processo civil resumo

Download Processo Civil Resumo

Post on 11-Feb-2015

34 views

Category:

Documents

7 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

I - Jurisdio: Jurisdio uma das funes do Estado, mediante a qual este se substitui aos titulares dos interesses em conflito para, imparcialmente, buscar a pacificao do conflito que os envolve, com justia. Caractersticas: Unidade, Imparcialidade, Secundariedade, Substitutividade, Definitividade.Art. 1 A jurisdio civil, contenciosa e voluntria, exercida pelos juzes, em todo o territrio nacional, conforme as disposies que este Cdigo estabelece.o

Unidade: A jurisdio funo exclusiva do Poder Judicirio, por intermdio de seus juzes (art. 1), os quais decidem monocraticamente ou em rgos colegiados, da por que se diz que ela uma. A distribuio funcional da jurisdio em rgos (Justia Federal, Justia do Trabalho, varas cveis, varas criminais, entre outros) tem efeito meramente organizacional. A jurisdio, como ensina Lopes da Costa, ser sempre o poder-dever de o Estado declarar e realizar o Direito. Secundariedade: O normal que o Direito seja realizado independentemente da atuao da jurisdio. Em geral, o patro paga os salrios sem que seja acionado para tanto; o locatrio paga o aluguel sem que o locador tenha que recorrer justia para fazer valer seu direito. Somente quando surge o litgio (conflito de interesses qualificado por uma pretenso resistida) que o Judicirio provocado. Diz-se, por isso, que a jurisdio secundria, que ela tem a caracterstica de secundariedade. Imparcialidade: A jurisdio atividade eqidistante e desinteressada do conflito, e or isso, num primeiro momento, s age se provocada (art. 2). Evidentemente que, uma vez provocada, age por impulso oficial, de ofcio. Substitutividade: De um modo geral, as relaes jurdicas so formadas, geram seus efeitos e extinguem-se sem dar origem a litgios. Quando surge um litgio, as partes podem comp-lo de diversas formas, sem recorrer ou aguardar o pronunciamento do juiz. A transao (concesses mtuas CC, art. 840), a conciliao (transao obtida em audincia) e o juzo arbitral (soluo da lide por pessoas estranhas ao Judicirio) so instrumentos extrajudiciais adequados para a composio dos litgios. Essa a razo por que se diz que a jurisdio tem carter substitutivo, ou seja, substitui a atuao das partes. Princpios da Jurisdio: 1) Investidura: s ser exercida por quem tenha sido regulamente investido na autoridade de juiz; 2) Indelegabilidade: no mbito do poder Judicirio no pode juiz algum, delegar funes a outro rgo tambm judicirio, o magistrado a exercer a funo jurisdicional o faz em nome do Estado; 3) Inevitabilidade: uma vez acionada a jurisdio no tem como as partes esquivarem- se do exerccio do poder estatal; 4) Indeclinabilidade: o Estado tem o dever de solucionar os litgios posto a sua apreciao; 5) Inrcia, o magistrado deve exercer sua funo por provocao do interessado; 6) Aderncia: ao territrio, cada juiz s exerce sua autoridade nos limites do territrio, sujeito por lei a sua jurisdio; 7) Inafastabilidade de Jurisdio: veda qualquer tentativa, ainda que por meio de lei, de se dificultar ou de excluir o acesso dos particulares ao poder judicirio na busca de tutela a direitos que estendam estarem sofrendo ou ameaados de sofrer leso; 8) Juiz Natural, ningum pode ser privado do julgamento por um juiz independente e imparcial, indicado pelas normas legais.

Art. 2o Nenhum juiz prestar a tutela jurisdicional seno quando a parte ou o interessado a requerer, nos casos e forma legais. (Inrcia)

Espcies de Jurisdio: 1) Contenciosa: A jurisdio contenciosa a atividade pela qual o juiz compe os litgios entre as partes e tem como caractersticas a ao, a lide, o processo e o contraditrio ou sua possibilidade; 2) Voluntria ou Graciosa: administrao pblica de interesses privados por intermdio de juiz nos casos expressamente previstos em lei. no h litgio, no h processo, no termo tcnico da palavra, havendo meramente uma medida judicial de carter administrativo. H interessados, e no partes. II - AO: O direito de ao PBLICO, porque se dirige contra o Estado-Juiz. SUBJETIVO porque o ordenamento jurdico faculta quele lesado em seu direito pedir a manifestao do Estado (provocar a tutela jurisdicional) para solucionar o litgio, dizendo qual o direito de cada uma das partes no caso concreto. Ao, portanto, numa concepo ecltica: o direito a um pronunciamento estatal que solucione o litgio, fazendo desaparecer a incerteza ou a insegurana gerada pelo conflito de interesses, pouco importando qual seja a soluo a ser dada pelo juiz. Teoria Ecltica de LIBMAN: este o conceito de ao adotado pelo CPC. Segundo LIBMAN, o direito de ao no est vinculado a uma sentena favorvel (teoria concreta), mas tambm no completamente independente do direito material (teoria abstrata). H, de fato, uma abstrao do direito de ao, no sentido de que a existncia do processo no est condicionada do direito material invocado; porm, sustenta-se pela teoria ecltica que a ao o direito a uma sentena de mrito, seja qual for o seu contedo, isto , de procedncia ou improcedncia. Para surgir tal direito, devem estar presentes certos requisitos, denominados de condies da ao; alis, a ausncia de tais condies gera o fenmeno designado por carncia de ao. importante observar que no apenas as condies da ao, mas tambm os pressupostos processuais so requisitos necessrios para que se tenha direito sentena de mrito. tanto que o direito moderno (Itlia, Alemanha), tais instituto so tratados conjuntamente e no de maneira dissociada, como se v na doutrina nacional. O acolhimento da teoria ecltica de LIBMAN pelo CPC evidenciado por uma srie de dispositivos, tais como o art. 267, VI, que estabelece a extino do processo sem resoluo do mrito quando no concorrer qualquer das condies da ao, como a possibilidade jurdica do pedido, a legitimidade das partes e o interesse processual; CONDIES DA AO: LEGITIMIDADE CAUSAM AD INTERESSE DE AGIR POSSIBILIDADE PEDIDO JURDICA DO

A possibilidade jurdica do pedido a aptido de um pedido, em tese, ser acolhido. Se, em tese, o pedido possvel, est preenchida esta primeira condio da ao. O interesse de agir verificado pela reunio de duas premissas: a utilidade e a necessidade do processo. A utilidade est em se demonstrar que o processo pode propiciar benefcios; a necessidade do processo se constata quando o proveito de que se precisa s possvel alcanar por meio do Judicirio. Com relao legitimidade ad causam (ou legitimidade para agir), ela pode ser conceituada como o poder jurdico de conduzir validamente um processo em que se discute um determinado conflito. A legitimidade pode ser exclusiva (atribuda a um nico sujeito),

concorrente (atribuda a mais de um sujeito), ordinria (o legitimado discute direito prprio) e extraordinria (o legitimado, em nome prprio, discute direito alheio). Das partes e dos procuradores:Art. 7o Toda pessoa que se acha no exerccio dos seus direitos tem capacidade para estar em juzo. Art. 8o Os incapazes sero representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei civil. Art. 9o O juiz dar curador especial: I - ao INCAPAZ, se no tiver representante legal, ou se os interesses deste colidirem com os daquele; II - ao RU PRESO, bem como ao REVEL citado por EDITAL ou com HORA certa. Pargrafo nico. Nas comarcas onde houver representante judicial de incapazes ou de ausentes, a este competir a funo de curador especial.

Para ser parte exige-se capacidade, que se divide em:a) Capacidade de ser parte b) Capacidade de estar em Juzo c) Capacidade postulatria. Capacidade de ser parte: Em regra relaciona-se capacidade de direito ou de gozo que comea do nascimento com vida no caso de pessoas naturais ou do surgimento das pessoas jurdicas;Obs.: entes despersonalizados tambm podem ser partes (art. 12, III, IV e V do CPC). O nascituro tambm tem capacidade de ser parte. Capacidade para estar em Juzo (art. 7) diferente da capacidade de ser parte. A capacidade processual a possibilidade de exercer por si s os atos da vida civil capacidade de fato ou de exerccio. Exemplo: menores de idade ao de alimentos. Capacidade dos Cnjuges art. 10: Regra: Cada um tem capacidade plena e independente do outro para defenderem seus direitos e interesses. Exceo art. 10 do CPC: (Outorga uxria): Capacidade processual ativa - para propor aes que versem sobre direitos reais imobilirios um cnjuge necessita de CONSENTIMENTO do outro (reivindicatria, usucapio, adjudicao compulsria, execuo hipotecria) - OBS.: no se trata de litisconsrcio ativo necessrio, pois o que a lei exige simplesmente a autorizao e no que ambos ocupem o polo ativo da demanda. Falta da outorga uxria nulidade do processo. Recusa injustificada ou impossibilidade suprimento do Juiz (art. 11); Capacidade processual passiva quando um cnjuge for demandado (ru) em uma ao ambos devero ser CITADOS nas aes que versem: a) sobre direitos reais imobilirios; b) Fatos que digam respeito a ambos (responsabilidade do filho menor p.e.); c) dvidas contradas por um , mas a bem da famlia; d) constituio ou extino de nus sobre imveis de um ou de ambos - OBS.: Neste caso se trata de litisconsrcio passivo necessrio, pois ambos sero rus; Capacidade processual dos cnjuges nas aes possessrias (art. 10, 2): Neste caso somente indispensvel no caso de : a) composse; b)ato praticado por ambos. Irregularidade quanto capacidade ou representao das partes: a) Suspenso do processo pelo Juiz; b) Prazo razovel para corrigir o defeito;

c) Se no cumprido pelo: Autor Nulidade do processo Ru Revelia Terceiro interessado - Excluso III - LITISCONSRCIO: Ocorre o litisconsrcio quando em um dos plos da demanda ou em ambos h uma pluralidade de partes. Assim, haver litisconsrcio quando houver mais de um autor ou mais de um ru na relao processual, ocorrendo um cmulo subjetivo em um mesmo processo. O que justifica a formao do litisconsrcio o direito material objeto da relao processual em questo, ou seja, as partes se renem pela comunho ou conexidade de interesses objeto da demanda. Classificao do Litisconsrcio: a) Quanto posio das part