prof. luiz henrique - cacaueiro doenças

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PROF. LUIZ HENRIQUE - Cacaueiro doenas

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  • 1. CACAUEIRO: DOENAS

2. Modelo geral do manejo integrado dasprincipais doenas1. Plantio do melhor material botnico disponvel,respeitando-se medidas exclusionrias;2. Solo, sombreamento e adubao adequados;3. Controle das plantas invasoras;4. Conduo apropriada das plantas: formao dacopa e eliminao de chupes; 3. Modelo geral do manejo integrado dasprincipais doenas5. Sanificao (desinfeco) da plantao;6. Utilizao dos princpios fitopatolgicosadequados a cada situao, inclusive oscontroles biolgico e cultural;7. Inspeo fitossanitria sistemtica epermanente na plantao;8. Treinamento da mo-de-obra. 4. Vassoura-de-bruxa (VB)Crinipellis perniciosa (Stahel) Singer - fungo Suriname: 1895 (Wheeler e Mepsted,1988). Endmica: regio Amaznica. Bolvia, Colmbia, Equador, Guiana,Granada, Peru, Suriname, Venezuela,Trinidad e Tobago. Bahia: Uruuca em 1989 (Pereira et al.,1989). Hoje em toda regio produtora daBahia e Esprito Santo. 5. Vassoura-de-bruxa (VB)Crinipellis perniciosa (Stahel) Singer - fungo Gneros Theobroma e Herrania: T.grandiflorum (Willd e Spreng) Schum (cupuau),T. bicolor Humb e Bompl (cacau-do-Par), T.microcarpum (cacau jacar), T. subincanum(cupu), T. obovatum Barn. (cacau-cabea-de-urubu),T. speciosum Willd (cacaui); H. albiflora,H. nitida (Poepp.) Schultes. Famlia Solanaceae: gneros Solanum eCapsicum, S. paniculatum L (jurubeba), S. giloRaddi (jil), S. stipulaceum Willd Roem e Shult.(caiara), S. melogena L. (berinjela), C. annuumL (pimento) e C. frutescens (pimentamalagueta), (Evans, 1978; Bastos e Evans,1985; Wood e Lass, 1985, Luz et al., 1997). 6. Vassoura-de-bruxa (VB)Crinipellis perniciosa (Stahel) Singer - fungo Mais importantes e destrutivas: perdasat 90% na produo (Evans, 1981;Evans e Bastos, 1981; Bastos, 1988). Disseminao da doena: ar (chuvastambm - Evans, 1981; Andebhran, 1988). Controle biolgico: Tricovab, fungoTrichoderma stromaticum. 7. Vassoura-de-bruxa (VB)Crinipellis perniciosa (Stahel) Singer - fungo Superbrotamento de lanamentos foliares:proliferao de gemas laterais e engrossamentode tecidos infectados em crescimento. Almofadas florais infectadas: podem produzirvassouras vegetativas, alm de flores anormais(frutos produzidos em tais casos so,frequentemente, partenocrpicos com formasdiferentes da sua morfologia normal). 8. Vassoura-de-bruxa (VB)Crinipellis perniciosa (Stahel) Singer - fungo Frutos adultos: variaes nos sintomas,amarelecimento precoce sem sintomas necrticos,deformados sem ou com presena de leses necrticasexternas (deprimidas ou no, e circundadas por halosclorticos). Danos internos em frutos: mais pronunciados que dapodrido-parda. Amndoas na maioria das vezes: completamentedanificadas (fase mais avanada, com crescimentomicelial do fungo na sua superfcie). Infecta gemas apicais em mudas: induz proliferaode brotaes laterais (vassouras terminais), podendoainda, causar formao de cancros, tanto em mudasquanto em ramos. 9. Vassoura-de-bruxa (VB)Crinipellis perniciosa (Stahel) Singer - fungo Controle: poda fitossanitria, qumico ebiolgico, seleo e melhoramentogentico (resistncia). Manejo integrado. Materiais genticos resistentes: maiseconmica e desejvel. resultados nemsempre consistentes (resistentes em unspases e susceptveis em outros). Clones com bons nveis de resistncia:disponibilizados pelo Centro de Pesquisasdo Cacau (CEPEC). 10. Vassoura-de-bruxa (VB)Crinipellis perniciosa (Stahel) Singer - fungo xido cuproso: recomendado pelo CEPEC(reduo de infeces em frutos). Pouca ou nenhuma ao: em outras partes daplanta, (almofadas florais e lanamentosfoliares). Dosagens: 3 ou 6 g do princpio ativo planta-1(intervalos mensais ou bimestrais,respectivamente, preventiva e momentoadequado). Associado: poda fitossanitria (remoo devassouras e outros tecidos atacados). 11. Tipos de vassouras em lanamentosfoliares.Fonte: Oliveira, M. L.; LUZ, E.D.M.N. 2005. Identificao e manejo das principais doenas docacaueiro no Brasil. Ilhus, CEPLAC/CEPEC/SEFIT. 132p. 12. Vassouras vegetativas (a, b, c) e frutospartenocrpicos (b, c, d, e, f).Fonte: Oliveira, M. L.; LUZ, E.D.M.N. 2005. Identificao e manejo das principais doenas do cacaueirono Brasil. Ilhus, CEPLAC/ CEPEC/SEFIT. 132p. 13. Frutos com amarelecimento precoce (a, b, d, e, g), deformados sem (c)e com leses necrticas (d), leses circundadas por halos amarelados(f, g) e quase totalmente necrosado (h).Fonte: Oliveira, M. L.; LUZ, E.D.M.N. 2005. Identificao e manejo das principais doenas do cacaueirono Brasil. Ilhus, CEPLAC/CEPEC/SEFIT. 132p. 14. Frutos (danos internos): (a) Amndoas mumificadas e crescimentomicelial do fungo, (b) Fruto esporulado (grande n de basidiocarpos- cogumelos, (c) Mudas: infeco da gema apical, (d) proliferao debrotaes laterais (vassouras) e (e) Mudas ou ramos com cancroscaractersticos (f, g).Fonte: Oliveira, M. L.; LUZ, E.D.M.N. 2005. Identificao e manejo das principais doenas do cacaueirono Brasil. Ilhus, CEPLAC/CEPEC/SEFIT. 132p. 15. engrossamento doramo lateral. 16. proliferao dasgemas. 17. Super-engrossamento nos ramos 18. almofada floral (A).Frutos doentes tipo morango e tipo cenoura em almofada floral (B). 19. leses na casca e podrido interna. Produo decogumelos em frutos doentes. 20. Remoo de vassoura: em almofadas florais (A) eem ramos (B). 21. Clones de cacau tolerantes vassoura-de-bruxa Auto-compatveis: PH 16, PH 15,IPIRANGA, SJ 02, CCN 51, CCN 10, CA14, PS 1319, CEPEC 2002, CEPEC 2005,RVID 08, CP 49. Inter-compatveis: TSH 1188, TSH 565,TSA 792, CCN 16, CEPEC 2008, ESFIP02, ESFIP 03, ESPIF 04.Fonte: Ceplac, 2007. 22. Qumico: utilizar os fungicidas registrados paraa cultura do cacau: oxicloreto de cobre, oxido cuproso, hidrxido de cobre, tebuconazol eacibenzolar-S-metlico. Biolgico: Pesquisas demonstraram que, emcondies de campo, o controle biolgico com o fungo Trichoderma stromaticum (hiper-parasitado fungo Crinipellis perniciosa) apresentou resultados satisfatrios quando aplicado emcasqueiro. 23. Documentos n 153 - ISSN: 1519-2059 Editor: DCM-Incaper Vitria-ES / Setembro, 2007 www.incaper.es.gov.br 24. Podrido-parda Phytophthora citrophthora: maisvirulenta. P. palmivora e P. capsici (Lawrence etal., 1990). At 1979: Phytophthora palmivora (Butler)Butler. 25. Podrido-parda Sintomas: 30 horas aps infeco (pequenasmanchas na superfcie dos frutos, sob altaumidade). Leses desenvolvem-se rapidamente:escuras para castanha caracterstica (todasuperfcie do fruto de 10 a 14 dias). Infeco: qualquer local da superfcie do fruto equalquer fase do seu desenvolvimento. 26. Podrido-parda Alta umidade: 3 a 5 dias aps aparecimentodos primeiros sintomas (sobre lesesaparecimento de um crescimento pulverulentobranco, formado pelo miclio e esporngios dofungo. Sintomas mais avanados: frutos jovens(bilros) confundidos com peco fisiolgico. Incio da infeco: leso ainda no atingiu todofruto possvel distino (sintomas evoluemculminando com necrose completa dos frutos),(Wood e Lass, 1985). 27. Podrido-parda Podem ocorrer em outras partes da planta:sem danos econmicos importantes. Chupes e lanamentos foliares novos:leses necrticas escuras tanto no limbo foliarquanto na haste, ramos e pecolos. Folhas novas: necrose das nervuras e secadas folhas. Viveiros (alta umidade): sintomas observadoscom frequncia, alm da murcha e seca dasplntulas. 28. Podrido-parda Ocorrncia cclica: mesma propriedade,diferenas em termos de incidncia eseveridade (reas foco). Fatores meteorolgicos (micro-clima):importante em surtos (Medeiros, 1977). Maiores perdas na produo: meses maisfrios do ano. Temperaturas baixas (20 C) e umidadesrelativas do ar acima de 85 %: aparecimentoda doena (MIRANDA e CRUZ, 1953). 29. Podrido-parda Disseminao: chuva, vento, insetos eratos. Disseminao horizontal e vertical:horizontal - incio do surto epidmico evertical - 2 ou 3 meses aps (aumento non de frutos infectados por planta, sentidoascendente e descendente). Pico mximo: 3 a 5 meses (MEDEIROSet al., 1969). 30. Podrido-parda Medidas profilticas: fungicidas protetores (cobre) eprticas culturais: remoo de frutos infectados, colheitasfrequentes, eliminao de casqueiros, reduo nosombreamento, poda e drenagem do solo (MEDEIROS,1965, 1974, 1977). Resistncia gentica: dificuldades na seleo demateriais resistentes (mais de uma espcie dePhytophthora). 82 gentipos testados na Bahia: apenas cultivares PA30 e PA 150 apresentaram resistncia P. palmivora, P.capsici e P. citrophthora (mesmo tempo), ( LUZ et al.,1996; 1997). 31. Podrido-pardaFrutos: leses arredondadas, bordos bem definidos e sem presena de halosamarelados, como na vassoura-de-bruxa (a, b c), frutos inoculadosartificialmente com Phytophthora citrophthora, P. palmivora e P. Capsici (c) eMudas: com sintomas da doena (d, e).Fonte: Oliveira, M. L.; LUZ, E.D.M.N. 2005. Identificao e manejo das principais doenas do cacaueiro no Brasil. Ilhus, CEPLAC/CEPEC/SEFIT. 132p. 32. Murcha-de-verticillium ou morte sbitaVerticillium dahliae Kleb. - fungo Hospedeiros: plantas lenhosas,herbceas, cultivadas ou no (EBBELS,1976; PEGG, 1974),. Brasil: algodo, quiabo, berinjela, jil etomate (GALLI et al.,1980). 33. Murcha-de-verticillium ou morte sbitaVerticillium dahliae Kleb. - fungo Sintomas: murcha e amarelecimento das folhas (semperda aparente da turgidez pendem-se, verticalmente,secam e enrolam, continuando, aderidas planta,mesmo aps sua morte). Algumas: nem apresentam amarelecimento(diretamente do estgio de murcha para seca completa erepentina da folhagem). Outras vezes: forma unilateral em funo do nvel deobstruo vascular, na forma de pontuaes, observadasnas partes lenhosas do tronco, galhos e ramos (apenasum ou outro galho pode secar e restante da planta,aparentemente, sadia). 34. Murcha-de-verticillium ou morte sbitaVerticillium dahliae Kleb. - fungo Folhas: reas clorticas localizadas (evoluem paranecrose e queima de bordos, principalmente, plntulasinoculadas em casa de vegetao). Plantas completamente secas e aparentementemortas: capazes de regenerar quando recepadas(emisso de brotaes na base ou partes superiores docaule, de

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