processo penal iii - av2 (2)

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Procedimentos especiais

Vamos estudar os ritos especiais que esto no cpp, mas existem outros procedimentos especiais que no esto no cpp, como por exemplo, o rito especial da lei de drogas, havia 4 ritos especiais no cpp, por exemplo crime de falncia, mas como j existe uma lei que regula os crimes falimentares, o cpp s existem trs. 1 CRIME DE FUNCIONRIOS PBLICOS (CRIME DE RESPONSABILIDADE DE FUNCIONARIOS PUBLICOS) Art. 513 ao 518 CPP. Mesmo no tendo nada a ver com o conceito tcnico de responsabilidade, pois os crimes de responsabilidade so praticados por agentes polticos, por exemplo: Presidente, prefeito, etc.. Esses crimes praticados por funcionrios pblicos, nada mais so do que os crimes prprios dos funcionrios pblicos, que so aqueles que esto previsto no CP 312 a 327. No so todos os crimes praticados por funcionrios pblicos, no art. 514 CPP dispe nos crimes afianveis, os crimes praticados desde o 312 ao 327 desde que seja afianveis. P: Objetivamente qual o critrio para determinar se o crime ou no afianvel? R: No art. 323, I, CPP, dispe que no ser concedida fiana nos crimes punidos com recluso cuja pena mnima cominada for superior a 2 anos, se for at dois anos ser afianvel se for superior inafianvel, esse rito s se aplica para os afianveis. Do art. 312 ao 327 apenas dois so inafianveis : 1 Facilitao de contrabando ou descaminho (art. 318 CP) pena mnima 3 anos 2 Excesso de exao (art. 316, 1 CP) pena mnima 3 anos Nesses casos no se aplica o rito especial Funcionrio Publico, todos os demais podem ser aplicados no Rito especial, os que no esto elencados no rol desses art. do CP, Ex.: se esses funcionrios pblicos praticar estupro, roubo, homicdio, no aplicado rito especial.

O RITO ESPECIAL S PARA O ROL DE CRIMES DE FUCIONRIOS PBLICOS (DO Art. 312 AO 327 DO CP CUJA PENA MINIMA NO ULTRAPASSA 2 ANOS) Os crimes praticados por funcionrios pblicos que no podem ser tramitado por Rito especial vo ser Tramitados por Rito comum Ordinrio. Os Aposentados no so considerados, apenas aqueles que esto na ativa, mesmo que estejam em licena premio. No Procedimento Comum ordinrio funciona da seguinte forma: 1 Oferecimento da denncia 2 Recebimento da denncia No rito especial depois que oferecida denuncia ou queixa, o juzo deve determinar a notificao do funcionrio para que antes do juiz decidir se deve ou no receber a inicial acusatria, o funcionrio publico apresente defesa previa, no existe ru, pois o juiz ainda no recebeu, ele notifica o funcionrio para que no prazo de dez dias presente a defesa previa, s aps o juiz vai decidir se recebe ou no. Antes de tornar um funcionrio publico ru ele deve ouvi-lo primeiro, uma benfice que se d ao func publico, pois ele um integrante da administrao publica. A defesa previa tem carter facultativo, se o sujeito no o quiser no obrigado a apresentar defesa. H uma semelhana com o rito sumarssimo qdo o acusado pode apresentar sua defesa oral na prpria audincia para que o juiz no receba a denncia ou queixa, a finalidade o rito especial conceder beneficia para o integrante da admpublica. A Smula 330 STJ desnecessria a resposta preliminar que trata o 514 cpp, na ao penal instruda por inqurito policial. Se houve inqurito policial prvio o juiz no precisa notificar para que apresente a defesa previa, na pratica o juiz ate faz, pois se nohouver a notificao e tb no houver inqurito o processo nulo, o que abunda no prejudica. A smula criticada, pois por um lado ela diz menos do que deveria dizer por um lado e mais do que deveria dizer por outro lado. P: Qual a razo da smula?

R: A finalidade da notificao para que func pblico apresente sua defesa previase houve inqurito policial, j h uma investigao previa e entende-se de que o acusado j foi chamado para apresentar suas razes, uma notificao para defesa previa seria desnecessria. A Crtica a smula com relao ao inqurito adm, pois no inqurito adm o ru tem mais chance de se defender do que no inqurito policial,a doutrina diz se o que esta embargando a denuncia o inqurito adm ento se aplica a sumula 330, veio para dar uma interpretao extensiva a sumula. Por outro lado a doutrina diz que no qq inqurito que torna desnecessria a notificao se no inqurito no deu a oportunidade de se defender, se no constar no inqurito a manifestao do funcionrio, torna obrigatria a notificao, para apresentao da defesa previa. OBS: No posicionamento que amplia o entendimento da sumula, no sentido que se houve sindicncia administrativa tb se aplica a smula 330. Pois provavelmente o que ele iria apresentar na defesa previa o mesmo que j apresentou no inqurito. O P do art. 514 do CPP, se no for conhecida residncia ou se este se achar fora da jurisdio do juiz, ser-lhe-nomeado defensor, a quem caber apresentar resposta preliminar. Parte deste art. inconstitucional, qdo dispe que ser nomeadodefensor, no CPP a notificao do acusado que esta fora da jurisdio via carta precatria, se consta nos autos o endereo dele o juiz deve notifica-lo atravs de carta precatria. Depois de apresentada a defesa previa tendo sido o funcpublic representado o juiz recebendo a denuncia o juiz dever citar o func publico? Resposta: Art. 517, mesmo aps a notificao previa o juiz recebendo a denuncia ou queixa indispensvel a citao. Art. 518 aps a citao o processo se ordinariza, ou seja, segue o mesmo que o rito ordinrio. 2 CRIMES CONTRA HONRA ( ART. 519 A 523 CPP) Os crimes contra honra so: Calnia, Injria e difamao.

Com a edio da Lei 9099/95, ficou inutilizado rito especial para os crimes contra honra por estarem elencados nos crimes de menor potencial ofensivo. As nicas hipteses nos casos de: 1 - Calnia qualificada , a calnia Art. 138 ( pena de 6 meses a 2 anos) combinada com art. 141 ( aumento de 1/3). 2 Injria Racial ( art. 140 3 CP) ( Pena de 1 a 3 anos e multa) Nesse Rito Especial, art. 520, antes de receber a queixa o juiz dar a oportunidade para reconciliar-se.

Ocorre oferecimento da queixa elogo aps o recebimento, nesse rito o juiz antes de receber dever marcar audincia de conciliao sob pena de ser considerado nulo, esse rito s tem cabimento nos crimes de ao penal privada. Pergunta: Existem crimes contra honra que no seja de ao penal privada? Resposta: Sim, Nos crimes contra honra praticados contra funcionrios pblicos no exerccio da sua funo. Smula 714 STF Se o funcionrio pblico for ofendido no exerccio de suas funes a legitimidade para propor ao concorrente, ou ele entra com uma ao penal privada ou ele vai at o MP este o representa ento o MP oferece a denuncia, ser uma ao penal publica condicionada a representao. Se o funcionrio ofendido for representado pelo MP, no ser utilizado o rito especial, pois no art. 520 CPP, este rito s tem cabimento quando oferecida queixa. Se o MP representa o ofendido o processo segue no rito comum ordinrio. + Crimes praticados contra honra dopresidente da republica ou chefe do legislativo, a ao penal ao penal publica condicionada a requisio do ministro da justia. ANTES DE O JUIZ RECEBER A QUEIXA, ELE DEVER MARCAR AUDIENCIA DE CONCILIAO, COM OBJETIVO QUE AS PARTES SE ENTENDAM AFIM

DE QUE NO DE PROCEGUIMENTO AO PROCESSO, SE NO HOUVER A AUDIENCIA DE CONCILIO O PROCESSOSER NULO. Quando houver conciliao assinaro termo de desistncia. No art. 522 CPP, utiliza o termo de que a queixa ser arquivada, esse termo equivocado porque no Processo penal quando h arquivamento de inqurito ele poder ser desarquivado caso haja provas novas, nesse caso , quando a vitima faz o acordo e assina o termo de desistncia, ele estar abrindo mo do processo no podendo jamais desarquiva-lo. Pergunta: O que acontece qdo na audincia no comparece querelante e querelado? Resposta: Qdo o querelante no comparece, ocorre perempo, uma causa de extino da punibilidade, se ele no comparece injustificadamente. Se o querelado no comparece, no acontece nada, apenas demonstra que o querelado no tem interesse em conciliar. Natureza jurdica dos institutos exceo da verdade e exceo da notoriedade? Exceo da verdade provar que o fato que eu imputei verdadeiro, provar a alegao que eu falei. uma excludente de tipicidade penal. uma Questo prejudicial homognea no devolutiva. Cabe nos crimes de calunia e difamao. Nos crimes de calunia que esto elencados no art. 138, 3 e na difamao elencado no art. 139, P. Exceo de notoriedade no esta prevista na lei, admitido. INJRIA ATINGE A HONRA SUBJETIVA DO SER HUMANO. (CAUSA MAGOA NA PESSOA, EX: CHAMAR PESSSOA DE GORDA, FEIA, ETC.).

DIFAMAO- ATINGE A HONRA OBJETIVA DO SER HUMANO, AQUILO QUE A SOCIEDADE PENSA DE NS ( SE A PESSOA J DIFAMADA NO CRIME. EX: CHAMAR A BRUNA SURFISTINHA DE PROSTITUTA, NO ESTA COMETENDO CRIME, POIS NOTORIO QUE ELA ). A exceo de notoriedade somente cabe nos crimes de difamao. provar que aquilo que foi dito notrio.

RECURSOS E AES AUTONOMAS DE IMPUGNAO

AES AUTONOMAS DE IMPUGNAO Habeas Corpus, Mandado de segurana e Reviso criminal. RECURSOS Apelao Recurso em sentido estrito Embargos de declarao Embargos infringentes e de nulidade Carta testemunhvel Agravo em execuo Recurso especial Recurso extraordinrio

Distino: 1 - O recurso o desdobramento de uma ao penal j instaurada, o recurso no d ensejo a instaurao de uma nova relao jurdica processual. 2 - As aes autnomas provocam a instaurao de uma nova relao jurdica processual, muitas delas no esto vinculadas a ao penal anterior. O HC preventivo pode ser usado mesmo que nem haja ao penal instaurada da mesma forma que o MS dentro do inqurito policial, esses podem ser usados mesmo que no haja ao instaurada. A RC no o desdobramento da ao anterior, ela provoca uma nova ao de reviso. Os recursos s podem ser manejados at o transito em julgado da ao penal, no pode haver recurso aps o transito em julgado de uma ao penal. Se esta havendo interposio de recurso porque ainda a ao no transitou em julgado. J as aes de impugnao no tm esses pressupostos, a RC s pode ser utilizada aps o transito em julgado, o HC e o MS podem ser