.

    inegvelqueaspesquisasnasdiferentesreasqueenvolvemotemadeveriamconduzir

    aconstruodenovosparadigmasaplicveisrealidadeconcretaemquedevemosoperar,no

    deixandodepriorizarapreveno, tambm, comouma formade reinserodo sujeitoem sua

    sociedade.

    Poressarazoesseprojetopassarporduasetapas:aprimeirabuscandodescobrirQuem

    soessasmulheres,ondeelasestoeoquepensam?.Emumasegundaetapadiantedomapa

    desenhadoatravsdas informaescoletadas, jcomumperfiltraadodessapopulao,Oque

    fazer com elas?. Buscar programas de extenso atravs da formao e capacitao, projetos,

    convnios e parcerias. Traar polticas pblicas que sejam capazes deminimizar a reincidncia

    dessamulherprivadade liberdade.Produzir cientificamente trabalhos,discussese seminrios,

    envolvendo instituiesacadmicas,atravsdosalunosdoscursosdegraduao,especializao,

    mestradoedoutorado,criandomassacrticanaregiosobreotema.

  • 77

    IIII.. JJUUSSTTIIFFIICCAATTIIVVAA

    Osistemapenalnoseutratamentoasmulheresumreflexodaposiodesignada

    aelaspelasociedadeocidentalqueconcedeuaohomemoespaopblicoeparaamulher

    o limitadoespaoprivado representadona famliaeno lar. SegundoDIAS (2004,p.34)

    essaduplicidadeacarretouaformaodedoismundossendoumdedominaoexterna

    produtor e o outro interno de submisso reprodutor, produzindo esteretipos

    associados aos papis ideais do homem provedor da famlia e damulher cuidando da

    famliaedolar.

    Infelizmente,o sistema temuma gnesemasculina eosquenopossuem esse

    perfil tem suasnecessidadesadaptadasaosmodelos.Ao longodahistoriaamulher foi

    tratadadentrodeumsistemadedesigualdades,desvalorizaoeexclusosempreligada

    a sua condio sexual e biolgica. Excluso nascida na sociedade patriarcal, que

    hierarquiza as relaes entre homens e mulheres, constri desigualdades e reprime

    condutas. A mulher era designado o papel da beleza, da pureza, da maternidade,

    procriadoradosfilhoseguardidolar.

    O sistema prisional brasileiro uma soma de prises, xadrezes, delegacias,

    penitencirias, albergados e centros de recuperao, todas podem ser chamadas de

    prisese todas,possuematrsdeseusmurososmesmosproblemasdeestrutura:a)a

    superpopulao redundando no alojamento subhumano