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  • MANUAL DE PREPARAO DE SUPERFCIES PARA PINTURA

  • 2Padres de limpeza de superfcie por jateamento abrasivo (pressurizado) ou por turbina centrfuga

    Segundo as normas SIS 005 59 00-67, SSPC VIS 1 e ISO 8501-01

    Gra

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    Grau A Grau B

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    B St 3

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    B Sa 2

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  • 8PREPARAO DE SUPERFCIES

    A eficincia e a durabilidade dos revestimentos anticorrosivos dependem fundamentalmente do preparo da superfcie a ser protegida.

    Uma superfcie bem limpa, livre de ferrugem, graxa, sujeira e umidade, o melhor substrato para um bom revestimento protetor.

    A correta preparao da superfcie melhora a adeso do sistema ao substrato e prolonga a vida til da pintura.

    Os substratos de ao carbono, concreto e galvanizado so os que mais se deterioram em ambientes agressivos e por isso devem ser protegidos por pintura.

    A seleo do mtodo correto de preparao da superfcie depende do substrato, da agressividade do ambiente, da expectativa de vida til e do sistema de pintura.

    A disponibilidade de recursos e restries a certos mtodos tambm influenciam na seleo do mtodo de preparao da superfcie do ao carbono.

  • 5 Carepa de laminao

    O ao carbono j sai da siderrgica com uma camada de xido de ferro formada na superfcie do metal no processo de laminao a quente. A carepa se forma em perfis, tubos, vergalhes e chapas, na faixa de temperatura entre 1.250oC e 450oC. A carepa de laminao, como no desejada em trabalhos de pintura, chega a ser classificada como um contaminante muito especial. Basta aquecer qualquer pea de ao em temperaturas dentro desta faixa que o oxignio reage com o ferro e forma-se a carepa. Na laminao, o ao aquecido para tornar-se mais dctil e para que seja possvel passar as chapas entre os cilindros laminadores. Durante o resfriamento, a chapa se recobre de uma camada cinza azulada.

    A carepa tem as seguintes caractersticas: aderente, impermevel, dura e lisa. Apresenta espessuras de 15 at cerca de 500 micrometros a espessura depende do tempo em que o ao fica exposto a temperaturas elevadas, acima de 450C; esta a razo das chapas grossas terem carepas mais espessas: quanto maior a massa mais tempo demora para esfriar (inrcia trmica).

    Uma anlise rpida das caractersticas da carepa poderia induzir concluso errada de que se trata de um timo revestimento anticorrosivo. Se comparssemos uma ca-mada de carepa com uma camada de tinta,

    expostas em um ambiente altamente agressivo, pelo mesmo tempo, a pintura apresentaria um desempenho superior. A explicao que a tinta apresenta flexibilidade suficiente para acompanhar os movimentos dirios de dilatao, por causa do calor do sol e de contrao, devido a temperaturas mais baixas durante as noites. A carepa no possui flexibilidade suficiente e no acompanha os movimentos do ao sobre o qual foi formada. Por isso a carepa sofre fissuramento ou trincamento, por ter coeficiente de dilatao diferente do ao e acaba levando consigo a tinta, mesmo que esta esteja bem aderida.

    Outro problema da pintura sobre a carepa de laminao que, por ser uma superfcie muito lisa, h dificuldade de aderncia da tinta.

    Formao da carepa: reao do oxignio (ar) com o ferro (ao)

    Desagregao da carepa de laminao e da pintura

    Produo de chapas laminadas a quente

  • 6 Ao Carbono

    Os mtodos de preparao de superfcies de ao carbono indicados neste manual referem-se norma ISO 8501-1 que apresenta vrios padres visuais de comparao para preparao de superfcies. A ISO adotou a norma sueca SIS 05 59 00-1967, que passou a ser a norma internacional adotada no mundo todo. Outras normas existem, mas so idnticas SIS, que foi a precursora. Assim, podem ser comparadas s normas da SSPC e da NACE, ambas americanas.

    Graus de CorrosoA - Substrato de ao completamente coberto com carepa de laminao aderida e com pouca ou nenhuma ferrugem.B - Substrato de ao com incio de enferrujamento e incio de destacamento da carepa de laminao.C - Substrato de ao onde a carepa de laminao foi eliminada pelo enferrujamento ou que possa ser removida por raspagem, mas com pouca formao de cavidades (pites) visveis a olho nu.D - Substrato de ao onde a carepa de laminao foi eliminada pelo enferrujamento e na qual considervel formao de cavidades (pites) visvel a olho nu.

    Graus de preparao com ferramentas mecnicasSt 2 - Limpeza minuciosa por raspagem, escovamento ou lixamento manual para remoo de toda a carepa de laminao solta e outras impurezas. Em seguida, a superfcie soprada com ar comprimido limpo e seco ou aspirada ou escovada com uma escova de pelos, devendo-se obter um acentuado brilho metlico.St 3 - Limpeza muito minuciosa por raspagem, escovamento ou lixamento (mecnico ou manual) para remoo de toda a carepa de laminao solta e outras impurezas, porm mais rigorosa que a feita em St 2. Em seguida, a superfcie soprada com ar comprimido limpo e seco ou aspirada ou escovada com uma escova de pelos, devendo-se obter um acentuado brilho metlico.

    Graus de preparao com jateamento abrasivoSa 1 - Limpeza por jateamento ligeiro (Brush-off). O jato aplicado rapidamente e remove a carepa de laminao solta e outras impurezas.Sa 2 - Limpeza por jateamento comercial. O jato deve remover quase toda a carepa de laminao, a ferrugem e materiais estranhos. Finalmente, a superfcie limpa com aspirador, ar comprimido seco ou com escova, devendo apresentar uma colorao acinzentada.Sa 2 - Limpeza por jateamento ao metal quase branco. O jato deve remover toda a carepa de laminao e outras impurezas, de modo que possam aparecer apenas leves manchas na superfcie, na forma de pontos ou listras. Finalmente, a superfcie deve ser limpa com aspirador, ar comprimido seco ou com escova.Sa 3 - Limpeza por jateamento ao metal branco. O jato deve remover completamente toda a carepa de laminao ou outras impurezas. Finalmente, a superfcie deve ser limpa com aspirador, ar comprimido limpo e seco ou com escova e deve apresentar uma colorao metlica uniforme.

    Pr-LimpezaAntes de preparar a superfcie por um dos mtodos acima, deve-se remover toda sujeira, leo ou

    graxa, utilizando-se de solues aquosas de tensoativos ou detergentes biodegradveis ou panos limpos embebidos em solventes apropriados.

  • Observao: os padres St 2, St 3, Sa 1 e Sa 2 no se aplicam em superfcies com grau A de corroso. Por isso no h padres visuais para a comparao. Nota: os padres mostrados nas pginas 2 e 3 so apenas ilustrativos. Para servios de inspeo, devem ser adquiridos os padres originais junto s entidades mencionadas (ISO, SIS, SSPC ou NACE).

    7

    Tipos de Preparao SIS 05 59 00 ISO 8501-1 SSPC-VIS1 NACE ABNTFerramentas Mecnicas

    Limpeza manual St 2 St 2 SP 2 NBR 15239Limpeza motorizada St 3 St 3 SP 3 NBR 15239

    Jato AbrasivoLigeiro (Brush-off) Sa 1 Sa 1 SP 7 NACE 4 NBR 7348

    Comercial Sa 2 Sa 2 SP 6 NACE 3 NBR 7348Metal quase branco Sa 2 Sa 2 SP 10 NACE 2 NBR 7348

    Metal branco Sa 3 Sa 3 SP 5 NACE 1 NBR 7348

    Quadro comparativo das normas de preparo de superfcies

    Abrasivos

    Os abrasivos mais utilizados na limpeza de superfcies antes da pintura so: areia(*), granalhas de ao, escria de cobre, xido de alumnio e bauxita sinterizada.

    (*)AreiaA areia foi proibida pela Portaria n 99 do Ministrio do Trabalho e Emprego, de 19 de outubro

    de 2004, por isso no mais utilizada no Brasil para limpeza de superfcies.

    Granalhas de AoAs granalhas so feitas com um tipo especial de ao, de alta dureza, em dois formatos: esfricas

    (Shot) e angulares (Grit). Shot tem dureza de 40 a 50 Rockwell C e podem ser recicladas at cerca de 350 vezes. Grit tem dureza de 55 a 60 Rockwell C e podem ser recicladas at cerca de 350 vezes, segundo os fabricantes do abrasivo. Para estruturas, costuma-se utilizar as granalhas S-330 at S-230 e G-18 at G-40. prtica comum utilizar misturas de Shot com Grit, chamadas de mix operativo. Por exemplo, uma mistura de S-330 com G-18 na proporo 1:1. Atualmente, no jato pressurizado, utilizam-se granalhas angulares com partculas de tamanhos diferentes (vrias granulometrias), para se obter o perfil de rugosidade e o padro visual necessrios otimizao do processo de preparao da superfcie.

    Escria de CobreTambm conhecido como Copper Slag, este material gerado no processo de fuso e refino

    do minrio concentrado de cobre. Durante o processo, o ferro contido no concentrado reage e se estabiliza em um silicato ferroso denominado Fayalita, que o principal constituinte da escria de cobre. Na unidade de granulao, a escria lquida em elevada temperatura entra em contato com um jato de gua e se solidifica na forma de pequenos gros, que so