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Empoderando vidas.Fortalecendo naes.

PRMIO ATLAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO NO BRASIL

COLE TNEA DE AR TIGOS

Empoderando vidas. Fortalecendo naes.

As informaes e opinies prestadas nos artigos desta publicao so de responsabilidade dos respectivos autores. Os editores no assumem qualquer responsabilidade pelo contedo das mesmas, nem garantem que os pressupostos em que tais informaes e opinies se baseiam se encontram corretos.

Publicado pelo Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Esta publicao fruto de uma parceria entre o PNUD, o Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada (Ipea) e a Fundao Joo Pinheiro. PNUD 2015Impresso no Brasil

Prmio Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil: coletnea de artigos / Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento, Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada, Fundao Joo Pinheiro. Braslia: PNUD: IPEA : FJP, 2015. 224 p. : il., grfs., mapas color.

Inclui Bibliografia.

ISBN: 978-85-88201-30-9

1. Desenvolvimento Humano. 2. ndice de Desenvolvimento Humano. 3. Indicadores Demogrficos. 4. Indicadores Sociais. 5. Pobreza. 6. Governo Local. 7. Regies Metropolitanas. 8. Brasil. I. Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento. II. Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada. III. Fundao Joo Pinheiro.

CDD 361.10981

Empoderando vidas.Fortalecendo naes.

PRMIO ATLAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO NO BRASIL

COLE TNEA DE AR TIGOS

FICHA TCNICARealizao

Niky FabiancicRepresentante Residente do PNUD no Brasil

Superviso

Maristela Marques BaioniRepresentante Residente Assistente para Programa - PNUD

Coordenao

Andra BolzonCoordenadora do Relatrio Nacional de Desenvolvimento Humano PNUD

Parceiros Institucionais

Marco Aurlio Costa Diretor de Estudos e Polticas Regionais, Urbanas e AmbientaisInstituto de Pesquisa Econmica Aplicada Ipea

Maria Luiza Marques Pesquisadora em Cincia e TecnologiaFundao Joo Pinheiro FJP

Comisso Julgadora

Ana Amlia da Silva Coordenadora de Curso da Coordenao Geral de Projetos de Capacitao ENAP

Andra BolzonCoordenadora do Relatrio Nacional de Desenvolvimento Humano PNUD

Fernando M. PratesPesquisador em Cincia e Tecnologia FJP

Marco Aurlio CostaDiretor de Estudos e Polticas Regionais, Urbanas e Ambientais Ipea

Maria da Graa R. das NevesAssessora Tcnica da Superintncia Geral IBAM

Maria Luiza Falco SilvaDiretora de Estudos Educacionais Inep

Maria Paula G. dos SantosTcnica de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Polticas do Estado, das Institui-es e da Democracia Ipea

Moema FreireOficial de Programa Justia, Direitos Humanos e GRD PNUD

Mnica Galupo F. CostaPesquisadora em Cincia e Tecnologia FJP

Equipe Tcnica

Jacob SaidAnalista de Comunicao do Relatrio de Desenvolvimento Humano PNUD

Samantha SalveAnalista de Cincias Sociais do Relatrio de Desenvolvimento Humano PNUD

Vanessa ZanellaAssistente de Cincias Sociais do Relatrio de Desenvolvimento Humano PNUD

Colaborao

Braskem, Petrobrs, Sebrae, Banco do Nordeste do Brasil, Furnas, Fapemig, Secretaria de Governo da Presidncia da Repblica, Banco do Brasil e Caixa Econmica Federal.

Apoio Institucional

Escola Nacional de Administrao Pblica (ENAP), Instituto Brasileiro de Administrao Municipal (IBAM), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira(Inep).

Edio PNUD BrasilProjeto Grfico Impresso Jlio LeitoReviso sis D. M. Z. TboasPrimeira edio Novembro 2015Tiragem 3000 exemplaresImpresso Grfica e Editora Brasil

SUMRIO

IntroduoMunicpios e gesto descentralizada................................................................................................................................... 07Ladislau Dowbor

Desenvolvimento Humano nas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs)Vulnerabilidade, pobreza e a evoluo do ndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) nasUnidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) do Distrito Federal........................................................................... 35Flvio Gonalves de Oliveira, Danielle Oliveira Valverde, Keli Rodrigues de Andrade, Thiago Mendes Rosa

Anlise das UDHs de Salvador com IDHM Muito Baixo em 2000: problematizaes sobre a evoluo dos indicadores demogrficos e sociais entre 2000 e 2010 .......................................................................................... 52Vitor Matheus Oliveira de Menezes

Inferncias sobre o Desenvolvimento Humano no municpio de So Lus: um estudo das UDHs do Ranking 3+ e Ranking 3- ...................................................................................................................................................... 68Laura Regina Carneiro, Eduardo Celestino Cordeiro, Vnia Cristina Oliveira Coelho, Joo Danniel Silva Curvina

Desenvolvimento Humanos nos MunicpiosLocalizando o desenvolvimento humano: municpios pobres multidimensionais no Brasil 1991-2000-2010......................................................................................................................................................................... 87Antnio Maria Claret de Souza Filho, Samanta Maria Natenzon

A mortalidade jovem no Brasil e suas conexes com as condies de vida nos domiclios, nos municpios e nas Unidades Federativas..................................................................................................................................................... 103Fabiano Neves Alves Pereira

O desenvolvimento e suas representaes em trs municpios paulistas.................................................................. 119Julio Cesar Bellingieri, Jos Gilberto de Souza

Desenvolvimento Humano nas Regies MetropolitanasDesenvolvimento humano e bem-estar urbano nas regies metropolitanas brasileiras ...................................... 137Daiane Boelhouwer Menezes, Ana Jlia Possamai

Pobreza e desenvolvimento humano na Regio Metropolitana de Belm: uma anlise comparativa entre os indicadores linha de pobreza, IDHM e IPM para os anos de 2000 e 2010 ................................................ 155Danuzia Lima Rodrigues, Ricardo Bruno Nascimento dos Santos, Danilo Arajo Fernandes

Desenvolvimento Humano nas Macrorregies e Unidades FederativasDesenvolvimento humano e convergncia de renda: evidncias para a regio Nordeste do Brasil no perodo de 1991 a 2010............................................................................................................................................................ 173Luiz Eduardo Vasconcelos Rocha, Tacyana Carvalho

A sustentabilidade do desenvolvimento humano.............................................................................................................. 191Monique dos Santos Barreto

Avaliao da sustentabilidade por meio de indicadores no Rio Grande do Sul ........................................................ 206Cssio Florisbal de Almeida

7

MUNICPIOS E GESTO DESCENTRALIZADALadislau Dowbor1

O Brasil composto por 5.570 municpios. Grandes ou pequenos, litorneos e tursticos, rurais ou industriais, perdidos na Amaznia ou formando gigantes espraiados por dezenas de quilmetros, constituem os blocos com os quais se cons-tri o pas. Se os blocos que constituem a construo no so slidos, no haver desenvolvimento equilibrado, da mesma forma como no h uma indstria pujan-te se as empresas no se administram de maneira competente. Ao fim e ao cabo, cada municpio, cada cidade com o seu entorno rural, tem de assumir a tarefa de administrar de maneira coerente e equilibrada o conjunto dos seus recursos, e de assegurar o objetivo maior que a qualidade de vida de todos.

Assistimos nos ltimos anos a avanos absolutamente impressionantes. Cerca de 40 milhes de pessoas foram tiradas da pobreza crtica. O brasileiro ganhou 10 anos de esperana de vida. Expandiu-se de maneira radical o emprego formal. O estudo Atlas Brasil (PNUD; IPEA; FJP, 2013) mostrou que enquanto em 1991 tnha-mos 85% dos municpios no grupo de IDHM Muito Baixo, em 2010 apenas 0,6% municpios ainda estavam nesta situao catastrfica. O desemprego, indicador es-sencial da qualidade do desenvolvimento, na faixa de 6%, um dos mais baixos da histria do pas.

O desmatamento da Amaznia, de 28 mil km2 em 2002, baixou para cerca de quatro mil em 2014. Jovens com curso secundrio completo que representavam 13% do total em 1991 passaram a representar 41% em 2010. Todos estes indica-dores tm em comum o fato de mostrar avanos indiscutveis, e o amplo caminho que temos de percorrer. Ter dividido a rea anualmente desmatada na Amaznia por sete representa uma imensa vitria, mas os quatro mil que ainda desmatamos continuam sendo um desastre. Os rumos esto certos, mas o caminho longo.

A Constituio de 1988 criou bases jurdicas e institucionais para uma partici-pao maior dos poderes locais na gesto dos recursos do pas. Prev inclusive o desenvolvimento de formas de participao direta, ao lado do sistema formal de re-presentao. No entanto, quando em 2013 milhes de brasileiros desceram s ruas para reivindicar melhores servios de sade, de educao, de mobilidade urbana e outros direitos bsicos, ficou claro que entre as necessidades da populao e o pro-cesso decisrio atual formou-se um hiato muito grande. Quando tanta gente busca

1 Ladislau Dowbor professor de economia e administrao na Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo (PUC-SP), e consultor de diversas agncias das Naes Unidas. Os seus trabalhos esto disponveis em Creative Commons em http://dowbor.org. E-mail: ladislau@dowbor.org.

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