Principais Doenas da Cultura do Milho. Doenas foliares Cercosporiose (Cercospora zeae-maydis) -Observada (2000) inicialmente no Sudoeste do estado de.

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  • Principais Doenas da Cultura do Milho
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  • Doenas foliares Cercosporiose (Cercospora zeae-maydis) -Observada (2000) inicialmente no Sudoeste do estado de Gois em Rio Verde, Montividiu, Jata e Santa Helena. - Atualmente: est presente em praticamente todas as reas de plantio de milho no Centro Sul do Brasil.
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  • A doena ocorre com alta severidade em cultivares suscetveis, podendo as perdas serem superiores a 80%. Sintomas Manchas de colorao cinza, retangulares, com as leses desenvolvendo-se paralelas s nervuras. - Com o desenvolvimento dos sintomas da doena, pode ocorrer necrose de todo o tecido foliar.
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  • Cercosporiose do milho (Cercospora zeae-maydis).
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  • Em situaes de ataques mais severos, as plantas tornam-se mais predispostas s infeces por patgenos no colmo, resultando em maior incidncia de acamamento de plantas.
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  • Disseminao: atravs de esporos e de restos de cultura levados pelo vento e por respingos de chuva. - Os restos de cultura so, portanto, fonte de inculo local e, tambm, para outras reas de plantio. - Temperaturas timas: entre 25 e 30 o C e de umidade relativa do ar superior a 90%.
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  • Manejo da Doena: - A principal medida de manejo da cercosporiose a utilizao de cultivares resistentes. Recomenda-se: - evitar a permanncia de restos da cultura de milho em reas em que a doena ocorreu com alta severidade para reduzir o inculo do patgeno na rea;
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  • - realizar a rotao com culturas no hospedeiras como a soja, o sorgo, o girassol, o algodo e outras. OBS: milho o nico hospedeiro de C. zeae- maydis; para evitar o aumento do potencial de inculo.
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  • -deve-se evitar o plantio seguido de milho na mesma rea; -plantar cultivares diferentes em uma mesma rea e em cada poca de plantio; - realizar adubaes de acordo com as recomendaes tcnicas para evitar desequilbrios nutricionais nas plantas, favorveis ao desenvolvimento desse patgeno, principal mente a relao nitrognio/potssio.
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  • Mancha branca (etiologia indefinida) Importncia e Distribuio: atualmente, uma das principais doenas da cultura do milho no Brasil, estando presente em praticamente todas as regies de plantio de milho no Brasil. - Perdas na produo: > 60% em situaes de ambiente favorvel e de uso de cultivares suscetveis.
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  • Sintomas -Leses inicialmente, circulares, aquosas e verde claras (anasarcas). - Posteriormente, passam a necrticas, de cor palha, circulares a elpticas, com dimetro variando de 0,3 a 1cm. - Geralmente, so encontradas dispersas no limbo foliar, mas iniciam-se na ponta da folha progredindo para a base, podendo coalescer.
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  • Sintomas da mancha branca do milho.
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  • Sintomas -Leses inicialmente, circulares, aquosas e verde claras (anasarcas). - Posteriormente, passam a necrticas, de cor palha, circulares a elpticas, com dimetro variando de 0,3 a 1cm. - Geralmente, so encontradas dispersas no limbo foliar, mas iniciam-se na ponta da folha progredindo para a base, podendo coalescer.
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  • - Os sintomas aparecem inicialmente nas folhas inferiores, progredindo rapidamente para as superiores, sendo mais severos aps o pendoamento. - Sob condies de ataque severo: sintomas na palha da espiga. Campo: os sintomas no ocorrem, normalmente, em plntulas de milho.
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  • - Favorecida por temperaturas noturnas amenas (15 a 20 0 C), elevada umidade relativa do ar (>60%) e elevada precipitao. - Os plantios tardios favorecem elevadas severidades da doena devido ocorrncia dessas condies climticas durante o florescimento da cultura, fase na qual as plantas so mais sensveis ao ataque do patgeno e os sintomas so mais severos.
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  • Manejo da Doena -Uso de cultivares resistentes. -EX: cultivares da Embrapa BRS 1010 e BRS 1035. - Escolha da poca de plantio (optar por pocas de semeadura cujas condies climticas que favoream a doena no coincidam com a fase de florescimento da cultura).
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  • - Nas regies Centro-Oeste e Sudeste, os plantios tardios realizados a partir da segunda quinzena de novembro at o final de dezembro favorecem a ocorrncia da doena em elevadas severidades. - Portanto, recomenda-se, sempre que possvel, antecipar a poca do plantio para a segunda quinzena de outubro ou o incio de novembro. - Controle qumico.
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  • Ferrugem Polissora (Puccinia polysora Underw.) - No Brasil, foram determinadas perdas superiores a 40% na produo de milho devido ocorrncia de epidemias de ferrugem polissora. - Distribuda por toda a regio Centro-Oeste, pelo Noroeste de Minas Gerais, por So Paulo e por parte do Paran.
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  • Sintomas - Formao de pstulas circulares a ovais, de colorao marron clara, distribudas, predominantemente, na face superior das folhas.
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  • Sintomas da ferrugem polissora no milho (Puccinia polysora Underw).
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  • -Ocorrncia da doena dependente da altitude, ocorrendo com maior intensidade em altitudes abaixo de 700m, onde predominam temperatura mais elevadas (25 a 35 o C). - A ocorrncia de perodos prolongados de elevada umidade relativa do ar tambm um fator importante para o desenvolvimento da doena.
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  • Manejo da Doena -Uso de cultivares resistentes, - Escolha da poca e do local de plantio, - Aplicao de fungicidas em situaes de elevada presso de doena.
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  • Ferrugem Comum (Puccinia sorghi) Importncia e Distribuio: No Brasil, a doena tem ampla distribuio com severidade moderada, tendo maior severidade nos estados da regio Sul.
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  • Sintomas -Formao de pstulas em toda a parte area da planta, mas com maior abundncia nas folhas. - As pstulas ocorrem em ambas as superfcies da folha, sendo esta uma das caractersticas que a diferencia da ferrugem polissora, cujas pstulas predominam na superfcie superior da folha.
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  • - As pstulas da ferrugem comum apresentam formato circular a alongado e colorao castanho clara a escuro, que se acentua medida em que as pstulas amadurecem e se rompem, liberando os uredsporos. - Sob condies ambientais favorveis, as pstulas podem coalescer, formando grandes reas necrticas nas folhas.
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  • Sintomas da ferrugem comum do milho: pstulas de colorao marrom claro apresentando halo amarelado (A); coalescncia de pstulas apresentando necrose foliar e bordos arroxeados; detalhe do formato alongado das pstulas (C).
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  • Disseminao - Prolongados perodos de temperaturas baixas (16 a 23C), alta umidade relativa do ar (>90%) e chuvas frequentes favorecem o desenvolvimento da doena. - Locais de altitude elevada (>800m).
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  • - Telisporos produzidos pelo patgeno germinam e produzem basidisporos, os quais infectam plantas do gnero oxalis spp. (trevo), em que o patgeno desenvolve o estgio aecial (fase reprodutiva). OBS: presena de plantas de trevo na rea contribui para a sobrevivncia e para a disseminao do patgeno.
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  • Manejo da Doena -Uso de cultivares resistentes a principal forma de manejo da ferrugem comum. - A escolha da poca e de locais de plantio menos favorveis ao desenvolvimento da doena - Eliminao de hospedeiros alternativos tambm contribuem para a reduo da severidade da doena. - A aplicao de fungicidas.
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  • Ferrugem Tropical ou Ferrugem Branca (Physopella zeae) Brasil: Regies Centro-Oeste e Sudeste (Norte de So Paulo). - A doena mais severa em plantios contnuos de milho, principalmente em reas irrigadas.
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  • Sintomas -Formao de pstulas de formato arredondado a oval, em pequenos grupos, de colorao esbranquiada a amarelada, na superfcie superior da folha e recoberta pela epiderme. - Uma borda de colorao escura pode envolver o agrupamento de pstulas.
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  • Pstulas de aspecto pulverulento e colorao esbran- quiada
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  • Disseminao -Os uredsporos so o inculo primrio e secundrio, sendo transportados pelo vento ou em material infectado. - No so conhecidos hospedeiros intermedirios de P. zeae. - Condies de alta temperatura (22-34C), alta umidade relativa e baixas altitudes.
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  • - Por ser um patgeno de menor exigncia em termos de umidade, a severidade da doena tende a ser a maior nos plantios de safrinha. Manejo da Doena -plantio de cultivares resistentes; - escolha da poca e do local de plantio; - evitar plantios sucessivos de milho; - aplicao de fungicidas em situao de elevada presso de doena.
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  • - Recomendam-se a alternncia de gentipos e a interrupo no plantio durante certo perodo para que ocorra a morte dos uredsporos.
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  • Helmintosporiose (Exserohilum turcicum) Brasil: as maiores severidades desta enfermidade tm ocorrido em plantios de safrinha. - Perdas na produo podem chegar a 50%, quando o ataque comea antes do perodo de florao.
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  • Sintomas -Leses necrticas, elpticas, medindo de 2,5 a 15cm de comprimento. - A colorao do tecido necrosado varia de cinza a marrom e, no interior das leses, observa-se intensa esporulao do patgeno. - As primeiras leses aparecem, normalmente, nas folhas mais velhas.
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  • Sintomas da helmintosporiose (Exserohilum turcicum) em milho.
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  • - O patgeno apresenta boa capacidade de sobrevivncia em restos de cultura. Disseminao -Transporte de condios pelo vento a longas distncias. - Temperaturas moderadas (18-27C) so favorveis doena, bem como a ocorrncia de longos perodos de molhamento foliar ou a presena de orvalho.
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  • - O patgeno tem como hospedeiros o sorgo, o capim sudo, o sorgo de halepo e o teosinto. - No entanto, isolados provenientes do sorgo no so capazes de infectar plantas de milho.
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  • Manejo da Doena -Cultivares com resistncia gentica. - A rotao de culturas.
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  • Mancha de Bipolaris maydis (Bipolaris maydis ) Importncia e Distribuio: Esta doena encontra-se bem distribuda no Brasil, porm com severidade entre baixa e mdia. - Atualmente, em algumas reas das regies Centro-Oeste e Nordeste, tem ocorrido com elevada severidade em materiais suscetveis.
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  • Sintomas O fungo B. maydis possui duas raas descritas, 0 e T. - Raa 0: predominante nas principais regies produtoras, produz leses alongadas, orientadas pelas nervuras com margens castanhas e com forma e tamanho variveis.
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  • - Embora as leses sigam a orientao das nervuras, as bordas das leses no so to bem definidas como ocorre no caso da cercosporiose. Raa T: so maiores, predominantemente elpticas e com colorao de marrom a castanho, podendo haver formao de halo clortico.
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  • Sintomas da mancha de Bipolaris maydis (Bipolaris maydis).
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  • Sobrevivncia: ocorre em restos culturais infectados e em gros. -Os condios so transportados pelo vento e por respingos de chuva. - As condies timas para o desenvolvimento da doena consistem em temperaturas entre 22 e 30C e em elevada umidade relativa.
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  • Condies desfavorvel doena: ocorrncia de longos perodos de seca e de dias com muito sol entre dias chuvosos Manejo da Doena -Cultivares resistentes. - Rotao de culturas.
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  • Mancha de Bipolaris Zeicola (Bipolaris zeicola) Importncia e Distribuio: Esta doena encontra- se bem distribuda no Brasil, porm com severidade entre baixa e mdia. - Ocorrido com elevada severidade em algumas regies do Centro-Oeste e do Nordeste.
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  • Sintomas - Duas raas de B. zeicola so consideradas predominantes no Brasil, raas 1 e 3. - Raa 1: desse patgeno produz leses de colorao palha, formato de circular a oval e com formao de anis concntricos. - Raa 3: as leses so estreitas e alongadas e com colorao castanho claro.
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  • Sintomas da mancha de Bipolaris Zeicola (Bipolaris zeicola raa 1) em milho
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  • Disseminao: As condies ambientais que favorecem a ocorrncia da doena so temperaturas moderadas e alta umidade relativa do ar. - Sobrevivncia: ocorre em restos culturais infectados e os condios so transportados pelo vento e por respingos de chuva.
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  • Manejo da doena - Uso de cultivares resistentes. - Rotao de culturas.
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  • Mancha foliar de Diplodia (Stenocarpella macrospora) Importncia e Distribuio: Minas Gerais, Gois, So Paulo, Bahia e Mato Grosso e na regio Sul do pas. - Apesar de amplamente distribuda, a doena tem ocorrido com severidade entre baixa e mdia at o momento.
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  • Sintomas -Leses so alongadas e grandes, apresenta um pequeno crculo visvel contra a luz (ponto de infeco). - Leses podem alcanar at 10cm de comprimento. - Em algumas situaes, os sintomas so caracterizados pela presena de leses estreitas e alongados.
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  • - Apesar da variao sintomatolgica, em todos os casos possvel verificar o ponto de infeco pelo patgeno.
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  • Sintomas da mancha foliar de Diplodia (Diplodia macrospora) em folha de milho.
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  • Leso estreita e alongada de Diplodia macrospora.
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  • Disseminao -ocorre atravs dos esporos, - restos de cultura levados pelo vento, - por respingos de chuva. - Temperaturas entre 25 e 30 o C. - Elevada umidade do ar Manejo da doena -Uso de cultivares resistentes. - Rotao com culturas no hospedeiras.
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  • Antracnose foliar do milho (Colletotrichum graminicola) Importncia e Distribuio: - Doenas mais amplamente distribudas nas regies produtoras de milho do Brasil. OBS: Com a ampla utilizao do plantio direto, sem rotao de culturas, e o aumento das reas de plantio do milho na safra e na safrinha.
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  • Sintomas -Leses de colorao marrom escura e formato oval a irregular, o que torna, s vezes, difcil seu diagnstico. - Tipicamente, um halo amarelado circunda a rea doente das folhas.
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  • - Sob condies favorveis, as leses podem coalescer, necrosando grande parte do limbo foliar e surgem, no interior das leses, pontuaes escuras que correspondem s estruturas de frutificao do patgeno, denominadas acrvulos.
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  • - Nas nervuras, so observadas leses elpticas de colorao marrom avermelhada que resultam numa necrose foliar em formato de V invertido. OBS: Esses sintomas so geralmente confundidos com os sintomas de deficincia de nitrognio.
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  • Sintoma da antracnose foliar do milho (Colletotrichum graminicola).
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  • Sintomas da antracnose (Colletotrichum graminicola) na nervura e queima foliar em formato de V invertido.
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  • Disseminao: - A taxa de aumento da doena uma funo da quantidade inicial de inculo presente nos restos de cultura, o que indica a importncia do plantio direto e do plantio em sucesso para o aumento do potencial de inculo.
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  • - Outro fator a influir na quantidade da doena a taxa de reproduo do patgeno, que vai depender das condies ambientais a da prpria raa do patgeno presente. - Temperaturas elevas (28 a 30 o C), elevada umidade relativa do ar e chuvas frequentes favorecem o desenvolvimento da doena.
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  • Manejo da doena - Plantio de cultivares resistentes, - Rotao de cultura, - Evitar plantios sucessivos, as quais so essenciais para a reduo do potencial de inculo do patgeno presente nos restos de cultura.
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  • Podrides do Colmo
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  • - Podrides do colmo: se iniciam pelas razes, passando para os entrens inferiores e, posteriormente para os entrens superiores ou diretamente pelo colmo, atravs de ferimentos.
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  • - Estresses durante a fase de enchimento de gros predispem as plantas s podrides. Fatores estressantes: - danos nas folhas ou no colmo causados por insetos, - umidade excessiva ou deficiente do solo, - baixo teor de K em relao ao de N, - perodos prolongados de nebulosidade,
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  • - alta densidade de semeadura - ocorrncia de chuvas com intensidade acima do normal, 2 a 3 semanas aps o florescimento.
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  • - Podrides do colmo no ocorrem uniformemente na rea mas ao acaso. - possvel encontrar plantas sadias ao lado de plantas apodrecidas.
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  • OBS: Por serem os microorganimos causadores das podrides do colmo capazes de sobreviver nos restos de cultura e no solo, a adoo do Sistema Plantio Direto pode aumentar significativamente a quantidade de inculo no solo tornando as lavouras de milho nesse sistema de cultivo mais sujeitas ocorrncia das podrides em alta intensidade.
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  • Podrides das Razes
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  • - As perdas econmicas esto diretamente relacionadas ao teor de umidade no solo e geralmente so causadas por um complexo de microorganismos.
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  • Podrido por Diplodia Etiologia: Pode ser causada pelos fungos Diplodia maydis ou Diplodia macrospora, os mesmos agentes causais da podrido branca das espigas. - D. macrospora pode tambm causar leses foliares em milho.
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  • Diplodia maydis se difere de Diplodia macrospora por apresentar condios duas vezes menores que e por no causar leses foliares.
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  • Sintomas: Plantas infectadas por qualquer um desses fungos apresentam. - Externamente: prximo aos entrens inferiores, leses marrom-claras, quase negras nas quais possvel observar a presena de pequenos pontinhos negros (picndios).
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  • Internamente: o tecido da medula adquire colorao marrom, pode se desintegrar permanecendo intactos somente os vasos lenhosos sobre os quais possvel observar tambm, a presena de picndios.
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  • Epidemiologia: As podrides do colmo por Diplodia so favorecidas por temperaturas entre 28 e 30 o C e alta umidade, principalmente na forma de chuva. Esses fungos sobrevivem no solo nos restos de cultura, na forma de picndios e nas sementes, na forma de picndios ou de miclio.
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  • - Apresentam como nico hospedeiro, o milho o que torna a rotao de cultura uma medida eficiente no controle dessa doena. - Disseminao dos condios pode ocorrer pela ao da chuva ou do vento. Manejo da doena: Utilizao de cultivares resistentes e rotao de culturas principalmente em reas onde se utiliza o Sistema Plantio Direto. Evitar altas densidades de semeadura.
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  • - Realizar adubaes de acordo com as recomendaes tcnicas para evitar desequilibrios nutricionais nas plantas de milho. - As prticas da arao e gradagem quando associadas rotao de culturas, reduzem significativamente a quantidade de inculo do patgeno no solo e consequentemente a intensidade da doena nas prximas semeaduras.
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  • Podrido por Fusarium Etiologia: uma doena causada por vrias especies de Fusarium entre elas F. moniliforme e F. moniliforme var. subglutinans que tambm causam a podrido rosada das espigas.
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  • Sintomas: Em plantas infectadas, o tecido dos entrens inferiores geralmente adquire colorao avermelhada que progride de forma uniforme e contnua da base em direo parte superior da planta.
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  • -Embora a infeco do colmo possa ocorrer antes da polinizao, os sintomas s se tornam visveis logo aps a polinizao e aumentam em severidade medida que as plantas entram em senescncia. - A infeco pode se iniciar pelas razes e favorecida por ferimentos causados por nematides ou pragas subterrneas.
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  • Epidemiologia: Esse patgeno um fungo de solo capaz de sobreviver nos restos de cultura na forma de miclio e apresenta vrias espcies vegetais como hospedeiras o que torna a medida de rotao de cultura pouco eficiente. - Frequentemente pode ser encontrado associado s sementes. Disseminao dos condios: se d atravs do vento ou da chuva.
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  • Manejo da doena: - Uso de cultivares resistentes. - Evitar altas densidades de semeadura. - Realizar adubaes de acordo com as recomendaes tcnicas para evitar desequilibrios nutricionais nas plantas de milho.
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  • Podrido por Colletotrichum ou Antracnose do colmo Etiologia: causada pelo fungo Colletotrichum graminicola. - Esse fungos pode infectar todas as partes da planta de milho, resultando diferentes sintomas nas folhas, no colmo, na espiga, nas razes e no pendo.
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  • Sintomas: - Os sintomas so mais visveis aps o florescimento. - A podrido do colmo caracterizada pela formao, na casca, de leses encharcadas, estreitas, elpticas na vertical ou ovais. - Posteriormente tornam;-se marrom- avermelhadas e, finalmente marrom-escuras a negras.
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  • - As leses podem coalescer, formando extensas reas necrosadas de colorao escura-brilhante. - O tecido interno do colmo apresenta, de forma contnua e uniforme, colorao marrom-escura podendo se desintegrar, levando a planta morte prematura e ao acamamento.
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  • Colletotrichum graminicola.
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  • Podrido por Colletotrichum
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  • Epidemiologia: C. graminicola pode sobreviver em restos de cultura ou em sementes, na forma de miclio e condios. Disseminao dos condios: se d por respingos de chuva. -A infeco do colmo pode ocorrer pelo ponto de juno das folhas com o colmo ou atravs de razes.
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  • -Antracnose favorecida por longos perodos de altas temperaturas e umidade principalmente na fase de plntula e aps o florescimento. Manejo da doena: -Utilizao de cultivares resistentes no s podrido do colmo por C. graminicola mas tambm s doenas foliares.
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  • - A rotao de culturas imprescindvel no Sistema Plantio Direto. - Tratamento de sementes com fungicidas. - Realizar adubaes de acordo com as recomendaes tcnica para evitar desequilbrios nutricionais nas plantas de milho.
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  • - Arao e gradagem so prticas que, associadas rotao de cultura, reduzem significativamente a quantidade de inculo do patgeno no solo e consequentemente a intensidade da doena nas prximas semeaduras.
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  • Podrido por Macrophomina Etiologia: causada pela fungo Macrophomina phaseolina. Sintomas: - A infeco das plantas se inicia pelas razes. - Os sintomas so visveis nos entrens inferiores, aps a polinizao.
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  • -Internamente, o tecido da medula se desintegra permanecendo intactos somente os vasos lenhosos sobre os quais possvel observar a presena de numerosos pontinhos negros que conferem internamente ao colmo, uma cor cinza tpica.
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  • Podrido por Macrophomina
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  • Epidemiologia: A podrido por Macrophomina favorecida por altas temperaturas (37 o C) e baixa umidade no solo. A sobrevivncia de M. phaseolina no solo bem como sua disseminao ocorre na forma de esclercios.
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  • - Esse fungo apresenta um grande nmero de hospedeiros inclusive o sorgo e a soja o que torna a rotao de cultura uma medida de controle pouco eficiente. Manejo da doena: -Utilizao de cultivares resistentes, - Promover uma irrigao adequada em anos de pouca chuva.
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  • - Evitar altas densidades de semeadura. - Realizar adubaes de acordo com as recomendaes tcnicas para evitar desequilibrios nutricionais nas plantas de milho.
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  • Podrido por Pythium Etiologia: causada pelo fungo Pythium aphanidermatum. Sintomas: -Essa podrido do tipo aquosa assemelhando-se s podrides por bactria. Difere dessas por ficar tpicamente restrita ao primeiro entren acima do solo enquanto que as bacterioses atingem vrios entrens.
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  • -As plantas antes de tombarem, geralmente sofrem uma toro. - Plantas tombadas permanecem verdes por algum tempo visto que os vasos lenhosos permanecem intactos.
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  • Podrido por Pythium
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  • Epidemiologia: Esse fungo sobrevive no solo, apresenta elevado nmero de espcies vegetais hospedeiras e capaz de infectar plantas de milho jovens e vigorosas, antes do florescimento. - Podrido favorecida por temperaturas em torno de 32 o C e alta umidade no solo proporcionada por prolongados perodos de chuva ou irrigao excessiva.
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  • Manejo da doena: Manejo adequado da gua de irrigao. Epidemiologia: -O fungo sobrevive no solo, apresenta elevado nmero de espcies vegetais hospedeiras e capaz de infectar plantas de milho jovens e vigorosas, antes do florescimento.
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  • Podrides bacterianas Etiologia: Vrias espcies de bactrias do gnero Pseudomonas e Erwinia causam podrides do colmo em plantas de milho. Sintomas: As podrides causadas por bactrias so do tipo aquosa e quando causadas por Erwinia exalam tipicamente um odor desagradvel.
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  • - Em geral iniciam-se nos entrens prximos ao solo e rapidamente atingem os entrens superiores. - Essas podrides podem tambm se iniciar pela parte superior do colmo causando a "podrido do cartucho por Erwinia". - Os sintomas tpicos dessa doena so as murcha e a seca das folhas do cartucho decorrentes de uma podrido aquosa na base desse cartucho.
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  • - As folhas se desprendem facilmente e exalam um odor desagradvel.
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  • - Na bainha das outras folhas pode-se observar a presena de leses encharcadas (anasarcas). - Pode ocorrer o apodrecimento dos entrens inferiores ao cartucho e a murcha do restante da planta. - Ferimentos no cartucho causados por insetos podem favorecer a incidncia dessa podrido.
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  • Epidemiologia: - Essas podrides so favorecidas por altas temperaturas associadas a altos teores de umidade. Manejo da doena: - Manejo adequado da gua de irrigao e melhoria no sistema de drenagem do solo.
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  • Podrido de razes Etiologia: Pode ser causada por vrias espcies de Fusarium e de Pythium alm daqueles microorganismos causadores de podrides do colmo. Sintomas: Os sintomas tpicos dessa podrido no sistema radicular so razes com colorao escuras e apodrecidas.
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  • Os sintomas na parte area so enfezamento, clorose, mau enchimento dos gros e murcha. Manejo da doena: Manejo adequado da gua de irrigao e melhoria no sistema de drenagem do solo.
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  • Podrido de razes

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