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  • CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE

    DO ESTADO DE MATO GROSSO

    PRINCPIOS FUNDAMENTAIS

    DE CONTABILIDADE E

    NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE

    Cuiab - MT

    Atualizado at agosto de 2004

  • EDITOR: CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL Rua Baronesa do Gravata, 471 90160-070 Porto Alegre-RS Fone/fax (51) 3228-7999 E-mail: crcrs@crcrs.org.brInternet: http://www.crcrs.org.br 5 edio revista e atualizada at agosto de 2004

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    mailto:crcrs@crcrs.org.br

  • PREFCIO

    A importncia do estudo em grupo. O poder do pensamento unido de certo nme-

    ro de pessoas sempre muito maior do que a soma de seus pensamentos separados. Representam qua-se o produto. Vai ser vastamente benfico para qualquer cidado ou comunidade que se efetuem muitas reunies de pessoas capazes de gerar pen-samentos de alto nvel.

    A jornada de mil quilmetros comea com um passo. infinita a escalada do melhor ao melhor possvel. Todos ns, Contabilistas devotados Classe, sabemos que combinando os possveis, podemos alcanar outros mundos possveis, na certeza de que a subida pelos degraus do aprimoramento nos per-mitir atingir e superar o possvel melhor na busca do melhor possvel. Temos conscincia de que s o melhor de ontem nos permitir tornar realidade a sagrada ambio de atingir o melhor de hoje, estgio para o melhor possvel de amanh. Em 23-10-81 (DOU de 26-01-82) era editada a Resoluo CFC n 530-81, que Aprova Princpios Fundamentais de Contabili-dade. Norma NBC T 1. Em 05-02-86 era editada a Deliberao CVM n 29, que aprova-va o pronunciamento do Instituto Brasileiro de Contadores IBRACON, denominado Estrutura Conceitual Bsica da Contabilidade. Passaram a existir duas posies antagnicas, inconciliveis, isto , duas verdades, o que no tinha o menor sentido.

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  • A oportunidade para corrigir o erro, retomando o caminho certo, abriu-se com a Resoluo CFC n 750, de 31-12-93, editando os Princ-pios Fundamentais de Contabilidade, no mais Norma, mas Princpios, revogando a Resoluo CFC n 530-81 e com ela a NBC T 1. Deste estudo participaram, um grupo especial, com represen-tantes do Conselho Federal de Contabilidade, Instituto Brasileiro de Contadores, Comisso de Valores Mobilirios e Banco Central do Brasil, em reunies que duraram cerca de dois anos, mas nem todos os que iniciaram terminaram. O Grupo Especial que concluiu os traba-lhos participando desde sua primeira reunio estava constitudo dos Contadores: Antonio Carlos Nasi, Eliseu Martins, Luiz Carlos Vaini, Olivio Koliver, Srgio de Iudcibus e Ynel Alves de Camargo. Aprovado pelo Grupo Especial, o estudo foi encaminhado ao grupo responsvel pela elaborao das Normas Brasileiras de Contabi-lidade, que o aprovou e o encaminhou ao Plenrio do Conselho Fede-ral de Contabilidade para ser, aps exame e aprovao daquele colen-do Plenrio, transformado na Resoluo CFC n 750-93 (DOU de 31-12-93). H que esclarecer a correo de uma falha ocorrida quando da elaborao da Resoluo CFC n 530-81, alis falha essa que aconte-ce, tambm, ao se utilizar a expresso Princpios Fundamentais de Contabilidade Geralmente Aceitos e repetida pelo legislador no art. 177 da Lei n 6.404-76. Justifiquemos:

    a. No Brasil, o curso superior de Contabilidade denomi-nado CURSO DE CINCIAS CONTBEIS e forma BA-CHARIS EM CINCIAS CONTBEIS.

    b. ... para os quais a Contabilidade no CINCIA, mas somente um conjunto, mais ou menos articulado, de co-nhecimentos e tcnicas, de limites imprecisos que variam segundo os pases, autores, etc., os princpios tm signifi-cados diversos dos aceitos por aqueles que reconhecem a Contabilidade como CINCIA, uma vez que, perdendo os princpios, sua condio de cerne de conhecimento ci-entfico passa incontinentemente condio de simples

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  • normas profissionais, eventualmente hierarquizveis se-gundo sua importncia prtica. Nesse enfoque faz sentido a locuo de origem anglo-saxnica, princpios geral-mente aceitos designativa de coleo de preceitos ala-dos condio de normas por conveno coletiva. (KOLIVER, Olivio. A Contabilidade de Custos e os Princpios Fundamentais de Contabilidade. In: Congresso Brasileiro de Contabilidade, 14. Salvador, Bahia, 18 a 23-10-92)

    c. Princpio a causa da qual algo procede. a origem, o comeo de um fenmeno ou de uma srie de fenmenos. Os princpios, quando entendidos como preceitos bsicos e fundamentais de uma doutrina, so imutveis, quaisquer que sejam as circunstncias de tempo e lugar em que a doutrina estudada e tais princpios so aplicados. (FRANCO, Hilrio. A evoluo dos princpios contbeis no Brasil. So Paulo: Atlas.)

    d. Os PRINCPIOS inspiram e fundamentam a ao, o comportamento. As NORMAS, sob a luz dos princpios, dirigem a ao, so proposies com carga de ordem e comando, leis que se no forem obedecidas levam risco ao comportamento. PADRES so os fins desejveis, meta para onde dirigida a seu modo a ao do Contabi-lista. (PORTO, Jos S. Princpios - normas - padres e a cincia contbil. UNISANTOS.)

    A Resoluo CFC n 750-93 define os PRINCPIOS, que esto revestidos de universalidade e generalidade, elementos que ca-racterizam o conhecimento cientfico, justamente com a certeza, o mtodo e a busca das causas primeiras. Corrigiu-se sua indevida in-cluso entre as Normas Brasileiras de Contabilidade, uma vez que as NORMAS deles emanam e podem ser mutveis, o que no ocorre com os princpios. NORMA uma indicao de conduta obrigatria. Melhor demonstrando, temos:

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  • PRINCPIOS

    NORMAS

    (regras, convenes, conceitos, guias, bases, procedimentos, etc.)

    PADRES

    A CINCIA CONTBIL consiste num vasto terreno, delimi-tado entre PRINCPIOS, de um lado, e PADRES, de outro; o ter-reno que fica no meio, o terreno especfico das NORMAS. Outro ponto que precisa ficar registrado o da no incluso, expressa (pois o bvio) da prevalncia da Essncia sobre a Forma. A essncia a realidade e a forma apenas a expresso do e-vento. Entretanto, nossos legisladores, sobretudo na rea tributria, no tm sido muito cuidadosos nesse sentido e a lei no foi feita para ser desrespeitada, muito pelo contrrio, h que se cumpri-la. A lei se respeita. Quando no atende a verdade busca-se modi-fic-la pelos meios legais que o regime democrtico oferece. Em casos dessa natureza nunca demais no esquecer que no somos o dono da verdade. Nem sempre o meu entendimento coincide com o seu entendimento e no ser impossvel que nenhum dos dois entendimentos venha coincidir com o de um terceiro. Sem dvida, toda interpretao est sujeita a variaes de opinies, con-forme o intrprete. Como ficaramos?! Num texto de autoria do ilustre cultor do Direito, Dr. Fbio Konder Comparato, temos: Se cada cidado, ou grupo de cidados fosse dado legislar, especialmente com reflexo sobre a coletividade, teramos a mais terrvel das ditaduras anrquicas. Com toda a certeza no isso que se pretende, que se busca em nossos estudos. No est longe, disso temos certeza, o dia em que o Direito vir a ser, com propriedade, uma cincia, simplificando-se imensa-mente e deixando de constituir anfiteatro de vaidades e duelos onde, tantas vezes, a verdade formal prevalece sobre a verdade substancial. (Saint Germain) Meus caros colegas:

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  • S podemos dar aquilo que temos. E, por menor que seja, sempre temos alguma coisa a dar, desde que no nos alinhemos entre os que tudo gira em torno do eu e do meu, num egocentrismo chocante: o meu equilbrio, os meus conflitos, os meus medos, a minha solido, a injustia de que sou vtima, a incompreenso que eu sofro, a minha famlia, a minha sade, a minha alimentao, a minha paz o resto do mundo que lhe interessa? ! S seria bom se nos encontrssemos em termos mais amplos, numa perspectiva de bem comum, numa atitude de dar e no apenas de receber. Como seria bom. o que teremos na Nova Era que o 3 milnio nos conduzir. Colegas: muito h o que fazer. Participem trazendo sua cola-borao. Ela muito importante. Repito e sempre tornarei a repetir: a classe, quanto maior o corpo, mais alma precisa ter. E sua alma a solidariedade, lindamente definida na imagem insupervel de um por todos, todos por um ou como se dizia na linguagem dos romanos pluribus unum. Trabalhemos: as sementes de hoje so os frutos de amanh. Os frutos de amanh sero as sementes de outros frutos. (As Novas Escrituras, v.1) S TEREMOS O MELHOR SE DERMOS O MELHOR.

    Contador YNEL ALVES DE CAMARGO.

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  • SUMRIO CRIAO DO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE E DOS CONSELHOS REGIONAIS ......... 12 Constituio e Finalidades ................................................................ 12 PRINCPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE ....... 15 Resoluo CFC n 750, de 29-12-93. Dispe sobre os

    Princpios Fundamentais de Contabilidade (PFC) ..................... 16 Resoluo CFC n 774, de 16-12-94. Aprova o Apndice Reso-

    luo sobre os Princpios Fundamentais de Contabilidade ........ 22 Resoluo CFC n 900, de 22-02-01. Dispe sobre a

    aplicao do Princpio da Atualizao Monetria ..................... 49 NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE ................... 51 Resoluo CFC n 751, de 29-12-93. Dispe sobre as

    Normas Brasileiras de Contabilidade ......................................... 52 Resoluo CFC n 785, de 28-07-95. Aprova a NBC T 1

    Das Caractersticas da Informao Contbil ............................. 64 1.1 Do Conceito e Contedo .................................................... 65 1.2 Dos Usurios ...................................................................... 65 1.3 Dos Atributos da Informao Contbil ............................... 66 1.4 Da Confiabilidade ............................................................... 66 1.5 Da Tempestividade ............................................................. 67 1.6 Da Compreensibilidade

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