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  • Graduao 2014.1

    PROCESSO CIVIL: PROCEDIMENTOS

    REVISO: LUIZ ROBERTO AYOUBATUALIZAO: JULIANO OLIVEIRA BRANDIS E JOS AUGUSTO GARCIA DE SOUSA

  • SumrioProcesso Civil: Procedimentos

    INTRODUO ..................................................................................................................................................... 3

    AULAS 01, 02 E 03. AS TUTELAS DE URGNCIA ANTECIPADA E CAUTELAR E A TUTELA INIBITRIA ................................... 6

    AULAS 04 E 05. PETIO INICIAL (ARTS. 282 E SEGUINTES DO CPC) E SENTENA DE IMPROCEDNCIA LIMINAR (ART. 285-A DO CPC) ................................................................................... 23

    AULA 06 E 07. ATOS DE COMUNICAO PROCESSUAL: CITAO, INTIMAO E CARTAS (PRECATRIA, ROGATRIA E DE ORDEM) ... 43

    AULAS 08 E 09. RESPOSTA DO RU E REVELIA ........................................................................................................... 56

    AULAS 10, 11 E 12. INTERVENO DE TERCEIROS E LITISCONSRCIO .............................................................................. 72

    AULAS 13 E 14. PROVIDNCIAS PRELIMINARES E JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO ..................................... 91

    AULAS 15, 16 E 17. PROVAS: TEORIA GERAL E ESPCIES ............................................................................................ 102

    AULA 18. AUDINCIA DE INSTRUO E JULGAMENTO ............................................................................................... 131

    AULAS 19, 20 E 21. SENTENA ............................................................................................................................ 137

    AULAS 22, 23 E 24. COISA JULGADA ...................................................................................................................... 148

  • PROCESSO CIVIL: PROCEDIMENTOS

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    INTRODUO

    1 VISO GERAL DA DISCIPLINA:

    O direito processual civil um ramo da cincia jurdica e uma das reas do direto pblico que estabelece as normas que disciplinam o exerccio do poder estatal na prestao da jurisdio, que pode ser confl ituosa ou no. Esse conjunto de normas visa estabelecer a efetividade da tutela jurisdicional, discriminando as atuaes das partes e do Estado-Juiz, desde a concepo da ao e defi nindo vrios elementos que devero reger a prestao jurisdicional, visto que o exerccio da jurisdio deve obedecer a regras que viabilizem a concretizao das garantias dos indivduos prescritas na Constituio.

    O Cdigo de Processo Civil hbil a reger questes de direito privado (civil e empresarial), pblico (tributrio, internacional, militar etc.), alm do direito previdencirio e trabalhista, garantindo elementos formadores do devido processo legal.

    Destaque-se que o estabelecimento de normas disciplinadoras do proces-samento das aes decorre de tempos bem recuados. Desde o perodo colo-nial no Brasil, j havia o exerccio da jurisdio na soluo de confl itos.

    Naquela oportunidade, regiam o nosso sistema as leis processuais dos co-lonizadores. Eram as Ordenaes Filipinas, cujo processo civil era descrito no Livro V e que vigeram no Brasil at o advento do Cdigo Civil em 1916, j que este cdigo tambm cuidava de algumas questes processuais. Em 1939 foi fi nalmente editado o Cdigo Brasileiro de Processo Civil, seguido do ain-da vigente Cdigo de Ritos, introduzido na sistemtica nacional em 1973, por meio da Lei n. 5.869.

    Apesar de o nosso Cdigo em vigor ser o mesmo de 1973, muitas modi-fi caes foram inseridas no texto normativo, em especial nos ltimos anos, dando incio ao chamado ciclo de reformas.

    Feitas essas observaes introdutrias, vale declinar a sequncia do nosso curso.

    Ele ser aberto com o tema das tutelas de urgncia, um tema de grande transcendncia nos dias atuais. Juntamente com as tutelas de urgncia, discu-tiremos tambm a tutela inibitria.

    Depois, cuidaremos de outro tema de indiscutvel relevncia prtica, a petio inicial. Trata-se de instrumento que deve respeitar vrias regras na sua elaborao, sob pena de ser rejeitada. To logo proposta a demanda, o juiz observar a petio inicial e se manifestar por meio do chamado despacho liminar, que poder determinar a citao do ru, mandar o autor emendar a inicial, sanando algum vcio, ou mesmo rejeitar liminarmente a petio. Teremos ento a primeira manifestao judicial no processo, e novamente

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    depararemos com o ciclo de reformas do CPC brasileiro, visto que, nesse mo-mento, o Estado-Juiz poder prolatar a chamada sentena liminar, autorizada pelo novel art. 285-A do CPC.

    Em seguida, trataremos das comunicaes dos atos processuais, com n-fase na citao do ru. A citao um momento crucial no processo, eis que qualquer vcio na realizao da mesma acarretar a nulidade dos atos pratica-dos posteriormente.

    O ru, chamado a se manifestar no processo, poder apresentar vrias modalidades de resposta, as quais estudaremos com ateno, tambm mere-cendo anlise o importante instituto da revelia, cuja sistemtica, no processo civil brasileiro, bastante criticada.

    Acompanhando a trilha do procedimento ordinrio, aps os temas da res-posta do ru e da revelia abordaremos as providncias preliminares e o jul-gamento conforme o estado do processo, captulos igualmente importantes.

    Em sequncia, ingressaremos no direito probatrio, matria de grande interesse no s para o direito processual mas tambm para o direito consti-tucional. Oportuna ser a compreenso da inverso do nus da prova, que uma exceo regra geral do Cdigo de Processo Civil, e da teoria da carga dinmica da prova, cada vez mais prestigiada entre ns.

    Uma nova etapa processual inicia-se por meio da audincia de instruo e julgamento, a AIJ. Conheceremos os elementos que constituem a mesma, que engloba diversos atos processuais de forma quase simultnea. Nela ocor-rero a produo de prova oral e os debates, podendo at mesmo haver o proferimento da sentena.

    Exatamente a sentena o nosso prximo ponto. A sentena composta de elementos obrigatrios, como o relatrio, a fundamentao, a parte dispo-sitiva e a assinatura. Conheceremos a razo da necessidade de cada um desses elementos e as consequncias do seu no atendimento.

    Na aula seguinte, a derradeira do semestre, ser a vez da coisa julgada, oportunidade em que estudaremos a precluso e a distino entre esta e aque-la. A coisa julgada pode ser material ou formal e tem limites objetivos e sub-jetivos. Alm da dogmtica tradicional da coisa julgada, no descuidaremos da discusso sobre a possibilidade de relativizao da coisa julgada, extrema-mente acesa na processualstica contempornea.

    2 OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

    Com o estudo dos temas supracitados, os alunos j sero capazes de com-preender a dinmica bsica do processo civil brasileiro, bem como seus prin-cpios mais relevantes.

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    Fundamentalmente, pretende-se mostrar que o processo civil, nos dias atuais, no mais um amontoado de formas e prazos, mas existe para mate-rializar direitos e valores fundamentais, sendo ntima a relao entre os direi-tos processual e constitucional.

    3 METODOLOGIA

    A metodologia do nosso curso ser a participativa, dando-se bastante n-fase discusso de casos e julgados.

    4 FORMA DE AVALIAO

    As avaliaes sero feitas por meio de provas escritas com questes discur-sivas e objetivas, a critrio do professor. Participaes do aluno em sala de aula tambm sero consideradas.

    Sero duas avaliaes e uma terceira para aqueles alunos que no tenham obtido a mdia para aprovao. O contedo das provas ser cumulativo e assim abordar qualquer matria lecionada at a data da prova, mesmo que j tenha sido tema de discusso em prova anterior.

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    AULAS 01, 02 E 03. AS TUTELAS DE URGNCIA ANTECIPADA E CAUTELAR E A TUTELA INIBITRIA

    CASO

    Maria faz uso de medicamento imprescindvel manuteno de sua vida, o qual recebe do Poder Pblico. Comparecendo ao posto de sade, como de praxe, recebe a negativa no fornecimento do medicamento, o que motivou a procura por um advogado, que props ao de obrigao de fazer com base no artigo 461 do CPC. Em suas alegaes, o advogado de Maria informa o fato de o medicamento ser indispensvel manuteno da vida da autora, um bem jurdico garantido pela Constituio. O juiz, de ofcio, concede a tutela liminar determinando o imediato bloqueio da conta bancria da Fa-zenda Pblica, sob pena de aplicao de multa diria pelo inadimplemento, ao fundamento de que o direito sade deve prevalecer sobre o princpio da impenhorabilidade dos recursos pblicos, buscando com o bloqueio das verbas a efetivao do direito mais relevante.

    Diante deste caso:

    a) Responda fundamentadamente se o juiz poderia agir de ofcio de-terminando a antecipao de tutela e a aplicao de multa sem que a parte autora tivesse requerido tal ato.

    b) Refl ita sobre a razoabilidade da fundamentao do juiz no sentido da mitigao da impenhorabilidade de verbas pblicas, diante do no-fornecimento de medicamento pelo ente pblico.

    NOTA AO ALUNO

    1 CONSIDERAES INICIAIS

    A tutela jurisdicional a resposta Estatal a uma provocao dos jurisdi-cionados por meio da propositura de uma ao. Como vimos, nem sempre a prestao buscar solucionar uma lide necessariamente, mas sempre haver um objeto da ao que, por vezes, pode no ter como se sujeitar ao trmite natural de uma demanda, pois essa demora processual pode gerar ou agravar um dano. A isto a doutrina denomina de dano marginal. Para minimizar este risco existem medidas emergenciais que visam garantir o direito tutelado.

  • PROCESSO CIVIL: PROCEDIMENTOS

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    Nesse sentido, para que a tutela jurisdicional seja efi caz quanto ao resulta

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