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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA

    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL

    Disciplina: SEMINÁRIOS APLICADOS

    PRINCIPAIS DOENÇAS EM ANSERIFORMES

    Ana Maria de Souza Almeida Orientadora: Maria Auxiliadora Andrade

    GOIÂNIA

    2013

  • ii

    ANA MARIA DE SOUZA ALMEIDA

    PRINCIPAIS DOENÇAS EM ANSERIFORMES

    Seminário apresentado junto à Disciplina de Seminários Aplicados do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás Nível: Mestrado

    Área de Concentração: Sanidade Animal Higiene e Tecnologia de Alimentos

    Linha de Pesquisa:

    Etiopatogenia, epidemiologia, diagnóstico e controle das doenças infecciosas e parasitárias dos animais.

    Orientadora:

    Maria Auxiliadora Andrade

    Comitê de orientação: Valéria de Sá Jayme

    Guido Fontgalland Coelho Linhares

    GOIÂNIA

    2013

  • iii

    SUMÁRIO

    1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 1

    2 REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................... 3

    2.1 Doenças virais .................................................................................................. 3

    2.1.1 Adenovirose .................................................................................................. 3

    2.1.2 Circovirose .................................................................................................... 5

    2.1.3 Influenza aviária ............................................................................................ 7

    2.1.4 Hepatite viral dos patos ............................................................................... 10

    2.1.5 Enterite viral dos patos ................................................................................ 12

    2.1.6 Newcastle .................................................................................................... 14

    2.1.7 Bouba aviária .............................................................................................. 15

    2.2 Doenças bacterianas ...................................................................................... 17

    2.2.1 Colibacilose ................................................................................................. 17

    2.2.2 Septicemia dos patos .................................................................................. 18

    2.2.3 Cólera aviária .............................................................................................. 20

    2.2.4 Salmoneloses .............................................................................................. 20

    2.3 Doenças micóticas ......................................................................................... 23

    2.3.1 Aspergilose .................................................................................................. 23

    3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................. 25

    REFERÊNCIAS .................................................................................................... 26

  • 1 INTRODUÇÃO

    Na ordem anseriformes, que é composta por aproximadamente 151

    espécies de aves aquáticas, destacam-se os patos, os gansos, os marrecos e os

    cisnes (FIGUEROLA & GREEN, 2006). Esta ordem é constituída por aves

    consideradas mais resistentes às doenças, de maior rusticidade que galinhas e

    por isso requerem menor cuidado durante a criação (MEULLEN & DIKKEN,

    2003), e raramente são submetidas a tratamentos com antimicrobianos.

    Santa Catarina é, atualmente, o maior polo industrial de produção de

    patos, marrecos e gansos, constituindo 75,63% da produção brasileira, seguido

    por Minas Gerais com 14,8% e Paraná com 6,46%. Neste cenário o estado de

    Goiás representa 0,07% dessa produção. Em 2011, 99% da carne de patos,

    marrecos e demais aves relacionadas a esta ordem foram exportadas in natura,

    apenas 1% dos produtos era industrializado e a maioria teve o Oriente Médio

    como destino. Nesse mesmo ano foram produzidos 1,64 mil toneladas de carne

    de aves aquáticas, sendo 15,82% de patos, 2,18% de marrecos e 0,02% de

    gansos (UBABEF, 2012).

    São poucos os criatórios industriais de patos e marrecos no Brasil, pois

    para a população nacional, carne e ovos destas espécies ainda são considerados

    iguaria restrita a determinadas classes sociais ou costumes regionais. Porém, as

    criações de subsistência são comuns no País e o comércio de aves vivas, ovos e

    carne ocorre principalmente entre os pequenos produtores, casas comerciais e

    feiras livres. Ressalta-se que não existem registros ou conhecimento das

    condições higiênico-sanitárias onde essas aves são criadas.

    Os anseriformes podem ser afetados por diferentes microrganismos,

    resultando em doenças inaparentes ou clínicas, que são importantes,

    principalmente considerando-se os aspectos epidemiológicos, pois algumas

    destas enfermidades apresentam alto risco de transmissão para galinhas,

    tornando-se uma das maiores preocupações atuais na saúde avícola.

    O conhecimento dos médicos veterinários a respeito de doenças de

    anseriformes ainda é restrito. São necessários maiores estudos sobre este

    assunto, já que, em alguns casos, tais enfermidades podem ser transmitidas para

    humanos e outros animais.

  • 2

    Diante do exposto, o presente trabalho tem como objetivo fazer uma

    revisão de literatura das principais enfermidades que acometem anseriformes,

    incluindo aspectos etiológicos, epidemiológicos, clínicos e anatomo-patológicos.

  • 3

    2 REVISÃO DE LITERATURA

    2.1 Doenças virais

    2.1.1 Adenovirose

    O adenovírus aviário pertence ao gênero Aviadenovirus da família

    Adenoviridae. Este vírus pode ser classificado em três grupos: grupo I, ll e lll. O

    grupo l é subdividido em doze sorotipos que afetam galinhas, três em perus, três

    em gansos e um em patos, associados à hepatite por corpúsculo de inclusão,

    síndrome hidropericárdica e bronquite das codornas. O grupo ll possui um

    sorotipo e está relacionado à enterite hemorrágica dos perus, doença do baço

    marmóreo e esplenomegalia em frangos. O grupo lll que também contém apenas

    um sorotipo está relacionado à síndrome da queda de postura (CRITTER et al.,

    2007).

    O sequenciamento filogenético e o mapeamento do genoma viral

    realizados por MAREK et al. (2013) confirmaram a já conhecida separação do

    gênero Adenovírus entre espécies. Esta distinção entre espécies se dá,

    principalmente pelas regiões E1 e E4 do genoma, entretanto há um conhecimento

    limitado dessas diferenças genéticas em relação à infecção viral em diferentes

    aves ou na patogenia da doença. No entanto, o gene que codifica ORF está

    presente entre os diferentes aviadenovírus. Estudos relacionados à informação da

    sequência genômica desse vírus permite a taxonomia, diagnóstico e detecção de

    diferenças de patogenicidade.

    O grupo l dos Aviadenovirus causa hepatite por corpúsculo de inclusão

    em anseriformes, que são transmitidos via transovariana ou sêmen do macho

    (vias verticais), por infecção oro-fecal ou inalação (vias horizontais). Animais

    jovens (sete a vinte e um dias de vida) são os mais acometidos e o quadro clínico

    mais frequente é diminuição da conversão alimentar, baixo ganho de peso, penas

    arrepiadas, palidez e icterícia. O fígado apresenta-se aumentado, com áreas de

    hemorragia, friável e pálido (MARTINS & RESENDE, 2009).

    Em surtos de hepatite por corpúsculo de inclusão em patos com

    elevadas taxas de letalidade podem ser decorrentes tanto do desenvolvimento de

  • 4

    hepatite quanto de quadros respiratórios (pneumonia e traqueíte estenosante),

    onde as partículas virais são encontradas principalmente no parênquima hepático

    e no epitélio traqueal, respectivamente. Já a elevada letalidade em surtos de

    gansos jovens (quatro à onze dias de vida) está relacionada apenas à lesão

    hepática (ADAIR & FITZGERALD, 2008a).

    O primeiro isolamento do Aviadenovirus do grupo lll (EDS) causador da

    síndrome da queda de postura (IVANICS et al., 2001; ADAIR & FITZGERALD,

    2008b) foi relatado na Irlanda do Norte, em 1976, e classificado como adenovírus

    BC 14 e 127 (CRITTER et al., 2007). Patos e gansos são apontados como

    reservatórios naturais do vírus EDS, que está amplamente disseminado em aves

    aquáticas (IVANICS et al., 2001) e apresenta capacidade de hemaglutinar

    eritrócitos de patos, gansos, marrecos, cisnes e galinhas, dentre outros (CRITTER

    et al., 2007).

    Anteriormente, cepas patogênicas do vírus EDS eram associadas

    apenas

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