Projeto de lei nº 19.552 2011

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<ol><li> 1. PROJETO DE LEI N 19.552/2011 Altera a Lei n 10.431, de 20 de dezembro de 2006, que dispe sobre a Poltica Estadual de Meio Ambiente e de Proteo a Biodiversidade, a Lei n 11.612, de 08 de outubro de 2009, que dispe sobre a Poltica Estadual de Recursos Hdricos e a Lei n 11.051, de 06 de junho de 2008, que Reestrutura o Grupo Ocupacional Fiscalizao e Regulao.O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, fao saber que a AssembliaLegislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1 - A Poltica Estadual de Meio Ambiente e de Proteo daBiodiversidade, e a Poltica Estadual de Recursos Hdricos devero ser implementadas deforma harmnica e integradas, inclusive com a compatibilizao de seus instrumentos eplanos, observada a legislao federal e estadual aplicvel.Art. 2 - Ficam acrescidos Lei n 10.431, de 20 de dezembro de 2006, osdispositivos abaixo relacionados:Art. 9-A - O Plano Estadual de Meio Ambiente - PEMA definir osmecanismos institucionais necessrios gesto integrada e sustentvel domeio ambiente, tendo como objetivos gerais:I - desenvolver mecanismos de integrao das polticas ambientais com aspolticas econmicas e sociais;II - desenvolver diretrizes para a elaborao e estruturao de polticasvoltadas gesto sustentvel dos biomas baianos;III - desenvolver diretrizes para estabelecer parmetros de qualidadeambiental.Art. 9-B - O Plano Estadual de Proteo da Biodiversidade - PEPB tempor fundamento a preveno e combate s causas da reduo ou perda dadiversidade biolgica, observando, prioritariamente, a conservao dadiversidade biolgica dos ecossistemas e dos habitats naturais, bem comoa manuteno e recuperao de populaes viveis de espcies no seumeio natural.Art. 9-C - O PEPB tem por objetivos:I - adotar estratgias que garantam a perpetuidade do seu patrimniogentico e a repartio equitativa dos benefcios derivados da suautilizao e dos conhecimentos tradicionais a eles associados;II - propor medidas que garantam o acesso adequado aos recursosgenticos e transferncia de tecnologias pertinentes, levando em contatodos os direitos sobre tais recursos e tecnologias, e mediante </li><li> 2. financiamento adequado;III - identificar espcies ameaadas de extino no Estado da Bahia;IV - identificar componentes da diversidade biolgica importantes parasua conservao e sua utilizao sustentvel;V - propor programas de conservao de espcies ameaadas de extinono territrio baiano;VI - propor programas para preveno, controle ou erradicao deespcies exticas invasoras que ameacem os ecossistemas, habitats ouespcies no territrio baiano;VII - propor indicadores de perda e incremento da cobertura vegetal noEstado da Bahia;VIII - propor estratgias e mecanismos para recuperao de ecossistemasdegradados;IX - estimular a cooperao entre as autoridades governamentais e o setorprivado na elaborao de mtodos de utilizao sustentvel de recursosambientais;X - promover e estimular pesquisas que contribuam para a conservao ea utilizao sustentvel da biodiversidade.Art. 9-D - O Plano Estadual de Unidades de Conservao - PEUC tempor objetivos:I - propor estratgias para o mapeamento de reas prioritrias paraconservao;II - estabelecer diretrizes para a criao de novas unidades deconservao;III - estimular a criao de Reserva Particular do Patrimnio Natural;IV - definir critrios e procedimentos para a elaborao, reviso eimplementao dos Planos de Manejo;V - propor diretrizes para a formao, renovao e funcionamento dosconselhos gestores;VI estabelecer diretrizes para a implementao de projetossocioambientais que tenham como orientao a gerao de emprego erenda dentro e no entorno das unidades de conservao;VII - propor estratgias de comunicao e divulgao das unidades deconservao;VIII- apresentar propostas para utilizao dos recursos da CompensaoAmbiental.Art. 9-E - O PEUC estabelece objetivos, estratgias e metas paracriao, gesto e manejo integrado das Unidades de Conservao doEstado da Bahia.Art. 22-A - O rgo executor da Poltica Estadual de Meio Ambientedever monitorar a qualidade do ambiente para subsidiar as aes degesto e de controle ambiental, bem como prestar informaes sociedade.Art. 22-B - O rgo executor da Poltica Estadual de Meio Ambiente </li><li> 3. estabelecer programa de monitoramento ambiental dentro de umaestratgia de gesto ambiental integrada, de modo compatvel com osPlanos Estaduais.1 - Os dados de monitoramento devero ser usados prioritariamente paraas seguintes finalidades:I - desenvolver e aperfeioar padres estaduais de qualidade ambiental;II - orientar a disposio de cargas de efluentes e poluentes no meioambiente;III - identificar a quantidade e qualidade das guas e dos ambientesaquticos;IV - estabelecer as prioridades do controle ambiental do meio fsico ebiolgico;V - avaliar a eficcia dos padres e o estabelecimento de suas quantidadesmximas totais dirias para lanamento no meio ambiente;VI - informar ao pblico sobre a qualidade ambiental;VII - subsidiar os atos de regulao ambiental e para a fiscalizao deempreendimentos e/ou atividades potencialmente poluidoras;VIII - atualizar inventrio e o mapeamento da cobertura vegetal.2 - Os dados de monitoramento ambiental devero ser integrados,georreferenciados e armazenados no SEIA.Art. 22-C - O programa de monitoramento considerar os padres dequalidade, conforme estabelecidos em regulamento.Art.53-A - Esto dispensadas de licenciamento ambiental as intervenesem reas de preservao permanente e reserva legal para fins deenriquecimento e restaurao ambiental com espcies nativas, na formaindicada em regulamento.Art. 53-B - O regulamento definir quais os atos expedidos no mbito dolicenciamento ambiental devero ser resumidamente publicados no DirioOficial do Estado, s expensas do interessado, e/ou na pgina eletrnicado SEIA.Art. 53 - C - O licenciamento ambiental, a ser realizado em processonico, compreende, alm da avaliao de impactos ambientais, a outorgade direito de uso de recursos hdricos, a supresso de vegetao, aanuncia do rgo gestor da unidade de conservao e demais atosassociados, conforme o disposto em regulamento.Pargrafo nico - O regulamento estabelecer prazos e procedimentos, edisciplinar acerca da manifestao de outros rgos da AdministraoPblica envolvidos no processo de licenciamento ambiental.Art. 70 - A - Consideram-se instrumentos de conservao ex-situ:I - Jardins Zoolgicos: reas fechadas, pblicas ou privadas, destinadas a </li><li> 4. abrigar qualquer coleo de animais silvestres mantidos vivos emcativeiro ou em semiliberdade e expostos visitao pblica;II - Jardins Botnicos: reas fechadas, pblicas ou privadas, destinadas aoplantio e ao abrigo de colees documentadas de plantas vivas nativas ouexticas, com fins preservacionistas, onde sejam desenvolvidas aesvoltadas conservao, exposio, instruo cientfica e educaoambiental aos seus visitantes;III - Hortos Florestais: reas pblicas, destinadas preservao de matanativa em centros urbanos ou perifricos, ou prximos destes, marcadospor significativo ndice de arborizao, onde sejam desenvolvidas aesvoltadas conservao, ao estudo de essncias florestais nativas eexticas, manuteno de sementeiras e estufas e utilizao efornecimento de mudas para replantio;IV - Jardins Zoobotnicos ou Parques Zoobotnicos: reas comcaractersticas definidas nos incisos I, II e III deste artigo.Art. 73 - A - O Sistema Estadual de unidades de conservao - SEUC constitudo pelo conjunto das unidades de conservao estaduais emunicipais, em consonncia com o Sistema Nacional de Unidades deConservao, de acordo com o disposto nesta Lei.Art. 109 - A - A compensao de reserva legal, respeitada a legislaovigente, somente poder ser feita na mesma bacia hidrogrfica e mesmobioma.1 - A compensao de reserva legal observar o disposto nosinstrumentos de planejamento ambiental e ordenamento territorialindicados em regulamento.2 - A compensao de reserva legal poder ser realizada em reagravada como Reserva Particular do Patrimnio Natural.Art. 119 - A - O reconhecimento da estimativa volumtrica de produo,na forma de crdito de volume florestal, e a sua transferncia, seroobjetos de regulamentao.Art. 120-A - O manejo e uso sustentvel de florestas nativas em reas depopulaes tradicionais e assentamentos rurais de reforma agrria eagricultura familiar podero ter programas especficos a seremregulamentados.Art. 129-A - As pessoas fsicas ou jurdicas que utilizarem os Crditos deVolume Florestal para cumprimento da reposio florestal deverodirecionar seu abastecimento futuro ao consumo ou utilizao de produtosprovenientes de florestas de produo, preferencialmente, aquelasvinculadas reposio florestal.Art. 129-B - Na hiptese de transferncia total ou parcial de titularidade </li><li> 5. do imvel rural, no qual tenha havido vinculao de reas reposioflorestal mediante Crdito de Volume Florestal, os sucessorespermanecero responsveis pela manuteno da formao florestal, at oalcance do volume vinculado.Art. 129-C - As reas de plantio vinculadas reposio florestalmediante Crdito de Volume Florestal podero ter este vnculo cancelado,conforme definio em regulamento.Art. 144-A - vedada, na forma do disposto em regulamento, aintroduo de espcies exticas da fauna e flora do Estado da Bahia, semprvia e expressa regulao do rgo estadual competente.Art. 162-A - O atendimento ao disposto neste Captulo ser efetivado emconsonncia com a legislao de responsabilidade fiscal, bem como comas diretrizes e objetivos do respectivo Plano Plurianual, as metas e asprioridades fixadas pelas Leis de Diretrizes Oramentrias e no limite dasdisponibilidades propiciadas pelas Leis Oramentrias Anuais.Art. 175-A - So autoridades competentes para lavrar auto de infraoambiental e instaurar processo administrativo, os funcionrios de rgosambientais integrantes do Sistema Estadual de Meio Ambiente - SISEMAe do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hdricos - SEGREH,designados para as atividades de fiscalizao.Pargrafo nico - Os rgos executores da Poltica Estadual de MeioAmbiente, integrantes do Sistema Estadual de Meio Ambiente - SISEMAe do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hdricos - SEGREH poderofirmar convnios com a Polcia Militar da Bahia para o exerccio do poderde polcia administrativo ambiental.Art. 176-A - No exerccio de suas atividades, os agentes podero:I - colher amostras necessrias para anlises tcnicas de controle;II - proceder s inspees e visitas de rotina, bem como apurao deirregularidades e infraes;III - verificar a observncia das normas e padres ambientais vigentes;IV - lavrar autos;V - praticar todos os atos necessrios ao bom desempenho da vigilnciaambiental no Estado.Art. 207-A - Fica prorrogado, em carter excepcional, o mandato dosmembros do Conselho Estadual do Meio Ambiente - CEPRAM, comefeitos retroativos a 10 de junho de 2011, devendo a Secretaria do MeioAmbiente do Estado da Bahia, no prazo de 60 (sessenta) dias, contados apartir da data da publicao desta Lei, adotar as providncias necessrias concluso do processo de sucesso ou reconduo dos conselheiros,observado o disposto no art. 149 da Lei Estadual n 10.431, de 20 dedezembro de 2006. </li><li> 6. Art. 3 - Os dispositivos da Lei n 10.431, de 20 de dezembro de 2006, abaixoindicados, passam a vigorar com a seguinte redao: Art.3- ........................................................................................................ I - melhorar a qualidade de vida, considerando as limitaes e as vulnerabilidades dos ecossistemas; II - compatibilizar o desenvolvimento socioeconmico com a garantia da qualidade de vida das pessoas, do meio ambiente e do equilbrio ecolgico e da proteo do sistema climtico; III - otimizar o uso de energia, bens ambientais e insumos, visando economia dos recursos naturas e reduo da gerao de resduos lquidos, slidos e gasosos; IV - promover o desenvolvimento sustentvel; V - promover e disseminar o conhecimento como garantia da qualidade ambiental; VI - garantir a perpetuidade da biodiversidade e de seu patrimnio gentico e a repartio equitativa dos benefcios derivados da sua utilizao e dos conhecimentos tradicionais a eles associados; VII - assegurar a equidade e a justa distribuio de nus e benefcios pelo uso do meio ambiente e da biodiversidade; VIII - assegurar a preveno e a defesa contra eventos crticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos ambientais; IX - garantir a repartio de benefcios pelo uso da biodiversidade e promover a incluso social e gerao de renda. Art.4- ................................................................................................... ................................................................................................................. II - o uso sustentvel dos recursos ambientais, o desenvolvimento de pesquisas, a inovao tecnolgica ambiental e a busca da eco-eficincia; III - a orientao do processo de ordenamento territorial, com respeito s formas tradicionais de organizao social e suas tcnicas de manejo, bem como as reas de vulnerabilidade e a necessidade de racionalizao do uso dos recursos naturais; IV - a articulao e a integrao entre os entes federados e os diversos rgos da estrutura administrativa do Estado; V - o estabelecimento de mecanismos de preveno de danos ambientais e de responsabilidade socioambiental pelos empreendedores, pblicos e privados, e o fortalecimento do autocontrole nos empreendimentos e atividades com potencial de impacto ambiental; VI - o estmulo incorporao da varivel ambiental nas polticas setoriais de governo e pelo setor privado; VII - o incentivo e o apoio organizao de entidades da sociedade civil, com ateno especial participao dos povos e comunidades tradicionais e dos segmentos sociais vulnerveis, assegurando o controle social na gesto; VIII - o fortalecimento da poltica de educao ambiental; IX - a integrao da gesto de meio ambiente e da biodiversidade com as </li><li> 7. polticas pblicas federais, estaduais e municipais de sade, saneamento,habitao, uso do solo e desenvolvimento urbano e regional e outras derelevante interesse social;X - a maximizao dos benefcios sociais e econmicos resultantes doaproveitamento mltiplo e integrado do meio ambiente, da biodiversidadee dos recursos hdricos;XI - a utilizao de instrumentos econmicos e tributrios de estmulo aouso racional e a conservao do meio ambiente e da biodiversidade;XII - o fortalecimento da gesto ambiental municipal.Art. 6 - So instrumentos da Poltica Estadual de Meio Ambiente e deProteo da Biodiversidade:I - os Planos Estaduais de Meio Ambiente, de Mudanas do Clima, deProteo da Biodiversidade e de Unidades de Conservao;II - o Sistema Estadual de Informaes Ambientais e de Recursos Hdricos- SEIA;...................................................................................................................IV - a Avaliao e Monitoramento da Qualidade Ambiental;...................................................................................................................X - o Licenciamento Ambiental, que compreende as licenas e asautorizaes ambientais, dentre outros atos emitidos pelos rgosexecutores do SISEMA;.........................................................................................</li></ol>