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processual civil 2

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Tramitao normal e privisvel

MOMENTOS E FASES DO PROCESSO DECLARATIVO COMUM

ARTICULADOS (ART. 552 E 589 CPC)

SANEAMENTO (art. 590 AT 598)

INSTRUO (art.410 at 526 CPC)

DISCUSSO E JULGAMENTO (ART.601 A 606 E 611)

SENTENA (607 A 626 CPC)

FASES DO PROCESSO DECLARATIVO COMUM E FUNO ESSENCIAL DE CADA UMA

O cdigo do processo civil estabelece e define as diversas fases ou etapas por que passa uma aco em tribunal, numa sequncia lgica e ordenada de todos os actos que so em norma praticados no processo, quer pelas partes, quer pelo juiz da causa, embora este esquema seja ordenado no quer dizer que sempre assim acontea.

Nem sempre no decurso de uma aco tm lugar todas essas fases ou momentos.

Pode acontecer que o processo termine logo no despacho saneador, ou porque a meio do processo, as partes chegam a um acordo ora porque o ru no contesta, etc

Com isto h certas circunstncias que implicam uma tramitao diferente da prevista.

Inicio da instncia (art 259/1 CPC)- OCORRE A PROPOSITURA DA ACO Suspenso da Instncia nos casos indicados (art.269, 270 CPC) falecimento ou extino de algumas das partesArt.271 patrocinio judicirio obrigatrio na impossibilidade do advogado falecer Art.220 CPC tribunal ordena suspenso ou quando a lei especialmente o determina.

Por outro lado h a interrupo da Instncia - Processo parado h mais de um ano As causas de extino da instncia art.277 CPC , 278 CPC julgamento formal da lide em relao absolvio do ru da instncia art. 280CPC compromisso arbitral; art 281- desero, art.283/1 e 285 a 291- desistncia da instncia ou do pedido.

ARTICULADOS (ART. 552 E 589 CPC) SANEAMENTO (art. 590 AT 598 INSTRUO (art.410 at 526 CPC) DISCUSSO E JULGAMENTO (ART.601 A 606 E 611) SENTENA (607 A 626 CPC)

Esta a primeira fase .Aqui as partes atravs das respectivas peas escritas expem as suas teses e formulam as suas pretenes .Define-se aqui o objecto do processo e traa-se os contornos da aco.

Nesta fase vai desembaraar-se o processo de questes ou factos que no sejam relevantes para a deciso da causa. O juiz decidir aquilo que poder ser j decidido e ordenaro prosseguimento da aco ou f-la- terminar,. Em funo de certas condies.

Se o processo no tiver terminado na fase anterior , tem lugar a Instruo, na qual se vo produzir provas destinadas a permitir que o tribunal forme a sua convico quanto aos factos alegados que permaneam em controvrsia, isto , quanto aos factos que nos e encontrem j considerados como provados.

produo de prova sucede a discusso integrada por um debate oral entre os advogados das partes tendente apreciao das provas produzidas.

Aps tal discusso, o tribunal julga a matria de facto.Depois disso so novamente produzidas pelos advogados das partes, novas alegaes escritas salvo se os mandatrios optarem pelo debate oral.

Esta fase corresponde ao momento em que proferida a deciso que pe termo causa em 1 instncia

Estas fases no correspondem em termos temporais ou cronolgicos, a momentos distintos e espartilhados da tramitao processual, todas elas esto interligadas;

Podem ser praticados actos de instruo antes do momento especialmente previsto para o efeito (art.419 CPC e quantos aos documentos art.423 CPC) e at aps a discusso da matria de facto .Tambm o julgamento da causa pode ser feitona fase do saneamento, desde que o juiz se sinta habilitado para isso, mediante aquilo que resulta do processo (art. 595/1 al. B CPC)

Articulados

Noo e Enumerao dos ArticuladosArt. 147 CPC

Articulados normais

Articulados eventuais

Articulados supervenientes

Articulados judicialmente estimulados

Forma Articulada

Outros registos dos articulados

PETIO INICIAL

Petio Inicial Forma externa e o que deve conter.

Endereo

Cabealho

Narrao

Concluso

- Pedidos alternativosArt. 553 CPC

- Pedidos subsidirios

-Pedidos cumulativos

-Pedidos genricosArtr. 556

-Pedidos de prestao vincendas

Art. 557 CPC

Apresentao da petio inicial em juzo art.259 CPC

a fase introdutria do pleito, que iniciada com a apresentao da Petio Inicial em juizo e prossegue com a citao do ru para contestar.Por isso essa fase visa por um lado instaurar o pleito e por outro, definir os seus termos.

Esto previstos quatro espcies de articulados :

Articulados normais Articulados eventuais Articulados supervenientes Articulados judicialmente estimulados

So apenas a petio inicial, apresentada pelo autor (marcando o inicio da aco) e a contestao na qual o ru aduz a sua defesa.

So a rplica (para o autor) e a trplica(para o ru) Dizem-se eventuais , porque ao contrrio das normais, estes podem ter sempre lugar.A rplica s pode ser apresentada se na contestao, o ru se estiver definifo por excepes, tiver formulado um pedido reconvencional ou estivermos perante uma aco de simples apreciao negativa (art.584 e 585 CPC).Por sua vez a trplica s pode ser apresentada, se ao autor, na rplica, tiver modificado o pedido ou a causa de pedir, ou tiver deduzido alguma excepo contra a reconveno.

Destinam-se a permitir trazer ao processo factos que tenham ocorrido depois da apresentao dos articulados, ou de as partes s tenham tomado conhecimento aps aquela apresentao art. 588 e 589 CPC.Assim a sentena vai poder tomar em considerao esses factos objectiva e subjectivamente supervenientes, a fim de que a deciso final da aco corresponda situao existente no momento do encerramento da discusso.

Ao contrrio dos anteriorees, no so espontaneamente apresentados pelas artes.Derevam antes de um convite feito pelo juiz da causa, quando entenda que h insuficincias ou imprecises ou concretizao da matria de facto alegada.So estes articulados pretensamente completadores ou correctores dos espontaneamente apresentados art. 590/1 alinea b) e n3 CPC.

As peas apresentadas pelas partes designam-se por articulados porque a exposio (narrao) dos seus argumentos de facto deve ser feita por artigos, por preposies numeradas, sempre que a leino dispense tal formalismo (art. 147/2 CPC)

A forma articulada encontra justificao histrica na conciso e sintetizao que permite, relativamente aos fundamentos invocados pelas partes. suposto que ao serem apresentado os fundamentos separadamente consiga a parte ser bem mais sinttica e concisa ee tambm por via disso, mais exacta e clara, o que seguramente, s lhe traz vantagens. Alm disso constitui um benefcio para a parte contrria, para o litgio objectivo em si mesmo e para que o vai decidir.

Os articulados devem ser apresentados em duplicados, sendo tantos os duplicados quantas as pessoas a que estes sejam opostos e que vivam em economia separada art.148 n1 CPC, se forem apresentados por tramitao electrnica ver n 7/ e 8 do art. 148/CPC em conjugao com o n 1 do art. 21 CPC.

Devem se juntar aos articulados 8em numero igual aos duplicados) cpia dos documentos que os acompanham art. 148/2 CPC, essas cpias dos documentos tambm se devem juntar quando a tramitao electrnica, ficando dispensado o envio do original n7/8/art.148 CPC, em conjugao com o n3 do art. 144 CPC .

Alm destes meios de apresentao das peas processuais, o art. 144/2 CPC prev as seguintes modalidades:

a) Entrega directa na secretariab) Remessa pelo correio sob registoc) Envio atravs de telecpia.

A PETIO INICIAL o articulado que o autor utiliza para formular um pedido de tutela jurisdicional e alegar os respectivos fundamentos de facto e de direito .A petio inicial o articulado mais importante, a base de todo o processo, sem esta o processo nunca chega a existir.

Na petio inicial o autor prope.

Sobre esta matria rege o art. 552 CPC, estabelecendo os requisitos a observar na elaborao da petio inicial , estruturando-se esta em 4 fases fundamentais:

Endereo Cabealho Narrao Concluso

Contm a designao do tribunal onde a aco proposta - conforme a 1 parte do art 552/1 alinea a)

Deve o autor identificar as partes, indicando os seus nomes, domicilio ou sedes e sendo possvel, NIF, profisses, locais de trabalho conforme a segunda parte do art. 552/1 alinea a) CPC.

Nesta identificao relevante indicar a situao civil das parte, no caso de ser solteira, h interesse em determinar, se menor, porque pode levantar problemas quanto capacidade judiciria.Uma outra indicao a colocar no cabealho relativo forma, devendo o autor indicar se a aco especial ou comum.

a parte da petio inicial em que o autor expe os factos e invoca as razes de direito que servem de fundamento aco 552/1 alinea d) CPC.De entre as indicaes a incluir na narrao assume particular relevo a da causa a pedir.Na narrao devem constar os factos e as razes de direito, o certo que sob a forma de articulado se reveste de maior importncia, uma vez que, quanto a ela mo tribunal encontra-se em regra vinculado s alegaes das partes s podendo conhecer os factos que estas tragam ao processo art 5 CPC.

Destina-se formulao do pedido, o qual expressa a tutela jurisdicional pretendida pelo autor art. 552/1 alinea e).O pedido , um elemento fundamental da petio inicial, na medida em que por ele que se estabelecem, desde logo, os limites da sentena no caso da aco vir a ser julgada procedente art. 609/1 CPC.O pedido deve ser expressamente formulado na concluso, no bastando que parea na narrao da petio.

A petio inicial deve conter a indicao do valor da causa art. 552/1 alinea f) CPC.

Quando for o caso, deve constar da petio a designao do solicitador de execuo que efectuara a citao ou do mandatrio judicial que a promover art. 552/1 al. G)

Nos termos do art. 552 CPC, o autor deve ainda juntar petio documento comprovativo do prv