prevencao contra incendio pci apostila

Download Prevencao Contra Incendio Pci Apostila

If you can't read please download the document

Post on 24-Nov-2015

98 views

Category:

Documents

29 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL

    CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE PERNAMBUCO

    Campus de Ensino Metropolitano II - CEMET II

    INSTRUTORES:

    MAJ BM 28734-2 WELLINGTON JOS DA SILVA 2 SGT BM 950133-9 MIGUEL MARIANO DA SILVA JNIOR

  • Continuao da Apostila de Preveno Contra Incndio 2

    PREVENO CONTRA INCNDIO 2011

    1. GENERALIDADES DA PREVENO CONTRA INCNDIO

    Um dos tpicos abordados na avaliao e planejamento da proteo de uma coletividade a preveno contra incndio. O termo "preveno contra incndio" expressa tanto a educao pblica como as medidas de proteo contra incndio em um edifcio. A implantao da preveno de incndio se faz por meio de atividades que visam a evitar o surgimento do sinistro, possibilitar sua extino e reduzir seus efeitos antes da chegada do Corpo de Bombeiros.

    A proteo contra incndio deve ser entendida como o conjunto de medidas para a deteco e controle do crescimento do incndio e sua conseqente conteno ou extino.

    OBJETIVOS DA PREVENO CONTRA INCNDIO

    1) a garantia da segurana vida das pessoas que se encontrarem no interior de um edifcio, quando da ocorrncia de um incndio;

    2) a preveno da conflagrao e propagao do incndio, envolvendo todo o edifcio;

    3) a proteo do contedo e a estrutura do edifcio;

    4) minimizar os danos materiais de um incndio.

    PROPAGAO DE FOGO, FUMAA E GASES QUENTES

    O fogo pode ser definido como um fenmeno fsico-qumico onde se tem lugar uma reao de oxidao com emisso de calor e luz.

    Devem coexistir quatro componentes para que ocorra o fenmeno do fogo:

    1) combustvel;

    2) comburente (oxignio);

    3) calor;

    4) reao em cadeia.

  • Continuao da Apostila de Preveno Contra Incndio 3

    Os meios de extino se utilizam deste princpio, pois agem por meio da inibio de um dos componentes para apagar um incndio.

    O combustvel pode ser definido como qualquer substncia capaz de produzir calor por meio da reao qumica. Para exemplificar citamos: a madeira, papel, tecidos, graxa, leo, carvo, gases, etc. Os combustveis podem ser SLIDOS LQUIDOS e GASOSOS.

    O comburente - substncia que alimenta a reao qumica, sendo mais comum o oxignio.

    O calor pode ser definido como uma forma de energia que se transfere de um sistema para outro em virtude de uma diferena de temperatura. Ele se distingue das outras formas de energia porque, como o trabalho, s se manifesta num processo de transformao.

    Reao em Cadeia

    Sabemos que toda reao qumica envolve a troca de energia. Na combusto, parte desta energia desprendida dissipada no ambiente, provocando os efeitos trmicos derivados do incndio, o restante continua aquecer o combustvel, fornecendo-lhe a energia (fonte de calor) necessria para a continuidade do processo, temos ento, a reao em cadeia no processo da combusto. exatamente por causa da existncia deste quarto elemento, ser de extrema importncia o combate ao fogo dentro dos primeiros cincos minutos.

    Podemos, ainda, definir incndio como sendo o fogo indesejvel, qualquer que seja sua dimenso.

    Como foi dito, o comburente o oxignio do ar e sua composio percentual no ar seco, de 20,99%; os demais componentes so o nitrognio com 78,03% e outros gases (CO2, Ar, H2, He, Ne, Kr) com 0,98%.

    O calor, por sua vez, pode ter como fonte energia eltrica, o cigarro aceso, os queimadores a gs, a frico ou mesmo a concentrao da luz solar atravs de uma lente.

    O fogo se manifesta diferentemente em funo da composio qumica do material; mas, por outro lado, um mesmo material pode queimar de modo diferente em funo da sua superfcie especfica, das condies de exposio ao calor, da oxigenao e da umidade contida.

  • Continuao da Apostila de Preveno Contra Incndio 4

    2. VISTORIAS o servio realizado pelo Centro de Atividades Tcnicas do CBMPE, com o objetivo de

    inspecionar os sistemas preventivos de combate a incndio existentes na edificao, para que possa ser fornecido o Atestado de Regularidade pelo Corpo de Bombeiros.

    TIPOS DE VISTORIA

    1) Vistoria Prvia; 2) Vistoria de Regularizao; 3) Vistoria de Fiscalizao. Vistorias Prvias Sero realizadas nas edificaes em construo ou reforma desde que disponham do

    competente Atestado de Conformidade, o qual fornecido pelo CMBPE quando da aprovao do projeto para incio da construo. Esse tipo de vistoria s ser realizada nas edificaes em que sejam exigidos os seguintes sistemas, individual ou conjuntamente.

    sistemas fixos automticos ou sob comando para combate a incndios; sistemas especiais; sistemas de deteco e/ou alarme de incndio; sistemas de iluminao de emergncia; sistemas centralizados de gs liquefeito de petrleo; sistema de pra-raios.

    As vistorias prvias tero como objetivos verificar: a) Se o material empregado na instalao de sistemas que, por sua natureza, devam ser embutidos; b) Se o caminhamento da canalizao, eletrodutos, tubulaes de gs e cabo de descida do pra-raios, previstos para os sistemas exigidos para a edificao; o dispositivo que, instalado no (s) reservatrio (s) da edificao, assegure a reserva tcnica para combate a incndios especificados no processo correspondente;

    c) Se o teste a ser executado no sistema centralizado de GLP e; d) Se a instalao da bomba em by pass, quando for o caso.

    As vistorias de Regularizao Sero realizadas aps a concluso definitiva da obra, ou em edificaes existentes, para

    fins de liberao do Atestado de Regularidade. Nesta vistoria, sero observados:

    a) Extintor: (validade, teste hidrosttico, conservao geral, sinalizao, localizao, etc);

  • Continuao da Apostila de Preveno Contra Incndio 5

    b) Hidrante: (localizao, acessrios, bombas de incndio, conservao geral, etc);

    c) Rotas de Fuga: (Tipos de escada, iluminao de emergncia PCF e PRF, etc);

    d) Central de GLP: (loalizao, proteo por extintores, sinalizao, etc);

    e) SPDA : (rea de cobertura, isoladores, cabos, aterramento, altura da haste, etc);

    f) Deteco e Alarme: (localizao, tipo, testar acionadores e detectores via central;

    g) Sprinklers: (vlvula de fluxo ou pressostato, vlvula de teste, bomba, etc);

    h) Heliponto: (Homologao do MAer, hidrantes e acessrios, extintores, LGE, etc). As vistorias de regularizao ter como objetivo: Verificar a instalao definitiva dos sistemas de segurana contra incndio e pnico

    previstos para a edificao considerada.

    Da Classificao das Ocupaes

    Para as exigncias do sistemas de segurana contra incndio e pnico, as edificaes sero classificadas pelas ocupaes seguintes:

    Tipo A Residencial Privativa Unifamiliar; Tipo B Residencial Privativa Multifamiliar; Tipo C Residencial Coletiva; Tipo D Residencial Transitria; Tipo E Comercial; Tipo F Escritrio; Tipo G Mista; Tipo H Reunio de Pblico;

    Tipo I Hospitalar; Tipo J Pblica; Tipo K Escolar; Tipo L Industrial; Tipo M Garagem; Tipo N Galpo ou Depsito; Tipo O Produo, (manipulao, armazenamento e distribuio de derivados de petrleo

    e/ou lcool e/ou produtos perigosos); Tipo P Templos Religiosos; Tipo Q Especiais.

  • Continuao da Apostila de Preveno Contra Incndio 6

    3. SISTEMA PORTTIL DE PROTEO CONTRA INCNDIO

    3.1. Extintores

    Agente extintor todo material que aplicado ao fogo, interfere em sua reao qumica, provocando uma descontinuidade de um ou mais lados do tringulo do fogo, alterando as condies para que no haja fogo. Os agentes extintores podem ser encontrados nos estados lquido, slido ou gasoso. Existe uma variedade muito grande de agentes extintores. Os mais comuns que possivelmente teremos que utilizar em caso de incndios so: gua, Espuma (qumica e mecnica), P Qumico Seco, Gs Carbnico (CO2), Agentes Improvisados (areia, cobertores, etc.).

    3.2. gua

    Ainda o agente mais utilizado para o combate a incndio nas classes A (slidos) e B (lquidos inflamveis). A gua pode ser aplicada quando pressurizada nas seguintes modalidades: Jato Slido, Neblina de alta velocidade e Neblina de baixa velocidade. Quando empregada atravs da pressurizao de neblina de alta ou de baixa velocidade pode ser utilizada em incndios de classe B.

    3.3 Espuma

    um agente especfico para o combate a incndio das classes A (slidos) e B lquidos inflamveis). H dois tipos clssicos de espumas: a Qumica e a Mecnica.

    Espuma Mecnica Espuma Qumica 3.4 CO2

    J vimos anteriormente que o CO2 um gs inerte que no alimenta a combusto. muito usado como agente abafador, criando sobre o incndio uma atmosfera rica de CO2 e pobre de oxignio que no permite a combusto continuar.

  • Continuao da Apostila de Preveno Contra Incndio 7

    Para ser usado no combate a incndios, o CO2 vem comprimido sob a forma lquida em garrafas. Pela rpida descompresso, o lquido vaporiza-se e h uma brusca queda de temperatura, que vai a vrios graus abaixo de zero, formando at a neve carbnica (gelo seco). O CO2 extingue por abafamento. Pode ser usado com xito nos incndios de classe B (lquidos inflamveis) e C (eltricos energizados) e em incio da classe A (slidos)

    3.5 P Qumico

    Esses extintores so a base de bicarbonato de sdio ou de potssio. O p qumico fica dentro de um recipiente tipo garrafa e anexo h uma ampola com gs propelente que poder ser CO2 ou nitrognio, conforme o tamanho. A principal ao do p qumico quebrar ou interromper a reao em cadeia e, secundariamente age por abafamento, depositando uma pelcula de p sobre a superfcie, o que retarda uma reignio violenta. Em estudos efetuados no laboratrio de Estudos da Marinha dos Estados Unidos, verificou-se que o emprego de p qumico base do bicarbonato de potssio era 50% mais eficiente do que o bicarbonato de sdio por mesmo tipo de incndio e em igual rea. Tambm se verificou ser grande a demora para o fogo reativar-se nas reas atacadas pelo bicarbonato de potssio. H