profa. germana parente neiva belchior

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ESCOLA SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO CEAR CURSO DE ESPECIALIZAO DIREITO CONSTITUCIONAL Disciplina: Hermenutica Filosfica e Constitucional. UNIDADE IV HERMENUTICA JURDICA E NEOCONSTITUCIONALISMO. Profa. Germana Parente Neiva Belchior. Agosto / 2011. - PowerPoint PPT Presentation

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  • Profa. Germana Parente Neiva Belchior

    UNIDADE IV HERMENUTICA JURDICA E NEOCONSTITUCIONALISMOAgosto / 2011ESCOLA SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO CEARCURSO DE ESPECIALIZAODIREITO CONSTITUCIONALDisciplina: Hermenutica Filosfica e Constitucional

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL1. O DIREITO POR REGRAS E PRINCPIOS: DIFERENAS ESTRUTURAIS E QUALITATIVAS SEGUNDO RONALD DWORKIN E ROBERT ALEXYNORMAS-REGRA X NORMAS-PRINCPIO1) Em sua estrutura dentica, h relatos objetivos com a definio de determinadas condutas. mbito de incidncia delimitado.1) Relatos com maior grau de abstrao, no apontando uma conduta especfica a ser seguida. mbito de incidncia amplo e at indeterminado.2) Manifestam valores, s que em menor proporo.2) Manifestam valores em alta proporo.3) Os direitos previstos so garantidos de forma definitiva por meio da subsuno.3) Os direitos so prima facie, no tendo grau de definitividade. Utiliza-se a otimizao.4) Todas as regras so expressas. Rol taxativo.4) Nem todos os princpios esto expressos. Rol exemplificativo, pois no se tem como engessar a sociedade.5) Deduo Lgica formal Segurana jurdica Estado de Direito.5) Induo Lgica material Justia Estado Democrtico.6) Antinomias Conflito Mandamento de validade (tudo ou nada). Critrios hierrquico, cronolgico e da especialidade.6) Inexistncia de antinomias Coliso Mandamentos de otimizao Necessidade de tcnicas hermenuticas especficas.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL REGRA X REGRA = MANDAMENTO DE VALIDADEPRINCPIO X PRINCPIO = MANDAMENTO DE OTIMIZAOREGRA X PRINCPIO = ?- Apesar de inmeras correntes doutrinrias, a maioria segue Virgilio Afonso da Silva ao defender que se deve procurar o princpio que deu origem regra, pois mais amplo. Logo, aplica-se a otimizao.- CUIDADO! Segundo a maioria da doutrina, no existe hierarquia entre regras e princpios. Paulo Bonavides, no entanto, defende que os princpios tm status superior s regras.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL2. DA INTERPRETAO ESPECIFICAMENTE CONSTITUCIONAL (KONRAD HESSE E CANOTILHO)- No h dvida de que interpretar a Constituio diferente de interpretar as normas infraconstitucionais, no sendo suficientes os mtodos expostos pela Hermenutica Jurdica Clssica. - Neoconstitucionalismo como uma caracterstica do ps-positivismo. Normatividade dos princpios.- Hesse elabora uma principiologia (sete princpios) clssica de interpretao especificamente constitucional, posteriormente tambm adotada por Canotilho.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL1) PRINCPIO DA UNIDADE DA CONSTITUIO: Trata-se do princpio mais importante o qual determina que se observe a interdependncia das diversas normas da ordem constitucional, de modo que forme um sistema integrado luz da frmula poltica do Estado Democrtico de Direito.- No existem antinomias reais na Constituio, pois todas as normas tm a mesma hierarquia, em virtude da democracia e do pluralismo.2) PRINCPIO DO EFEITO INTEGRADOR: Associado ao princpio da unidade, determina que na soluo dos problemas jurdico-constitucionais deve ser dada a preferncia interpretao que mais favorea a integrao social, reforando a unidade poltica.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL3) PRINCPIO DA MXIMA EFETIVIDADE: Na interpretao constitucional, deve ser atribudo Carta Magna o sentido que lhe confie a maior eficcia social possvel, principalmente quando a doutrina vem caminhando no sentido de no reconhecer mais as normas programticas, como Paulo Bonavides, Canotilho, Virglio Afonso da Silva e Willis Guerra Filho.- ATENO! Efetividade x Eficcia. Toda norma constitucional tem eficcia jurdica, mas isso no significa a sua eficcia social (efetividade).4) PRINCPIO DA FORA NORMATIVA DA CONSTITUIO: Divergncia entre Hesse e Lassale. A CF no uma simples folha de papel ou carta de intenes. Ela tem o poder e a fora de se impor, entendimento diverso de Lassale, que entende a valorizao dos fatores reais de poder (concepo sociolgica da CF).

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL5) PRINCPIO DA CONFORMIDADE FUNCIONAL (OU DA JUSTEZA CANOTILHO): Estabelece obedincia pelo intrprete constitucional da repartio de funes entre os poderesestatais. A teoria da tripartio de poderes deve ser estudada de forma conjunta com o princpio dos freios e contrapesos (checks and balances).- Discusso do ativismo judicial. Quando um poder no cumprir com a sua funo tpica, caber a interveno do outro poder, desde que haja autorizao constitucional e desde que seja para efetivar direitos fundamentais. Exemplo: controle jurisdicional de polticas pblicas.6) PRINCPIO DA INTERPRETAO CONFORME A CONSTITUIO: Afasta interpretaes contrrias a algumas das normas constitucionais ainda que favorea o cumprimento de outras. H a conservao de norma inconstitucional sem reduo de texto quando seus fins possam se harmonizar com os preceitos constitucionais. - aplicado com muita frequncia no controle de constitucionalidade e em mutaes constitucionais.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL - ADI 4277 Reconhecimento da unio de pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.

    Trecho do voto do relator Min. Carlos Ayres Britto: [...] dou ao art. 1.723 do Cdigo Civil interpretao conforme Constituio para dele excluir qualquer significado que impea o reconhecimento da unio contnua, pblica e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, entendida esta como sinnimo perfeito de famlia. Reconhecimento que de ser feito segundo as mesmas regras e com as mesmas conseqncias da unio estvel heteroafetiva.

    CDIGO CIVIL / Art. 1.723. reconhecida como entidade familiar a unio estvel entre o homem e a mulher, configurada na convivncia pblica, contnua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituio de famlia.

    1 A unio estvel no se constituir se ocorrerem os impedimentos do art. 1.521; no se aplicando a incidncia do inciso VI no caso de a pessoa casada se achar separada de fato ou judicialmente.

    2 As causas suspensivas do art. 1.523 no impediro a caracterizao da unio estvel.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL

    CONSTITUIO FEDERAL / Art. 226 - A famlia, base da sociedade, tem especial proteo do Estado. 1 - O casamento civil e gratuita a celebrao. 2 - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei. 3 - Para efeito da proteo do Estado, reconhecida a unio estvel entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua converso em casamento. 4 - Entende-se, tambm, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes. 5 - Os direitos e deveres referentes sociedade conjugal so exercidos igualmente pelo homem e pela mulher. 6 - O casamento civil pode ser dissolvido pelo divrcio. 7 - Fundado nos princpios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsvel, o planejamento familiar livre deciso do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e cientficos para o exerccio desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituies oficiais ou privadas. 8 - O Estado assegurar a assistncia famlia na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violncia no mbito de suas relaes.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL6) PRINCPIO DA CONCORDNCIA PRTICA OU HARMONIZAO: Deve-se buscar no problema a ser solucionado em face da CF, confrontar os bens e valores jurdicos colidentes de forma a efetivar ao mximo aqueles que prevaleceram, evitando o sacrifcio total. Mandamentos de otimizao. a mesma lgica do princpio do sopesamento.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL3. A NORMA JURDICA DE DIREITO FUNDAMENTAL E A SUA INTERPRETAO3.1 O status formal e material dos direitos fundamentais- Direitos fundamentais, de uma forma objetiva, so todos aqueles declarados e assegurados pela CF e que so imprescindveis para a dignidade da pessoa humana. - O status formal se refere a todos os direitos fundamentais que esto expressos na Constituio.- A natureza material se trata do contedo da norma, uma vez que est vinculado dignidade da pessoa, conforme o pargrafo 2, do art. 5, da CF/88.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL3.2 A natureza jurdica dos direitos fundamentais e o seu contedo essencial- H muita discusso na doutrina acerca da natureza dos DF: 1) sistema binormativo (regras e princpios, defendido por Ronald Dworkin e Robert Alexy, sendo a majoritria) ou 2) modelo puro de princpios (Jane Reis Pereira e Wilson Steinmetz).- Independente da posio adotada, os critrios clssicos de antinomia de regras no so suficientes para os DF, principalmente quando vem se fortalecendo a corrente do contedo essencial que deve ser preservado em uma coliso.- Referido contedo relativo, um conceito emoldural que ser preenchido com as condies do caso concreto, vinculado dignidade da pessoa humana e ao valor justia.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL3.3 A Hermenutica dos direitos fundamentais1 FASE Princpio da ponderao e do sopesamentoHierarquia relativa para sopesar bens, valores e interesses envolvidos numa coliso entre direitos fundamentais.2 FASE Princpio da proporcionalidadeAps a aplicao do sopesamento, uma vez verificado qual ou quais os direitos fundamentais priorizados, passa-se a buscar uma medida e um meio proporcional para efetivar ao mximo aquele que prevaleceu, evitando o sacrifcio total dos demais.

  • DISCIPLINA: HERMENUTICA FILOSFICA E CONSTITUCIONAL- Diante de uma coliso real dentre DF, em um primeiro momento, o intrprete dever utilizar o princpio da ponderao para tentar harmonizar os bens, os valores e os interesses envolvidos no caso concreto.- utilizada a otimizao, sugerida por Alexy, no intuito de que referidos princpios sejam realizados