processo civil iv

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Processo Civil IVTeoria Geral das Tutelas Executivas1. Premissas Bsicasa) Contraditrio: ele se concretiza de forma diferenciada, haja vista que o executado somente pode exercer sua defesa em processos incidentais ao processo principal de execuo, ou seja, mediante aes incidentais e incidentes processuais de resposta.b) Base formal das tutelas executivas: toda tutela a executiva fundada em um ttulo executivo que pode ser judicial ou extrajudicial.Judicial so aqueles decorrentes de uma deciso, em regra, transitada em julgado, prolatada em um processo de conhecimento, ou decorrente, de previso legal nesse sentido.Extrajudicial se decorrente da livre pactuao das partes consubstanciada em um contrato que deve ainda, observar os requisitos legais.c) Diviso de Procedimentos: as turmas executivas so instrumentalizadas em duplicidade, pois, conforme a natureza do ttulo, o procedimento ser diferenciado.2. Reformas LegislativasA Lei n. 11.282/05 alterou as regras de a liquidao de sentena instituiu o Processo Sincrtico ou cumprimento de sentena ou execuo de ttulo judicial. Neste, o processo nico, dividido em 2 (duas) fases ou mdulos, a primeira de conhecimento e a segunda de execuo.A Lei n. 11.386/06 consolida e regulamenta o hoje chamado Processo Autnomo de Execuo ou Execuo de ttulo extrajudicial.3. Regra de SubsidiariedadeBaseado em trs requisitos:a) Autorizao legal: arts. 475-R e 598/CPC.b) Omisso: o sistema onde ser introduzida a regra por subsidiariedade no pode ter regra prpria.c)Compatibilidade: a regra a ser introduzida deve combinar com o sistema onde ser utilizada.4. Sistema de procedimentais e base classificatria das tutelas executivas.Alm da natureza do ttulo, os procedimentos executivos leva em conta o critrio classificatrio do direito obrigacional para definir as espcies de execuo.5. Decises passveis de execuo.Todas as decises judiciais definitivas so passveis de execuo, sejam elas declaratrias, constitutivas ou condenatria, desde que nelas haja um comando obrigacional, direto ou indireto, principal ou acessrio.Tambm possvel cumular vrias obrigaes em um comando de sentena. Inicia-se pelas tutelas especficas e conclui-se com a de quantia certa.6. Princpios especficos das Tutelas executivas6.1 Princpio do Desfecho nicoPor esse princpio, toda tutela executiva busca alcanar uma nica finalidade qual seja: o adimplemento da obrigao, sendo esse o seu chamado desfecho nico, conforme se depreende do art. 794/CPC.Todo e qualquer desfecho diverso do adimplemento da obrigao, embora possvel, deve ser entendido como anmalo.6.2 Princpio de menor sacrifcio ao executado disposto no art. 620/CPC.6.3 Princpio da boa f executivaPor esse princpio, cabe ao executado se conduzir no processo de forma a no tumultuar ou atrasar ou atrasar lide sob pena de multas cumulativas (arts. 600 e 601/CPC)6.4 Princpio da Tipicidade e atipicidade dos meios executivoNo sistema atual, vigora o princpio da atipicidade, permitindo que o juzo ative com mais liberdade criativa, inclusive no que tange aos procedimentos que so abertos.A exceo, fica para as tutelas de quantia certa que ainda obedecem ao princpio da tipicidade, embora haja mais liberdade tambm desse sistema de interpretao.

AoCredorDevedorExecuoAoEmbargos declaraoSentena6.5 Princpio da disponibilidade nas execues (art. 596/CPC)

Na desistncia do credor se for o embargo questo processual extingue-se automaticamente se de mrito necessrio concordncia do devedor, o embargo ser autnomo.6.6 Princpio da responsabilidade do exeqente por uma exceo indevida Acaso a execuo seja declarada indevida por deciso judicial o credor responsabilizado pelas perdas e danos causados ao devedor que o far nos prprios autos, pois a deciso que reconheceu sendo indevida a execuo, ttulo judicial que favorece art. 574 CPC.

7. Execuo Definitiva e Provisria7.1 Ttulo Judicial: art. 475-I, 1 c/c 475-O / CPCDefinitiva: quando o ttulo judicial j fez coisa julgada material.Provisria: quando o ttulo judicial ainda no transitou em julgado, pois a deciso que consubstancia ainda est pendente de reviso por um recurso recebido s no efeito devolutivo que ainda no foi julgado.

7.1.1 Procedimentoa) O art. 475-O dispe sobre as regras que so especficas da execuo provisria, haja vista que , no mais, ela se processa como se definitivo fosse.b) Depende de requerimento do credor no importando a natureza da obrigao, sendo vedada, portanto, a atuao de ofcio do juzo. Esse requerimento uma petio intermediria nos moldes de uma petio inicial, no que couber, observados os requisitos legais.c) Requisitos do requerimento inicial: tem por peas obrigatrias a deciso judicial a ser executada, certido comprovando a existncia de recurso s no efeito devolutivo e procurao de ambas as partes.d) Apenas quando a execuo chega na Fase da Expropriao, aplica-se a regra de cauo prevista nos 1 e 2 do inciso II do art. 475-O / CPC. Essa cauo pode ser real ou fidejussria e arbitrada pelo juzo considerando o valor atualizado da cauo.Todavia ela pode ser dispensada se:- I, 2, III, 475/CPC:Crdito de natureza alimentar;Crdito decorrente de ato ilcito;Estado de necessidade do Credor limitado ao teto de 60 salrios mnimos.- II, 2, III, 475-O / CPC hiptese processual.7.2 Ttulo extrajudicial: art. 587/CPC8. Legitimidade e Competncia8.1 Legitimidadea) Ativa: arts. 566 e 567 / CPCb)Passiva: arts. 568 / CPC

8.2 CompetnciaTtulos extrajudiciais: art. 576/CPC.Como se trata de demanda nova , ou seja, uma ao, esta obedece s regras gerais de competncia como qualquer ao.Existe, no entanto, a possibilidade de uma competncia concorrente, qual seja: a de que a ao de execuo possa ser ajuizada na localidade onde for mais possvel o adimplemento da obrigao.Ttulos Judiciais: art. 475-P/CPC- Incisos I e II cabvel aos ttulos judiciais tradicionais. Os incisos dispem sobre essa nica regra: a de que u juzo competente para a execuo o mesmo juzo que conheceu da demanda em primeiro lugar- Inciso III: cabvel aos ttulos judicirios chamados de hbridos. So assim denominadas porque ao contrrio dos ttulos judiciais tradicionais, no so precedidos de atividade de conhecimento judicial civil, ensejando, portanto, um processo autnomos como os ttulos extrajudiciais ( ao de execuo).Entretanto, mesmo gerando um processo autnomo, a eles se aplicam as regras do cumprimento de sentena por serem ttulos judiciais na forma da lei com as adaptaes necessrias.Dessa forma, o juzo cvel competente mencionado no inciso :a) Sentena Arbitral e penal condenatria transitado em julgado: aplicando-se subsidiariamente as regras de titulo extrajudicial , inclusive, de competncia concorrente.b) Sentena estrangeira homologada pelo STJ: do juzo federal singular conforme art. 109, X da CF /88.9. Ttulos Executivos9.1 Ttulo Executivo o documento que da condio, que torna possvel a busca do adimplemento da obrigao pela via executiva.9.2 EspciesJudicial e Extrajudicial Extrajudiciais: art. 585/CPC- No um rol taxativo- tem por base a livre contratao das partes com exceo da CDA(VII)Judicial: art. 475-N/CPC

9.3 Requisitosa) Certeza: deve ser compreendido sob dois aspectos. O primeiro diz respeito natureza obrigacional da relao jurdica objeto da deciso ou contrato. Constatado esse primeiro ponto, o segundo aspecto diz respeito, a espcie da obrigao, pois ela que determinar o procedimento executivo a ser adotado.b) Exigibilidade: requisito atrelado ideia de mora, ou seja, atraso. Uma obrigao s exigvel quando se configura como inadimplida e o inadimplemento se d com o no cumprimento da obrigao nos prazos e condies (suspensivas e resolutivas) estabelecidas no contrato, lei ou deciso do juzo.c) Liquidez: diz respeito ao valor (pecnia) do crdito exequendo. Em razo disso, esse requisito somente obrigatrio nas tutelas executivas de quantia certa. Nas demais, facultativa.Nos ttulos judiciais de quantia certa, existe a possibilidade do requisito ainda no ter sido formado. A busca da liquidez se dar, ento, atravs de um procedimento denominado liquidao de sentena. Nos ttulos extrajudiciais de quantia certa, esse procedimento no permitido, pois se exige que o ttulo, por ser extrajudicial, esteja completo em todos os seus requisitos, inclusive a liquidez.Entretanto, a liquidao de Sentena ser aplicvel subsidiariamente aos ttulos extrajudiciais de tutela especfica que passaram pela necessidade de converso em perdas que sero apuradas em liquidao incidental.10. Liquidao de SentenaArts. 475-A ao 475-H / CPC.Natureza jurdica: Trata-se de incidente processual interno prvio fase de execuo destino formao do requisito da liquidez mediante atividade cognitiva.Atividade cognitiva: a liquidao de sentena se utiliza subsidiariamente dos ritos comuns do processo de conhecimento, entretanto, toda a atividade fica restrita discusso de valores(contraditrio e instruo probatria. vedada a reanalise de qualquer matria que j tenha sido apreciada pela fase de conhecimento e esteja sob o manto da coisa julgada (art. 475 G/CPC).No pode se iniciada de ofcio, dependendo de requerimento da parte interessada conforme 1, 475-A/CPC, parte esta que normalmente se reflete no credor. Liquidao em Execuo Provisria(2, 475 A). O procedimento fazer o requerimento da execuo provisria e incluir o requerimento de liquidao como um dos pedidos.Liquidao em Ttulos Judiciais Hbridos: (ver p. nico do art. 475 N/CPC c/c 1, 475-A/CPC): O credor deve ajuizar a demanda atravs de Petio Inicial(art. 282, no que couber) e incluir o pedido de liquidao de sentena.Desta feita, o ru ser citado.Modalidades: arbitramento e artigosa) Arbitramento: (arts. 475 C e D do CPC)Ser a modalidade utilizada quando a elaborao da conta for necessrio um perito.Dessa forma o procedimento segue os seguintes passos:1. Requerimento inicial da liquidao;2. Intimao ou citao do ru para responder ao requerimento ;3. Produo da prova pericial, aplicando-se subsidiariamente as regras de processo de conhecimento, observando a regra especfica do nico do art. 475-D