PROCESSO PENAL Prof. Dr. Fernando David de Melo Gonçalves

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<ul><li> Slide 1 </li> <li> PROCESSO PENAL Prof. Dr. Fernando David de Melo Gonalves </li> <li> Slide 2 </li> <li> PRINCIPAIS CARACTERSTICAS DO FLAGRANTE 1 - priso com prazo delimitado: art. 306 1. CPP 2 - priso sem ordem judicial: art. 5., LXI CF 3 - funo preparatria dE medida cautelar (natureza pr-cautelar finalidade de dar visibilidade ao delito, indcios de autoria e materialidade delitiva art. 310 do CPP) 4 - priso autofgica dura 24 horas, sem prorrogao, no subsiste por si s (mesma natureza da temporria) 5- PODE SER REALIZADA POR QUALQUER PESSOA: art. 301CPP 6- PODE SER PRESIDIDO PELO DELEGADO DE POLCIA OU PELO JUIZ: art. 307 do CPP (praticado na presena ou contra esta) 7- FALTA DE TESTEMUNHAS: art. 304 2. CPP 8- ORDEM LEGAL: (i) oitiva do condutor + (ii) recibo de entrega do preso (iiI) oitiva testemunhas e vtima + (iv) interrogatrio -(v) nota de culpa falta (vi) vida pregressa/qualificao: art. 304 caput e 1. do CPP </li> <li> Slide 3 </li> <li> s ____ horas do dia ___ do ms de ____ do corrente ano, na sede do ______ (unidade policial) na cidade de _____, onde presente se achava a Autoridade Policial Exmo (a). Dr(a). ______, comigo, Escrivo() de Polcia, a compareceu o condutor _______(nome e RG), conduzindo preso ______(nome), por infrao, em tese, _______(fundamentao legal), em virtude de _________(sinttica descrio da conduta do suspeito), na ______(local do crime), do que foram testemunhas _______ (nome). Ouvidas as partes a Autoridade Policial, aps cientificar o preso quanto aos direitos e garantias fundamentais previstos no art. 5. da Constituio Federal, em especial os de receber assistncia de familiares e de advogado que indicar, no ser identificado criminalmente seno nas hipteses legais, ter respeitada sua integridade fsica e moral, manter-se em silncio e/ou declinar informaes que reputar teis sua defesa, conhecer a identidade do autor de sua priso e, se admitida, prestar fiana criminal ou livrar-se solto, determinou a lavratura deste AUTO DE PRISO EM FLAGRANTE DELITO, conforme documentao adiante acostada, que fica fazendo parte (integrante) deste: 1) oitiva do condutor com entrega de cpia do termo; 2) expedio de recibo de entrega do preso recepcionada pelo condutor; 3) oitiva das testemunhas; 4) oitiva da vtima (se possvel); 5) interrogatrio do conduzido. Demonstradas, pelos elementos de convico colhidos, a autoria e materialidade da infrao penal, julgou a Autoridade Policial subsistente este auto de priso em flagrante delito, determinando ainda a expedio de Nota de Culpa ao preso. Nada mais havendo, determinou a Autoridade Policial o encerramento deste, que firma com o indiciado, 2 (duas) testemunhas e comigo, Escrivo de Polcia que o digitei e imprimi. Autoridade Policial__________ Indiciado______________ Testemunha________ Testemunha_________ Escrivo() de Polcia __________ </li> <li> Slide 4 </li> <li> Data: ____/___/__ Hora do Fato: _____ Hora da Comunicao:_____ Local: Natureza da Ocorrncia: Ocorrncia: Policial que apresentou a ocorrncia: Autor(es) do fato:_________ Resumo da verso________ Vtima(s)________ Resumo da Verso_________ Testemunha(s):____________ Resumo da Verso__________ Exames Periciais requisitados: Objetos Relacionados com os fatos: Outros dados relevantes: (termo de representao / termo de compromisso / auto de reconhecimento pessoal ou fotogrfico etc.) Data da decadncia do direito de ao (se ao penal privada ou pblica condicionada representao): ____/___/___ Juntem-se informaes sobre os antecedentes do(s) autor(es). Entregue-se cpia (s) vtima(s) e autor(es), mediante recibo. REGISTRE-SE e CUMPRA-SE. Cidade, dia, ms e ano. Autoridade Policial_________ Vtima(s) __________ Testemunha(s) ___________ Autor(es) ________ Escrivo de Polcia ______________ </li> <li> Slide 5 </li> <li> LEMBRETE: Lei n. 9.099/95 Art. 69. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrncia lavrar termo circunstanciado e o encaminhar imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vtima, providenciando-se as requisies dos exames periciais necessrios. Pargrafo nico. Ao autor do fato que, aps a lavratura do termo, for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer, no se impor priso em flagrante, nem se exigir fiana. Em caso de violncia domstica, o juiz poder determinar, como medida de cautela, seu afastamento do lar, domiclio ou local de convivncia com a vtima. E SE O AUTOR SE RECUSAR A ASSINAR O TERMO DE COMPROMISSO? </li> <li> Slide 6 </li> <li> Slide 7 </li> <li> Slide 8 </li> <li> 3- Flagrante presumido, ficto ou assimilado Art. 302, IV do CPP: encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papis que faam presumir ser ele autor da infrao Perodo de 24 horas? No tem sustentao legal ou doutrinria 4- Flagrante compulsrio ou obrigatrio As autoridade policiais e seus agentes devero prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito: art. 301, segunda parte, CPP 5- Flagrante facultativo Qualquer do povo poder prender em flagrante (art. 301, primeira parte, CPP) </li> <li> Slide 9 </li> <li> 6- Flagrante preparado, provocado, delito de ensaio, delito de experincia, delito putativo por obra do agente provocador ocorre crime putativo por obra do agente provocador quando algum de forma insidiosa provoca o agente prtica de um crime, ao mesmo tempo em que toma providncias para que o mesmo no se consume (Prof. Damazio) Hiptese de crime impossvel: art. 17 CP EX- policial se faz passar por adolescente de menos de 12 anos (art. 241-D do ECA) ex2- agente induz ou instiga agente a mercanciar droga o elemento subjetivo do crime existe, certo, em toda a sua plenitude, mas, sob o aspecto objetivo, no h violao da lei penal, seno uma insciente cooperao para a ardilosa averiguao da autoria de crimes anteriores, ou uma simulao, embora ignorada pelo agente da exterioridade de um crime (RT 689/333) </li> <li> Slide 10 </li> <li> 7. Espcie de flagrante- Flagrante esperado -Houve espera/aguardo para a captura realizada logo aps o cometimento do crime (flagrante LEGAL) -No se aplica a smula 145 do STF: no h crime quando a preparao do flagrante pela polcia torna impossvel sua consumao (se refere ao flagrante preparado) Ex- vtima avisada que seria alvo de crime e avisa a polcia E o caso da concusso (art. 316 CP), corrupo passiva (art. 317 CP) e extorso indireta (art. 160 CP)? 8- Flagrante forjado (ou fabricado, maquinado, urdido) Algum (particular ou policiais) criam a situao flagrancial inexistente FLAGRANTE ILEGAL (ex- plantar drogas) Neste caso, aplica-se a lei 4898/65 (abuso de autoridade) </li> <li> Slide 11 </li> <li> 9- Flagrante prorrogado, DIFERIDO ou retardado Neste caso, portanto, o agente policial detm discricionariedade para deixar de efetuar a priso em flagrante no momento em que presencia a prtica da infrao penal podendo aguardar um momento mais importante do ponto de vista da investigao criminal ou da colheita de provas (Prof. Fernando Capez) Art. 8 o da Lei n. 12850/2013: Consiste a ao controlada em retardar a interveno policial ou administrativa relativa ao praticada por organizao criminosa ou a ela vinculada, desde que mantida sob observao e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz formao de provas e obteno de informaes. Art. 24. O art. 288 do Decreto-Lei n o 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Cdigo Penal), passa a vigorar com a seguinte redao:Decreto-Lei n o 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Cdigo Penal) Art. 288. Associarem-se 3 (trs) ou mais pessoas, para o fim especfico de cometer crimes:Pena - recluso, de 1 (um) a 3 (trs) anos. Art. 288. Art. 1. 1 o Considera-se organizao criminosa a associao de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela diviso de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prtica de infraes penais cujas penas mximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de carter transnacional. </li> <li> Slide 12 </li> <li> CASOS EM QUE NO PODE HAVER PRISO EM FLAGRANTE DELITO 1 - parlamentares (art. 53 2. CF), promotores e juzes (crimes afianveis) 2 - presidente da repblica (art. 86 3. CF) 3 - imunidade diplomtica (Conveno de Viena de 1966) 4 - autor de infrao de menor potencial ofensivo (art. 69 nico da Lei 9.099/95) 5- autor de acidente automobilstico culposo + prestar socorro (art. 301 CTB) 6 - consumidor de drogas (art. 48 da Lei n. 11.343/2006) 7 - o advogado, no exerccio da funo, crime afianvel (art. 7. 3. da Lei 8906/94) 8 -crianas e adolescentes (art. 27 do CP + art. 105 do ECA medidas protetivas e socioeducativas) 9 - apresentao espontnea (art. 317 do CPP???) </li> </ul>