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Caderno de processo civil II

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  • 5/20/2018 Processo Civil - Caderno

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    A n d r e a C a r a c i o l a - P r o c e s s o C i v i l I I I - P g i n a | 1

    08/08/2011

    PROCESSO relao jurdica, reunio de atos processuais encadeado no tempo e no espao

    com vistas pacificao social com justia para definir o conflito.

    H 3 espcies/classificao do processo:

    1.

    Execuo2. Cautelar

    3.

    Conhecimento

    O critrio se estabelece de acordo com a pretenso, o pedido.

    Conhecimento

    Surge a partir de uma INDEFINIO acerca da titularidade do direito material. O juiz ouve o

    autor e o ru, em contraditrio, colhe as provas, se decide e profere sua sentena, motivando-

    a. o princpio do livre convencimento motivado.

    Execuo(Lei 11.232/2005)desestruturou o processo de execuo.

    Ttulo executivoexterioriza o grau de certeza que legitima o ato de constrio.

    Processo de execuo: sabe-se de quem o direito, mas precisa viabilizar o usufruto desse

    direito, que de alguma forma est inviabilizado.

    Por exemplo, sentena condenatria no cumprida a parte condenada no pagou. O credor

    no precisa de um novo processo, aparelha-se o ttulo executivo de constrio.

    Processo de execuo existe? Se o ttulo for judicial, no existe mais processo. Existir uma

    fase de cumprimento de sentena. Se for extrajudicial(cheque, debnture, nota promissria),

    sobre esse ttulo haver sim processo de execuo.

    O ttulo extrajudicial aquele produzido fora do juzo.

    FASE DE EXECUOTTULO JUDICIAL

    PROCESSO DE EXECUOTTULO EXTRAJUDICIAL

    Cautelar

    Acautelar, proteger. Mas proteger do qu? Protege o direito processual, direito a outro

    processo regular, o de conhecimento ou execuo.

    Processo cautelar instrumento do instrumento, instrumentalidade.

    Ele protege a efetividade de um outro processo.

    ITER COGNITIVO ORDINARIZADO DO PROCESSO DE CONHECIMENTO

    1. Petio Inicialprovocao do judicirio

    Processo nasce quando se pede algo ao judicirio. Por exemplo, o juiz indefere uma

    petio inicial liminarmente (antes da citao, in limine) pela deciso interlocutrio

    liminar.

    O processo nasce antes da citao, com a distribuio ou com o despacho inicial.

    Com a petio inicial o autor ingressa em juzo. Ela define o objeto litigioso do

    processo. o PEDIDO que delimita o processo.

    o principal ato a delimitar a cognio, conhecimento do juiz.

    2.

    FASE POSTULATRIAfase entre a defesa e a petio inicial3. Defesa

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    4.

    FASE ORDINRIAo processo interesse muito mais ao Estado Juiz do que ao interesse

    particular das partes.

    As matrias de ordem pblica interessam ao Estado, o interesse pblico do processo.

    Art. 301elenca preliminares (matrias impeditivas do exame do mrito).

    4 - matrias de ordem pblica (vcio)

    5.

    SANEAMENTOA deciso saneadora uma deciso interlocutria complexa. Todo ato

    processual complexo formalmente uno, mas fracionvel em tpicos, matrias,

    contedos.

    Deciso saneadoralimpar o processo

    a. O juiz determina que sejam regularizados os vcios sanveis;

    b.

    O juiz determina os pontos controvertidos;

    c. O juiz defere, autoriza os meios de provas pertinentes e indefere os impertinentes;

    d. Se houver sido determinada prova oral, o juiz designa audincia de instruo,

    debates e julgamento.

    Onde o juiz saneia? Em gabinete ou em audincia?

    Em audinciade acordo com:

    I. A natureza jurdica do direito material, que precisa ser transacionvel,

    disponvel ou parcialmente disponvel;

    II. Demonstrao no caso concreto da possibilidade real de transao. Por

    exemplo, quando o ru alega ilegitimidade passiva e o juiz acolhe essa

    ilegitimidade. Logo, no h possibilidade de transao, ento o juiz nem vai

    perder tempo saneado o processo.

    10/08/2011

    Deciso saneadora = deciso complexaabrange vrias matrias.

    6. FASE INSTRUTRIAcolhe as provas deferidas no saneamento, aquelas que tenham

    sido requeridas pelas partes.

    O juiz poder determinar provas ex oficio, por causa dos poderes instrutrios que lhes

    so conferidos.

    7.

    Se houver prova oral a ser colhida, ela ser na audincia de instruo, debates e

    julgamento.

    Audincia de instruo debates e julgamento serve para colher prova ORAL deferidano saneamento ou determinada ex oficiopelo juiz.

    8.

    FASE DECISRIAse o magistrado estiver convencido, ele ir proferir...

    9. SENTENA

    O vencido poder impugnar a sentena:

    10.

    FASE RECURSAL

    11.COISA JULGADA= imutabilidade da deciso dentro do processo, porque no cabe mais

    recurso, porque:

    1.

    Exerccio de toda cadeia recursal;

    2.

    No exerccio da cadeia recursalparte se conformou, perdeu prazo etc.

    Publicada a sentena, tem 15 dias para recorrer.

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    Imutabilidade da sentena de mrito daquele processo.

    Houve coisa julgada, mas um ano depois a parte vencida descobre que o juiz recebeu

    R$ 2 milhes para julgar485, I. A parte lesada poder propor outra aopar anular a

    coisa julgada. a AO RESCISRIA(processo de conhecimento).

    Ao rescisriarescindir sentena de mrito transitada em julgado com vcio previsto

    no art. 485- A sentena de mrito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:

    I - se verificar que foi dada por prevaricao, concusso ou corrupo do juiz;

    II - proferida por juiz impedido ou absolutamente incompetente;

    III - resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida, ou de

    coluso entre as partes, a fim de fraudar a lei;

    IV - ofender a coisa julgada;

    V - violar literal disposio de lei;

    VI - se fundar em prova, cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou

    seja provada na prpria ao rescisria;

    VII - depois da sentena, o autor obtiver documento novo, cuja existncia ignorava, oude que no pde fazer uso, capaz, por si s, de Ihe assegurar pronunciamento

    favorvel;

    VIII - houver fundamento para invalidar confisso, desistncia ou transao, em que se

    baseou a sentena;

    IX - fundada em erro de fato, resultante de atos ou de documentos da causa;

    1 H erro, quando a sentena admitir um fato inexistente, ou quando considerar

    inexistente um fato efetivamente ocorrido.

    2 indispensvel, num como noutro caso, que no tenha havido controvrsia, nem

    pronunciamento judicial sobre o fato.

    Ao rescisria observa o processo de conhecimento. de competncia originria dostribunais, ela j comea em 2 grau, decidida por acrdo.

    plenamente possvel ao rescisria de rescisria. permitida rescisria sucessiva.

    CF/88 assegurou duas espcies de tutela:

    1. Preventiva(inibitria)tutela ameaa de abuso

    2.

    Ressarcitria (indenizatria) proteo pedida ao judicirio depois que o dano

    aconteceu.

    Audincia preliminarquando o saneamento feito em audincia.

    Audincia de conciliaopoder ser determinada a qualquer tempo para tentar conciliar as

    partes.

    Audincia de instruo, debates de julgamentoprova oral.

    EXECUO

    Se j tiver coisa julgada, a execuo ocorrer no mesmo processo de conhecimento e

    ser chamada de execuo ou cumprimento de sentena definitiva, porque o ttulo

    definitivo, j que houve o trnsito em julgado.

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    Proferida a sentena e interposto recurso de apelao, se este for recebido sem efeito

    suspensivo, aquela sentena produzir efeitos antecipadamente, a EXECUO

    PROVISRIA, porque ainda no houve trnsito em julgado.

    SENTENA RECURSO SEM EFEITO SUSPENSIVO EXECUO PROVISRIA

    Marcos preclusivos defesa, saneamento, audincia de IDJ, sentena e coisa julgada No

    processo de conhecimento (sistema do CPC), como regra (h exceo), ultrapassada uma fase

    processual a ela no se retorna, SALVOdiante do reconhecimento judicial em grau recursal de

    um error in procedendoerro no procedimento.

    Praticado um ato processual, a ele no se retroage. Processo sempre anda para frente.

    Excepcionalmente possvel retroagir ao ato j praticado, por exemplo, quando o juiz errou ao

    fixar os pontos controvertidos:

    Parte se conforma

    Parte agrava Recurso de AGRAVO, que interposto perante a deciso

    interlocutria.

    agravo de instrumento.

    A deciso saneadora contm um vcio.

    Se o acrdo de agravo de instrumento concorda com o agravante, retorna-se ao

    momento do ato invalidado para que ele seja repraticado. E eventuais atos tambm

    praticados em primeiro grau so repraticados.

    Agravo NO suspende o processo.

    Se for conferido efeito suspensivo ao agravo, o processo fica travado.

    ImportanteCAI NA PROVA:

    Processo pode caminhar para trs quando houver VCIO, o error in procedendo erro de

    procedimento.

    ERROR IN PROCEDENDO o erro cometido pelo juiz na conduo do processo, o erro de

    atividade que viola regras processuais ou procedimentais.

    Por exemplo, juiz que no motiva a deciso, que viola regras processuais/procedimentais etc.

    Diante de error in procedendo, interposto recurso e este sendo acolhido, volta-se ao tempo do

    vcio, e tudo aquilo que foi praticado do acrdo ao vcio ser invalidado.

    Processo marcha para frente.

    Excepcionalmente marcha para trs quando houver sido reconhecido em segundo

    grau o error in procedendo.