Presidência Da República 8.112

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<p>Presidncia da RepblicaCasa CivilSubchefia para Assuntos Jurdicos</p> <p>LEI N 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990Texto compiladoMensagem de vetoProduo de efeitoPartes mantidas pelo Congresso Nacional(Vide Lei n 12.702, de 2012)(Vide Lei n 12.855, de 2013)(Vide Lei n 13.135, de 2015)Dispe sobre o regime jurdico dos servidores pblicos civis da Unio, das autarquias e das fundaes pblicas federais.</p> <p>PUBLICAO CONSOLIDADA DA LEI N 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990, DETERMINADA PELOART. 13 DA LEI N 9.527, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1997. O PRESIDENTE DA REPBLICAFao saber que o Congresso Nacionaldecreta e eu sanciono a seguinte Lei:Ttulo ICaptulo nicoDas Disposies PreliminaresArt.1oEsta Lei institui o Regime Jurdico dos Servidores Pblicos Civis da Unio, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundaes pblicas federais.Art.2oPara os efeitos desta Lei, servidor a pessoa legalmente investida em cargo pblico.Art.3oCargo pblico o conjunto de atribuies e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.Pargrafonico.Os cargos pblicos, acessveis a todos os brasileiros, so criados por lei, com denominao prpria e vencimento pago pelos cofres pblicos, para provimento em carter efetivo ou em comisso.Art.4o proibida a prestao de servios gratuitos, salvo os casos previstos em lei.Ttulo IIDo Provimento, Vacncia, Remoo, Redistribuio e SubstituioCaptulo IDo ProvimentoSeo IDisposies GeraisArt.5oSo requisitos bsicos para investidura em cargo pblico:I-a nacionalidade brasileira;II-o gozo dos direitos polticos;III-a quitao com as obrigaes militares e eleitorais;IV-o nvel de escolaridade exigido para o exerccio do cargo;V-a idade mnima de dezoito anos;VI-aptido fsica e mental.1oAs atribuies do cargo podem justificar a exigncia de outros requisitos estabelecidos em lei.2os pessoas portadoras de deficincia assegurado o direito de se inscrever em concurso pblico para provimento de cargo cujas atribuies sejam compatveis com a deficincia de que so portadoras; para tais pessoas sero reservadas at 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.3oAs universidades e instituies de pesquisa cientfica e tecnolgica federais podero prover seus cargos com professores, tcnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.(Includo pela Lei n 9.515, de 20.11.97)Art.6oO provimento dos cargos pblicos far-se- mediante ato da autoridade competente de cada Poder.Art.7oA investidura em cargo pblico ocorrer com a posse.Art.8oSo formas de provimento de cargo pblico:I-nomeao;II-promoo;III-ascenso;(Revogado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)IV- transferncia;(Execuo suspensa pela RSF n 46, de 1997)(Revogado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)V-readaptao;VI-reverso;VII-aproveitamento;VIII-reintegrao;IX-reconduo.Seo IIDa NomeaoArt.9oA nomeao far-se-:I-em carter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira;II - em comisso, para cargos de confiana, de livre exonerao.II-em comisso, inclusive na condio de interino, para cargos de confiana vagos.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)Pargrafo nico. A designao por acesso, para funo de direo, chefia e assessoramento recair, exclusivamente, em servidor de carreira, satisfeitos os requisitos de que trata o pargrafo nico do art. 10.Pargrafonico.O servidor ocupante de cargo em comisso ou de natureza especial poder ser nomeado para ter exerccio, interinamente, em outro cargo de confiana, sem prejuzo das atribuies do que atualmente ocupa, hiptese em que dever optar pela remunerao de um deles durante o perodo da interinidade.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)Art.10.A nomeao para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de prvia habilitao em concurso pblico de provas ou de provas e ttulos, obedecidos a ordem de classificao e o prazo de sua validade.Pargrafo nico. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, mediante promoo, ascenso e acesso, sero estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administrao Pblica Federal e seus regulamentos.Pargrafonico.Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, mediante promoo, sero estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administrao Pblica Federal e seus regulamentos.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)Seo IIIDo Concurso PblicoArt. 11. O concurso ser de provas ou de provas e ttulos, podendo ser realizado em duas etapas, conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira.Art.11.O concurso ser de provas ou de provas e ttulos, podendo ser realizado em duas etapas, conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, condicionada a inscrio do candidato ao pagamento do valor fixado no edital, quando indispensvel ao seu custeio, e ressalvadas as hipteses de iseno nele expressamente previstas.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)(Regulamento)Art.12.O concurso pblico ter validade de at 2 (dois ) anos, podendo ser prorrogado uma nica vez, por igual perodo.1oO prazo de validade do concurso e as condies de sua realizao sero fixados em edital, que ser publicado no Dirio Oficial da Unio e em jornal dirio de grande circulao.2oNo se abrir novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade no expirado.Seo IVDa Posse e do ExerccioArt.13.A posse dar-se- pela assinatura do respectivo termo, no qual devero constar as atribuies, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que no podero ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofcio previstos em lei. 1 A posse ocorrer no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicao do ato de provimento, prorrogvel por mais 30 (trinta) dias, a requerimento do interessado. 2 Em se tratando de servidor em licena, ou afastado por qualquer outro motivo legal, o prazo ser contado do trmino do impedimento.1oA posse ocorrer no prazo de trinta dias contados da publicao do ato de provimento.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)2oEm se tratando de servidor, que esteja na data de publicao do ato de provimento, em licena prevista nos incisos I, III e V do art. 81, ou afastado nas hipteses dos incisos I, IV, VI, VIII, alneas "a", "b", "d", "e" e "f", IX e X do art. 102, o prazo ser contado do trmino do impedimento.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)3oA posse poder dar-se mediante procurao especfica. 4 S haver posse nos casos de provimento de cargo por nomeao, acesso e ascenso.4oS haver posse nos casos de provimento de cargo por nomeao.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)5oNo ato da posse, o servidor apresentar declarao de bens e valores que constituem seu patrimnio e declarao quanto ao exerccio ou no de outro cargo, emprego ou funo pblica.6oSer tornado sem efeito o ato de provimento se a posse no ocorrer no prazo previsto no 1odeste artigo.Art.14.A posse em cargo pblico depender de prvia inspeo mdica oficial.Pargrafonico.S poder ser empossado aquele que for julgado apto fsica e mentalmente para o exerccio do cargo.Art. 15. Exerccio o efetivo desempenho das atribuies do cargo. 1 de 30 (trinta) dias o prazo para o servidor entrar em exerccio, contados da data da posse. 2 Ser exonerado o servidor empossado que no entrar em exerccio no prazo previsto no pargrafo anterior. 3 autoridade competente do rgo ou entidade para onde for designado o servidor compete dar-lhe exerccio.Art.15.Exerccio o efetivo desempenho das atribuies do cargo pblico ou da funo de confiana.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)1o de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo pblico entrar em exerccio, contados da data da posse.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)2oO servidor ser exonerado do cargo ou ser tornado sem efeito o ato de sua designao para funo de confiana, se no entrar em exerccio nos prazos previstos neste artigo, observado o disposto no art. 18.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)3o autoridade competente do rgo ou entidade para onde for nomeado ou designado o servidor compete dar-lhe exerccio.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)4oO incio do exerccio de funo de confiana coincidir com a data de publicao do ato de designao, salvo quando o servidor estiver em licena ou afastado por qualquer outro motivo legal, hiptese em que recair no primeiro dia til aps o trmino do impedimento, que no poder exceder a trinta dias da publicao.(Includo pela Lei n 9.527, de 10.12.97)Art.16.O incio, a suspenso, a interrupo e o reincio do exerccio sero registrados no assentamento individual do servidor.Pargrafonico.Ao entrar em exerccio, o servidor apresentar ao rgo competente os elementos necessrios ao seu assentamento individual.Art. 17. A promoo ou a ascenso no interrompem o tempo de exerccio, que contado no novo posicionamento na carreira a partir da data da publicao do ato que promover ou ascender o servidor.Art.17.A promoo no interrompe o tempo de exerccio, que contado no novo posicionamento na carreira a partir da data de publicao do ato que promover o servidor.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)Art. 18. O servidor transferido, removido, redistribudo, requisitado ou cedido, que deva ter exerccio em outra localidade, ter 30 (trinta) dias de prazo para entrar em exerccio, includo nesse prazo o tempo necessrio ao deslocamento para a nova sede.Pargrafo nico. Na hiptese de o servidor encontrar-se afastado legalmente, o prazo a que se refere este artigo ser contado a partir do trmino do afastamento.Art.18.O servidor que deva ter exerccio em outro municpio em razo de ter sido removido, redistribudo, requisitado, cedido ou posto em exerccio provisrio ter, no mnimo, dez e, no mximo, trinta dias de prazo, contados da publicao do ato, para a retomada do efetivo desempenho das atribuies do cargo, includo nesse prazo o tempo necessrio para o deslocamento para a nova sede.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)1oNa hiptese de o servidor encontrar-se em licena ou afastado legalmente, o prazo a que se refere este artigo ser contado a partir do trmino do impedimento.(Pargrafo renumerado e alterado pela Lei n 9.527, de 10.12.97)2o facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos nocaput.(Includo pela Lei n 9.527, de 10.12.97)Art. 19. O ocupante de cargo de provimento efetivo fica sujeito a 40 (quarenta) horas semanais de trabalho, salvo quando a lei estabelecer durao diversa.Pargrafo nico. Alm do cumprimento do estabelecido neste artigo, o exerccio de cargo em comisso exigir de seu ocupante integral dedicao ao servio, podendo o servidor ser convocado sempre que houver interesse da administrao.Art.19.Os servidores cumpriro jornada de trabalho fixada em razo das atribuies pertinentes aos respectivos cargos, respeitada a durao mxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites mnimo e mximo de seis horas e oito horas dirias, respectivamente.(Redao dada pela Lei n 8.270, de 17.12.91) 1 O ocupante de cargo em comisso ou funo de confiana submetido ao regime de integral dedicao ao servio, podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administrao.(Includo pela Lei n 8.270, de 17.12.91)1oO ocupante de cargo em comisso ou funo de confiana submete-se a regime de integral dedicao ao servio, observado o disposto no art. 120, podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administrao.(Redao dada pela Lei n 9.527, de 10.12.97)2oO disposto neste artigo no se aplica a durao de trabalho estabelecida em leis especiais.(Includo pela Lei n 8.270, de 17.12.91)Art.20.Ao entrar em exerccio, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficar sujeito a estgio probatrio por perodo de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptido e capacidade sero objeto de avaliao para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores:(Vide EMC n 19)Art.20.Ao entrar em exerccio, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficar sujeito a estgio probatrio por perodo de trinta e seis mesesdurante o qual a sua aptido e capacidade sero objeto de avaliao para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores:(Redao dada pela Medida Provisria n 431, de 2008).I-assiduidade;II-disciplina;III-capacidade de iniciativa;IV-produtividade;V- responsabilidade.Art.20.Ao entrar em exerccio, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficar sujeito a estgio probatrio por perodo de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptido e capacidade sero objeto de avaliao para o desempenho do cargo, observados os seguinte fatores:(Vide EMC n 19)I-assiduidade;II-disciplina;III-capacidade de iniciativa;IV-produtividade;V- responsabilidade.1oQuatro meses antes de findo o perodo do estgio probatrio, ser submetida homologao da autoridade competente a avaliao do desempenho do servidor, realizada de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento do sistema de carreira, sem prejuzo da continuidade de apurao dos fatores enumerados nos incisos I a V deste artigo.1oQuatro meses antes de findo o perodo do estgio probatrio, ser submetida homologao da autoridade competente a avaliao do desempenho do servidor, realizada por comisso constituda para essa finalidade, de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo, sem prejuzo da continuidade de apurao dos fatores enumerados nos incisos I a V deste artigo.(Redao dada pela Medida Provisria n 431, de 2008). 1o 4 (quatro) meses antes de findo o perodo do estgio probatrio, ser submetida homologao da autoridade competente a avaliao do desempenho do servidor, realizada por comisso constituda para essa finalidade, de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo, sem prejuzo da continuidade de apurao dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput deste artigo.(Redao dada pela Lei n 11.784, de 20082oO servidor no aprovado no estgio probatrio ser exonerado ou, se estvel, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no pargrafonico do art. 29.3oO servidor em estgio probatrio poder exercer quaisquer cargos de provimento em comisso ou funes de direo, chefia ou assessoramento no rgo ou entidade de lotao, e somente poder ser cedido a outro rgo ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial, cargos de provimento em comisso do Grupo-Direo e Assessoramento Superiores-DAS, de nveis 6, 5 e 4, ou equivalentes.(Includo pela Lei n 9.527, de 10.12.97)4oAo servidor em estgio probatrio somente podero ser concedidas as licenas e os afastamentos previstos nos arts. 81, incisos I a IV, 94, 95 e 96, bem assim afastamento para participar de curso de formao decorrente de aprovao em concurso para outro cargo na Administrao Pblica Federal.(Includo pela Lei n 9.527, de 10.12.97)5oO estgio probatrio ficar suspenso durante as licenas e os afastamentos previstos nos arts. 83, 84, 1o, 86 e 96, bem assim na hiptese de participao em curso de formao, e ser retomado a partir do trmino do impedimento.(Includo pela Lei n 9.527, de 10.12.9...</p>