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  1. 1. Somente aqueles que nunca deram um tiro, nem ouviram os gritos e os gemidos dos feridos, que clamam por sangue, vingana e mais desolao. A guerra o inferno. ( Gen. William T. Sherman )
  2. 2. O imperialismo foi uma etapa da expanso mundial do capitalismo. A partir do sculo XIX, sobretudo as grandes potncias industriais da poca Inglaterra, Frana e Alemanha adotaram uma poltica de expanso e domnio das regies no industrializadas do planeta, em especial na sia e na frica. Essas regies foram exploradas de acordo com o interesse da burguesia e dos Estados europeus, criando problemas sociais, polticos e econmicos que duram at hoje.
  3. 3. Rivalidade anglo-alem: A rivalidade entre a Alemanha e a Inglaterra teve origem na competio industrial e comercial. Aps a unificao, a Alemanha Passou a disputar mercados com os ingleses e se transformou em uma das maiores potncias da Europa Rivalidade franco-alem: Em 1871, a Frana foi obrigada a ceder a Alscia-Lorena (regio rica em carvo e ferro) ao recm unificado Imprio Alemo, aps a derrota francesa na Guerra Franco-prussiana, conforme previa o Tratado de Frankfurt em 1871. Logo nasceu na Frana a idia de vingana, de revanche (o Revanchismo Francs), com o objetivo de recuperar Alscia-Lorena e vingar a derrota na guerra.
  4. 4. Poltica de alianas: Por meio de acordos econmcos, polticos e militares, dois blocos opostos foram criados: a Trplice AlianaTrplice Aliana, formada por Alemanha,Imprio Austro-Hungaro e Itlia, tambm conhecidos como Imprio Centrais,e a Trplice EntenteTrplice Entente, por Rssia, Frana e Gr-Bretanha. Esse sistema de blocos tornou- se uma bomba relgio quando as tenses entre os pases tonaram-se incontrolveis. Corrida armamentista: Os anos anteriores ecloso da guerra em 1914 receberam o nome de Paz Armada porque a indstria blica aumentou consideravelmente os seus recursos, produzindo novas tecnologias para a guerra. Alm disso, quase todas as naes europias adotaram o servio militar obrigatrio, incentivando assim o sentimento nacionalista e militarista.
  5. 5. Rivalidade austro-russa: A Rssia desejava dominar o Imprio Turco- Otamano, a fim de obter uma sada para o mar Mediterrneo, e, tambm, controlar a pennsula Balcnica. Para justificar esse expansionismo, criou o pan-eslavismo movimente poltico segundo o qual a Rssia tinha o "direito" de defender e proteger as pequenas naes eslavas da pennsula Balcnica. Nacionalismo da Srvia: Srvia era uma pequena nao eslava independente, situada na regio dos Blcs. O seu objetivo era reunir todos os povos eslavos em um s Estado. O projeto srvio contrariava os interesses da ustria e da Turquia.A Rssia era aliada da Srvia. Os alemes, tambm interessados na regio, pretendiam construir a ferrovia Berlim-Bagd para ter acesso direto ao petrleo da Mesopotmia (atual Iraque), acabando com a primazia dos ingleses. Exacerbao do nacionalismo: O perodo que antecedeu a Primeira Guerra Mundial foi marcado por uma exacerbao do nacionalismo. As potncias, de modo geral, cultivavam um discurso e uma mentalidade baseados em suas glrias militares, no poder blico e na supremacia nacional.
  6. 6. Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Imprio Austro-Hngaro e sua esposa Sofia foram assassinados em Sarajevo, capital da Bsnia por Gavrilo Princip, membro da Jovem Bsnia, grupo terrorista que almejava a unificao da "Terra dos Eslavos do Sul" (Iugoslvia). Tal evento serviu como pretexto para o incio da Primeira Guerra Mundial. O assassinato desencadeou uma srie de eventos e declaraes que acionaram o mecanismo mortal da Poltica de Alianas.
  7. 7. Primeira Fase: (1914). O estado-maior do exrcito alemo ps em prtica o Plano Schlieffen, ttica ofensiva e defensiva que movimentava o exrcito em duas frentes: a ocidental, contra a Frana, e a oriental, contra a Rssia. A primeira fase da guerra ficou conhecida como guerra de movimento, devido agilidade do ataque alemo. Aps invadir a Blgica, em setembro de 1914, os alemes estavam a 70 km de Paris. Os franceses contra-atacaram e, na Primeira Batalha do Marne, em setembro de 1914, conseguiram deter o avano alemo.
  8. 8. Segunda Fase: (1915-1916) Na frente ocidental, essa fase foi marcada pela guerra de trincheirasguerra de trincheiras: os exrcitos defendiam suas posies utilizando-se de uma extensa rede de trincheiras que eles prprios cavavam. Enquanto isso, na frente oriental, o exrcito alemo impunha sucessivas derrotas ao mal-treinado e muito mal-armado exrcito russo. Apesar disso, entretanto, no teve flego para conquistar a Rssia. Em 1915, a Itlia, que at ento se mantivera neutra, traiu a aliana que fizera com a Alemanha e entrou na guerra ao lado da Trplice Entente. Ao mesmo tempo que foi se alastrando, o conflito tornou-se cada vez mais trgico. Novas armas, como o canho de tiro rpido, o gs venenoso, o lana-chamas, o avio e o submarino, faziam um nmero crescente de vtimas.
  9. 9. A Guerra de Trincheiras marcou a segunda fase da Primeira Guerra Mundial. Foi a fase mais sangrenta, onde se verificava as piores condies humanas de sobrevivncia em um campo de batalha. Milhares de soldados permaneciam durante meses dentro desses tneis que eram interconectados formando uma rede de defesa dos exrcitos. Apesar das trincheiras defenderem contra tiros de rifles e metralhadoras, no tinham muito sucesso contra projteis de artilharia. As condies de sobrevivncia eram as piores possveis. Quando os soldados cavavam as trincheiras em regies perto do mar, acabavam encontrando gua no meio do processo, o que deixava o terreno permanentemente tomado por lama. Em ocasio de chuva, a situao se intensificava, os tneis ficavam inundados e os soldados tinham que lutar, comer e dormir encharcados. A lama evitava que se mantivessem aquecidos e o cheiro de mortos era constante. Pela presena de muitos cadveres em decomposio, apareciam muitos ratos em busca de alimentao e o quadro geral se tornava muito propcio morte.
  10. 10. Entre trincheiras inimigas havia um espao de aproximadamente 200 metros de distncia, no qual jaziam muitos mortos ou feridos que esperavam por socorro. Entretanto s era possvel que as equipes de resgate sassem noite para tentar salvar algum combatente, o que costumava ser tarde demais. Ainda nas trincheiras, os soldados se alimentavam com carnes e vegetais enlatados ou biscoitos. Em um momento nico, no primeiro Natal depois de iniciada a Guerra de Trincheiras, os soldados cessaram os ataques e saram das trincheiras para se cumprimentarem. Mas o grande nmero de mortos que viria em seguida e o elevado ndice de estresse causado pelo combate aumentaram o dio entre os combatentes, impedindo que algo parecido ocorresse novamente.
  11. 11. "O odor ftido nos penetra garganta a dentro ao chegarmos na nossa nova trincheira, a direita dos parges. Chove torrencialmente e nos protegemos com o que tem de lonas e tendas de campanha afianadas nos muros da trincheira. Ao amanhecer do dia seguinte constatamos estarrecidos que nossas trincheiras estavam feitas sobre um monto de cadveres e que as lonas que nossos predecessores haviam colocado estavam para ocultar da vista os corpos e restos humanos que ali haviam." - Raymond Naegelen, na regio de Champagne . "Pela manh, quando ainda est escuro, h um momento de emoo: pela entrada do nosso abrigo precipita-se uma turba de ratos fugitivos, que trepam por toda a parte a longo das paredes. As lmpadas de algibeira alumiam este tmulo. Toda a gente grita, pragueja e bate nos ratos. Descarregam-se, assim, a raiva e o desespero acumulados durante numerosas horas. As caras esto crispadas, os braos ferem, os animais do gritos penetrantes e temos dificuldades em parar, pois estvamos prestes a assaltar-nos mutuamente." E. M. Remarque "Perdemos todo o sentimento de solidariedade. Mal nos reconhecemos quando a nossa imagem de outrora cai debaixo do nosso olhar de fera perseguida. Somos mortos insensveis que, por um estratagema e um encantamento perigoso, podemos ainda correr e matar." - E. M. Remarque "Secam as fontes e os rios, ardem as searas e a nossa casa e as rvores nuas amaldioam o cu, sem sabermos porqu. Morrem os jovens antes de se amarem e os poetas com os poemas inacabados e as crianas olhando espantadas para o cu, sem saberem porqu. Um vento noturno deixou insepultos ventres e seios e desejos de maternidade nunca realizados, e secou risos e cantares subindo para o cu, sem sabermos porqu. Andam as guerras pelo mundo: somente possumos uma voz, uma voz e essa voz no se calar e ns sabemos porqu!" Tomaz Kim, Campo de Batalha Depoimentos de soldados sobreviventes da Primeira Guerra Mundial
  12. 12. A sada da Rssia da guerra est relacionada revoluo socialista ocorrida em seu territrio no final de 1917. O novo governo alegou que a guerra era imperialista e que o seu pas tinha muitos problemas internos para resolver. A Alemanha, ento, jogou sua ltima cartada, avanando sobre a Frana antes da chegado dos norte-americanos Europa. Entretanto, os alemes foram novamente detidos na Segunda Batalha do Marne e forados a recuar. A partir desse recuo, os pases da Entente foram impondo sucessivas derrotas aos seus inimigos. A Alemanha ainda resistia quando foi sacudida por uma rebelio interna, que forou o imperador Guilherme II a abdicar em 9 de novembro de 1918. Assumindo o poder imediatamente, o novo governo alemo substituiu a Monarquia pela Repblica. Dois dias depois rendeu-se, assinando um documento que declarava a guerra terminada. Terceira fase: (1917-1918). Em 1917, primeiro ano dessa nova fase, ocorreram dois fatos decisivos para o desfecho da guerra: a entrada dos Estados Unidos no conflito e a sada da Rssia. Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Inglaterra e da Frana. Esse apoio tem uma explicao simples: os americanos tinham feitos grandes investimentos nesses pases e queriam assegurar o seu retorno. Outras naes tambm se envolveram na guerra. Turquia e Bulgria junta