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PROGRAMA DE MICROECONOMIA Mercados: rea geograficamente definida onde compradores e vendedores interagem e determinam o preo de um produto ou de um conjunto de produtos. Os parmetros do mercado devem ser determinados antes que ele possa ser analisado. Arbitragem: Comprar um produto a baixo preo em uma localidade e vend-lo a um preo alto em outro lugar. Mercados Competitivos versus Mercados No-competitivos. Mercados Competitivos: Devido ao grande nmero de compradores e vendedores, nenhum comprador ou vendedor pode, individualmente, influenciar o preo de um produto. Exemplo: Maioria dos mercados agrcolas Mercados No-competitivos: Mercados onde os produtores podem, individualmente, influenciar o preo. Exemplo: OPEP Preo de Mercado Mercados competitivos estabelecem um nico preo. Mercados no-competitivos podem estabelecer vrios preos para o mesmo produto.

Teoria EconmicaO estudo da Teoria Econmica se divide em duas grandes reas: Teoria Microeconmica e a Teoria Macroeconmica. A Microeconomia preocupa-se em explicar o comportamento econmico unidades individuais, sejam elas representadas pelas famlias, pelas empresas ou pelos proprietrios dos fatores produtivos. A Microeconomia estuda a interao entre as empresas e consumidores e a maneira pela qual a produo e o preo so determinados em mercados especficos. A Macroeconomia estuda o comportamento da economia como um todo. Ela estuda o que determina e o que modifica o comportamento de variveis agregadas tais como a produo total de bens e servios, as taxas de inflao e desemprego, o volume total de poupana, as despesas totais de consumo, investimento etc. Apesar das diferenas apontadas no existe, em princpio, nenhum conflito entre a micro e a macroeconomia, uma vez que o agregado da economia dado pela soma de seus mercados.

INTRODUO A escassez o problema econmico central de qualquer sociedade; se no houvesse escassez, no haveria necessidade de se estudar economia. A economia estuda a maneira como se administram recursos escassos como o objetivo de produzir bens e servios e distribu-los para seu consumo entre os membros da sociedade, com a finalidade de satisfazer as necessidades humanas. Ou ainda: Economia a cincia social que estuda como o indivduo e a sociedade escolhem empregar recursos produtivos escassos na produo entre as vrias pessoas e grupos da sociedade a fim de satisfazer necessidades humanas.

Palavras-chave:

ESCASSEZ RECURSOS

ESCOLHA PRODUO

NECESSIDADE

DISTRIBUIO

FATORES OU RECURSOS DE PRODUO So elementos bsicos utilizados na produo de bens e servios. Fatores L K W T CE terra capital trabalho tecnologia capacidade empresarial Remunerao aluguis juros salrios royalties lucro/prejuzo

1 Terra (L) o nome dado para designar os recursos naturais existentes, tais como florestas, recursos minerais, hdricos etc. Compreende no s o solo utilizado para fins agrcolas, mas tambm o utilizado na construo de casas, estadas etc. Na verdade, toda a natureza, a energia do sol, os ventos, as mars, a gravidade da terra , so utilizados na produo de bens econmicos. A utilidade desses elementos ir variar em funo de fatores como facilidade de extrao, refino e transporte. O que devemos destacar que a quantidade de recursos naturais, ou terra, limitada, at mesmo para naes consideradas ricas.

2 Trabalho (W) o nome dado a todo esforo humano, fsico ou mental, despendido na produo de bens e servios. O tamanho da populao estabelece para esse fator de produo um limite em termos de quantidade. Entretanto importa tambm a qualidade do trabalho, ou seja, em qualquer pas a qualidade e o tamanho da fora de trabalho so limitados o que implica dizer que a quantidade total do recurso chamado trabalho tambm o . 3 Capital (K) Este fator inclui todos os edifcios, todos os tipos de equipamentos e todos os estoques de materiais dos produtores incluindo bens parcial ou completamente acabados, e que podem ser utilizados na produo de bens. Exemplos de capital so matrias-primas, computadores, mquinas, usinas, estradas de ferro, instalaes fabris e todos os tipos de equipamentos utilizados na fabricao de bens e servios. comum que , ao falarmos de capital, pensemos em coisas como dinheiro, aes, certificados etc. Tais instrumentos, entretanto, devem ser considerados como Capital Financeiro e no constituem realmente riqueza e sim, direitos a ela. No haver aumento na riqueza da sociedade sem que ocorra aumento correspondente de edifcios, equipamentos, estoques etc. O capital um fator de produo que pode ser confundido com vrios outros devido a abrangncia de sua definio, note que este termo pode ter vrias interpretaes, ou classificaes. A primeira delas pode referir-se a capital humano que dentre os fatores de produo abordados j foi classificado como fator trabalho; pode-se tambm referir ao capital financeiro e pode-se interpret-lo como capital fsico, que neste contexto atua como nosso objeto de estudo. O capital fsico pode ainda ser dividido em capital fixo e capital circulante. 4 Tecnologia constituda pelo conjunto de conhecimentos e habilidades que do sustentao ao processo de produo envolvendo desde os conhecimentos acumulados sobre as fontes de energia empregadas passando pelas formas de extrao de reservas naturais, pelo seu processamento, transformao e reciclagem, at chegar configurao e ao desempenho dos produtos finais resultantes. Trata-se assim de um fator de produo que envolve todo o processo produtivo, em todas suas etapas. 5 Capacidade Empresarial Este fator atualmente considerado pela maioria dos economistas pois entende-se que o empresrio quem exerce funes fundamentais para o processo produtivo. ele que organiza a produo, reunindo e combinando os demais recursos produtivos, assumindo assim todos os riscos inerentes elaborao de bens e servios, seja colhendo os ganhos do sucesso (lucro) ou as perdas do fracasso (prejuzo). O bem-estar de uma nao depende basicamente: Da quantidade de recursos disponveis;

Da eficincia na utilizao destes recursos na produo de bens e servios.

PROBLEMAS ECONMICOS BSICOS Toda sociedade, qualquer que seja sua organizao poltica, se defronta com trs questes econmicas bsicas, decorrentes do problema da escassez: i) O QUE PRODUZIR? Quais produtos devero ser produzidos e em que quantidade devero ser colocados disposio da sociedade? ii) COMO PRODUZIR? Por quem sero os bens e servios produzidos, com que recursos e de que maneira ou processo tcnico? iii) PARA QUEM PRODUZIR? Para quem se destinar a produo e quem ser o pblico alvo? Baseada na restrio dos recursos a Economia deve decidir entre os bens a serem produzidos e os processos tcnicos capazes de transformar recursos escassos em produo.

. Teoria do consumidorDEMANDA, OFERTA, EQUILBRIO E ALTERAES DE EQUILBRIO Esta seo visa uma melhor compreenso do comportamento das foras de oferta e demanda em um mercado competitivo. Imagine o mercado onde so comercializados bens e servios, considere de um lado os demandantes ou consumidores vidos por comprar o mximo possvel pagando o mnimo possvel com o objetivo de suprir algumas de suas ilimitadas necessidades uma vez que sua renda, ou salrio, limitado, escasso. Do outro lado do mercado encontram-se os produtores, ou empresrios, que visam minimizar seus custos e aumentar seus lucros via tica capitalista. no mercado que se daro as aes entre demandantes e ofertantes e a arte da negociao que determinar o preo e a quantidade ideal, ou de equilbrio, vigentes no mercado.

Exemplos deste mercado competitivo so observadas em feiras-livres, atuao de cambistas em estdio de futebol, a guerra das cervejas, dos refrigerantes entre outros.

DEMANDA (tica do Consumidor) na funo demanda, ou consumo, que esto inseridas todas as expectativas do consumidor. O que passa em sua cabea no momento da compra? Que fatores regero seu comportamento? Para entender e resolver estas questes importante o conhecimento de alguns termos econmicos:

A curva de demanda mostra o efeito do preo sobre a quantidade mxima que os compradores esto dispostos a adquirir determinado bem ou servio, logo esta curva refletir a relao existente entre preos e quantidades. Quantidade demandada (QD) representa a quantidade mxima que os compradores esto dispostos a adquirir de determinado bem ou servio a cada preo estabelecido. A QD no precisa ser necessariamente igual a de fato adquirida por aquele preo, pode-se comprar menos, nunca mais. Coeteris paribus que significa tudo o mais permanecendo constante, ou seja, a anlise dos fatores determinantes da demanda ser feita isoladamente caso a caso, sem que outros fatores atrapalhem o comportamento da varivel analisada. Aplicando o conceito coeteris paribus, inicia-se a anlise dos fatores que determinam a demanda:

A partir do exposto segue a explicao acerca de cada um dos fatores. Preo do bem (P) Este um importante fator determinante da quantidade demandada (QD) ou consumida pelos indivduos. Quanto MAIOR o preo, MENOR a quantidade demandada do bem/servio e vice-versa. Observe que a relao entre preo e quantidade inversa, logo a curva resultante desta relao ser decrescente, ou seja:

APLICAO: Admita que um indivduo resolva consumir diariamente uma lata de seu refrigerante favorito no almoo se o preo for R$ 1,50. Sendo seu salrio constante, ele poder aumentar seu consumo se o valor da lata passar a R$ 1,00 e ser obrigado a reduzi-lo se seu valor passar a R$ 2,00. Imagine ento que no restaurante que este indivduo freqenta o refrigerante custa R$1,80 e devido a uma promoo da empresa passou a custar R$1,20. Haver dias que o consumidor estar disposto a comprar at duas latas de refrigerante no almoo domingo, por exemplo.

importante salientar que a curva de demanda construda a partir da relao inversa entre preos e quantidades exposta acima, logo D = Demanda, D = Decrescente. Ou seja, para cada preo existe uma quantidade demandada especfica. Variaes