Principais pragas do cafeeiro em Rondnia

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  • ISSN 0103-9334

    Principais Pragas do Cafeeiro em Rondnia:

    Caractersticas, Infestao e Controle

    Introduo

    A cultura do caf est sujeita ao ataque de pragas, que de conformidade com as

    condies climticas, sistema de cultivo ou desequilbrio biolgico, podem causar

    danos considerveis, prejudicando o desenvolvimento e produo das plantas.

    Na Regio Amaznica, particularmente em Rondnia, onde o sistema

    monocultural predominante, prevalecem condies ambientais com alto

    potencial de susceptibilidade a pragas habitualmente existentes neste

    agroecossistema.

    Quanto s pragas destacam-se a broca-do-caf, principal praga na Amaznia,

    sendo responsvel por grandes perdas na produtividade do caf Conilon; o caro

    vermelho, considerado segunda praga em importncia na regio; o bicho-mineiro,

    no obstante tolerncia do Conilon, tem-se observado lavouras em Rondnia

    com alta infestao; e a lagarta-dos-cafezais que vem atacando pelo quinto ano

    consecutivo, cafeeiros no Municpio de Cacoal-RO.

    Broca-do-caf

    A broca-do-caf, Hypothenemus hampei (Ferrari, 1867) (Coleptera:

    Scolytidae) a principal praga do cafeeiro em Rondnia, pois a maioria das

    lavouras no Estado, so de espcie e cultivar preferencialmente atacada pelo

    inseto, Coffea canephora (Pierre) e Conilon, respectivamente.

    De acordo com Benassi & Carvalho (1994) a praga responsvel por grandes

    perdas na produtividade, principalmente do caf Conilon, C. canephora, cultivado

    em regies de baixas altitudes e temperaturas elevadas, que proporciona

    condies favorveis ao seu desenvolvimento. O inseto se alimenta e se

    multiplica em frutos verdes, maduros e secos, provocando tanto danos diretos

    como indiretos, que muitas vezes passam despercebidos, como: perdas de peso

    no caf beneficiado, devido sua destruio pelas larvas; perda da qualidade,

    pela depreciao do produto na classificao por tipo (Fig. 1), pois cinco

    sementes broqueadas constituem um defeito; queda de frutos novos perfurados;

    apodrecimento de sementes em frutos broqueados, que apresentam maturao

    forada, caindo precocemente no cho e em seguida apodrecem; inviabilidade

    para produo de sementes de caf, j que os frutos broqueados so descartados

    para esse fim; perda de mercado externo, pois os pases importadores de caf no

    aceitam nenhum caf broqueado (Souza & Reis, 1997).

    Circula

    r

    Tcnica

    59

    PortoVelho,RO

    Novembro, 2002

    Autores

    Jos Nilton Medeiros Costa Eng. Agrn., M.Sc., Embrapa Rondnia,

    Caixa Postal, 406, CEP 78900-970, Porto Velho, RO.

    jnilton@cpafro.embrapa.br.

    Csar Augusto D. Teixeira Eng. Agrn., M.Sc., Embrapa Rondnia

    cesar@cpafro.embrapa.br.

    Olzeno Trevisan Eng. Agrn., D.Sc., CEPLAC.

    ceplac-estex@ouronet.com.br.

    Jlio Csar Freitas Santos Eng. Agron., M.Sc., Embrapa Rondnia.

    julio@cpafro.embrapa.br.

    Fig. 1. Sementes de caf broqueadas.

    Nos frutos pequenos, conhecidos por

    chumbinho, com contedo muito aquoso ou

    frutos maiores, mas cujos cotildones esto

    quase lquidos, o dano principal consiste na

    queda prematura dos frutos, com a

    conseqente reduo na produo de gros

    maduros. Sem dvida, o maior dano

    causado quando as fmeas colonizam frutos

    em estdio verdoengo ou maduro. Nesta fase,

    a fmea perfura o gro, escava as galerias e

    oviposita (Guharay & Monterrey, 1997).

  • Principais Pragas do Cafeeiro em Rondnia: caractersticas, infestao e controle

    2

    Caractersticas Biolgicas

    Em condies de laboratrio, foram observadas as

    seguintes variaes de durao de cada fase da

    broca-do-caf em Rondnia: ovo, 4 a 10 dias; larva,

    10 a 16 dias; pupa, 5 a 6 dias e adulto 22 a 32

    dias. Em relao a ltima fase, compreende o ciclo

    evolutivo desde ovo at a emergncia do adulto

    (Laurentino, 2001). Os ovos so brancos, elpticos,

    com brilho leitoso e diminutos (0,5 a 0,8 mm de

    comprimento). As larvas medem cerca de 2 mm;

    so de cor branca, tendo a cabea e as peas

    bucais pardacentas. As pupas medem em mdia

    1,75 mm; so brancas, com as antenas, asas e

    peas bucais castanho-claras. Os adultos so de

    colorao amarelo-palha nos primeiros dias,

    escurecendo gradativamente, at atingir a cor preta

    definitiva. As fmeas medem cerca de 2,0mm de

    comprimento e os machos 1,4 mm (Souza & Reis,

    1997; Moraes, 1998).

    A longevidade mdia das fmeas de 156 dias,

    enquanto que a dos machos varia de 40 a 50 dias.

    A proporo sexual 1:10 (um macho para dez

    fmeas). Em condies favorveis de temperatura e

    umidade a broca pe em mdia 74 ovos durante o

    ciclo reprodutivo (Bergamin, 1943).

    Infestao

    As infestaes da broca podem ser influenciadas

    por diversos fatores, tais como: clima, colheita,

    sombreamento, espaamento e altitude (Souza &

    Reis, 1997). Em Rondnia, no auge da colheita de

    caf Conilon (maio/2000), foram verificadas altas

    infestaes, que variaram de 34 a 41%, nveis

    altamente comprometedores para a produtividade e

    qualidade do caf (Costa et al., 2000).

    A perfurao dos frutos geralmente feita a partir

    da regio da cicatriz floral ou coroa do fruto (Figura

    2), em que a fmea adulta fecundada, abre uma

    galeria, transformando-a numa cmara, onde far

    sua postura.

    Com o surgimento das larvas, 4 a 10 dias aps a

    postura, inicia-se o processo de destruio parcial ou

    total da semente pela ao da prpria larva e/ou

    fungos que penetraram na galeria, causando

    apodrecimento da mesma. Aps a fecundao das

    fmeas nos frutos, estas os abandonam e vo atacar

    novos frutos e continuar os seus ciclos reprodutivos.

    Amostragem para Avaliao da Infestao

    A forma mais adequada para acompanhar a

    infestao da broca e realizar o controle no

    momento oportuno, fazer amostragem mensal na

    lavoura, de novembro at cerca de 70 dias antes da

    colheita. O cafeicultor dever programar-se para

    fazer a ltima pulverizao respeitando a carncia

    do produto. O inseticida mais eficiente para esse

    fim o Endosulfan (princpio ativo), cuja carncia

    de 70 dias, ou seja, o intervalo mnimo de dias

    permitido entre a aplicao do produto e a

    realizao da colheita. Outra indicao para iniciar a

    amostragem quando os frutos estiverem na fase

    de chumbo e chumbes, perodo em que as

    sementes j esto formadas e, portanto, na fase em

    que a broca perfura o fruto, podendo ovipositar.

    Como fazer a amostragem na lavoura? Deve-se

    percorrer o talho em zig-zag e colher ao acaso,

    100 frutos ao redor de cada planta escolhida (25

    em cada face). O nmero de plantas a ser

    amostrado depende do tamanho do talho,

    conforme apresentado no Quadro 1.

    Quadro 1. Nmero de plantas amostradas em

    funo do tamanho do talho.

    Talho N de plantas amostradas

    At 1000 plantas Mnimo de 30 plantas

    1000 a 3000 plantas 50 plantas

    3000 a 5000 plantas 75 plantas

    Acima de 5000 plantas 1,5% das plantas

    Adaptado de Souza & Reis, 1997.

    Para facilitar, os frutos de cada talho ou lavoura

    podero ser misturados, formando uma nica

    amostra. Em seguida, faz-se a separao dos frutos

    brocados e no brocados, para a determinao da

    porcentagem de infestao.

    Fig. 2. Broca penetrando no fruto.

  • Principais Pragas do Cafeeiro em Rondnia: caractersticas, infestao e controle

    3

    Exemplo para calcular a infestao: considerando

    uma amostra de 5.000 frutos e que nessa amostra

    existam 250 frutos brocados, para se obter a

    porcentagem de infestao necessrio fazer o

    seguinte clculo (regra de trs):

    5.000 frutos -----------------------------> 100%

    250 frutos -----------------------------> X

    X = 250 x 100 / 5000 = 5% de frutos brocados

    De forma prtica o resultado da infestao ser

    sempre obtido, multiplicando-se o nmero de frutos

    brocados por 100 e dividindo-se este resultado pelo

    nmero total de frutos da amostra.

    Controle Biolgico

    O controle biolgico da broca-do-caf foi iniciado

    em 1929, no Estado de So Paulo, atravs de

    introduo do microhimenptero Prorops nasuta

    Waterston, 1923 (Hymenoptera: Bethylidae)

    vulgarmente denominado vespa-de-uganda. Este

    inseto parasita larvas e pupas da broca. A princpio

    apresentou boa performance no controle da broca.

    Com o surgimento dos produtos qumicos, a partir

    de 1947, passou-se a utilizar o BHC para o controle

    da praga e o controle biolgico foi desprezado

    (Benassi, 1989).

    Tm sido positivos os resultados com outra espcie

    de parasitide, a vespa-da-costa-do-marfim,

    Cephalonomia stephanoderis Betrem, 1961

    (Hymenoptera: Bethylidae), em pesquisas realizadas

    pelo Instituto Capixaba de Pesquisa e Extenso

    Rural do Esprito Santo (INCAPER).

    A Embrapa Rondnia vem desenvolvendo pesquisa

    com a vespa-da-costa-do-marfim (Cephalonomia

    sp.), que um importante inimigo natural da broca-

    do-caf. Contudo, o estudo encontra-se em fase

    preliminar, ainda em laboratrio, para conhecer

    aspectos referentes a biologia da vespa e

    possibilidade de multiplicao em larga escala para

    testes em campo.

    Tem sido observado em lavouras de diversos

    Municpios, a ocorrncia de um fungo denominado

    Beauveria bassiana, fazendo o controle da broca.

    fcil perceber a presena do fungo, que fecha o

    furo feito pela broca, em forma de um tufo branco

    (Fig. 3). comum encontrar o referido fungo

    envolvendo uma broca morta no interior do fruto.

    Nas lavouras onde ocorre o fungo, recomenda-se

    no fazer aplicao de agroqumicos a no ser

    que a infestao da broca ultrapasse 5% de

    frutos broqueados sem infeco de B. bassiana.

    Controle Qumico

    O controle deve ser iniciado quando a infestao

    atingir 3% a 5%, dando-se prioridade as partes

    mais atacadas da lavoura, ou apenas nos talhes

    em que a infestao for superior ao nvel crtico, j

    que o ataque no se distribui uniformemente na

    lavoura. Dessa forma evitam-se gastos

    desnecessrios com mo-de-obra e inseticida, como

    tambm tem-se uma diminuio dos problemas

    relacionados ao uso do produto. Mesmo aps o

    controle, o monitoramento deve continuar, e

    quando a infestao alcanar o nvel de controle,

    pulverizar novamente, respeitando o perodo de

    carncia do inseticida usado.

    Detectada a necessidade de controle da praga,

    recomenda-se o inseticida Endosulfan 350g/l CE

    (Dissulfan CE, Endofan, Endosulfan Fersol 350 CE,

    Thiodan CE) na dosagem de 1,5 a 2,0 l/ha. A

    relao total de inseticidas registrados no Ministrio

    da Agricultura, Pecuria e Abastecimento para esse

    fim, encontra-se no Quadro 2. O Fipronil nas

    dosagens de 50 e 100g i.a./ha, em experimentos

    conduzidos em Rondnia, apresentou eficincia

    comparvel ao Endosulfan no controle da broca-do-

    caf (Costa et al., 2002).

    Quadro 2. Inseticidas registrados para o controle da

    broca-do-caf (H. hampei).

    Inseticidas

    Nome comercial Ingrediente

    ativo Dosagem

    Dissulfan CE Endosulfan 1,5-2,0 l/ha

    Endofan Endosulfan 1,5-2,5 l/ha

    Endosulfan AG Endosulfan 1,5-2,0 l/ha

    Endosulfan Fersol 350 CE Endosulfan 1,5-2,0 l/ha

    Endosulfan Milenia 350 CE Endosulfan 1,5-2,0 l/1000 plantas

    Klorpan Chlorpyrifos 1,0-1,5 l/ha

    Lorsban 480 BR Chlorpyrifos 1,5 l/ha

    Thiodan CE Endosulfan 1,5-2,0 l/ha

    Thionex 350 CE Endosulfan 1,5-2,0 l/ha

    Vexter Chlorpyrifos 1,5 l/ha

    Fonte: Ministrio da Agricultura..., 2002.

    Fig. 3. Beauveria bassiana no orifcio feito

    pela broca-do-caf.

  • Principais Pragas do Cafeeiro em Rondnia: caractersticas, infestao e controle

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    importante observar que quando se usa a

    dosagem/ha, nos espaamentos mais adensados e em

    lavouras com porte muito elevado, com um maior

    volume de gua determinado pelo teste em branco na

    lavoura, a calda inseticida ficar muito diluda, o que

    reduzir a eficincia no controle do inseto. Uma

    alternativa prtica usar a concentrao de 0,5% da

    calda inseticida, que corresponde dosagem de 500

    ml do produto comercial para 100 l dgua. A

    aplicao do inseticida nessa concentrao pode

    permitir a realizao de uma s pulverizao no

    controle da broca, ganhando-se em tempo e na

    reduo de custos, ao se evitarem pulverizaes

    complementares num mesmo talho (Souza & Reis,

    1997).

    Controle Cultural

    A reduo do ataque da broca pode ser obtida

    fazendo-se uma colheita bem feita e um repasse na

    lavoura, se necessrio, para evitar a sobrevivncia

    dessa praga e que passe para os frutos novos da

    prxima safra. Deve-se destruir os cafezais velhos e

    abandonados, nos quais a broca encontra abrigo e

    se multiplica livremente, e tambm alertar o vizinho

    para que controle a praga, evitando focos para

    outras lavouras.

    caro Vermelho

    O caro vermelho, Oligonychus ilicis (MacGregor,

    1917) (Acari: Tetranychidae) ocupa o segundo lugar

    como praga em importncia para o cafeeiro Conilon

    na Regio.

    Considerado praga de folhas, ao alimentar-se o

    caro vermelho perfura as clulas e suga parte do

    contedo celular. O ataque provoca bronzeamento

    (Fig. 4), reduo da rea foliar e queda de produo

    (Reis & Souza, 1986).

    O caro vermelho vive na pgina superior das folhas,

    pequeno, porm visvel a olho nu, principalmente

    quando se desloca. Pode-se observar sobre as folhas,

    a presena de finas teias, de cor esbranquiada,

    tecidas pelos caros (Matiello, 1998). Os prejuzos

    ocorrem pela reduo da capacidade fotossinttica,

    ocasionada pelas leses da praga no limbo das folhas,

    ocorrendo ainda a desfolha, principalmente nos

    ataques graves e nas plantas jovens, em que as folhas

    novas ficam pequenas e deformadas, comprometendo

    seriamente o desenvolvimento das plantas. O ataque

    tambm ocorre em frutos, que se tornam de cor

    parda, porm no chegam a causar maiores perdas

    sobre eles. Por ser cultivado em regies mais quentes

    e secas, o cafeeiro Conillon mais susceptvel ao

    caro vermelho do que cafeeiros do grupo arabica,

    espcie na qual foi constatado pela primeira vez em

    1950, no Estado de So Paulo, disseminando-se em

    vrias regies do pas e causando srios danos para as

    lavouras (Reis & Souza, 1986).

    Caractersticas Biolgicas

    O ciclo biolgico do caro vermelho varia de 11 a

    17 dias. Os ovos so de colorao vermelha

    intensa, brilhantes, esfricos e levemente achatados

    Os adultos medem 0,5 mm e apresentam colorao

    alaranjada com manchas escuras (Parra et al.,

    1992; Moraes, 1998).

    A durao da fase de ovo de 5,5 dias, larva - 1,6,

    ninfa 4,8 e de ovo a adulto 11 (macho) e 12

    dias (fmea). O ciclo de vida de 24 dias para

    fmea e 23 para o macho (Reis et al., 1997).

    Infestao

    Perodos de seca, com estiagem prolongada, so

    condies propcias ao desenvolvimento do caro

    vermelho, podendo o ataque ocorrer em reboleiras e,

    em casos graves, se expande para toda a lavoura

    (Reis et al., 1997, Matiello,1998 e Thomaziello et al.,

    1999). Em reas mais sombreadas ou arborizadas o

    ataque bem menor. reas mais ensolaradas, com

    manchas de solo mais secas e prximas a estradas

    so mais atacadas, sendo que nas plantas jovens o

    ataque mais srio (Matiello,1998).

    Freqentemente observa-se aumento da infestao

    de caro vermelho associado a aplicao de

    piretrides sintticos para combater o bicho-mineiro

    (Perileucoptera coffeella), bem como ao uso de

    fungicidas cpricos para combater a ferrugem-do-

    cafeeiro, Hemileia vastatrix (Berk et Br.). Esses

    agroqumicos desequilibram e promovem o aumento

    da populao do caro vermelho (Paulini et al.,

    1981; Ferreira et al., 1981). Segundo Valentini et

    al. (1980), o caro possui resistncia aos

    piretrides, e o uso desses produtos irrita as

    Fig. 4. Sintomas de ataque do caro-vermelho.

  • Principais Pragas do Cafeeiro em Rondnia: caractersticas, infestao e controle

    5

    fmeas, provoca a sua disseminao, estimula a

    oviposio e elimina inimigos naturais, como tripes,

    joaninhas, crisopdeos e percevejos.

    Paulini et al. (1981), admitem no haver efeito na

    produo quando os nveis de desfolha no

    ultrapassam o limite de 40 a 50%, portanto o

    cafeeiro suporta um determinado nvel de ataque

    sem perdas na produo. Porm, deve-se fazer uso

    de produtos acaricidas para controlar ataques acima

    deste nvel.

    Controle Biolgico Natural

    Em condies naturais podem ser encontrados

    caros predadores pertencentes famlia

    Phytoseiidae, e colepteros do gnero Stethorus,

    que juntamente a outros predadores mantm baixa

    a populao de caro vermelho em condies

    normais de clima e manejo da lavoura (Reis &

    Souza, 1986).

    Controle Qumico

    Recomenda-se, quando por condio de

    desequilbrio ou forte estiagem e o ataque for grave,

    fazer aplicaes de acaricidas especficos. No

    Quadro 3 so relacionados os produtos registrados

    para esse fim (Ministrio da Agricultura..., 2002).

    Quadro 3. Acaricidas registrados para o controle do

    caro vermelho (Ollygonychus ilicis).

    Acaricidas

    Nome comercial Ingrediente

    ativo

    Dosagem

    Danimem 300 CE Fenpropathrin 200 ml/ha

    Ethion RPA Ethion 1,0 l/ha

    Ethiongel 950 Ethion 0,5 l/ha

    Hostathion 400 BR Triazophos 0,3-0,5 l/ha

    Lebaycid 500 Fenthion 1,5 l/ha

    Lebaycid CE Fenthion 1,0 - 1,5 ml/ha

    Mavrik Fluvalinate 250 ml/ha

    Meothrin 300 Fenpropathrin 200 ml/ha

    Microsulfan 800 PM Enxofre 5 kg/ha

    Microzol Enxofre 3,0 l/ha

    Sulficamp Enxofre 700 g/100l gua

    Sumirody Fenpropathrin 200 ml/ha

    Thiovit Sandoz Enxofre 3-6 kg/ha

    Tiomet 400 CE Dimethoate 120 ml/100l gua

    Fonte: Ministrio da Agricultura..., 2002.

    Um mtodo eficaz de controle, baseado no grau de

    infestao e no nvel de danos, poder ser realizado

    com o uso de agroqumicos seletivos. Tal controle

    evitar a ao sobre inimigos naturais e

    conseqentemente desequilbrio biolgico, alm de

    proporcionar reduo de perdas.

    Lagarta-dos-cafezais

    No Municpio de Cacoal-RO, pelo quinto ano

    consecutivo, vm ocorrendo ataques da lagarta-dos-

    cafezais, Eacles Imperialis magnifica, (Walker, 1856)

    (Lepdoptera: Saturniidae). A intensidade do ataque

    caracteriza um surto, com ocorrncia generalizada em

    torno de um raio de 5 Km a partir do foco inicial

    (Trevisan & Costa, 2001). Verificou-se a existncia de

    64 propriedades com 618 hectares afetados pelo

    ataque da lagarta-dos-cafezais. Estas informaes

    confirmam que desde a primeira ocorrncia em 1997,

    atingindo 40 ha, a cada ano tem aumentado

    significativamente a rea afetada (Trevisan et al., 2001)

    Dependendo das condies ecolgicas, o caf pode

    ser depredado pela lagarta-dos-cafezais. Essas

    lagartas so responsveis pela destruio,

    principalmente da parte superior da planta (Fig. 5).

    Os danos causados so relevantes devido ao

    nmero que pode ocorrer por planta, chegando a

    150, e ao tamanho avantajado das lagartas

    (Trevisan et al., 2001). Uma lagarta chega a

    consumir 0,30 m2 de rea foliar, correspondente a

    0,60% de um cafeeiro adulto cultivar Mundo Novo,

    com 50 m2 de superfcie foliar (Crocomo, 1977).

    Caractersticas biolgicas

    A durao mdia aproximada em dias, para cada

    uma das fases do ciclo biolgico, a seguinte:

    ovo 12; lagarta 37; pupa 35, e adulto - 5 e 7,

    para macho e fmea, respectivamente. O ciclo

    biolgico normal da lagartados-cafezais em

    mdia 90 dias. No Sudeste o perodo prolonga-se no

    inverno, quando a pupa entra em diapausa (Parra et.

    al, 1992).

    Em Rondnia, a diapausa ocorre no perodo de

    menor ocorrncia de chuvas (maio a agosto).

    Constatou-se numa lavoura, em abril/2000, que

    60% dos ponteiros das plantas de caf estavam

    atacados pela lagarta, no segundo instar, com uma

    Fig. 5. Aspecto de planta atacada pela lagarta-dos-cafezais.

  • Principais Pragas do Cafeeiro em Rondnia: caractersticas, infestao e controle

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    mdia de 150 lagartas/planta. Em maio foram

    constatadas 85 lagartas/planta, no ltimo nstar

    (Trevisan et al., 2001). As lagartas tm atingido at

    12 cm de comprimento, pesando 15 g e apresentando

    colorao varivel de verde-alaranjado, amarelo e

    marrom (Trevisan, 2000) (Fig. 6).

    Os adultos so mariposas amarelas com numerosos

    pontos escuros nas asas, cortadas por duas faixas

    de cor violcea escura, apresentando ainda duas

    manchas circulares da mesma cor. Apresentam

    dimorfismo sexual, sendo as fmeas maiores (135

    mm de envergadura) e com as asas menos

    manchadas do que os machos (Gallo et al. 1988).

    Infestao

    As mariposas colocam seus ovos de colorao

    verde, posteriormente amarela e escura, sobre as

    folhas, de onde eclodem as lagartas. Dentre as

    observaes efetuadas em Rondnia, verificou-se

    que ocorrem geraes superpostas em perodos

    intermedirios, com dois grandes surtos ao ano: um

    entre os meses de maro a maio e outro de

    setembro a novembro (Trevisan et al. 2001).

    Alm de cafeeiro, esta praga ataca cajueiro,

    abacateiro, ameixeira-do-japo, amendoeira-da-

    praia, amoreira, araazeiro, aroeira, aroeira-preta,

    aroeira-vermelha, branquilho-de-assobio, cedro,

    corticeira, goiabeira, jaqueira, macieira, mamoneira,

    mangueira, milho, molho, pau-ferro, pereira,

    bananeira, roseira, salso-choro, sarandi e

    tamarindeiro (Silva et al., 1968).

    Controle da lagarta-dos-cafezais

    O controle qumico da praga deve ser feito mediante

    pulverizaes com inseticidas seletivos, aplicados

    quando as lagartas ainda so pequenas, pois

    medida que se tornam maiores o controle torna-se

    mais difcil. Os resultados com o produto

    microbiano Bacillus thuringiensis tambm so

    positivos, quando aplicado no incio do ataque

    (Gallo et al., 1988). No Quadro 4 so relacionados

    os produtos registrados para o controle da praga.

    Quadro 4. Inseticidas registrados para o controle da

    lagarta-dos-cafezais (Eacles imperialis).

    Inseticidas

    Nome comercial Ingrediente ativo Dosagem

    Bac-Control PM Bacillus Thuringiensis 250-500 g/ha

    Dipel PM Bacillus Thuringiensis 250-500 g/ha

    Decis 25 CE Deltamethrine 150 ml/1000 covas

    Fonte: Ministrio da Agricultura..., 2002.

    O controle natural dessa praga realizado pelos

    parasitides Glypta sp. (Hymenoptera:

    Ichneumonidae), Macrocentrus ancylivorus Rohwer,

    1923; Meteorus sp.; M. eaclids Muesebeck, 1958

    (Hymenoptera: Braconidae); Horismenus cockerelli

    Blanchard (Hymenoptera: Eulophidae) (Silva et al.

    1968); Belvosia bicinta Robineau & Desduoyoidy,

    1830, Belvosia potens Wideman, 1830; Pararrhinactia

    parva Town e microhimenpteros do gnero

    Apanteles. Nas lavouras afetadas pela lagarta, em

    Cacoal-RO, tm sido observados os seguintes inimigos

    naturais: percevejos, moscas, formigas, pssaros (anu

    preto e tesoura) e vespas (Trevisan et al., 2002).

    As lagartas que atacam o cafeeiro, so geralmente

    controladas biologicamente por seus inimigos naturais

    (parasitos e predadores) (Figs. 7 e 8), que so

    encontrados nos cafezais, procura de seus hospedeiros.

    O uso indiscriminado de inseticidas, visando controlar

    outras pragas, elimina os inimigos naturais das lagartas,

    tendo como consequncia, surtos destas e tambm de

    outras espcies de lagartas que normalmente no

    atacam o cafeeiro (Reis & Souza, 1986).

    Fig. 7. Mosca da famlia Tachinidae. Larvas eliminam

    as lagartas-dos-cafezais.

    Fonte: Trevisan et al., 2002

    Fig. 8. Percevejo (Alcaeorynchus grandis) matando a

    lagarta-dos-cafezais.

    Fonte: Trevisan et al., 2002.

    Fig. 6. Variao de cores da lagarta-dos-cafezais.

    Fonte: (Trevisan et al., 2002)

  • Principais Pragas do Cafeeiro em Rondnia: caractersticas, infestao e controle

    7

    Bicho-mineiro

    O bicho-mineiro, Perileucoptera coffeella (Gurin-

    Mneville, 1842) (Lepidptera: Lyonetiidae), uma

    praga extica, tendo como regio de origem o

    continente africano e considerada monfaga, pois

    ataca somente cafeeiro. A presena no Brasil foi

    constatada a partir de 1851, provavelmente

    introduzido atravs de mudas de caf provenientes

    das Antilhas e da Ilha de Bourbon (Reis et al.,

    1976).

    Dentre as principais pragas do caf, o bicho-mineiro

    representa uma praga importante no Estado. O caf

    Conilon (Coffea canephora), cultivar predominante

    nos plantios, apresenta caractersticas interessantes

    em relao ao bicho-mineiro. Embora a cultivar seja

    aparentemente susceptvel quando avaliada em

    plantas isoladas (Medina Filho et al., 1977), em

    plantaes comerciais, o nvel de dano econmico

    provocado pelo ataque, raramente ultrapassado

    (Paulino et al., 1984), comprovando o resultado de

    alguns trabalhos, de que esta cultivar tem um certo

    nvel de tolerncia praga (Ferreira et al. 1979; Avils

    et al., 1983).

    Embora o caf Conilon seja considerado tolerante ao

    bicho-mineiro, em Rondnia constatam-se algumas

    lavouras com alta infestao, fato que motiva

    preocupao em relao a importncia que a praga

    possa assumir no futuro. Numa avaliao da

    incidncia da praga num cafezal situado no

    Municpio de Ouro Preto do Oeste, foi constatada

    infestao de 77% das folhas localizadas no tero

    superior. Nos teros mdio e inferior as infestaes

    foram menores, porm no sendo marcantes as

    diferenas (Costa et al., 2001).

    O bicho-mineiro provoca reduo na rea foliar

    (Fig. 9) e queda de folhas com conseqente

    diminuio da capacidade fotossinttica, o que

    resulta em queda na produo. Se o ataque for

    intenso, ocorre a desfolha da planta, de cima para

    baixo, devido ocorrer maior infestao na parte

    superior da planta. Em geral, os cafeeiros que

    sofrem intenso ataque do bicho-mineiro,

    apresentam o topo completamente desfolhado e

    podem levar at dois anos para se recuperarem,

    principalmente se a desfolha ocorrer num ano de

    grande produo de caf. Essas plantas, uma vez

    desfolhadas, sero muito mais exigentes, j que

    consumiro mais energia para recompor sua parte

    area (Souza et al., 1998). Geralmente os prejuzos

    aparecem na safra seguinte, sendo que desfolhas

    drsticas sucessivas tornam as plantas

    enfraquecidas, comprometendo-lhes a longevidade

    (Parra et al., 1992).

    Caractersticas biolgicas

    O adulto do bicho-mineiro uma pequena mariposa de

    2 mm de comprimento e 6,5 mm de envergadura,

    com as asas brancas na parte dorsal e uma mancha

    escura na ponta. A mariposa abriga-se durante o dia

    na face inferior das folhas da parte inferior do cafeeiro,

    e ao anoitecer abandona o esconderijo, iniciando a

    oviposio. Os ovos so achatados, brancos, com

    cerca de 0,3 mm de comprimento. So postos na

    pgina superior das folhas, em mdia 7 ovos por

    noite, em pontos isolados da mesma folha ou em

    folhas diferentes. Aps a fase de ovo, eclode a

    lagartinha que atinge o comprimento de

    aproximadamente 3,5 mm (Fig. 10). A fase de lagarta

    encerrada quando deixa de se alimentar, abandona a

    leso, tece um fio de seda, e desce para transformar-

    se em pupa nas folhas do tero inferior do cafeeiro,

    geralmente na face inferior, aps construir um casulo

    com proteo de fios de seda em forma de X (Fig.

    11). Uma fmea apresenta capacidade de oviposio

    de mais de 50 ovos durante sua vida (Moraes, 1998 e

    Souza et. al., 1998).

    A variao da durao, em nmero de dias, para cada

    uma das fases do ciclo biolgico a seguinte: ovo - 5

    a 21; larva - 9 a 40; pupa - 5 - 26. A longevidade

    mdia dos adultos de 15 dias. O ciclo evolutivo varia

    de 19 a 87 dias, conforme influncia de condies

    climticas, principalmente temperatura, umidade

    relativa do ar e precipitao pluvial (Moraes, 1998).

    Fig. 10. Larva do bicho-mineiro.

    Fonte: Thomaziello et al., 1999.

    Fig. 9. Danos causados pelo bicho mineiro.

  • Principais Pragas do Cafeeiro em Rondnia: caractersticas, infestao e controle

    8

    Infestao

    As infestaes manifestam-se quando a lagarta

    penetra na folha e aloja-se entre as duas epidermes

    (Fig. 9), comeando a alimentar-se e a formar

    minas, da o nome bicho-mineiro (Souza et al.,

    1980).

    Segundo Souza et al. (1998), a ocorrncia do bicho-

    mineiro est condicionada a diversos fatores. Entre

    eles destacam-se as condies climticas, sendo

    que a precipitao pluvial e a umidade relativa

    influenciam negativamente a populao da praga,

    ao contrrio da temperatura, que exerce influncia

    positiva; a presena ou ausncia de inimigos

    naturais como parasitos, predadores e patgenos;

    lavouras com espaamentos maiores, que

    favorecem s infestaes dessa praga. Parra et al.

    (1992) mencionam que a nutrio da planta

    tambm exerce influncia, pois cafezais bem

    nutridos resistem melhor praga.

    O ataque dessa praga, geralmente ocorre na lavoura

    durante todo o ano, e pode, dentro de uma mesma

    regio, ocorrer uma defasagem de um a trs meses,

    tanto em relao ao incio da evoluo da praga,

    quanto ao perodo crtico de dano econmico (Souza

    et al., 1998). Geralmente as maiores populaes

    tm sido encontradas nos perodos mais secos do

    ano (Reis & Souza, 1996). Porm, no se sabe com

    exatido qual o nvel de dano econmico para as

    diversas regies cafeeiras do Brasil, o que dificulta

    determinar a poca mais adequada para o incio do

    controle qumico. Admite-se, porm, cerca de 30%

    a 40% de desfolha em algumas pocas do ano, sem

    reduo significativa na produo (Souza et al.,

    1998).

    Amostragem para avaliao da infestao

    Orienta-se o incio do controle do bicho-mineiro,

    quando em amostragens de folhas realizadas

    quinzenalmente, for encontrado 20% ou mais de

    folhas minadas no tero superior dos cafeeiros ou

    30% ou mais nos teros mdio e superior. Em

    lavouras novas, de at trs anos, em formao, o

    controle qumico deve ser realizado sem a necessidade

    de determinao da porcentagem de infestao, ou

    seja, assim que as primeiras minas ou leses forem

    constatadas nos cafeeiros (Souza & Reis, 2000).

    Controle biolgico natural

    Ocorre naturalmente pela ao de parasitides

    (microhimenpteros) e vespas predadoras. Estes

    insetos procuram nas minas ou leses das folhas do

    cafeeiro, lagartas do bicho-mineiro para parasitar ou

    predar. As vespas predadoras constroem os ninhos

    nos prprios cafeeiros ou em rvores e arbustos, e

    em outros suportes prximos das lavouras de caf.

    Procuram nas plantas as leses, onde rasgam com a

    mandbula a epiderme da folha, retiram as lagartas e

    as comem (Souza et al., 1998). J foram

    identificados vrios predadores, todos da ordem

    Hymenoptera e da famlia Vespidae, e parasitos

    pertencentes a vrias famlias que, devido ao seu

    pequenssimo tamanho, passam despercebidos

    pelos cafeicultores. A eficincia dos predadores

    de cerca de 69%, enquanto que a dos parasitos

    de 18% (Reis & Souza, 1986).

    Controle qumico

    O controle qumico no dever influir sobre o

    equilbrio biolgico desde que seu uso esteja

    condicionado ao nvel em que os inimigos naturais

    no esto sendo eficientes e as condies para o

    aumento da praga esto favorveis, proporcionando

    desta forma, uma reduo na populao do bicho-

    mineiro, restabelecendo o equilbrio entre a praga e

    os inimigos naturais (Reis & Souza, 1994, 1996).

    recomendvel que o controle qumico seja feito

    somente nos talhes ou parte dos talhes mais

    infestados, a fim de auxiliar na preservao dos

    inimigos naturais (Souza et al., 1998).

    Diversos produtos ou mistura de produtos em

    pulverizaes, apresentam eficincia no controle do

    bicho-mineiro, tais como fosforados, carbamatos e

    diversos piretrides, sendo estes ltimos, pelo amplo

    espectro de ao que possuem, prejudiciais aos

    parasitides e predadores da praga (Reis & Souza,

    1996). As pulverizaes de oxicloreto de cobre, para

    o controle da ferrugem, j foram correlacionadas com

    o aumento da populao do bicho-mineiro, em torno

    de 60%, e efeito deletrio sobre vespas predadoras

    (Paulini et al., 1976; Gravena,1980; Reis & Souza,

    1996). No Quadro 5 so relacionados os produtos

    registrados para o controle da praga (Ministrio da

    Agricultura..., 2002).

    Figura 11. Pupa do bicho-mineiro.

    Fonte: Thomaziello et al., 1999.

  • Principais Pragas do Cafeeiro em Rondnia: caractersticas, infestao e controle

    9

    Quadro 5. Inseticidas registrados para o controle do bicho-mineiro (Perileucoptera coffeella).

    Inseticidas

    Nome comercial Princpio ativo Dosagem

    Actara 10 GR Thiametoxan 25-50 kg/ha

    Altomix 103,2 Cyproconazole + Disulfoton 25 g/cova

    Altomix 104 Cyproconazole + Disulfoton 25 g/cova

    Ambush 500 CE Permethrin 100-150 ml/ha

    Arrivo 200 CE Cypermethrin 50-70 ml/1000 plantas

    Baron Disulfoton + Triadimenol 25-65 kg/ha

    Baysiston GR Disulfoton + Triadimenol 30-70 kg/ha

    Baytroid CE Cyfluthrin 150 ml/ha

    Bulldock 125 SC Beta-cyfluthrin 30-40 ml/ha

    Carboran Fersol 50 G Carbofuran 5-10 g/cova

    Cartap BR 500 Cartap 0,8-1,0 kg/ha

    Cipermetrina Nortox 250 CE Cypermethrin 40-65 ml/ha

    Cipertrin Cypermethrin 40-64 ml/ha

    Clorpirifs Fersol 480 CE Chlorpyrifos 1,0-1,5 l/ha

    Comamche 200 CE Cypermethrin 50-70 ml/ha

    Corsair 500 CE Permethrin 100-150 ml/ha

    Counter 150 G Terbufos 13-20 g/cova

    Counter 50 G Terbufos 40-60 g/cova

    Cyptrin 250 CE Cypermethrin 40-64 ml/ha

    Danimem 300 CE Fenpropathrin 250-400 ml/ha

    Decis 25 CE Deltamethrine 100 ml/1000 covas

    Deltaphos Dltamethrin + Triazophos 200-300 ml/ha

    Diafuran 50 Carbofuran 10-30 g/cova

    Disyston GR 100 Disulfoton 25-37,5 g/m2

    Endosulfan AG Endosulfan 1,8 l/ha

    Ethion 500 RPA Ethion 1,0-1,5 l/ha

    Ethiongel 950 Ethion 750 ml/ha

    Fastac 100 Alpha-Cypermethrin 50-60 ml/1000 covas

    Full Beta-Cyfluthrin 80-100 ml/ha

    Furadan 100 G Carbofuran 8-25 kg/ha

    Furadan 350 SC Carbofuran 1-2 ml/cova

    Furadan 50 G Carbofuran 10-30 g/cova

    Fury 180 EW Zeta-Cypermethrin 35 ml/ha

    Fury 400 CE Zeta-Cypermethrin 37,5 ml/ha

    Granutox Phorate 20-160 g/planta

    Granutox 150 G Phorate 33-41,5 kg/ha

    Hostathion 400 BR Triazophos 1,0 l/ha

    Karate 50 CE Lambda-Cyhalothrin 100 ml/ha

    Karate Zeon 50 CS Lambda-Cyhalothrin 100 ml/ha

    Keshet 25 CE Deltamethrin 100-200ml/ha

    Lebaycid 500 Fenthion 1000-1500 ml/ha

    Lebaycid EC Fenthion 1500 ml/ha

    Lorsban 480 BR Chlorpyrifos 1,0-1,5 l/ha

    Malathion 500 CE Cheminova Malathion 3 l/ha

    Mavrik Fluvalinate 125-250 ml/ha

    Meothrin 300 Fenpropathrin 250-400 ml/ha

    Nomolt 150 Teflubenzuron 250 ml/ha

    Nor-Trin 250 CE Cypermethrin 40-64 ml/ha

    Novapir Cypermethrin 40-64 ml/ha

    Ofunack 400 CE Pyridaphenthion 2,5 l/ha

    Piredan Permethrin 130 ml/ha

    Polytrin 400/40 CE Cypermethrin + profenofos 0,3 l/ha

    Pounce 384 CE Permethrin 130 ml/ha

    Premier Imidacloprid 15-150 ml/planta

    Ralzer 50 Grt Carbofuran 10-30 g/cova

    Ripcord 100 Cypermethrin 100-150 ml/1000 covas

    Sherpa 200 Cypermethrin 50-80 ml/ha

    Sumibase 500 CE Fenitrothion 2 l/ha

    Sumidan 25 CE Esfenvalerate 240 ml/1000 covas

    Sumirody 300 Fenpropathrin 250-400 ml/ha

    Sumithion 500 CE Fenitrothion 2,0 l/ha

    Talcord 25o CE Permethrin 100-200 ml/1000 covas

    Temik 150 Aldicarb 2-20 g/cova

    Thiobel 500 Cartap 0,8-1,0 kg/ha

    Tiomet 400 CE Dimethoate 120 ml/100l gua

    Turbo Beta-Cyfluthrin 80-100 ml/ha

    Valon 384 CE Permethrin 130 ml/ha

    Verdadero 20 GR Cyproconazole + Thiamethoxam 25-30kg/ha

    Vexter Chlorpyrifos 1,0-1,5 l/ha

    Fonte: Ministrio da Agricultura..., 2002.

  • Principais Pragas do Cafeeiro em Rondnia: caractersticas, infestao e controle

    10

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    Exemplares desta edio podem ser adquiridos na: Embrapa Rondnia BR 364 km 5,5, Caixa Postal 406, CEP 78900-970, Porto velho, RO. Fone: (69)222-0014/8489, 225-9384/9387 Telefax: (69)222-0409 www.cpafro.embrapa.br

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