Principais Doenas da Cultura do Milho

Download Principais Doenas da Cultura do Milho

Post on 24-Feb-2016

115 views

Category:

Documents

0 download

DESCRIPTION

Principais Doenas da Cultura do Milho. Doenas foliares Cercosporiose ( Cercospora zeae-maydis ) Observada (2000) inicialmente no Sudoeste do estado de Gois em Rio Verde, Montividiu , Jata e Santa Helena. - PowerPoint PPT Presentation

TRANSCRIPT

Principais Doenas da Cultura do Milho

Principais Doenas da Cultura do MilhoDoenas foliaresCercosporiose (Cercospora zeae-maydis)Observada (2000) inicialmente no Sudoeste do estado de Gois em Rio Verde, Montividiu, Jata e Santa Helena. Atualmente: est presente em praticamente todas as reas de plantio de milho no Centro Sul do Brasil.A doena ocorre com alta severidade em cultivares suscetveis, podendo as perdas serem superiores a 80%.SintomasManchas de colorao cinza, retangulares, com as leses desenvolvendo-se paralelas s nervuras. Com o desenvolvimento dos sintomas da doena, pode ocorrer necrose de todo o tecido foliar.

Cercosporiose do milho (Cercospora zeae-maydis). Em situaes de ataques mais severos, as plantas tornam-se mais predispostas s infeces por patgenos no colmo, resultando em maior incidncia de acamamento de plantas.Disseminao: atravs de esporos e de restos de cultura levados pelo vento e por respingos de chuva. Os restos de cultura so, portanto, fonte de inculo local e, tambm, para outras reas de plantio. Temperaturas timas: entre 25 e 30oC e de umidade relativa do ar superior a 90%.

Manejo da Doena:A principal medida de manejo da cercosporiose a utilizao de cultivares resistentes. Recomenda-se: evitar a permanncia de restos da cultura de milho em reas em que a doena ocorreu com alta severidade para reduzir o inculo do patgeno na rea; realizar a rotao com culturas nohospedeiras como a soja, o sorgo, o girassol, o algodo e outras.OBS: milho o nico hospedeiro de C. zeae-maydis; para evitar o aumento do potencial de inculo.-deve-se evitar o plantio seguido de milho na mesma rea; plantar cultivares diferentes em uma mesma rea e em cada poca de plantio; realizar adubaes de acordo com as recomendaes tcnicas para evitar desequilbrios nutricionais nas plantas, favorveis ao desenvolvimento desse patgeno, principalmente a relao nitrognio/potssio.Mancha branca (etiologia indefinida)Importncia e Distribuio:atualmente, uma das principais doenas da cultura do milho no Brasil, estando presente em praticamente todas as regies de plantio de milho no Brasil. - Perdas na produo: > 60% em situaes de ambiente favorvel e de uso de cultivares suscetveis.SintomasLeses inicialmente, circulares, aquosas e verde claras (anasarcas). Posteriormente, passam a necrticas, de cor palha, circulares a elpticas, com dimetro variando de 0,3 a 1cm. Geralmente, so encontradas dispersas no limbo foliar, mas iniciam-se na ponta da folha progredindo para a base, podendo coalescer.

Sintomas da mancha branca do milho.SintomasLeses inicialmente, circulares, aquosas e verde claras (anasarcas). Posteriormente, passam a necrticas, de cor palha, circulares a elpticas, com dimetro variando de 0,3 a 1cm. Geralmente, so encontradas dispersas no limbo foliar, mas iniciam-se na ponta da folha progredindo para a base, podendo coalescer. Os sintomas aparecem inicialmente nas folhas inferiores, progredindo rapidamente para as superiores, sendo mais severos aps o pendoamento. Sob condies de ataque severo: sintomas na palha da espiga. Campo: os sintomas no ocorrem, normalmente, em plntulas de milho. Favorecida por temperaturas noturnas amenas (15 a 200C), elevada umidade relativa do ar (>60%) e elevada precipitao. Os plantios tardios favorecem elevadas severidades da doena devido ocorrncia dessas condies climticas durante o florescimento da cultura, fase na qual as plantas so mais sensveis ao ataque do patgeno e os sintomas so mais severos.Manejo da DoenaUso de cultivares resistentes.EX: cultivares da Embrapa BRS 1010 e BRS 1035. Escolha da poca de plantio (optar por pocas de semeadura cujas condies climticas que favoream a doena no coincidam com a fase de florescimento da cultura). - Nas regies Centro-Oeste e Sudeste, os plantios tardios realizados a partir da segunda quinzena de novembro at o final de dezembro favorecem a ocorrncia da doena em elevadas severidades. Portanto, recomenda-se, sempre que possvel, antecipar a poca do plantio para a segunda quinzena de outubro ou o incio de novembro. Controle qumico. Ferrugem Polissora (Puccinia polysora Underw.)- No Brasil, foram determinadas perdas superiores a 40% na produo de milho devido ocorrncia de epidemias de ferrugem polissora.- Distribuda por toda a regio Centro-Oeste, pelo Noroeste de Minas Gerais, por So Paulo e por parte do Paran.Sintomas Formao de pstulas circulares a ovais, de colorao marron clara, distribudas, predominantemente, na face superior das folhas.

Sintomas da ferrugem polissora no milho (Puccinia polysora Underw).Ocorrncia da doena dependente da altitude, ocorrendo com maior intensidade em altitudes abaixo de 700m, onde predominam temperatura mais elevadas (25 a 35oC). A ocorrncia de perodos prolongados de elevada umidade relativa do ar tambm um fator importante para o desenvolvimento da doena.Manejo da DoenaUso de cultivares resistentes, Escolha da poca e do local de plantio, Aplicao de fungicidas em situaes de elevada presso de doena.Ferrugem Comum (Puccinia sorghi)Importncia e Distribuio: No Brasil, a doena tem ampla distribuio com severidade moderada, tendo maior severidade nos estados da regio Sul.SintomasFormao de pstulas em toda a parte area da planta, mas com maior abundncia nas folhas. As pstulas ocorrem em ambas as superfcies da folha, sendo esta uma das caractersticas que a diferencia da ferrugem polissora, cujas pstulas predominam na superfcie superior da folha. As pstulas da ferrugem comum apresentam formato circular a alongado e colorao castanho clara a escuro, que se acentua medida em que as pstulas amadurecem e se rompem, liberando os uredsporos. Sob condies ambientais favorveis, as pstulas podem coalescer, formando grandes reas necrticas nas folhas.

Sintomas da ferrugem comum do milho: pstulas de colorao marrom claro apresentando halo amarelado (A); coalescncia de pstulas apresentando necrose foliar e bordos arroxeados; detalhe do formato alongado das pstulas (C). Disseminao Prolongados perodos de temperaturas baixas (16 a 23C), alta umidade relativa do ar (>90%) e chuvas frequentes favorecem o desenvolvimento da doena. Locais de altitude elevada (>800m).

- Telisporos produzidos pelo patgeno germinam e produzem basidisporos, os quais infectam plantas do gnero oxalis spp. (trevo), em que o patgeno desenvolve o estgio aecial (fase reprodutiva).OBS: presena de plantas de trevo na rea contribui para a sobrevivncia e para a disseminao do patgeno.Manejo da DoenaUso de cultivares resistentes a principal forma de manejo da ferrugem comum. A escolha da poca e de locais de plantio menos favorveis ao desenvolvimento da doena Eliminao de hospedeiros alternativos tambm contribuem para a reduo da severidade da doena. A aplicao de fungicidas.Ferrugem Tropical ou Ferrugem Branca (Physopella zeae)Brasil: Regies Centro-Oeste e Sudeste (Norte de So Paulo). - A doena mais severa em plantios contnuos de milho, principalmente em reas irrigadas.SintomasFormao de pstulas de formato arredondado a oval, em pequenos grupos, de colorao esbranquiada a amarelada, na superfcie superior da folha e recoberta pela epiderme. Uma borda de colorao escura pode envolver o agrupamento de pstulas.

Pstulas de aspecto pulverulento e colorao esbran-quiadaDisseminaoOs uredsporos so o inculo primrio e secundrio, sendo transportados pelo vento ou em material infectado. No so conhecidos hospedeiros intermedirios de P. zeae. Condies de alta temperatura (22-34C), alta umidade relativa e baixas altitudes. Por ser um patgeno de menor exigncia em termos de umidade, a severidade da doena tende a ser a maior nos plantios de safrinha.Manejo da Doenaplantio de cultivares resistentes; escolha da poca e do local de plantio; evitar plantios sucessivos de milho; aplicao de fungicidas em situao de elevada presso de doena. Recomendam-se a alternncia de gentipos e a interrupo no plantio durante certo perodo para que ocorra a morte dos uredsporos.Helmintosporiose (Exserohilum turcicum)Brasil: as maiores severidades desta enfermidade tm ocorrido em plantios de safrinha. - Perdas na produo podem chegar a 50%, quando o ataque comea antes do perodo de florao. SintomasLeses necrticas, elpticas, medindo de 2,5 a 15cm de comprimento. A colorao do tecido necrosado varia de cinza a marrom e, no interior das leses, observa-se intensa esporulao do patgeno. As primeiras leses aparecem, normalmente, nas folhas mais velhas.

Sintomas da helmintosporiose (Exserohilum turcicum) em milho.- O patgeno apresenta boa capacidade de sobrevivncia em restos de cultura. DisseminaoTransporte de condios pelo vento a longas distncias. Temperaturas moderadas (18-27C) so favorveis doena, bem como a ocorrncia de longos perodos de molhamento foliar ou a presena de orvalho. - O patgeno tem como hospedeiros o sorgo, o capim sudo, o sorgo de halepo e o teosinto. No entanto, isolados provenientes do sorgo no so capazes de infectar plantas de milho.

Manejo da DoenaCultivares com resistncia gentica. A rotao de culturas.Mancha de Bipolaris maydis (Bipolaris maydis )

Importncia e Distribuio: Esta doena encontra-se bem distribuda no Brasil, porm com severidade entre baixa e mdia. - Atualmente, em algumas reas das regies Centro-Oeste e Nordeste, tem ocorrido com elevada severidade em materiais suscetveis.Sintomas O fungo B. maydis possui duas raas descritas, 0 e T.- Raa 0: predominante nas principais regies produtoras, produz leses alongadas, orientadas pelas nervuras com margens castanhas e com forma e tamanho variveis. - Embora as leses sigam a orientao das nervuras, as bordas das leses no so to bem definidas como ocorre no caso da cercosporiose.Raa T: so maiores, predominantemente elpticas e com colorao de marrom a castanho, podendo haver formao de halo clortico.Sintomas da mancha de Bipolaris maydis (Bipolaris maydis).

Sobrevivncia: ocorre em restos culturais infectados e em gros. Os condios so transportados pelo vento e por respingos de chuva. As condies timas para o desenvolvimento da doena consistem em temperaturas entre 22 e 30C e em elevada umidade relativa. Condies desfavorvel doena: ocorrncia de longos perodos de seca e de dias com muito sol entre dias chuvososManejo da DoenaCultivares resistentes. Rotao de culturas.Mancha de Bipolaris Zeicola (Bipolaris zeicola)Importncia e Distribuio: Esta doena encontra-se bem distribuda no Brasil, porm com severidade entre baixa e mdia.- Ocorrido com elevada severidade em algumas regies do Centro-Oeste e do Nordeste.Sintomas Duas raas de B. zeicola so consideradas predominantes no Brasil, raas 1 e 3. Raa 1: desse patgeno produz leses de colorao palha, formato decircular a oval e com formao de anis concntricos. Raa 3: as leses so estreitas e alongadas e com colorao castanho claro.

Sintomas da mancha de Bipolaris Zeicola (Bipolaris zeicola raa 1) em milhoDisseminao: As condies ambientais que favorecem a ocorrncia da doena so temperaturas moderadas e alta umidade relativa do ar. - Sobrevivncia: ocorre em restos culturais infectados e os condios so transportados pelo vento e por respingos de chuva.Manejo da doena Uso de cultivares resistentes. Rotao de culturas. Mancha foliar de Diplodia (Stenocarpella macrospora)Importncia e Distribuio: Minas Gerais, Gois, So Paulo, Bahia e Mato Grosso e na regio Sul do pas. - Apesar de amplamente distribuda, a doena tem ocorrido com severidade entre baixa e mdia at o momento.SintomasLeses so alongadas e grandes, apresenta um pequeno crculo visvel contra a luz (ponto de infeco). Leses podem alcanar at 10cm de comprimento. Em algumas situaes, os sintomas so caracterizados pela presena de leses estreitas e alongados.- Apesar da variao sintomatolgica, em todos os casos possvel verificar o ponto de infeco pelo patgeno.

Sintomas da mancha foliar de Diplodia (Diplodia macrospora) em folha de milho.

Leso estreita e alongada de Diplodia macrospora. Disseminaoocorre atravs dos esporos, restos de cultura levados pelo vento, por respingos de chuva. Temperaturas entre 25 e 30oC. Elevada umidade do arManejo da doenaUso de cultivares resistentes. Rotao com culturas no hospedeiras.Antracnose foliar do milho (Colletotrichum graminicola)Importncia e Distribuio: Doenas mais amplamente distribudas nas regies produtoras de milho do Brasil.OBS: Com a ampla utilizao do plantio direto, sem rotao de culturas, e o aumento das reas de plantio do milho na safra e na safrinha.SintomasLeses de colorao marrom escura e formato oval a irregular, o que torna, s vezes, difcil seu diagnstico. Tipicamente, um halo amarelado circunda a rea doente das folhas.

Sob condies favorveis, as leses podem coalescer, necrosando grande parte do limbo foliar e surgem, no interior das leses, pontuaes escuras que correspondem s estruturas de frutificao do patgeno, denominadas acrvulos. Nas nervuras, so observadas leses elpticas de colorao marrom avermelhada que resultam numa necrose foliar em formato de V invertido.OBS: Esses sintomas so geralmente confundidos com os sintomas de deficincia de nitrognio.Sintoma da antracnose foliar do milho (Colletotrichum graminicola).

Sintomas da antracnose (Colletotrichum graminicola) na nervura e queima foliar em formato de V invertido.

Disseminao: A taxa de aumento da doena uma funo da quantidade inicial de inculo presente nos restos de cultura, o que indica a importncia do plantio direto e do plantio em sucesso para o aumento do potencial de inculo. - Outro fator a influir na quantidade da doena a taxa de reproduo do patgeno, que vai depender das condies ambientais a da prpria raa do patgeno presente. Temperaturas elevas (28 a 30oC), elevada umidade relativa do ar e chuvas frequentes favorecem o desenvolvimento da doena.Manejo da doena Plantio de cultivares resistentes, Rotao de cultura, Evitar plantios sucessivos, as quais so essenciais para a reduo do potencial de inculo do patgeno presente nos restos de cultura.Podrides do Colmo- Podrides do colmo: se iniciam pelas razes, passando para os entrens inferiores e, posteriormente para os entrens superiores ou diretamente pelo colmo, atravs de ferimentos. - Estresses durante a fase de enchimento de gros predispem as plantas s podrides. Fatores estressantes: danos nas folhas ou no colmo causados por insetos, umidade excessiva ou deficiente do solo, baixo teor de K em relao ao de N, perodos prolongados de nebulosidade, alta densidade de semeadura ocorrncia de chuvas com intensidade acima do normal, 2 a 3 semanas aps o florescimento. Podrides do colmo no ocorrem uniformemente na rea mas ao acaso. possvel encontrar plantas sadias ao lado de plantas apodrecidas.OBS: Por serem os microorganimos causadores das podrides do colmo capazes de sobreviver nos restos de cultura e no solo, a adoo do Sistema Plantio Direto pode aumentar significativamente a quantidade de inculo no solo tornando as lavouras de milho nesse sistema de cultivo mais sujeitas ocorrncia das podrides em alta intensidade.Podrides das Razes- As perdas econmicas esto diretamente relacionadas ao teor de umidade no solo e geralmente so causadas por um complexo de microorganismos.Podrido por Diplodia Etiologia: Pode ser causada pelos fungos Diplodia maydis ou Diplodia macrospora, os mesmos agentes causais da podrido branca das espigas.- D. macrospora pode tambm causar leses foliares em milho.

Diplodia maydis se difere de Diplodia macrospora por apresentar condios duas vezes menores que e por no causar leses foliares.Sintomas: Plantas infectadas por qualquer um desses fungos apresentam.- Externamente: prximo aos entrens inferiores, leses marrom-claras, quase negras nas quais possvel observar a presena de pequenos pontinhos negros (picndios).

Internamente: o tecido da medula adquire colorao marrom, pode se desintegrar permanecendo intactos somente os vasos lenhosos sobre os quais possvel observar tambm, a presena de picndios.Epidemiologia: As podrides do colmo por Diplodia so favorecidas por temperaturas entre 28 e 30oC e alta umidade, principalmente na forma de chuva. Esses fungos sobrevivem no solo nos restos de cultura, na forma de picndios e nas sementes, na forma de picndios ou de miclio.- Apresentam como nico hospedeiro, o milho o que torna a rotao de cultura uma medida eficiente no controle dessa doena. - Disseminao dos condios pode ocorrer pela ao da chuva ou do vento.Manejo da doena: Utilizao de cultivares resistentes e rotao de culturas principalmente em reas onde se utiliza o Sistema Plantio Direto. Evitar altas densidades de semeadura.- Realizar adubaes de acordo com as recomendaes tcnicas para evitar desequilibrios nutricionais nas plantas de milho.- As prticas da arao e gradagem quando associadas rotao de culturas, reduzem significativamente a quantidade de inculo do patgeno no solo e consequentemente a intensidade da doena nas prximas semeaduras.Podrido por Fusarium Etiologia: uma doena causada por vrias especies de Fusarium entre elas F. moniliforme e F. moniliforme var. subglutinans que tambm causam a podrido rosada das espigas.Sintomas: Em plantas infectadas, o tecido dos entrens inferiores geralmente adquire colorao avermelhada que progride de forma uniforme e contnua da base em direo parte superior da planta.

Embora a infeco do colmo possa ocorrer antes da polinizao, os sintomas s se tornam visveis logo aps a polinizao e aumentam em severidade medida que as plantas entram em senescncia. A infeco pode se iniciar pelas razes e favorecida por ferimentos causados por nematides ou pragas subterrneas.Epidemiologia: Esse patgeno um fungo de solo capaz de sobreviver nos restos de cultura na forma de miclio e apresenta vrias espcies vegetais como hospedeiras o que torna a medida de rotao de cultura pouco eficiente. Frequentemente pode ser encontrado associado s sementes.Disseminao dos condios: se d atravs do vento ou da chuva.Manejo da doena: - Uso de cultivares resistentes. Evitar altas densidades de semeadura. Realizar adubaes de acordo com as recomendaes tcnicas para evitar desequilibrios nutricionais nas plantas de milho.Podrido por Colletotrichum ou Antracnose do colmo Etiologia: causada pelo fungo Colletotrichum graminicola. - Esse fungos pode infectar todas as partes da planta de milho, resultando diferentes sintomas nas folhas, no colmo, na espiga, nas razes e no pendo.Sintomas: Os sintomas so mais visveis aps o florescimento. A podrido do colmo caracterizada pela formao, na casca, de leses encharcadas, estreitas, elpticas na vertical ou ovais. Posteriormente tornam;-se marrom-avermelhadas e, finalmente marrom-escuras a negras. As leses podem coalescer, formando extensas reas necrosadas de colorao escura-brilhante. O tecido interno do colmo apresenta, de forma contnua e uniforme, colorao marrom-escura podendo se desintegrar, levando a planta morte prematura e ao acamamento.

Colletotrichum graminicola.

Podrido por Colletotrichum

Epidemiologia: C. graminicola pode sobreviver em restos de cultura ou em sementes, na forma de miclio e condios.Disseminao dos condios: se d por respingos de chuva. A infeco do colmo pode ocorrer pelo ponto de juno das folhas com o colmo ou atravs de razes.

Antracnose favorecida por longos perodos de altas temperaturas e umidade principalmente na fase de plntula e aps o florescimento.Manejo da doena:Utilizao de cultivares resistentes no s podrido do colmo por C. graminicola mas tambm s doenas foliares. - A rotao de culturas imprescindvel no Sistema Plantio Direto. Tratamento de sementes com fungicidas. Realizar adubaes de acordo com as recomendaes tcnica para evitar desequilbrios nutricionais nas plantas de milho. - Arao e gradagem so prticas que, associadas rotao de cultura, reduzem significativamente a quantidade de inculo do patgeno no solo e consequentemente a intensidade da doena nas prximas semeaduras.Podrido por Macrophomina Etiologia: causada pela fungo Macrophomina phaseolina.Sintomas: A infeco das plantas se inicia pelas razes. Os sintomas so visveis nos entrens inferiores, aps a polinizao. Internamente, o tecido da medula se desintegra permanecendo intactos somente os vasos lenhosos sobre os quais possvel observar a presena de numerosos pontinhos negros que conferem internamente ao colmo, uma cor cinza tpica.Podrido por Macrophomina

Epidemiologia: A podrido por Macrophomina favorecida por altas temperaturas (37oC) e baixa umidade no solo. A sobrevivncia de M. phaseolina no solo bem como sua disseminao ocorre na forma de esclercios. - Esse fungo apresenta um grande nmero de hospedeiros inclusive o sorgo e a soja o que torna a rotao de cultura uma medida de controle pouco eficiente.Manejo da doena: Utilizao de cultivares resistentes, Promover uma irrigao adequada em anos de pouca chuva. Evitar altas densidades de semeadura. Realizar adubaes de acordo com as recomendaes tcnicas para evitar desequilibrios nutricionais nas plantas de milho.Podrido por Pythium Etiologia: causada pelo fungo Pythium aphanidermatum.Sintomas:Essa podrido do tipo aquosa assemelhando-se s podrides por bactria. Difere dessas por ficar tpicamente restrita ao primeiro entren acima do solo enquanto que as bacterioses atingem vrios entrens.As plantas antes de tombarem, geralmente sofrem uma toro. Plantas tombadas permanecem verdes por algum tempo visto que os vasos lenhosos permanecem intactos.Podrido por Pythium

Epidemiologia: Esse fungo sobrevive no solo, apresenta elevado nmero de espcies vegetais hospedeiras e capaz de infectar plantas de milho jovens e vigorosas, antes do florescimento.- Podrido favorecida por temperaturas em torno de 32oC e alta umidade no solo proporcionada por prolongados perodos de chuva ou irrigao excessiva.Manejo da doena: Manejo adequado da gua de irrigao.Epidemiologia:O fungo sobrevive no solo, apresenta elevado nmero de espcies vegetais hospedeiras e capaz de infectar plantas de milho jovens e vigorosas, antes do florescimento.

Podrides bacterianas Etiologia: Vrias espcies de bactrias do gnero Pseudomonas e Erwinia causam podrides do colmo em plantas de milho.Sintomas: As podrides causadas por bactrias so do tipo aquosa e quando causadas por Erwinia exalam tipicamente um odor desagradvel. Em geral iniciam-se nos entrens prximos ao solo e rapidamente atingem os entrens superiores. Essas podrides podem tambm se iniciar pela parte superior do colmo causando a "podrido do cartucho por Erwinia". Os sintomas tpicos dessa doena so as murcha e a seca das folhas do cartucho decorrentes de uma podrido aquosa na base desse cartucho. As folhas se desprendem facilmente e exalam um odor desagradvel.

Na bainha das outras folhas pode-se observar a presena de leses encharcadas (anasarcas). Pode ocorrer o apodrecimento dos entrens inferiores ao cartucho e a murcha do restante da planta. Ferimentos no cartucho causados por insetos podem favorecer a incidncia dessa podrido.Epidemiologia: - Essas podrides so favorecidas por altas temperaturas associadas a altos teores de umidade. Manejo da doena: - Manejo adequado da gua de irrigao e melhoria no sistema de drenagem do solo.Podrido de razes Etiologia: Pode ser causada por vrias espcies de Fusarium e de Pythium alm daqueles microorganismos causadores de podrides do colmo.Sintomas: Os sintomas tpicos dessa podrido no sistema radicular so razes com colorao escuras e apodrecidas. Os sintomas na parte area so enfezamento, clorose, mau enchimento dos gros e murcha.Manejo da doena: Manejo adequado da gua de irrigao e melhoria no sistema de drenagem do solo.

Podrido de razes

Recommended

View more >